quarta-feira, julho 20, 2011
Super Bock, Super Pó
Passaram-se já dois dias desde o fim de semana de concertos, e descobri hoje que ainda tinha restos de pó presos nos pelos do cú.
Nunca na minha vida vi tamanha confusão. E já estive numa discoteca gay a ouvir Lady Gaga.
Eram filas para tudo e mais alguma coisa. Comi pó aos quilos e não foi do branco.
No primeiro dia, só consegui sair de Coimbra pelas 7 da tarde. Por volta das onze ainda estávamos numa fila de trânsito com o concerto de Beirut a decorrer. Numa fúria pouco usual, abalámos do carro e desatamos a correr pela rua, frenéticos, para ainda vermos pelo menos metade do concerto.
Foi uma triste visão: 3 indíviduos perto dos 30 anos, a correr por uma estrada escura, desorientados e já bastante suados, com o pessoal dos carros e gritar coisas como: Run Forrest Run, ou Mexam esse cú badochas. Após o que me pareceu 3 horas de corrida (foram 10 minutos), ainda apanhámos Beirut a meio.
Mais pontos altos do festival:
1- Aquela merda era só espanhóis. Os Espanhóis na verdade não vão ver concertos. Vão socializar para os concertos, gritar bastante alto, e apalpar cús. Durante o concerto de Portishead houve até um espanhol que mijou para cima do casal homossexual que estava à minha frente e que se fartava de dar altos linguados durante a Roads. Por momentos aquilo parecia um filme porno gay com um golden shower pelo meio. Voltei a mim no concerto de Arcade Fire, para o qual não há nem haverá palavras possiveis para descrever. Ainda estou arrepiado de emoção.
2-A gaja dos Gift é altamente irritante.
3-Durante o concerto de Brandon Flowers parece-me que a população feminina deve ter tido vários orgasmos. A própria S., amiga de longa data a quem reconheço um certo nível de educação admitiu : «Este gajo podia-me fazer um filho», enquanto lambia os lábios e tirava umas 300 fotos com o zoom no máximo.
4- A gaja dos Gift é altamente irritante.
5- O Slash não tem um sixpack. Tem um onepack. E várias plásticas no focinho.
6- A gaja dos Gift é altamente irritante.
7- A S. apanhou uma intoxicação alimentar depois de duas horas na fila para comer um kebab que tinha uma molhenga verde a escorrer. A N. teve um ataque de diarreia explosiva no concerto de Strokes, mas aguentou-se estóicamente e até se abanou um bocado ao som do Whatever happened. De qualquer maneira se quisesse disfrutar de uma das 5 tói-tóis disponíveis no recinto, demoraria umas 3 horas a furar a multidão.
8- A gaja dos Gift é altamente irritante.
sábado, julho 09, 2011
Ajudem a língua do Robene
Isso mesmo, fui finalmente operado!
E agora pensam vocês: «Ai que bom, tudo correu bem, ainda bem que o Robene manteve intacto aquele sorriso de modelo da Armani e a estrutura óssea de outro qualquer modelo paneleiro (mas famoso).»
ERRADO.
Eu tenho de ter coisas para vir para aqui queixar-me. E para vocês lerem.
Lá estou eu na consulta pré operatória com o meu cirurgião (curiosamente tem uns dentes de merda, mas toda a gente me assegura que é o topo. Mesmo assim sinto-me uma gorda de 200 kg que vai a um nutricionista que pesa 180 kg).
Cirurgião: Robene, pá, quais as tuas principais preocupações?
Robene: Tenho de estar bom pelo menos dia 14 de Julho.
Cirurgião: Algum congresso?
Robene: Não. É o Super Bock Super Rock.
Risada aqui, risada ali e finalmente chega o dia da operação.
Estou borrado de medo, mas nem tenho tempo para pensar nisso, uma vez que me estão a tirar as calças de pijama na mesa de operações deixando-me completamente nú (para me tirarem os sisos têm de me despir por completo? Bem, já ouvi desculpas piores para me verem o mangalho). Depois disso só me lembro de acordar super bem disposto a rir-me imenso e com uma ideia fabulosa de fazer um colar com os 4 dentes que me tiraram. Mas aparentemente foram todos para o lixo.
Não tinha muitas dores, nem sequer estava muito inchado. No entanto a parte direita da minha língua estava completamente dormente.
Estava...e ESTÁ!
Faz hoje quase duas semanas que fui operado. Aparentemente tenho aquilo que se chama parestesia por lesão do nervo lingual. Embora Parestesia pareça um nome muito cool de uma música de Bjork, não é nada cool de se ter.
A ver:
-A comer trinco a língua. Como a tenho dormente não sinto nada. No outro dia estava a mastigar alegremente uma banana ao mesmo tempo que devorava metade da parte direita da língua. Felizmente as esguichadas de sangue que caíram no prato alertaram-me que alguma coisa não estava bem.
-Não tenho sabor. Comer um Big Mac ou um pedaço de cartão que fui buscar ao lixo sabe-me ao mesmo. Nunca estive em tão boa forma na minha vida.
-Não tenho sensibilidade a quente ou frio. No outro dia estava a beber um café a alguns 500º C e só depois de ter escaldado o esófago inteiro é que me apercebi do facto.
-Passei a ter uma deficiência de fala. Neste momento pareço um apresentador da SIC Radical a fazer a cobertura do Optimus Alive: Ninguém percebe um caralho do que digo.
-As minhas habilidades para o minete melhoraram substancialmente. Primeiro porque não tenho sabor. Depois porque a língua nunca se cansa.
-Há dias em que só tenho a língua dormente. Outros dias em que parece que está queimada. Outros em que seguramente pareço ter andado a lamber baterias de 2000 volts.
- Esta merda pode durar duas semanas a passar. Ou um ano.
Por isso será muito mais fácil identificarem-me no SBSR este ano. Serei não só o gajo a beber vinho tinto a copo, como o gajo que baba vinho tinto para a camisa.
quinta-feira, junho 09, 2011
Sugestões?
Hoje, com lágrimas nos olhos coloquei as mini super bock que tinha no frigorífico no lixo. Fiquei com 5 prateleiras vazias.
Hoje vou sair para a noite e ainda não me habituei ao sabor do vinho tinto. E duvido que pedir um copo de vinho no Noites Longas seja boa ideia. Possivelmente amanhã serei a vítima número 1 de uma nova estirpe de E. Coli assassina.
Vou portanto começar a dar nas drogas. Estou já em pesquisas profundas sobre a droga indicada para mim: Ecstasy, Coca e PCP estão a ocupar os lugares cimeiros.
Ketamina também me parece bem, até porque gosto do nome da coisa.
Enquanto isso preparei já um cocktail caseiro composto por anti histamínicos e tramadol, que me dará um ar de quem apanhou uma grande bebedeira.
Porque não há nada mais deprimente que alguém sóbrio numa discoteca.
Eu não sou do bloco de esquerda (mas já fui)
O ponto fulcral desta tragédia é o seguinte:
Médica: Robene, é alérgico ao glúten.
Robene: Hum...
Médica: Vai ter de deixar de comer certas coisas.
Robene: Hum...
Médica: Massas, Pão...
Robene: Hum...
Médica: Cereias, bolachas, bolos...
Robene: Hum...
Médica: Ah, e claro. Cerveja!
Robene: O QUÊ????!!! EU NÃO POSSO BEBER CERVEJA???
Médica: Pois, a cerveja vem da cevada e...
Robene (quase a chorar, mãos a tremer): Por favor Doutora, não posso simplesmente ser hemofílico? Tudo, tudo, eu deixo de comer carne, paro de enfardar oreos, mas cerveja pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!!!!NÃÃÃÃÃÃOOOOOO (grito de horror).
Médica: Bem, pode beber vinho...
Robene: Hum...
Tenho neste momento em minha casa dez garrafas de vinho tinto, as mais caras do corredor de bebidas do Continente. Nem que seja à décima, vou aprender a gostar de vinho. Quando virem um gajo a beber vinho ao copo na discoteca mais próxima já sabem: sou eu ( ou alguém intolerante ao glúten. Ou do bloco de esquerda).
quinta-feira, maio 19, 2011
Óculos e lentes
A meio da conversa ela pergunta-me se eu tenho óculos e eu digo que sim. Ela aponta para as lunetas que traz na cara e refere o facto de ter uns óculos de armação transparente que quase não se notam. «É como andar sem nada na cara!» exclama entre um riso descontrolado.
Pessoas que me lêem:
Ponto número 1: Uma gaja de óculos não é sexy. Podem até pensar que têm um ar de professora de liceu marota, mas isso só resulta se andarem a tentar engatar miúdos de 15 anos que acabaram de descobrir a sexualidade. Dizer que uma gaja de óculos é atraente é o mesmo que dizer que as amigas on line concorrentes do Peso Pesado são mesmo amigas. É mentira. São fufas.
Ponto número 2: Óculos transparentes que mal se notam na cara é um mito urbano. A não ser que estejamos a 2 km da pessoa, ou que sejamos extremamente míopes o facto é que temos uns óculos na cara. Por muito transparentes que sejam, há uns vidros à frente dos vossos olhos suspensos por uma armação. Se querem passar despercebidas comprem uns de massa. Não haverá alma masculina que olhe duas vezes para vocês.
Ponto número 3: A gaja deu-me a graduação errada de lentes e eu só reparei quando cheguei a casa e meti as lentes nos olhos. Estou agora com umas lentes uma dioptria abaixo do que efectivamente uso. É possível portanto que óculos transparentes me pareçam reflexos de uma cútis saudável. Ou não.
sexta-feira, maio 06, 2011
Sapatilhas...
O meu principal problema de ir a congressos não é a comunicação em si. É a roupa que levo vestida.
O ano passado fui a um congresso em Lisboa vestido como se fosse para um casamento da família real inglesa, exceptuando o chapéu.
Quando chego lá, está tudo de calças de ganga e t-shirt e um ar rebel-chick de quem foge às regras. Obviamente fora de tom, corro para a casa de banho, livro-me da gravata, despenteio o cabelo e desabotôo 5 botões da camisa. A apresentação foi um sucesso, com as pessoas quase a chorarem de emoção no final.
A partir daí nos congressos a que fui levei sempre sapatilhas e calças de ganga, e um ar de rebelde investigador com o charme dos fora-da-lei.
A história foi diferente a semana passada.
Estou na minha mesa de debate, depois de uma apresentação brilhante e dos elogios e cumprimentos de todos os psiquiatras presentes, incluindo uma psiquiatra mamalhuda e muito solícita.
A meio do debate, e depois de eu ter brilhado em respostas dúbias que deixaram toda a gente na mesma, vira-se um bronco qualquer (parece que regente de uma cadeira de Psiquiatria numa importante faculdade do país) e diz: «Robene, muitos parabéns pela apresentação brilhante. Não tarda estará a dar aulas na faculdade»
E eu rio-me imenso e estou quase a vir-me nas cuecas, quando o idiota acrescenta «Sem sapatilhas claro».
O Robene interessante e rockeiro torna-se em 2 segundos no maltrapilho vagabundo que veio dar uma palestra de sapatilhas. Toda a minha mística cool por água abaixo.
Cabisbaixo sussurro um: «custaram-me 80 euros», mas está toda a gente excitadíssima a olhar-me para as sapatilhas brancas com uma risca vermelha e outra azul.
Pelo sim pelo não, para a próxima volto ao fato.
sábado, abril 23, 2011
Pedras que não se fumam nem se apanham
A malandra deu de si no Sábado passado, estava eu sozinho em casa.
Se já tiverem tido uma cólica renal, sei que estão neste momento com a mão nas costas, a rezar por mim. Se nunca tiveram uma, então experimentem pegar numa faca afiada e apunhalem-se repetidamente no flanco lombar, durante aproximadamente uma hora.
Portanto estou eu sozinho em casa, com uma cólica renal. Todo eu me contorço pelo chão da sala, vomito a casa de banho toda e estou a mijar pingas de sangue.
So not sexy.
Decido portanto ir ao hospital. Eventualmente o G. atende-me o telemóvel depois de 250 chamadas não atendidas e um grito de desespero no voice mail. Estava a foder, não podia atender- responde-me com um ar natural. Amigos da merda é o que é. Eu nem nos meus fins de semana de swing desligo o telemóvel.
O urologista diz-me que a melhor maneira de suportar uma cólica renal é enfiar-me numa banheira com água quente e enfardar dois copos de whisky. Mas use um colete salva vidas ahaha, acrescenta.
Apetece-me espetar-lhe duas sardas no focinho, mas peço-lhe apenas para me dar morfina nas veias. Quando a dor passar, vou ser mais eficiente a espetar-lhe as murraças no queixo.
O médico diz que eu devia fazer termas. Parece que na Curia há umas termas específicas para este tipo de maleita. Sim, estou já a imaginar-me numa banheira de água sulfatada e alcalina, com um bando de velhos à minha volta a falarem de como rasgaram a uretra a mijar uma pedra de 2 cm.
Pergunto ao médico se já teve uma pedra nos rins. Ele diz que sim. Eu pergunto se foi a fazer termas que tratou do assunto. Ele ri-se e diz que tratou do assunto numa tarde, com uma sessão de litotricia que durou 5 minutos. Eu finalmente enfio-lho um pontapé no cú.
Por milagre fico imediatamente sem dores.
quinta-feira, abril 21, 2011
Parabéns...atrasados
Então o Xarope fez 5 anos no passado dia 3 e nem um chequezinho Fnac recebeu?
quinta-feira, abril 07, 2011
A saga continua...
COC
Reunião do meu grupo de investigadores...
Orientador do Robene: Robene, conhece o COC?
Robene: O quê? (ar incrédulo)
Orientador: O COC homem. Já me viu o COC?
Robene: Hum...eu...não sei...hum...
Orientador: Então pegue no COC, e trabalhe com ele. Dá imenso jeito.
COC-Site da Casa Oswaldo Cruz
Estou mais aliviado. Por momentos pensei que o meu doutoramento incluía trabalho de joelhos.
domingo, abril 03, 2011
Março caveado
quinta-feira, março 24, 2011
Censos 2011
Tenho para mim que o questionário foi feito por alguma das minhas ex-namoradas...
Mas que raio de perguntas são estas?
Pergunta: Estava em casa à meia noite do dia 21 Março?
(O quê? Que raio de estatística é esta?)
E continua:
Se responder afirmativamente, diga-nos: estava com homens ou mulheres? E quantos/as?
Ora, se eu organizo bacanais em minha casa, à meia noite do primeiro dia de Primavera, parece-me que é apenas da minha conta. E não estou ali a ver a categoria de Transexuais, o que me dificulta bastante a resposta.
O questionário prossegue... Há perguntas sobre a minha retrete (não é sanita, é retrete!), prestação da casa e número de pessoas que vivem comigo.
Não estou bem a ver a linha orientadora deste questionário, mas cheira-me que as estatísticas vão aparecer na revista Caras.
terça-feira, março 22, 2011
Roy Bon
Seja como for não estou para desembolsar com 135 euros pelos ditos cujos, pelo que me fui aventurar pelo excelente mercado de leilões da net.
Aparentemente tudo pode ser adquirido na net em leilões, por metade do preço. Ele há relógios Fossil, iPods, pólos Fred Perry, calças Levi's, e uma quantidade inacreditável de óculos Rayban...Por 30 euros.
Escolho lá o belo do óculo e tento determinar pela fotografia meio escura e desfocada se o produto é de confiança: Parece-me que os óculos dizem Roy Bon e são feitos de papel, mas por 30 euros estou disposto a arriscar. Quando confrontado com as minhas observações o próprio vendedor descansa-me dizendo que o produto foi roubado de uma carrinha em Espanha, e que vem na caixa original. Ora se foi roubado então a mim parece-me bem!
Se tudo correr bem, passarei a comprar toda a minha roupa e recheio de casa pelos leilões da net.
quarta-feira, março 09, 2011
Apaixonado
História trágica: o meu colega de casa acaba de fumar um cigarro, apaga-o (mal), deixa-o à beira do cinzeiro. Seguidamente o cigarro rola para cima do visor do meu iPod, e enquanto queima o meu belo leitor de mp3 eu rio-me à boca aberta na sala enquanto enfardo um Chocapic com leite sem dar por nada.
Quando dou conta do acontecimento tenho vários sentimentos em mim: por um lado apertar o pescoço ao D. Por outro lado dar-lhe um grande abraço, porque finalmente tenho desculpa para comprar um iPod touch.
O iPod touch é uma coisa maravilhosa. Reformulo: o iPod touch é a melhor coisa do mundo. Já tive sexo que me deu menos prazer que este belo quadradinho multimédia.
Basicamente agora não faço mais nada senão downloads de apps, especialmente desde que o M. me crackou o aparelho e agora tenho tudo à borla. Por outro lado vivo no medo que mo roubem ou que algum cigarro malandro rebole para cima do meu mais que tudo. Durmo com ele ao lado da cabeceira, de manhã quando acordo olho delicadamente para ele, dou-lhe um beijo de bons dias, e meto os phones nos ouvidos, depois de uma leve carícia no metal frio e ao mesmo tempo caloroso.
Confesso, acho que estou apaixonado.
segunda-feira, março 07, 2011
um siso, dois sisos, três sisos, quatro sisos
Há um mês atrás fui a uma consulta aos HUC:
Médico: Robene, essas dentuças estão complicadas. Tens os sisos todos fodidos. (O palavreado não foi exactamente este, mas no fundo era o que queria dizer).
Robene: E agora?
Médico: Agora tenho de te tirar o dente, mas por cirurgia.
Robene: Mas por cirurgia mesmo? Não dá simplesmente para o arrancar?
Médico: Não. Corremos o risco de te lesionar o nervo. Nesse caso ias ficar sem sensibilidade no lábio.
(Robene já a imaginar cenas de terror: a beber cerveja que imediatamente escorre pelo lábio fora ou a beijar uma boazona com o lábio a pingar baba. E também não deve dar muito jeito para comer.)
Robene: Ok, ok convenceu-me Doc. Não quero parecer o meu vizinho do lado depois de ter tido um AVC.
Médico: Vai ser anestesia geral. E tratamos já dos 4 sisos.
Tenho medo. Tenho muito medo.
Primeiro que me apalpem enquanto esteja sedado na mesa de operações. É um medo que tenho desde que vi um documentário de um dentista que fornicava (nota mental: usar a palavra fornicar mais vezes) as doentes enquanto elas estavam anestesiadas. Se me doer o rabo quando acordar da operação processo o hospital.
Segundo, porque vou passar 15 dias a comer papinhas Nestum com dores excruciantes, a cuspir sangue e com a minha bela fronha inchada. Logo em Março, que o calor volta e eu gosto de me ir passear para os corredores do Continente, engatar gajas na secção de produtos Gourmet.
Há por aí algum dentista que me ajude?
terça-feira, março 01, 2011
Cigarro Electrónico
Sim, decidi arrotar com 60 euros e comprar o cigarro electrónico.
Isto depois de ver um Johnny Depp muito cool no «Turista» a fumar o dito cujo, com a Angelina Jolie obviamente mesmerizada com o gadget tecnológico.
Óscares 2011
Ontem não foi excepção.
Arrependido?
Bem, tivemos um apresentador janado (James Franco), que basicamente só faltou snifar uma linha de coca em cima da estatueta do Óscar, uma apresentadora (anne Hathaway)que só faltou fazer malabarismos com bolas de circo, um Kirk Douglas que por pouco não apresentou um Óscar e apareceu na parte do In memoriam (já agora umas legendas para entender o que dizia o homem não era nada mau) e a Celine Dion a cantar. Ah, e ganha-me o Discurso do Rei.
Para o ano, cheira-me que a minha figura não vai dar audiência.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Sr Professor
Estava com um bocado de medo: Primeiro porque uma vez levei uma reprimenda por ter usado demasiadas vírgulas num resumo. Segundo porque basicamente tenho andado a coçar a piça em vez de andar a trabalhar no doutoramento ( e isto é literal, ando com muita comichão).
Dois dias antes da reunião exilei-me na biblioteca geral da Universidade para tentar pelo menos apresentar alguma bibiografia que supostamente andaria a ler.
Para meu espanto só faltou a mulher nomear-me a oitava maravilha à superfície da Terra. Entre elogios ao meu novo penteado (verdade) e ao espectacular trabalho que ando a fazer («quem me dera que todos os alunos de doutoramento fossem como o Robene»), convidou-me para dar uma aula de mestrado...
Isso mesmo...Dentro de duas semanas, estarei eu e um auditório de alunos de mestrado a ouvir-me falar das maravilhas dos antipsicóticos (nomeadamente a maraviha de estar a ser pago para ficar em casa e ver muita pornografia).
Quando faltarem dois dias para a aula começo a trabalhar.
domingo, fevereiro 13, 2011
Dia dos namorados
#1: O Malato. O Malato consegue tornar o Quem quer ser milionário no programa mais chato de toda a televisão portuguesa. Basicamente num programa ele consegue perguntar a um concorrente porque é que gosta de cozinhar queijadas de Sintra, dá uns quantos laivos de piadas sexuais acerca da sua pessoa, ri-se, engasga-se, mete o público a gritar umas ladainhas e de vez em quando, muito de vez em quando, faz umas perguntas. Eu por mim nunca me ri tanto desde que o Rui Sinel de Cordes meteu um grupo de holandeses a gritar «We miss you Malato». E isso sim, devia ser pago pelo estado.
#2 O meu Vizinho de baixo. No outro dia deparo-me com um papel na entrada : «Por favor não dar sapatadas nas paredes. Obrigado por esse favor...zinho». O próprio tom sarcástico-filho-da-puta da mensagem quase que me deu ganas de bater à porta do homem e dar-lhe com o pau da aspiração central. Como bom vizinho que sou no entanto, vou queixar-me na próxima reunião de condóminos das plantas que o homem tem na entrada de casa. Acho que me têm feito alergia.
#3 Empregados do Pingo Doce. Toda a vez que vou ao Pingo Doce espero encontrar empregados sorridentes que me cantam músicas aos ouvidos e me levam pelos ombros ao longo do corredor das bolachas. Invariavelmente encontro umas mulas antipáticas que me dão restos secos de frango de churrasco.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
O vigia
Surpreendidos? Então imaginem os alunos quando me viram entrar pela sala adentro a distribuir exames. Metade deles lembra-se de me ver a fazer figuras tristes na noite. A outra metade tentou ser engatada por mim.
Adiante... Ali estou eu, figura por demais autoritária, a mandar esconder telemóveis e a contar cabeças para distribuir exames.
Quando a tarefa acaba, sento-me na mesa do auditório e começo a ler um livro. Imediatamente toda a estudantada começa num frenesim a falar uns com os outros.
Eu grito um: CALOU!
Aviso desde já que gritar um calou para um auditório de alunos do quarto ano não é boa ideia. Tivesse antes gritado um: Não Falem! ou um Façam menos barulho! ou até um Não copiem! Gritar um Calou é simplesmente labrego, erro de principiante.
Depois do grito, os alunos olharam-me de esguelha e ouvi algumas risadas. Estava prestes a ser posta em causa a minha autoridade.
Fechei o livro e olhei o resto do tempo para eles. Muitos deles olhavam também para mim, creio até que reconheci uma ou outra cara da discoteca da noite anterior, onde estive a dançar kuduro e a fazer palhaçadas com o M. e a T. que incluíram uma simulação de sexo e várias coreografias do tempo da Macarena.
As velhas técnicas do copianço (muitas inventadas por mim) estavam todas lá: meter o exame de lado, levantar o exame simulando uma cara de concentração, cabeças baixas a olhar para o meio das pernas, linguagem gestual para o colega do lado.
A meio do exame tive de gritar para uma aluna: Ó menina, daqui a pouco está a fazer o exame deitada, tal era o estado de contorção do miúda.
O resto incluiu telemóveis a tocar no meio do exame, dúvidas que não soube responder e olhares lânguidos de alunas da primeira fila.
Saí de lá com a clara noção que foi um fartote de copiar. Os alunos de certeza que me adoraram.
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Fato de treino
Rio-me bastante da situação, e depois olhos para mim.
Desde que descobri que basicamente posso fazer todo o meu trabalho a partir de casa, não tenho feito mais nada senão andar de fato de treino. Tento lembrar-me da última vez que me vesti decentemente...e não me consigo lembrar.
Sim, tornei-me uma dessas pessoas que vai comprar ovos e bifes de perú ao Pingo Doce de fato de treino. Sim, no outro dia fui de fato de treino ao shopping comprar uns tinteiros para a impressora.
Sou dono neste momento de 5 calças diferentes desse tecido fofinho e confortável a que chamam de fato de treino.
Pior...Já não me penteio há seguramente 2 semanas, tenho preguiça de usar lentes de contacto pelo que voltei a andar com os meus óculos à lá Harry Potter, e ando a cozinhar bolos quase todos os dias na Bimby, os quais devoro em menos de dez minutos enquanto leio um artigo sobre a vida nos asilos.
Ou muito me engano, ou quando tiver uma apresentação não vou ter calças que me sirvam...a não ser calças de fato de treino.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Xarope Update. Nada de muito engraçado...
Primeiro: 100 mil visitas! Até tenho de escrever por extenso que nem sei quantos zeros cem mil leva. Obrigado!!
Segundo: Obrigado pelo apoio no Facebook! Quem criou aquilo tem um lugarzinho no céu, entre o Carlos Castro e a Princesa Diana.
Terceiro: Parece que andam a circular aí uns post meus pelos mails de muita malta. Identifiquem a fonte por favor! Nunca se sabe quando chega ao mail de algum editor!
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Apocalipse Please
Hoje no meio da fruta e legumes que a minha mãe me mandou, encontrei uma Bíblia.
Quando lhe telefonei a perguntar que raio era aquilo, ela explicou-me que o fim do mundo está próximo.
sábado, janeiro 08, 2011
Ya ba da Badoo!
Eu a ler uns artigos complicadíssimos, ela a ler a Caras.
A G. é uma amiga de longa data. Uma miúda impecável: arrota sonoramente, diz caralho e foda-se entre cada duas palavras e precisa de uma casa de banho de dez em dez minutos. Uma lady portanto.
Obviamente que a tarde estava a ser calma demais...
G.: Robene, tenho uma ideia!
Robene: Hum?
G.:Vamos criar um perfil fictício no Badoo!
Robene: Badoo? Que é isso?
G.: Um site de encontros para as pessoas que são demasiado feias e não conseguem encontrar sexo da forma que as pessoas normais fazem: através de amigos de amigos.
Robene: Hum...Ok!
E em menos de 10 minutos tínhamos dois perfis criados: O João, cuja foto de cara foi tirada do Google Images (após uma inspecção detalhada descobrimos que é um designer informático de Ovar) e a Filipa, uma morena tesuda, cuja imagem nos surgiu no Google Images após pesquisarmos com as palavras Ana e Boazuda.
Os dois sedentos de sexo, como é óbvio.
Sim, é verdade. Criar uma identidade falsa e destruir o ambiente familiar de alguém é assim tão fácil, mas ninguém os manda meter as fotos no Facebook, ficando acessíveis a qualquer um sem ética pessoal (Robene e amiga).
O dito Badoo é em si um site de chorar a rir.
Há milhares de perfis, mas destaco os seguintes:
-O do Armando, que procura garota entre os 18 e os 25 e que ostenta uma enorme aliança de casamento no dedo.
-O do José, que escolheu como foto de perfil ele próprio...empunhando uma motosserra. Sim, é isso mesmo. O José pensa que vai atrair mulheres, mostrando como sabe manejar uma motosserra.
-O da Susana. Que procura um homem até aos 35. E está grávida de 8 meses. O sonho de qualquer gajo, portanto.
-O de vários homens que tiram fotos...com os filhos. Incluindo com o filho na maternidade e a mãe ao lado.
Isto explica muito do porquê estas pessoas continuarem solteiras.
Deste interessante estudo sociológico conclui-se ainda outra coisa. Em meia hora a Filipa tinha a caixa de mensagens entupida, com pérolas como : «Oi morenita, nem sabes o que fazia contigo». O João tinha duas mensagens...de outros homens.
Não creio que hajam mulheres verdadeiras no Badoo. Excepto a Susana. Mas essa anda à procura de pai para o filho.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
Underground
Cheguei lá, aquilo cheio de gente, e eu viro-me para a empregada e digo: «queria que me fotocopiasse estes livros».
A empregada olha com ar chocado para mim. Pelo menos mais três dezenas de olhos estão colados em mim. Discretamente tento ver se apertei a braguilha ou se a minha camisola não tem nódoas. Parece-me tudo bem. A empregada limita-se a apontar para um anúncio na parede que diz: Não se fotocopiam livros, nem partes de livros.
Meio abananado, saio e dirijo-me a outro centro de cópias.
A conversa é a mesma. Sou olhado como se fosse um criminoso e tivesse acabado de violar algum petiz que tivesse saído da primária.
Vou ao terceiro centro de cópias, já com suores frios. A medo pergunto: «Fotocopiam livros? »
O senhor responde-me que não. Ao que parece, fotocopiar livros é ilegal! Acaba a conversa com um: »e esses até têm o selo da biblioteca da UC onde é que já se viu? Sabe que pode ser multado?»
Sinto-me como o Carlos Cruz no caso Casa Pia. Obviamente culpado, mas sempre pensei que toda a gente fazia o mesmo.
Desesperado telefono a um amigo bolseiro que me dá uma morada.
Este centro de cópias fica numa cave. Para lá chegar tive de perguntar a vários arrumnadores de carros e prostitutas, sendo que nenhum deles sabia a exacta localização do dito centro, mas já tinham ouvido falar dele.
Quando finalmente dou com ele, atende-me uma velha com uma verruga. Olho em volta. Tudo é velho e sujo, vislumbro bolor e humidade em todos os cantos e eu penso que me vão drogar e roubar um rim.
Quase borrado pergunto: «Tiram fotocópias de livros?»
Velha da verruga: «Para quando quer?»
Eu vou é cagar no doutoramento e começar um negócio underground de cópias de livros. Está mais que visto que vou ganhar mais e ter menos trabalho.
Entretanto rezo para que os meus livros saiam intactos da experiência.
domingo, dezembro 26, 2010
Notas Soltas
- Cheguei a casa e encontrei uma caixinha muito jeitosa de chocolates. Imediatamente abri-a, papei pelo menos metade das trufas e voltei a fechar a caixa. De seguida a minha irmã ofereceu-a à melhor amiga.
- Por muito adulto que esteja, para a minha mãe estou sempre demasiado magro, demasiado mal vestido, demasiado calado e demasiado solteiro.
-Doces de Natal dão-me gases.
-Revi alguns amigos que já não via desde o Liceu. Estão quase todos casados, algumas já pariram rebentos e a maioria precisa de uma limpeza ao tártaro. Saí feliz e contente do café da terrinha.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Feliz Natal!
No anúncio os Niko apareciam a saltar de varandas, aterravam no chão, davam piruetas e atropelavam gatos. Não sei como havia tecnologia na altura para fazer anúncios tão elaborados, mas a verdade é que eu espumava por um Niko.
Mas o meu pai só me comprou uma merda de um carrinho rabeta, em que o comando estava ligado por um fio ao carro, pelo que eu tinha de andar atrás da merda do chasso que ainda por cima se avariou passados dois dias.
Este ano, para que não hajam enganos, eis a minha lista de prendas. Toda a gente sabe a minha morada?
-Um iPhone. Não amigos, não é um HiPhone, nem um Myphone. É um iPhone, daqueles que custam 600 euros e têm várias aplicações que não servem para nada, mas que estou desejoso de mostrar na esplanada mais próxima, quando o vizinho de mesa sacar de um Nokia merdoso.
-Um novo portátil. No outro dia tive pela primeira vez a íncrivel sorte de me aparecer o écran azul com letras gigantes: FATAL ERROR. Mijei-me um pouco nas cuecas, uma vez que estava a escrever um artigo que não tinha salvo e que já devia ter pelo menos 10 páginas.
-Um disco duro com pelo menos 200 teratetracaralhobaites. Creio que a falha do meu portátil se deva ao conteúdo de vários giga de pornografia.
-Giga tem plural? Diz-se Gigas? Na verdade isto não é bem uma prenda, mas fico contente se alguém me elucidar. Vá contente não. Moderadamente bem disposto.
Ah, e um Natal bem passado a todos.
Não lhe dêem nas rabanadas, que essa merda vai toda para o pernil.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
E tu? Onde vais na passagem de ano?
Odeio as passagens de ano. Desde Outubro que tenho de suportar a eterna pergunta: E este ano? Onde vais passar a passagem de ano?
Por mim passava-a a dormir, talvez com uma boa garrafa de vinho e quem sabe uma prostituta brasileira se até lá me cair o dinheiro da bolsa.
Mas não: Reparem, na passagem do ano temos de estar todos mega felizes, em grandes parties e acompanhados por pelo menos meio facebook. Senão somos por certo seres extremamente infelizes, feios e possivelmente condenados ao suicídio lá para meados de Fevereiro.
Nunca tive nenhuma passagem de ano verdadeiramente memorável.
Minto, houve um ano em que trabalhei nessa noite, e pensava que ia ter finalmente alguma paz e descanso na minha vida. Mas estava enganado.O L. com mais 3 amigos apareceram-me à meia noite na farmácia, sendo que uma amiga me vomitou a casa de banho toda e o L. explodiu com a garrafa de champanhe para o meio do tecto. Depois foram-se embora para a discoteca e eu passei a noite a limpar a farmácia.
Houve também um ano em que me diverti imenso. Andei a dar shots de vodka a toda a gente, enquanto eu bebia alegremente aguinha. Vi vómitos nesse dia que envergonhariam a miúda do exorcista. No final acabou toda a gente no bar gay do sítio, e há fotos que comprovam o M. a dançar descalço o I Will Survive, com lágrimas a caírem dos olhos.
Houve ainda um ano, anímadíssimo, onde fomos todos para uma mega party, e a S. atirou-se violentamente contra uma parede a dançar a Tortura da Shakira, sendo que partiu a cabeça. Imediatamente chamámos o 112. O INEM regressou duas horas depois para trazer a S. e levar o B. que tinha rachado a cabeça depois de ter caído de uma mesa de bilhar. Enquanto isto tudo decorria a Su. mastigava alegremente um pedaço de leitão na pista de dança, enquanto nós socorríamos os nossos amigos ensanguentados.
Este ano ainda não sei para onde vou. Falta-me dinheiro para acompanhar os meus amigos na sua viagem a Espanha para celebrarem 2011.
Espero que quando soarem as doze badaladas, e toda gente estiver com as passas na boca, se engasguem todos e não haja ninguém na sala que saiba aplicar a manobra de Heimlich.
Boas festas.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Toma lá duas lambiostinas
in Público
Hum, estou orgulhoso de morar em Coimbra.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Old Spice
Eu sou suspeito. Durante anos não usei perfume. Sempre pensei que o cheiro que exala do meu corpo fosse o suficiente para meter o gaijedo em ponto caramelo. Até a minha ex me informar que eu cheirava a uma mistura de estábulo de cavalos com cigarros pelo meio.
A minha odisseia de encontrar um perfume perfeito durou anos! Parece que em contacto com a minha pele, os cheiros mais sublimes se transformam automaticamente em estrume.
Eventualmente, e após árduas pesquisas descobri um perfume minimamente decente. E depois descobri que só dava para usar no Inverno. Sim, porque parece que cheirar ao mesmo o ano todo é coisa de labrego.
Os anúncios a perfumes parecem-me na maioria algo inferiores à pornografia que vejo na net. Têm sempre uma gaja boazuda, semi despida, que anda pela sala a fazer olhinhos ao pessoal. Mas depois a cabra nunca concretiza nada, e acaba sempre só a falar ao ouvido de um paspalho qualquer (boss woman ou coisa que o valha), ou agarrada a um travesseiro depois de o marinheiro lhe ter dado a queca e ter bazado (gaultier woman, ou coisa que o valha).
Basicamente o que os anúncios a perfumes querem transmitir é: Vamos suas badalhocas, vocês sabem o que querem, tenham coragem de o admitir. Comprem-me e vão para festas engatar os amigos dos vossos maridos. Ou no máximo vão para um cais à espera de um marinheiro que não seja homossexual.
E sejamos francos: 60 euros por 30 ml de água com cheirinho?
Vou ali comprar o meu Old Spice.
segunda-feira, novembro 29, 2010
http://www.facebook.com/home.php?#!/pages/Xarope-pa-tosse-os-fas/128389310544966?v=wall
Não, não fui eu que a fiz, e fico um bocado irritado de não ter tido esta ideia de auto-promoção descarada.
Para a(s) pessoa(s) que se deram ao trabalho de a fazer: Não têm mais nada para fazer na vida?
Ah...e Obrigado!
sábado, novembro 27, 2010
Kaiser Chiefs - Ruby
Há uns anos atrás, era eu um jovem maluco e andava aí na noite, saiu esta música dos Kaiser Chiefs.
Reparem que eu era um jovem muito popular, o top dos topes. E de repente criou-se um culto: De cada vez que a música passava na discoteca durante o refrão, era ouvir um coro de vozes: Robene, Robene, Robene, Robene!!! uãuãuãããããã!!!! ( Trocadilho com a Ruby do refrão, para os incultos musicais)
E o Robene ria-se enquanto um grupo de pessoas o levantava em braços, toda a gente gritava e era a loucura total. De seguida eu pagava uma rodada de copos a toda a gente, razão pela qual a Via Latina fechou depois de eu deixar de lá ir.
Ora ontem, estava eu no mui badalado Noites Longas, e que música passa? Ah pois é!
Viro-me para o M. e grito: M. é a minha música!
E o M. fica histérico, começamos numa orgia de passos de dança, preparados para a loucura que ia ser o refrão. E chega o refrão e...eu e o M. gritamos a plenos pulmões: ROBENE, ROBENE, ROBENE, ROBENE!!!UÃUÃUÃÃÃÃÃÃ...
E depois veio o segurança pedir para nos calarmos e nos comportarmos, enquanto uma multidão de gente olha para nós e pensa que estamos sob o efeito de ácidos.
Desde quando é que eu deixei de ser o rei da noite?
quinta-feira, novembro 25, 2010
A espiral da inércia
Desde que me tornei bolseiro, os episódios caricatos da minha existência acabaram. E os quilos começaram a acumular-se perigosamente na zona que carinhosamente chamo de pegas do amor.
Não faço mais nada senão dormir. Depois levanto-me, rebolo até ao sofá onde vejo o «Agora é que conta», apresentado pela Fátima Lopes (sim, eu acordo tardíssimo), um programa destinado a pagar contas a pessoas caloteiras que aparentemente não têm dinheiro para pagar 50 euros de gasóleo mas têm uma Pandora no pulso. Segue-se uma nova sestinha, que o Robene fica muito cansado de esforçar a vista a ver a Fátima Lopes a arruinar a carreira.
Posso, em dias de extrema energia, ler um ou dois artigos. Na loucura até ligo ao meu orientador onde faço de conta que já comprei a bibliografia toda que o homem me mandou ler. Na verdade ando a sacá-la pela net, e descobri que o google books é o meu site favorito a seguir ao youporn.
Voltei a viciar-me em dardos, portanto passo grande parte da noite como M., em campeonatos com velhos de bigode e que trazem as suas próprias setas em malinhas de couro.
Meu Deus, se me tivessem dito que isto é a vida de um bolseiro, não tinha demorado 4 anos a pedir o raio da bolsa.
domingo, novembro 14, 2010
Brasucas
Não, Coimbra ainda é uma cidade segura sem gajas desnudadas a passear pela rua (excepto na primeira semana de Maio), mas esta merda está a ser totalmente controlada pelos brasucas.
No café atende-me um brasileiro. Na rua ouço só brasileiros. No Jumbo tenho atrás de mim na fila pelo menos uma favela inteira de brasileiros.
E depois apercebo-me da razão.
Vocês já alguma vez usaram uma cabine de telefone pública? Não, pois não?
Mas já repararam que cada vez que passam por uma cabine de telefone pública, invariavelmente têm lá um brasileiro a falar com a mãe, com o pai ou com a prima? Não há um único português que use um telefone público (pelo amor de Deus, todo o português tem no mínimo três telemóveis, e quem recebe o Rendimento Social de inserção até tem quatro!)
Conclusão: É a PT que está a importar os brasileiros para Portugal!
sexta-feira, novembro 05, 2010
Bloc Party - Two More Years
Tenho saudades dos tempos do Silent Alarm. É, para mim, um dos melhores álbuns dos 00's. Depois os Bloc Party pegaram em sintetizadores e fizeram músicas boas para por a malta a alucinar com cogumelos. Sem precisarem de cogumelos.
Higiene(s)
Há todo este cabelo sedoso para lavar, esta cara linda para ser esfoliada, todo o material a ser bem higienizado. Se vivesse na Venezuela, estava portanto fodido.
Toda a gente sempre se exasperou com o tempo que passo na minha higiene corporal.
Amigos: Foda-se Robene que a gente somos bem educados, mas tu demoras tempo a tomar banho como o caralho.
Robene: Então? Tenho de esfregar bem a cabeça, as pernas...
P. (espécime masculino.): As pernas? Tu lavas as pernas?
Robene: Sim...
P. (espécime masculino altamente badalhoco): Eu só meto sabonete no peito. Depois deixo escorrer.
Ora por esta ordem de ideias, passo apenas a colocar gel de duche no pescoço, que depois ele corre livremente corpo abaixo, lavando a sovaqueira no caminho.
E ainda me perguntam porque é que demoro tanto tempo no duche...
quinta-feira, novembro 04, 2010
Sebastião, o Bonsai com prazo de validade

Há muitos muitos anos atrás, ainda o Claúdio Ramos era casado com uma mulher e 2 pessoas em Portugal acreditavam que ele era heterossexual, eu e o pessoal com quem vivia decidimos que queríamos ter um animal de estimação.terça-feira, novembro 02, 2010
Velas ao vento
Emocionado pego num embrulho.
Será que esta gaja ouviu as minhas lamúrias de dois meses a pedir um iPhone? Ou talvez as minhas indirectas por um iPod de última geração?
O embrulho parece ter exactamente o tamanho certo.
Abro-o devagarinho, lágrimas nos olhos. Se soubesse já me tinha despedido há mais tempo. Amanhã vou passar o dia a mexer no meu novo brinquedo hi-tech.
Mas não. Não é um iPhone. Não é um iPod. Não é sequer nada da Mac.
A prenda é: um CASTIÇAL!
Isso mesmo. Um castiçal.
Meio confuso levanto os olhos da prenda.
O que é isto? - Pergunto eu meio atordoado ainda.
É um castiçal, para pores uma vela. - Responde a mão de vaca.
Oh...-balbucio eu. E continuo a mastigar a picanha, preparado para enfiar com o castiçal nos cornos do primeiro empregado brasileiro que me aparecer na mesa e me perguntar se está tudo bom.
Chego a casa e o D. informa-me logo que aquilo é um castiçal dos chineses, e que eu agora posso é montar um pequeno altar à minha ex-chefe e rezar aos santinhos todos os dias.
Não me dou por vencido. Vou no dia a seguir ao sítio onde me compraram o cagalhão de prenda, ver se a troco nem que seja por um bibelô de um cão a fazer o pino.
Uma vez na loja a empregada informa-me que afinal o castiçal custou...80 Euros!
Após um momento de surpresa, em que rebolo os olhos de contentamento e danço o quebra nozes, saio de lá com um relógio novo no pulso da Fossil.
E nunca, mas nunca mais subestimo castiçais, serviços de mesa ou pratos da Vista Alegre que me possam dar.
Aliás, tenho uma santinha de Fátima aqui em casa que me deram no outro dia. Posso sair da ourivesaria com um Tommy Hilfiger no pulso.
terça-feira, outubro 19, 2010
Glee
Mas que merda é esta?, penso eu. Será que a minha nova empregada de limpeza tem uma tara por séries ranhosas para teenagers com dúvidas sexuais?
Não. Afinal quem me anda a gravar o Glee é o meu colega de casa.
Hoje vou dormir com uma rolha enfiada no rabo.
segunda-feira, outubro 04, 2010
Interpol - Memory Serves
Ó Antonov, onde é que tu andas? O teu Blog merecia ser reactivado, só porque estes gajos lançaram novo álbum!
domingo, outubro 03, 2010
U2
Agora eu quero é que o Bono se foda. Por causa dele cortaram a estrada que dá para minha casa, pelo que passei meia hora aos berros com um polícia a tentar explicar-lhe que vivia ao pé do Estádio de Coimbra.
Concerto dos U2 é um grande acontecimento em Coimbra? A mim só fez com que conseguisse jantar às 11 da noite.
sábado, outubro 02, 2010
Breve história da depilação masculina
Olho para o meu grupo de amigos: temos todos barriga de cerveja, a maioria ou é careca ou está para ser e pior temos pêlos nos sovacos. E parece que ter pêlo no sovaco é coisa de velho.
Vai daí, decido no outro dia entrar nesse fascinante mundo novo da depilação masculina.
Saco da minha Gillete e do meu aparador de cabelo e começo a minha demanda. Dura aproximadamente duas horas e no fim tenho a casa de banho com pintelhos na minha escova de dentes.
Mas desde logo noto a evidente mudança: a minha pila parece visivelmente maior atingindo facilmente os 25 cm. Com os pêlos do peito cortado pareço 20 quilos mais magro. E os tomates roçam de alegria um no outro, pela primeira vez desde os meus doze anos.
Rapidamente quero mostrar ao mundo a minha nova imagem, razão pela qual usei durante uma semana t-shirts de gola em bico até ao umbigo e calças de cinta descida.
O pior no entanto ainda estava para vir.
Parece que uma semana depois do meu novo look, os pêlos começaram a querer crescer.
Neste momento não consigo caminhar dois passos sem ter que coçar os tomates. Não consigo sequer juntar as pernas pelo que pareço alguém que foi enrabado há dois minutos (imagem à qual t-shirts com gola em bico não ajudam).
É impossível usar cinto de segurança, porque me toca no peito, e eu tenho alguns 2000 pêlos encravados incluindo nos mamilos.
Para a próxima, quando quiser parecer jovem e na onda da crista, começo mas é a fumar ganzas.
quarta-feira, setembro 29, 2010
Coimbra vs Braga
Afinal qual a terceira maior cidade de Portugal?
Obviamente que Coimbra é a resposta certa, apesar de haver uns quantos mentecaptos que ainda não entenderam e insistem que Braga é a terceira maior cidade do País.
Nada mais errado meus ignorantes. Explico-vos porquê em dois minutos ou menos:
#1: Coimbra tem os U2 a actuar á porta de minha casa. Braga tinha os Linda Martini a semana passada numa aldeola chamada não sei quê dos Taipais.
#2: Braga é a cidade dos três P: Putas, Paneleiros e Padres. Coimbra é a cidade dos Doutores e Engenheiros. Entre 3 P's que no fundo significam o mesmo e dois títulos honoríficos prestigiantes, parece-me que Coimbra ganha.
#3: Em Braga fala-se esquisito. Eu juro que quando fui a Braga pensei que estava a ser assaltado por ciganos, quando na verdade me estavam a perguntar se queria gelo na Coca-Cola.
#4: O único ponto de interesse turístico em Braga é a Sé. Coimbra tem uma semana inteira dedicada a turismo sexual designada de Queima das Fitas.
#5: Eu moro em Coimbra. A minha irmã mora em Braga. E toda a gente sabe bem que eu sou o familiar preferido de pais, tios, primos e avós.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Contágio
Mas não abri os olhos porque estavam cheios de remela. Remela verde e gosmenta.
Rapidamente vou ao espelho. Pareço um zombie dos filmes do Romero: Olhos vermelhos, miudinhos, a largarem lágrimas cerosas.
Vou ao hospital. Pelo caminho tenho de parar várias vezes, porque não aguento a luz nos olhos. E porque atropelei pelo menos 3 pessoas.
Chego ao hospital e sou atendido por uma médica oftalmologista. Já o meu pai dizia: Não há profissão melhor que mulher de médico. Ou homem de médica, por mim tanto faz. Não sou machista. Sou é preguiçoso.
Esta médica ostenta a bata meia aberta e um decote opulento. Dentro dos possíveis tento enviar breves olhadelas ao decote, coisa muito complicada porque tenho a luz a ferir-me os olhos e algumas dificuldades a focar. Vislumbres que durariam 3 segundos, tornam-se em eye contacts de 5 minutos entre mim e a prateleira.
Mas eu sou um gajo discreto. E estava a largar muco dos olhos. Não deve ser muito sexy.
A médica boazona, possível candidata a Robene's next top wife, diz-me que tenho uma merda chamada querato conjuntivite por adenovírus. Que tenho de ficar de baixa para não contagiar ninguém, e que é um problema difícil de tratar.
Acrescenta: «Quero vê-lo na próxima segunda feira.» (faz boquinha de broche)
E eu penso: Meu Deus, mesmo meio cegueta e com ranho a cair-me dos olhos, consigo engatar. Devo ser mesmo bom.
Mas não. Ela quer ver-me porque tem de acompanhar a minha evolução. E dar-me uma medicação qualquer.
Tretas, digo eu. É óbvio que esta médica ficou mesmerizada com o calibre do paciente. Habituada a velhos com retinopatias diabéticas, caio-lhe eu nos braços, vindo do céu. Com o horário de trabalho dos médicos, ou sou eu, ou um velho de bengala com cataratas.
Por isso na próxima segunda feira posso sair do hospital curado da vista.
E de outras maleitas também.
terça-feira, setembro 07, 2010
It's on!
Estou em casa, lágrimas nos olhos, já saltei, já gritei, já abri uma garrafa de Porto que estou neste momento a mamar. Não consigo dormir, tenho o coração aos pulos. Já tomei 2 Xanax 0,5 mg, mas estou na mesma. Não páro quieto.
Não está mais ninguém acordado.
E eu não tenho a quem contar que CONSEGUI O CARALHO DA BOLSA DA FCT!
AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA!!!!! (rebolar os olhos e espumar a boca)
Adeus mundo da farmácia e aturar velhos e patroas e gente chata. Ide apanhar num sítio que eu cá sei.
Estou já a escrever a carta de demissão.
Hoje o tempo vai mudar.
segunda-feira, setembro 06, 2010
Power Balance

quarta-feira, agosto 25, 2010
Os significados ocultos dos cães
Vai daí comecei a pesquisar raças na Internet, que eu quero um cão com muito Pedigree.
O problema é que moro num apartamento, e pelo amor de Deus, não quero um Pincher abichanado. Quero um cão que diga : «O meu dono é muito macho, e está constantemente no cio. Ao contrário de mim não foi castrado e esterilizado, está no auge sexual».
Ora que cão imediatamente diz isto, mal se lhe olha para o focinho? O Bulldog.
Parece no entanto que o Bulldog é uma flor de estufa: morre se estiver muito calor, e tem muitas displasias da anca. Ora para fracturas ósseas já me basta a minha avó, pelo o Bulldog está descartado.
Segue-se o Basset Hound. Estão a ver? Orelhas enormes, olhos chorosos e pedinchões. É um cão que diz: «O meu dono é um gajo sensível. Lê poesia à noite e aprecia ópera clássica. Apesar disso é bem capaz de vos dar uma trancada que vos deixa mancas durante uma semana.». Infelizmente parece que também o Basset Hound dá muito trabalho. É preciso limpar-lhe diariamente as orelhas e os olhos com compressas esterilizadas. E eu já tenho problemas que cheguem com a minha própria higiene pessoal.
Terceira opção: o Shar Pei. É o cão do anúncio da 5àsec, cheio de rugas. É um cão que diz: «O meu dono é um gajo com estilo. Olhem para o meu focinho: pareço uma panqueca com foles. Só um gajo altamente criativo pode ter um cão assim. E sexualmente sem limites»
Mais uma vez o Sharp Pei dá muito trabalho. Tenho de andar a limpar todos os dias as rugas do cão, senão ganha escaras. Parece mesmo que depois de lhe dar banho tenho de o deixar a secar ao sol. Ora para isso compro mas é um casaco da Gant que me fica mais ou menos pelo mesmo preço.
Vou mas é ao canil compara um rafeiro. Um Vira Lata que diga: « Estou-me a cagar para vocês.»
sábado, agosto 14, 2010
Criei um perfil, só com fotos em que apareço super bonzão (photoshop obviamente), e comecei a pesquisar o site.
Comclusão número 1: Todos os meus amigos têm vidas super interessantes. Parece que passam os dias em festas, a beber e a comer gajas. Aparentemente ninguém trabalha, porque independentemente da hora a que me ligo estão sempre online.
Conclusão número 2: Os meus amigos têm o dom da ubiquidade. Apesar de estarem em constante bebedeira e deboche, estão também sempre online.
Conclusão número 3: Não sei como postar absolutamente nada. E em menos de meia hora tinha fotos minhas, colocadas pelos meus amigos, com cerejas na boca a simular um minete e a beber finos com uma palhinha pelo nariz.
Conclusão número 4: O que raio é o Farmville? É um jogo? Porque é que eu tenho pelo menos meia centena de pessoas a dizerem que encontraram um cão perdido no mato e um perú com fome? É suposto eu fazer o quê? Aderir à PETA?
Conclusão número 5: Quem são estas pessoas que querem ser minhas amigas? «Ah e tal, era da tua turma no sétimo ano». Sim, até eras. Mas agora faltam-te dois dentes da frente e eu só quero gente bonita nos meus amigos.
Conclusão número 6: Estou viciado nesta merda.
Vendo rim
O esquerdo é mais caro que o direito, em virtude deste último ter uma pequena pedra de 6 mm que pode causar pequenas cócegas ao futuro usuário.
Razão: Pagamento urgente de 3000 euros de arranjo de autocaravana.
segunda-feira, agosto 09, 2010
Setúbal, ou como a cidade mais feia do País, tem as pessoas mais simpáticas

sábado, agosto 07, 2010
Autocaravanismo
Estava indeciso entre o Mónaco e a praia de Cannes.
Infelizmente como os meus amigos são todos uns pés rapados, alugámos uma autocaravana.
Se chegarmos a Sevilha vai ser uma sorte.
quinta-feira, agosto 05, 2010
Deus vos salve as alminhas
Estou aos comandos deste blog há coisa de 4 anos. Tem sido uma viagem com os seus altos e baixos.
Começou pequenino, qual pénis flácido e encarquido que só era visitado por algumas amigas em períodos de fome...perdão...de tédio.
Ás tantas o pequeno pénis flácido e medroso ganhou coragem e tornou-se um mangalhão que toda a gente quer ver.
Infelizmente, eu posso controlar quem me vê o mangalhão ( a maioria das vezes, pelo menos), mas não controlo quem me vê o blog.
E pelo amor de Deus caiam na real.
Este blog é FICCIONADO! E é HUMOR! Se quisessem ouvir diários de vida iam para o estounamenopausa.blogspot.com ou fizumapermanenteàanos80.blogspot.com.
Já estou a ficar fartinho de ter todos os dias comentários de ódio só porque fiz uma piadinha racista. Já estou um bocado farto de ser chamado filho da puta, paneleiro, brochista ou o mais original: comedor de merda. O nome científico é Síndrome de Pica e eu estou para saber como é que descobriram que eu sofro disso.
Continuo sem perceber como é que ainda existe alguém que vem para aqui ler estas postas de pescada e leva isto a sério. Mas eu também me rio com a Anatomia de Grey e parece que aquilo é um drama.
Meus amores, se não gostam, não leiam.
Se gostam, posso-vos dar o meu NIB para fazerem generosas doações. As férias estão á porta e eu não sei como, já não tenho dinheiro.
terça-feira, agosto 03, 2010
Lufada
Por isso hoje aí fui eu à tal reunião. Estas reuniões são a coisa mais parva a que já assisti na minha vida. Ali estava eu com mais 6 farmacêuticos seduzidos pelo cheiro de dinheiro fácil. A nossa tarefa consistia em dizer se gostavamos ou não de uma caixa para um novo descongestionante nasal.
«Gosta do azul da caixa, Robene?», pergunta-me a formadora.
«É um azul bonito», respondo eu.
«É um azul cor de mar», responde outro farmacêutico.
«É um azul que acalma», acrescenta outra farmacêutica.
«E a bola vermelha ao centro da caixa?», pergunta a formadora.
«Hum...gosto da bola», respondo eu.
«Parece-me que essa bola pode enganar as pessoas. Parece um rebuçado», responde um farmacêutico.
«É uma bola que se distancia do azul. Chama a atenção», responde outro.
«E que nomes sugerem?», pergunta a formadora.
«Nasarox. Ou Nasalfree.», respondo eu.
«Lufada», responde alguém. E toda a gente se ri.
Depois destes diálogos dignos de um filme do David Lynch, cada um de nós recebeu 80 euros em cheques Continente.
A minha pergunta é: Onde é que eu me inscrevo para fazer vida disto?
domingo, agosto 01, 2010
Muito siso
Infelizmente parece que as cáries doem. E a minha começou a dar sinal.
Vai daí, decidi ir ao dentista.
Já não ia ao dentista há 15 anos, desde que andei num brasileiro que me pôs um aparelho que me fazia parecer o jovem Frankenstein.
Este dentista é Português. Quando olha para a minha boca refere qualquer coisa como crianças da Somália terem menos tártaro do que eu. É normal, elas comem uma vez por mês e devem mastigar grãos de café em vez de o beberem em chávenas Vista Alegre como eu.
Depois de me fazer uma limpeza, que incluiu pedaços de placa dentária a entrarem-me nos olhos diz que da próxima, o meu dentinho do siso vai fora.
Saio aterrorizado e vou ter com uns amigos em busca de conforto.
Má escolha, claro.
Parece que arrancar dentes equivale a decepar membros a sangue frio. Uma amiga ficou 15 dias com dores lancinantes, vómitos e visão dupla. Outra diz que não conseguiu comer nada sólido durante uma semana, e ainda hoje só mastiga de um lado. Outro diz que a anestesia não fez efeito e que sentiu o dentista a arrancar o dente, o que equivale, pensa ele, a parir gémeos pelo olho do cú.
Já quando quis fazer a cirurgia a laser à miopia, surgiram histórias de conforto de um amigo de amigos que ia ficando cego e durante 2 meses teve de ficar num quarto escuro, com óculos escuros, a rezar aos santinhos que lhe devolvessem a visão.
Hum...acho que vou aguentar mais uns meses o meu dente do siso.
terça-feira, julho 20, 2010
Pacto com o Diabo
quinta-feira, julho 15, 2010
Interpol - Barricade
Ai minha nossa senhora, caguei para os National. Os Interpol têm single novo! Eu quero, que quero, eu quero ir vê-los! Nem que tenha que depois aguentar com os U2, eu tenho de ir ver Interpol.
Entrevista #2
Vai daí vou a uma entrevista de emprego na sexta.
Para não variar é novamente em Lisboa. Pedi já um GPS emprestado.
Desta vez não vou cometer os mesmos erros da última entrevista. A saber:
- Vou de fato. E com gravata. E vou engraxar os sapatos.
- Vou-me pentear.
- Vou estudar a minha Geografia toda. Da última vez perguntaram-me se estava disposto a ir para Olhão, e eu disse que não gostava de ir para o Minho.
- Vou manter eye contact o tempo todo e apertar o bacalhau com mão firme.
- Não me vou descrever como simpático e fiel. Vou-me sim descrever como uma mistura de George Clooney e Belmiro de Azevedo: sexy e com jeito para os negócios.
- Antes de sair, se for uma gaja a fazer-me a entrevista, vou dar a indicação subtil de que estou disposto a tudo para conseguir aquele emprego. Depois pisco o olho e lambo suavemente os lábios. Se for um gajo, faço o mesmo.
Por isso rezem por mim. Daqui a uns meses posso já não ser o farmacêutico de serviço, mas sim um Gestor de Clientes cheio de almoços chiques e prémios chorudos.
terça-feira, julho 13, 2010
Prenhas
Ela vinha com um sorriso de orelha a orelha, vestida de preto.
Pareceu-me mais gorda mas como eu sou uma pessoa muito discreta e nunca envergonho os meus amigos só lancei um « Andas-lhe a dar nas bolachas M.!»
Mas não. A M. está grávida. Mas só de seis semanas, o que quer dizer que efectivamente está mais gorda.
Seguiu-se um momento de abraços e beijinhos, e eu só pensava neste casal, com quem vivi durante 4 anos de faculdade, ele a enfardar cerveja, ela a fumar dois maços de tabaco por dia. Ìamos para a noite e dançávamos como parvinhos, a fazer rodas e a simular actos sexuais em danças latinas. Uma noite, depois de uma cartada regada a álcool, fomos todos fazer mosh para o quarto e acordámos a vizinha de baixo que chamou a polícia.
E agora ali estão eles, prestes a serem pais.
Seguiu-se uma breve discussão do nome da criança, e eu juro que quase os convenci a chamar Robene ao petiz que aí vem, caso seja um rapaz.
Há coisa de dez minutos recebo uma SMS da F., uma amiga de liceu que seguramente não vejo há dez anos.
Está grávida.
Algo de muito estranho se passa com os meus amigos.
segunda-feira, julho 12, 2010
Parolices
Surreal?
Bem, na verdade nem por isso. Tendo em conta que o filho do Cristiano Ronaldo se chama...Cristiano Ronaldo.
E há lá coisa mais parola que dar o próprio nome ao filho?
Espanha 1- Holanda 0
Há um sentimento anti Espanha em Portugal e eu não percebo bem porquê.
Basicamente somos todos do mesmo sangue: Somos baixos, escuros, porcos, falamos quase a mesma língua e gostamos de não fazer nada. Só não somos marroquinos porque não cozinhamos Couscous.
Quando fui a Espanha, os espanhóis levaram-nos a visitar a cidade, foram connosco para os copos e até se ofereceram sexualmente. Quando estive em Amesterdão a única coisa que os holandeses nos fizeram foi um charro ultra potente quando tínhamos pedido uma merda fraquinha. Daí que as únicas recordações que tenho da Holanda são do quarto do meu hostel com o G. a berrar que a pele se estava a desprender dos ossos.
E viva Espanha!
quarta-feira, julho 07, 2010
Afinal...
As últimas quatro semanas tem-se baldado ao trabalho.
De todas as vezes informou-me por SMS. Primeiro teve um «isame aos dentes», depois a filha mais velha adoeceu, depois teve um «isame aos intestinos», e por último foi a filha mais nova que ficou doente.
Ou esta é a família mais moribunda do mundo ou então a mulher com este calor não lhe apetece trabalhar.
Pior, ontem cheguei a casa e encontrei a cozinha infestada por literalmente milhões de formigas. Aspirei-as todas mas meia hora depois voltaram, ainda mais numerosas. Imediatamente voei ao Continente onde comprei uma lata de formicida e uma espécie de ratoeiras para formigas que não sabia sequer que existiam.
Agora tenho o chão coberto por pelo menos dois milhões de formigas mortas.
E quem é suposto limpar esta merda toda?
Eu?
sábado, julho 03, 2010
O Chapéu
Entro na Zara, dou uma rápida olhadela pelas montanhas de roupa espalhadas pela loja e estou quase a sair quando o vejo.
É um chapéu. Sim isso mesmo. Um chapéu castanho com uma lista cinzenta. Ora homem que é homem não usa estas paneleirices, mas eu sempre me imaginei de chapéu. Eu a passear na rua de óculos escuros e de chapéu. Possivelmente com uma cigarrilha na mão e vários anéis nos dedos. Uma espécie de Godfather Conimbricense.
Será que sou capaz...? penso eu. Pego no chapéu a medo. Só custa 7 euros.
Rapidamente me dirijo à caixa para o pagar. Não quero que ninguém me veja a comprar um chapéu, até porque provavelmente nunca o vou usar. Vai ficar arrumado num canto do armário para o dia em que me decidir a usá-lo. Se isso acontecer.
Mal saio da loja sei que fiz uma má compra, mas ao menos nunca ninguém saberá que gastei 7 euros num chapéu.
Dirijo-me à Pull&Bear. Mal entro o alarme dispara.
Fico vermelho, depois azul e por fim roxo. Um rapaz vem ter comigo.
Posso ver o seu saco?-pergunta o rapaz
OH NÃO!!! - Penso eu.
E perante uma loja cheia de gente com os olhos postos em mim, o rapaz saca do meu chapéu. Imediatamente noto olhares de gozo por parte dos presentes. Juro que ouvi uma miúda a comentar com a amiga : Olha este, pensa que é muito fashion a comprar chapéus.
Mas, surpresa das surpresas, não é do chapéu.
Volto a passar no alarme. Aquela merda apita por todos os lados. Eu distingui mesmo dois tipos diferentes de som de alarme. Toda a gente do shopping está neste momento à porta da Pull&Bear a aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
Será da carteira? -pergunta o rapaz.
Não era.
Será das sapatilhas?-pergunta o rapaz.
Não era.
Será do cinto? -pergunta o rapaz.
O cinto? Espera lá, aquele cinto BRANCO super parolo que comprei numa tarde de calor em que de certeza estava com uma quebra de glicémia? Esse cinto que só uso quando tenho a certeza que ninguém o vai ver?
Sim, era do cinto.
Era a merda do cinto.
E o chapéu?
No meio da confusão esqueci-me dele na Pull&Bear.
E não, não o vou buscar.
sexta-feira, junho 25, 2010
Comichões
Facto 2) A minha sala está virada para a rua. Como é uma descida, quem quiser consegue olhar para dentro de casa.
Facto 3) Ontem acordei e fui coçar os tomates para o sofá da sala.
Facto 4) Três senhoras de meia idade passaram 15 minutos a ohar para mim.
Facto 5) Continuei a coçar os tomates.
SMS
Farto de andar a mandar o telemóvel para o banco do passageiro quando vejo uma brigada, desenvolvi um técnica super moderna: agora escrevo SMS's enquanto conduzo.
Na verdade não é difícil. Basta a cada três palavras escritas, olhar de soslaio para a estrada. Isto tudo com os phones nos ouvidos a ouvir a minha musiquinha.
Acho que se alguma vez parar de escrever neste blog sem aviso prévio já sabem o que me terá acontecido.
sexta-feira, junho 18, 2010
RIP
Dois anos depois, naqueles Verões que duravam de Junho a Setembro e não apenas 15 dias de Agosto como agora, voltei a pegar no livro. Em duas noites tinha lido o Ensaio sobre a Cegueira. Nessas férias, na praia, à noite, no café, ao almoço, ao jantar, despachei a Jangada de Pedra, o Memorial do Convento, o Homem Duplicado, a Caverna, o Todos os nomes e o Evangelho segundo Jesus Cristo. Na faculdade, sempre que poupava uns trocos no álcool e me sobrava dinheiro comprava mais uns livros dele. E não exagero ao dizer que a escrita deste homem me tornou um pouco naquilo que sou hoje.
quarta-feira, junho 16, 2010
O som da vuvuzela
A merda é que os vizinhos parece que não saem de casa. Eu ouço-os a rirem e a conversarem, mas vê-los nem por isso.
Pelo informação que já reuni, que inclui o facto de as nossas varandas serem pegadas e eu conseguir meter o olho para a casa deles, são um casal jovem e possivelmente ainda estudam. A varanda deles está uma desarrumação total, o que indica que devem ser boas pessoas.
Os vizinhos de baixo são também um jovem casal, e ela é brasileira porque no outro dia consegui ouvir uma conversa entre eles. Parece que se chama Neide, ou Nélia, naquele momento o vento mudou de direcção e eu não percebi claramente. Sim, estava na varanda e eles tinham a janela aberta.
Não gosto destes vizinhos de baixo. Têm um bébé que chora copiosamente todas as santas noites. No início comprei uns tampões para os ouvidos, mas a única coisa que aquilo faz é conseguir que eu ouça os meus próprios batimentos cardíacos e agora desenvolvi uma espécie de obsessão em que conto o meu ritmo cardíaco e estou à sempre à espera que o coração falhe.
Decidi então comprar uma Vuvuzela.
Cada vez que o miúdo desata aos berros, o que normalmente acontece às três da manhã, eu pego na vuvuzela que tenho ao lado da cama e sopro com força.
Parece que resulta: nas últimas três noites, não acordei uma única vez.
quarta-feira, junho 02, 2010
Lost no Lost
Acabo de ver o último episódio de Lost. Ok, não via Lost desde a 3º temporada, altura em que achei que tinha mais que fazer com o meu tempo do que ver uns gajos que andavam obcecados com uns números e com um botão numas catacumbas duma ilha.
Este episódio final na verdade veio revelar bastante: O Jack está muito mais velho, a Kate apesar de boazona está com uma cara esquisita e a Claire está mais gorda. Não consegui apanhar muito mais.
A tudo isto ajuda o facto de nos 5 minutos finais, em que pensava eu ia perceber mesmo tudo, a Fox deixou de dar e eu fiquei sem perceber foi um caralho.
Alguém me oferece a caixa de DVD's por favor?
terça-feira, maio 25, 2010
Spiderwebs
O petiz Robene vai visitar uma obra que o pai está a construir. Está a brincar com uns fusíveis e uma rebarbadora Bosch quando de repente uma enorme aranha preta lhe aterra no focinho. O petiz Robene grita, esbraceja e dá pontapés. A aranha acaba esborrachada no chão. O petiz Robene acaba com as calças ensopadas em mijo.
Agosto 1998:
O adolescente Robene chega a casa e tem uma marca esquisita na perna. É meia roxa, está inchada e dói. «Devo andar a masturbar-me demais. A uns nascem pelos nas mãos e ficam cegos, a mim deve-me dar para isto», pensa o jovem Robene.
E nisto sai pela perneira das calças uma aranha gigante.
Setembro de 2003:
O jovem Robene vai à casa de banho. Repara que alguém deixou a janela aberta. Enquanto alivia as azeitonas, repara horrorizado que está uma aranha gigante um pouco por cima do autoclismo. Ao berros, e mijando literalmente a casa de banho toda, grita por socorro. A acudir o jovem Robene surge o colega de casa G. Meio borrado saca de uma sapatilha e tenta matar a aranha. A sapatilha acaba na sanita que ainda tem o mijo fresquinho do jovem Robene (não houve coragem de descarregar o autoclismo, a aranha estava mesmo em cima dele!). Os dois jovens gritam por socorro, até que surge o terceiro colega de casa, que finalmente mata o aracnídeo gigante. Desde então o terceiro colega de casa ganha a alcunha de Spiderman.
Maio de 2010:
O adulto Robene vai até à varanda fumar um cigarro. Está a pensar na vida e em como tem de comprar um disco externo para armazenar toda a pornografia que tem no computador. De repente sente qualquer coisa a cair-lhe na cara. É uma aranha nojenta. É castanha e Deus castigue este narrador se estiver a mentir, mas tem ventosas em todas as patas e consegue saltar! É uma aranha castanha com ventosas que pula. O adulto Robene berra como berrou o petiz Robene em 1989. Como uma menina, portanto. Começa uma dança epiléptica que consiste no adulto Robene a tentar esborrachar a aranha. Mas o raio do bicho salta e corre muito rápido. Derrotado, o adulto Robene refugia-se em casa, tranca a janela, tira a roupa toda para se certificar que não tem nenhuma aranha enfiada nas cuecas e a tremer enfarda um Xanax pela goela.
segunda-feira, maio 24, 2010
Ainda ontem...
Ainda bem que não sou o único a sentir-me velho.
Segway

terça-feira, maio 18, 2010
London Calling
Estava frio, as gajas são um bocado cavalonas e meias rosadas e toda a gente pensava que eu era indiano.
Os nossos companheiros de quarto no Hostel eram um americano que fazia sapateado e dois niggas que vinham algures da Guiana Francesa mas que tinham Macbooks e muito Bling ao pescoço. Fechavam o cacifo do quarto a sete chaves, pelo que ou guardavam lá diamantes de sangue ou pensavam que eu era efectivamente indiano.
Ao contrário de Madrid, não se podia fumar em lado nenhum. Para fumar, eu tinha de sair do Hostel, percorrer uma ruela que desembocava num beco sem saída, escuro e com caixotes do lixo. Por várias vezes temi pela minha segurança, mas só fui interpelado uma vez, por um belga de quinze anos que me perguntou se eu tinha coca. Cada vez mais desconfio dos Hostéis que o G. selecciona.
Em Londres tudo é para lá de caro. Queríamos ir ao museu de Cera, mas tínhamos de desembolsar com 30 euros, pelo que em vez de ter fotos a apertar as mamas duma Britney Spears de cera, tenho fotos no Tate Modern que era de graça.
Aparentemente a única coisa que se come em Londres são hamburguers com batata frita. A população local parece não querer saber de comida uma vez que tudo o que fazem é beber Pints, que são copos de meio litro de cerveja.
Houve uma vez que fomos comer sushi, mas aquela merda caiu-me mal e passei a noite toda a arrotar a salmão crú e algas japonesas.
Já agora, porque é que não me torno é repórter de viagens?
segunda-feira, maio 10, 2010
Pai nosso
Não deixai que nenhuma cinza do Vulcão Eyfajnnfodasequenomedocaralho entre nos motores e rebente com o avião todo.
Se alguma calamidade tem de acontecer que seja na Queima das fitas de Coimbra, que estes bebêdos não me têm deixado dormir com os berros. Ou na visita do Papa, que o gajo tem uma cara esquisita.
Que amanhã possa estar em Londres, num espectacular Hostel com 800 pessoas, a partilhar uma camarada com mais 18 marmanjos e marmanjas.
Ámen.
quarta-feira, maio 05, 2010
Conversas de café
Uma pessoa lava bem os dentes, penteia-se, usa uma camisola sem nódoas e até desodorizante.
Mas depois chega à mesa de café e ri-se de forma descontrolada, bebe 3 finos em 2 minutos e inexplicavelmente começa a falar dos números do euromilhões.
Mas chega de falar das pessoas com quem tenho saído.
Eu por mim tenho um método bem fiável para perceber se vou gostar daquela pessoa ou não.
A meio da conversa lanço um «Dá-me só dois minutos, que eu vou ali cagar».
Se noto um ar enojado, aproveito e saio disfarçadamente sem pagar a conta.
Se noto um ar interessado ou até curioso, prossigo com a frase «Ah, afinal já não preciso, acabei de me peidar».
Se depois disto a pessoa ainda estiver à minha frente, só vos digo que pode vir a ser a mãe dos meus filhos.
1 Kawasaki em Oiã
Reparem, eu tinha 16 anos e era virgem. Uma mota representava não só um meio de transporte, mas também um modo de engatar miúdas.
Por alturas do meu aniversário implorei, chorei, ajoelhei, mas os os meus pais não me deram sequer uma Scooter abichanada.
Segundo a minha mãe, o mais provável era eu estampar-me na curva seguinte e ficar desfigurado. Segundo o meu pai, era uma forma fácil de engravidar uma miúda qualquer (esperto o velho).
Contas feitas disseram que se quisesse, podia ficar com a mota antiga do meu pai.
Uma Casal azul clara e preta.
Orgulhoso saí à rua, montado num chasso mais velho que a Sé de Braga (na verdade acho que a mota já era mesmo herdada do meu avô) e sem saber como travar. Planeava ir ter com uns amigos, fazer uma entrada triunfal com a mota a rugir testorena.
Acelerei uma vez, a mota fugiu-me e eu caí de costas no chão.
Nesse dia não consegui sequer ir à matinés da discoteca de Oiã (esta terra existe mesmo, google it!).
2 anos mais tarde tirei a carta de carro.
E perdi a virgindade.
Finalmente.
sexta-feira, abril 16, 2010
Todos os nomes
Infelizmente o meu avô paterno também se chamava Bernardo, e a minha mãe não podia com ele, pelo que o nome chique e com pedigree que deveria ter agora foi com os cães.
A minha mãe queria que eu tivesse um nome ainda mais chique. Um nome que mal as pessoas ouvissem associariam a estatuto e poder. A minha mãe queria chamar-me Tony.
Reparem, o meu apelido é Santos. Tony Santos. Seria de longe algo que as pessoas nunca esqueceriam.
Infeizmente no registo informaram o meu pai que o nome Tony com Y não era permitido. E claro que Toni com I, não tem metade do potencial de chiqueza. Vai daí, fiquei Robene.
Robene não é um mau nome. Quando as pessoas pronunciam Robene, conseguem ao mesmo tempo libertar um pouco do escarro que têm preso na garganta. É um nome que ajuda as pessoas.
O giro era alguém efectivamente conseguir fixá-lo. Já fui chamado de tudo: Ronaldo, Roberto, Ricardo, Hugo ou o mais comum: Bruno. Em toda a minha vida conheci um único Robene, que tal como eu nunca era tratado pelo nome. O meu amigo G., que conheci no primeiro ano de faculdade não gostava de mim porque tinha um nome esquisito.
Resolvi por isso recorrer à única ajuda possível hoje em dia para trazer um pouco de visibilidade a este problema que assola a sociedade e criar um novo grupo do Facebook: Pessoas com nomes esquisitos também têm sentimentos.
Peço a todos os Armindos, Albanos, Romeus e Vitorinos que se juntem a mim nesta luta.
Juntos vamos dominar o mundo, e fazer com que a próxima geração de bébés se deixe de chamar Martim e Santiago!
quarta-feira, abril 14, 2010
Dona Clara
A dona Clara é um anjo. domingo, abril 04, 2010
Krka
É a eslovena Krka.
Isso mesmo, Krka.
No outro dia tive de pedir um paracetamol Krka ao fornecedor.
Robene: Olá, queria o paracetamol da Krka (pronunciei Kerka)
Fornecedor: Estou a ouvir mal. Não percebi.
Robene: Paracetamol Krka (desta vez, pensando que se calhar tinha dito mal, pronunciei Kurka)
Fornecedor: Está engasgado?
Robene: K-R-K-A!
Fornecedor: Ah! O paracetamol K-R-K-A.
Resta dizer que o utente que me pediu o paracetamol o chamou de Krika.
Não auguro grande futuro a esta empresa.
sábado, abril 03, 2010
O pico
O pico é basicamente um sítio em que colocamos as tarefas que temos de fazer, mas que por toda e mais alguma razão não nos apete...não temos tempo para fazer. E é vê-lo crescer todos os dias, aumentando de tamanho, ganhando vida própria, exigindo ser alimentado.
Eu regra geral tento ignorar o meu pico. Passo por ele, mas sei que se lhe der atenção vou ter de ligar a algum chato que não pagou a conta, vou ter de rever stocks ou pior, vou ter de efectivamente ler circulares de segurança do INFARMED.
Quando vim de Espanha o meu pico era já uma torre. Impedia mesmo a passagem de pessoas para a parte de trás da farmácia. Tive portanto de lhe dedicar algum tempo. E é incrível ver que a maior parte das tarefas já estavam ou resolvidas ou esquecidas.
A minha eficácia laboral ficou mais uma vez provada.
