quinta-feira, junho 09, 2011

Sugestões?

Desde que a tragédia de não poder beber cerveja caiu sobre a minha pessoa, sinto-me a entrar em depressão profunda. Comparado com isto, as queimaduras da Sónia Brazão são picadas de insecto. E aposto que quando o tubo digestivo cicatrizar ela pode enfardar umas bejecas fresquinhas numa esplanada. Com muito protector solar. E uma máscara. Numa cadeira de rodas. Mas pode beber cerveja, a cabra.
Hoje, com lágrimas nos olhos coloquei as mini super bock que tinha no frigorífico no lixo. Fiquei com 5 prateleiras vazias.
Hoje vou sair para a noite e ainda não me habituei ao sabor do vinho tinto. E duvido que pedir um copo de vinho no Noites Longas seja boa ideia. Possivelmente amanhã serei a vítima número 1 de uma nova estirpe de E. Coli assassina.
Vou portanto começar a dar nas drogas. Estou já em pesquisas profundas sobre a droga indicada para mim: Ecstasy, Coca e PCP estão a ocupar os lugares cimeiros.
Ketamina também me parece bem, até porque gosto do nome da coisa.
Enquanto isso preparei já um cocktail caseiro composto por anti histamínicos e tramadol, que me dará um ar de quem apanhou uma grande bebedeira.
Porque não há nada mais deprimente que alguém sóbrio numa discoteca.

Eu não sou do bloco de esquerda (mas já fui)

Afinal parece que o meu problema de coagulação (lembram-se?) foi a ponta de um fundo iceberg de problemas de saúde que me assolam. Após numerosas picadas e longas esperas em consultórios médicos rodeado de morte (a.k.a. velhadas prestes a quinar), descobriu-se porque raio demoro tanto tempo a coagular. Afinal de contas sou alérgico ao glúten! Não me perguntem como uma coisa tem a ver com a outra. Eu sei porquê, mas não me apetece explicar.
O ponto fulcral desta tragédia é o seguinte:

Médica: Robene, é alérgico ao glúten.
Robene: Hum...
Médica: Vai ter de deixar de comer certas coisas.
Robene: Hum...
Médica: Massas, Pão...
Robene: Hum...
Médica: Cereias, bolachas, bolos...
Robene: Hum...
Médica: Ah, e claro. Cerveja!
Robene: O QUÊ????!!! EU NÃO POSSO BEBER CERVEJA???
Médica: Pois, a cerveja vem da cevada e...
Robene (quase a chorar, mãos a tremer): Por favor Doutora, não posso simplesmente ser hemofílico? Tudo, tudo, eu deixo de comer carne, paro de enfardar oreos, mas cerveja pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!!!!NÃÃÃÃÃÃOOOOOO (grito de horror).
Médica: Bem, pode beber vinho...
Robene: Hum...

Tenho neste momento em minha casa dez garrafas de vinho tinto, as mais caras do corredor de bebidas do Continente. Nem que seja à décima, vou aprender a gostar de vinho. Quando virem um gajo a beber vinho ao copo na discoteca mais próxima já sabem: sou eu ( ou alguém intolerante ao glúten. Ou do bloco de esquerda).

quinta-feira, maio 19, 2011

Óculos e lentes

Fui comprar lentes de contacto no outro dia. A empregada da óptica já me conhece, pelo que me recebe com um enorme sorriso e um trejeito de mamas provocador.
A meio da conversa ela pergunta-me se eu tenho óculos e eu digo que sim. Ela aponta para as lunetas que traz na cara e refere o facto de ter uns óculos de armação transparente que quase não se notam. «É como andar sem nada na cara!» exclama entre um riso descontrolado.
Pessoas que me lêem:

Ponto número 1: Uma gaja de óculos não é sexy. Podem até pensar que têm um ar de professora de liceu marota, mas isso só resulta se andarem a tentar engatar miúdos de 15 anos que acabaram de descobrir a sexualidade. Dizer que uma gaja de óculos é atraente é o mesmo que dizer que as amigas on line concorrentes do Peso Pesado são mesmo amigas. É mentira. São fufas.

Ponto número 2: Óculos transparentes que mal se notam na cara é um mito urbano. A não ser que estejamos a 2 km da pessoa, ou que sejamos extremamente míopes o facto é que temos uns óculos na cara. Por muito transparentes que sejam, há uns vidros à frente dos vossos olhos suspensos por uma armação. Se querem passar despercebidas comprem uns de massa. Não haverá alma masculina que olhe duas vezes para vocês.

Ponto número 3: A gaja deu-me a graduação errada de lentes e eu só reparei quando cheguei a casa e meti as lentes nos olhos. Estou agora com umas lentes uma dioptria abaixo do que efectivamente uso. É possível portanto que óculos transparentes me pareçam reflexos de uma cútis saudável. Ou não.

sexta-feira, maio 06, 2011

Sapatilhas...

Fui a um congresso a semana passada.
O meu principal problema de ir a congressos não é a comunicação em si. É a roupa que levo vestida.
O ano passado fui a um congresso em Lisboa vestido como se fosse para um casamento da família real inglesa, exceptuando o chapéu.
Quando chego lá, está tudo de calças de ganga e t-shirt e um ar rebel-chick de quem foge às regras. Obviamente fora de tom, corro para a casa de banho, livro-me da gravata, despenteio o cabelo e desabotôo 5 botões da camisa. A apresentação foi um sucesso, com as pessoas quase a chorarem de emoção no final.
A partir daí nos congressos a que fui levei sempre sapatilhas e calças de ganga, e um ar de rebelde investigador com o charme dos fora-da-lei.
A história foi diferente a semana passada.
Estou na minha mesa de debate, depois de uma apresentação brilhante e dos elogios e cumprimentos de todos os psiquiatras presentes, incluindo uma psiquiatra mamalhuda e muito solícita.
A meio do debate, e depois de eu ter brilhado em respostas dúbias que deixaram toda a gente na mesma, vira-se um bronco qualquer (parece que regente de uma cadeira de Psiquiatria numa importante faculdade do país) e diz: «Robene, muitos parabéns pela apresentação brilhante. Não tarda estará a dar aulas na faculdade»
E eu rio-me imenso e estou quase a vir-me nas cuecas, quando o idiota acrescenta «Sem sapatilhas claro».
O Robene interessante e rockeiro torna-se em 2 segundos no maltrapilho vagabundo que veio dar uma palestra de sapatilhas. Toda a minha mística cool por água abaixo.
Cabisbaixo sussurro um: «custaram-me 80 euros», mas está toda a gente excitadíssima a olhar-me para as sapatilhas brancas com uma risca vermelha e outra azul.

Pelo sim pelo não, para a próxima volto ao fato.

sábado, abril 23, 2011

Pedras que não se fumam nem se apanham

Estou com uma pedra nos rins.
A malandra deu de si no Sábado passado, estava eu sozinho em casa.
Se já tiverem tido uma cólica renal, sei que estão neste momento com a mão nas costas, a rezar por mim. Se nunca tiveram uma, então experimentem pegar numa faca afiada e apunhalem-se repetidamente no flanco lombar, durante aproximadamente uma hora.
Portanto estou eu sozinho em casa, com uma cólica renal. Todo eu me contorço pelo chão da sala, vomito a casa de banho toda e estou a mijar pingas de sangue.


So not sexy.


Decido portanto ir ao hospital. Eventualmente o G. atende-me o telemóvel depois de 250 chamadas não atendidas e um grito de desespero no voice mail. Estava a foder, não podia atender- responde-me com um ar natural. Amigos da merda é o que é. Eu nem nos meus fins de semana de swing desligo o telemóvel.
O urologista diz-me que a melhor maneira de suportar uma cólica renal é enfiar-me numa banheira com água quente e enfardar dois copos de whisky. Mas use um colete salva vidas ahaha, acrescenta.
Apetece-me espetar-lhe duas sardas no focinho, mas peço-lhe apenas para me dar morfina nas veias. Quando a dor passar, vou ser mais eficiente a espetar-lhe as murraças no queixo.
O médico diz que eu devia fazer termas. Parece que na Curia há umas termas específicas para este tipo de maleita. Sim, estou já a imaginar-me numa banheira de água sulfatada e alcalina, com um bando de velhos à minha volta a falarem de como rasgaram a uretra a mijar uma pedra de 2 cm.
Pergunto ao médico se já teve uma pedra nos rins. Ele diz que sim. Eu pergunto se foi a fazer termas que tratou do assunto. Ele ri-se e diz que tratou do assunto numa tarde, com uma sessão de litotricia que durou 5 minutos. Eu finalmente enfio-lho um pontapé no cú.

Por milagre fico imediatamente sem dores.

quinta-feira, abril 21, 2011

Parabéns...atrasados

Estou muito chateado com todos vocês meus leitores.
Então o Xarope fez 5 anos no passado dia 3 e nem um chequezinho Fnac recebeu?

quinta-feira, abril 07, 2011

A saga continua...

Caros amigos, estou sensibilizado com a vossa preocupação para com o meu estado de saúde. Os sisos ainda cá andam. Estou eu no hospital, a rezar 20 Avés Marias e o topar as mamas da enfermeira boazuda que vinha ter comigo 20 vezes por dia para me medir tensão, quando recebo a notícia de que tenho um problema qualquer de coagulação. Antes de ser operado, tenho de ser investigado neste assunto. Eu, que me fartei de gozar com o puto hemofílico da turma, a meter-lhe pioneses na cadeira e a deixar lâminas afiadas nos livros enquanto lhe roubava o fornecimento de factores de coagulação. Estou neste momento a fumar três maços de tabaco por dia e a copular violentamente com todo o espécime feminino que me aparece à frente. Nunca se sabe quando me pode dar o badagaio.

COC

Reunião do meu grupo de investigadores...


Orientador do Robene: Robene, conhece o COC?


Robene: O quê? (ar incrédulo)


Orientador: O COC homem. Já me viu o COC?


Robene: Hum...eu...não sei...hum...


Orientador: Então pegue no COC, e trabalhe com ele. Dá imenso jeito.



COC-Site da Casa Oswaldo Cruz


Estou mais aliviado. Por momentos pensei que o meu doutoramento incluía trabalho de joelhos.

domingo, abril 03, 2011

Março caveado

Março Marçagão, manhãs de Inverno tardes de Verão. Creio que os portugueses levam este ditado demasiado à letra. Chegam os primeiros raios de sol com temperaturas acima dos 10ºC e é ver o pessoal de havaianas no dedo e calções de praia a passear pela rua. Por muito que goste de pensar que vivo no Rio de Janeiro, não é o caso. Estou calmamente na fila do Continente para pagar uns artigos e de repente levo com um cheiro a sovaco que me deixa por momentos inconsciente. Olho para a frente e tenho um gajo de cavas. Concerteza este jovem urbano acha muito cool andar de cavas em meados de Março, mas eu achava mais cool ainda se ele usasse desodorizante. Nada contra o uso de cavas. Eu próprio usei umas no longíquo Sudoeste de 2006, mas rapidamente me apercebi do erro por várias razões: A) Só os pedreiso usam cavas. B) Se não fores pedreiro e usares cavas, concerteza tens a anilha do rabo alargada. C) Cavas não ficam bem em verdadeiramente ninguém que interesse para a sociedade. D) Se Deus quisesse que os homens usassem cavas, não nos tinha fornecido glândulas sudoríparas com pêlos a ajudar ao cheiro na sovaqueira. Eu por mim ainda saio à rua com casaco vestido. E uso desodorizante.

quinta-feira, março 24, 2011

Censos 2011

Estou bastante desconfiado deste Censos 2011.
Tenho para mim que o questionário foi feito por alguma das minhas ex-namoradas...
Mas que raio de perguntas são estas?

Pergunta: Estava em casa à meia noite do dia 21 Março?

(O quê? Que raio de estatística é esta?)

E continua:
Se responder afirmativamente, diga-nos: estava com homens ou mulheres? E quantos/as?

Ora, se eu organizo bacanais em minha casa, à meia noite do primeiro dia de Primavera, parece-me que é apenas da minha conta. E não estou ali a ver a categoria de Transexuais, o que me dificulta bastante a resposta.

O questionário prossegue... Há perguntas sobre a minha retrete (não é sanita, é retrete!), prestação da casa e número de pessoas que vivem comigo.
Não estou bem a ver a linha orientadora deste questionário, mas cheira-me que as estatísticas vão aparecer na revista Caras.

terça-feira, março 22, 2011

Roy Bon

Quero uns Ray Ban. Quero desesperadamente uns óculos Ray Ban daqueles estilosos, que me farão igualzinho ao James Dean, de cigarro (electrónico) na boca e olhar perdido (mas sem a morte aos 24 anos e os rumores de homossexualidade).
Seja como for não estou para desembolsar com 135 euros pelos ditos cujos, pelo que me fui aventurar pelo excelente mercado de leilões da net.
Aparentemente tudo pode ser adquirido na net em leilões, por metade do preço. Ele há relógios Fossil, iPods, pólos Fred Perry, calças Levi's, e uma quantidade inacreditável de óculos Rayban...Por 30 euros.
Escolho lá o belo do óculo e tento determinar pela fotografia meio escura e desfocada se o produto é de confiança: Parece-me que os óculos dizem Roy Bon e são feitos de papel, mas por 30 euros estou disposto a arriscar. Quando confrontado com as minhas observações o próprio vendedor descansa-me dizendo que o produto foi roubado de uma carrinha em Espanha, e que vem na caixa original. Ora se foi roubado então a mim parece-me bem!

Se tudo correr bem, passarei a comprar toda a minha roupa e recheio de casa pelos leilões da net.

quarta-feira, março 09, 2011

Apaixonado

O meu iPod foi com o caralho.
História trágica: o meu colega de casa acaba de fumar um cigarro, apaga-o (mal), deixa-o à beira do cinzeiro. Seguidamente o cigarro rola para cima do visor do meu iPod, e enquanto queima o meu belo leitor de mp3 eu rio-me à boca aberta na sala enquanto enfardo um Chocapic com leite sem dar por nada.
Quando dou conta do acontecimento tenho vários sentimentos em mim: por um lado apertar o pescoço ao D. Por outro lado dar-lhe um grande abraço, porque finalmente tenho desculpa para comprar um iPod touch.
O iPod touch é uma coisa maravilhosa. Reformulo: o iPod touch é a melhor coisa do mundo. Já tive sexo que me deu menos prazer que este belo quadradinho multimédia.
Basicamente agora não faço mais nada senão downloads de apps, especialmente desde que o M. me crackou o aparelho e agora tenho tudo à borla. Por outro lado vivo no medo que mo roubem ou que algum cigarro malandro rebole para cima do meu mais que tudo. Durmo com ele ao lado da cabeceira, de manhã quando acordo olho delicadamente para ele, dou-lhe um beijo de bons dias, e meto os phones nos ouvidos, depois de uma leve carícia no metal frio e ao mesmo tempo caloroso.
Confesso, acho que estou apaixonado.

segunda-feira, março 07, 2011

um siso, dois sisos, três sisos, quatro sisos

Lembram-se do meu siso de há uns posts atrás? Bem, a história continua...
Há um mês atrás fui a uma consulta aos HUC:

Médico: Robene, essas dentuças estão complicadas. Tens os sisos todos fodidos. (O palavreado não foi exactamente este, mas no fundo era o que queria dizer).
Robene: E agora?
Médico: Agora tenho de te tirar o dente, mas por cirurgia.
Robene: Mas por cirurgia mesmo? Não dá simplesmente para o arrancar?
Médico: Não. Corremos o risco de te lesionar o nervo. Nesse caso ias ficar sem sensibilidade no lábio.

(Robene já a imaginar cenas de terror: a beber cerveja que imediatamente escorre pelo lábio fora ou a beijar uma boazona com o lábio a pingar baba. E também não deve dar muito jeito para comer.)

Robene: Ok, ok convenceu-me Doc. Não quero parecer o meu vizinho do lado depois de ter tido um AVC.
Médico: Vai ser anestesia geral. E tratamos já dos 4 sisos.

Tenho medo. Tenho muito medo.
Primeiro que me apalpem enquanto esteja sedado na mesa de operações. É um medo que tenho desde que vi um documentário de um dentista que fornicava (nota mental: usar a palavra fornicar mais vezes) as doentes enquanto elas estavam anestesiadas. Se me doer o rabo quando acordar da operação processo o hospital.
Segundo, porque vou passar 15 dias a comer papinhas Nestum com dores excruciantes, a cuspir sangue e com a minha bela fronha inchada. Logo em Março, que o calor volta e eu gosto de me ir passear para os corredores do Continente, engatar gajas na secção de produtos Gourmet.

Há por aí algum dentista que me ajude?

terça-feira, março 01, 2011

Cigarro Electrónico

Depois do Butterfly Abs, o aspirador que aspira sozinho, a máquina de descascar batatas e o extensor peniano, decidi comprar outra maquineta que apesar de todos os testemunhos abonatórios não serve para absolutamente nada.
Sim, decidi arrotar com 60 euros e comprar o cigarro electrónico.
Isto depois de ver um Johnny Depp muito cool no «Turista» a fumar o dito cujo, com a Angelina Jolie obviamente mesmerizada com o gadget tecnológico.
O cigarro electrónico (vulgo e-cigar) consiste numa bateria e nuns cartuchos, que têm a forma de um cigarro. A semelhança com o cigarro acaba aqui, uma vez que o E-cigar pesa para aí um quilo e tem de se puxar o fumo (perdão o vapor de água) até ficar com a jugular a pulular no pescoço. No entanto tem um LED que fica vermelho cada vez que se trava o vapor, e estou já a pensar oferecê-lo à minha sobrinha de 7 anos como prenda de aniversário. Os miúdos adoram coisas que acendem e apagam.
As dosagens de nicotina variam entre baixas a altas, sendo que quer a baixa quer a alta me deixam com vontade de fumar um maço de Camel de assentada.
No café faço um verdadeiro sucesso. Primeiro as pessoas pensam que estou mesmo a fumar um cigarro. Depois de uma observação mais cuidada, pensam que acabei de sair do Júlio Matos, e que a seguir vou snifar uma linha de farinha Maizena.
Na verdade, lembro-me de há uns anos atrás ter ficado sem tabaco e improvisar um cigarro feito de papel higiénico e folhas de chá de hortelã.
Acho que sabia melhor que este cigarro electrónico.

Óscares 2011

Durante muitos anos fui um fiel seguidor dos Óscares. Fiquei os últimos 7 anos acordado até horas indescritíveis para ver o que podia ler passado 5 horas.
Ontem não foi excepção.
Arrependido?
Bem, tivemos um apresentador janado (James Franco), que basicamente só faltou snifar uma linha de coca em cima da estatueta do Óscar, uma apresentadora (anne Hathaway)que só faltou fazer malabarismos com bolas de circo, um Kirk Douglas que por pouco não apresentou um Óscar e apareceu na parte do In memoriam (já agora umas legendas para entender o que dizia o homem não era nada mau) e a Celine Dion a cantar. Ah, e ganha-me o Discurso do Rei.
Para o ano, cheira-me que a minha figura não vai dar audiência.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Sr Professor

Na semana passada fui reunir-me com a minha co-orientadora.
Estava com um bocado de medo: Primeiro porque uma vez levei uma reprimenda por ter usado demasiadas vírgulas num resumo. Segundo porque basicamente tenho andado a coçar a piça em vez de andar a trabalhar no doutoramento ( e isto é literal, ando com muita comichão).
Dois dias antes da reunião exilei-me na biblioteca geral da Universidade para tentar pelo menos apresentar alguma bibiografia que supostamente andaria a ler.
Para meu espanto só faltou a mulher nomear-me a oitava maravilha à superfície da Terra. Entre elogios ao meu novo penteado (verdade) e ao espectacular trabalho que ando a fazer («quem me dera que todos os alunos de doutoramento fossem como o Robene»), convidou-me para dar uma aula de mestrado...
Isso mesmo...Dentro de duas semanas, estarei eu e um auditório de alunos de mestrado a ouvir-me falar das maravilhas dos antipsicóticos (nomeadamente a maraviha de estar a ser pago para ficar em casa e ver muita pornografia).

Quando faltarem dois dias para a aula começo a trabalhar.

domingo, fevereiro 13, 2011

Dia dos namorados

Levado pelo espírito do dia dos namorados, decidi enumerar numa pequena lista, algumas pessoas que simplesmente não suporto:

#1: O Malato. O Malato consegue tornar o Quem quer ser milionário no programa mais chato de toda a televisão portuguesa. Basicamente num programa ele consegue perguntar a um concorrente porque é que gosta de cozinhar queijadas de Sintra, dá uns quantos laivos de piadas sexuais acerca da sua pessoa, ri-se, engasga-se, mete o público a gritar umas ladainhas e de vez em quando, muito de vez em quando, faz umas perguntas. Eu por mim nunca me ri tanto desde que o Rui Sinel de Cordes meteu um grupo de holandeses a gritar «We miss you Malato». E isso sim, devia ser pago pelo estado.

#2 O meu Vizinho de baixo. No outro dia deparo-me com um papel na entrada : «Por favor não dar sapatadas nas paredes. Obrigado por esse favor...zinho». O próprio tom sarcástico-filho-da-puta da mensagem quase que me deu ganas de bater à porta do homem e dar-lhe com o pau da aspiração central. Como bom vizinho que sou no entanto, vou queixar-me na próxima reunião de condóminos das plantas que o homem tem na entrada de casa. Acho que me têm feito alergia.

#3 Empregados do Pingo Doce. Toda a vez que vou ao Pingo Doce espero encontrar empregados sorridentes que me cantam músicas aos ouvidos e me levam pelos ombros ao longo do corredor das bolachas. Invariavelmente encontro umas mulas antipáticas que me dão restos secos de frango de churrasco.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

O vigia

Ontem fui vigiar um exame. Sim, um exame. Da Faculdade.
Surpreendidos? Então imaginem os alunos quando me viram entrar pela sala adentro a distribuir exames. Metade deles lembra-se de me ver a fazer figuras tristes na noite. A outra metade tentou ser engatada por mim.
Adiante... Ali estou eu, figura por demais autoritária, a mandar esconder telemóveis e a contar cabeças para distribuir exames.
Quando a tarefa acaba, sento-me na mesa do auditório e começo a ler um livro. Imediatamente toda a estudantada começa num frenesim a falar uns com os outros.
Eu grito um: CALOU!
Aviso desde já que gritar um calou para um auditório de alunos do quarto ano não é boa ideia. Tivesse antes gritado um: Não Falem! ou um Façam menos barulho! ou até um Não copiem! Gritar um Calou é simplesmente labrego, erro de principiante.
Depois do grito, os alunos olharam-me de esguelha e ouvi algumas risadas. Estava prestes a ser posta em causa a minha autoridade.
Fechei o livro e olhei o resto do tempo para eles. Muitos deles olhavam também para mim, creio até que reconheci uma ou outra cara da discoteca da noite anterior, onde estive a dançar kuduro e a fazer palhaçadas com o M. e a T. que incluíram uma simulação de sexo e várias coreografias do tempo da Macarena.
As velhas técnicas do copianço (muitas inventadas por mim) estavam todas lá: meter o exame de lado, levantar o exame simulando uma cara de concentração, cabeças baixas a olhar para o meio das pernas, linguagem gestual para o colega do lado.
A meio do exame tive de gritar para uma aluna: Ó menina, daqui a pouco está a fazer o exame deitada, tal era o estado de contorção do miúda.
O resto incluiu telemóveis a tocar no meio do exame, dúvidas que não soube responder e olhares lânguidos de alunas da primeira fila.

Saí de lá com a clara noção que foi um fartote de copiar. Os alunos de certeza que me adoraram.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Fato de treino

No outro dia estava a ver um episódio de How I met your mother na Fox Life. Uma das personagens, o Marshal, ficou desempregado e então vagueava por casa sem nada para fazer, vestido apenas com uns boxers e tshirt.

Rio-me bastante da situação, e depois olhos para mim.

Desde que descobri que basicamente posso fazer todo o meu trabalho a partir de casa, não tenho feito mais nada senão andar de fato de treino. Tento lembrar-me da última vez que me vesti decentemente...e não me consigo lembrar.

Sim, tornei-me uma dessas pessoas que vai comprar ovos e bifes de perú ao Pingo Doce de fato de treino. Sim, no outro dia fui de fato de treino ao shopping comprar uns tinteiros para a impressora.

Sou dono neste momento de 5 calças diferentes desse tecido fofinho e confortável a que chamam de fato de treino.

Pior...Já não me penteio há seguramente 2 semanas, tenho preguiça de usar lentes de contacto pelo que voltei a andar com os meus óculos à lá Harry Potter, e ando a cozinhar bolos quase todos os dias na Bimby, os quais devoro em menos de dez minutos enquanto leio um artigo sobre a vida nos asilos.

Ou muito me engano, ou quando tiver uma apresentação não vou ter calças que me sirvam...a não ser calças de fato de treino.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Xarope Update. Nada de muito engraçado...

Pessoal amigo, que me acompanha aí desse lado:

Primeiro: 100 mil visitas! Até tenho de escrever por extenso que nem sei quantos zeros cem mil leva. Obrigado!!
Segundo: Obrigado pelo apoio no Facebook! Quem criou aquilo tem um lugarzinho no céu, entre o Carlos Castro e a Princesa Diana.
Terceiro: Parece que andam a circular aí uns post meus pelos mails de muita malta. Identifiquem a fonte por favor! Nunca se sabe quando chega ao mail de algum editor!