Estou com uma pedra nos rins.
A malandra deu de si no Sábado passado, estava eu sozinho em casa.
Se já tiverem tido uma cólica renal, sei que estão neste momento com a mão nas costas, a rezar por mim. Se nunca tiveram uma, então experimentem pegar numa faca afiada e apunhalem-se repetidamente no flanco lombar, durante aproximadamente uma hora.
Portanto estou eu sozinho em casa, com uma cólica renal. Todo eu me contorço pelo chão da sala, vomito a casa de banho toda e estou a mijar pingas de sangue.
So not sexy.
Decido portanto ir ao hospital. Eventualmente o G. atende-me o telemóvel depois de 250 chamadas não atendidas e um grito de desespero no voice mail. Estava a foder, não podia atender- responde-me com um ar natural. Amigos da merda é o que é. Eu nem nos meus fins de semana de swing desligo o telemóvel.
O urologista diz-me que a melhor maneira de suportar uma cólica renal é enfiar-me numa banheira com água quente e enfardar dois copos de whisky. Mas use um colete salva vidas ahaha, acrescenta.
Apetece-me espetar-lhe duas sardas no focinho, mas peço-lhe apenas para me dar morfina nas veias. Quando a dor passar, vou ser mais eficiente a espetar-lhe as murraças no queixo.
O médico diz que eu devia fazer termas. Parece que na Curia há umas termas específicas para este tipo de maleita. Sim, estou já a imaginar-me numa banheira de água sulfatada e alcalina, com um bando de velhos à minha volta a falarem de como rasgaram a uretra a mijar uma pedra de 2 cm.
Pergunto ao médico se já teve uma pedra nos rins. Ele diz que sim. Eu pergunto se foi a fazer termas que tratou do assunto. Ele ri-se e diz que tratou do assunto numa tarde, com uma sessão de litotricia que durou 5 minutos. Eu finalmente enfio-lho um pontapé no cú.
Por milagre fico imediatamente sem dores.
sábado, abril 23, 2011
quinta-feira, abril 21, 2011
Parabéns...atrasados
Estou muito chateado com todos vocês meus leitores.
Então o Xarope fez 5 anos no passado dia 3 e nem um chequezinho Fnac recebeu?
Então o Xarope fez 5 anos no passado dia 3 e nem um chequezinho Fnac recebeu?
quinta-feira, abril 07, 2011
A saga continua...
Caros amigos, estou sensibilizado com a vossa preocupação para com o meu estado de saúde. Os sisos ainda cá andam. Estou eu no hospital, a rezar 20 Avés Marias e o topar as mamas da enfermeira boazuda que vinha ter comigo 20 vezes por dia para me medir tensão, quando recebo a notícia de que tenho um problema qualquer de coagulação. Antes de ser operado, tenho de ser investigado neste assunto. Eu, que me fartei de gozar com o puto hemofílico da turma, a meter-lhe pioneses na cadeira e a deixar lâminas afiadas nos livros enquanto lhe roubava o fornecimento de factores de coagulação. Estou neste momento a fumar três maços de tabaco por dia e a copular violentamente com todo o espécime feminino que me aparece à frente. Nunca se sabe quando me pode dar o badagaio.
COC
Reunião do meu grupo de investigadores...
Orientador do Robene: Robene, conhece o COC?
Robene: O quê? (ar incrédulo)
Orientador: O COC homem. Já me viu o COC?
Robene: Hum...eu...não sei...hum...
Orientador: Então pegue no COC, e trabalhe com ele. Dá imenso jeito.
COC-Site da Casa Oswaldo Cruz
Estou mais aliviado. Por momentos pensei que o meu doutoramento incluía trabalho de joelhos.
domingo, abril 03, 2011
Março caveado
Março Marçagão, manhãs de Inverno tardes de Verão. Creio que os portugueses levam este ditado demasiado à letra. Chegam os primeiros raios de sol com temperaturas acima dos 10ºC e é ver o pessoal de havaianas no dedo e calções de praia a passear pela rua. Por muito que goste de pensar que vivo no Rio de Janeiro, não é o caso. Estou calmamente na fila do Continente para pagar uns artigos e de repente levo com um cheiro a sovaco que me deixa por momentos inconsciente. Olho para a frente e tenho um gajo de cavas. Concerteza este jovem urbano acha muito cool andar de cavas em meados de Março, mas eu achava mais cool ainda se ele usasse desodorizante. Nada contra o uso de cavas. Eu próprio usei umas no longíquo Sudoeste de 2006, mas rapidamente me apercebi do erro por várias razões: A) Só os pedreiso usam cavas. B) Se não fores pedreiro e usares cavas, concerteza tens a anilha do rabo alargada. C) Cavas não ficam bem em verdadeiramente ninguém que interesse para a sociedade. D) Se Deus quisesse que os homens usassem cavas, não nos tinha fornecido glândulas sudoríparas com pêlos a ajudar ao cheiro na sovaqueira. Eu por mim ainda saio à rua com casaco vestido. E uso desodorizante.
quinta-feira, março 24, 2011
Censos 2011
Estou bastante desconfiado deste Censos 2011.
Tenho para mim que o questionário foi feito por alguma das minhas ex-namoradas...
Mas que raio de perguntas são estas?
Pergunta: Estava em casa à meia noite do dia 21 Março?
(O quê? Que raio de estatística é esta?)
E continua:
Se responder afirmativamente, diga-nos: estava com homens ou mulheres? E quantos/as?
Ora, se eu organizo bacanais em minha casa, à meia noite do primeiro dia de Primavera, parece-me que é apenas da minha conta. E não estou ali a ver a categoria de Transexuais, o que me dificulta bastante a resposta.
O questionário prossegue... Há perguntas sobre a minha retrete (não é sanita, é retrete!), prestação da casa e número de pessoas que vivem comigo.
Não estou bem a ver a linha orientadora deste questionário, mas cheira-me que as estatísticas vão aparecer na revista Caras.
Tenho para mim que o questionário foi feito por alguma das minhas ex-namoradas...
Mas que raio de perguntas são estas?
Pergunta: Estava em casa à meia noite do dia 21 Março?
(O quê? Que raio de estatística é esta?)
E continua:
Se responder afirmativamente, diga-nos: estava com homens ou mulheres? E quantos/as?
Ora, se eu organizo bacanais em minha casa, à meia noite do primeiro dia de Primavera, parece-me que é apenas da minha conta. E não estou ali a ver a categoria de Transexuais, o que me dificulta bastante a resposta.
O questionário prossegue... Há perguntas sobre a minha retrete (não é sanita, é retrete!), prestação da casa e número de pessoas que vivem comigo.
Não estou bem a ver a linha orientadora deste questionário, mas cheira-me que as estatísticas vão aparecer na revista Caras.
terça-feira, março 22, 2011
Roy Bon
Quero uns Ray Ban. Quero desesperadamente uns óculos Ray Ban daqueles estilosos, que me farão igualzinho ao James Dean, de cigarro (electrónico) na boca e olhar perdido (mas sem a morte aos 24 anos e os rumores de homossexualidade).
Seja como for não estou para desembolsar com 135 euros pelos ditos cujos, pelo que me fui aventurar pelo excelente mercado de leilões da net.
Aparentemente tudo pode ser adquirido na net em leilões, por metade do preço. Ele há relógios Fossil, iPods, pólos Fred Perry, calças Levi's, e uma quantidade inacreditável de óculos Rayban...Por 30 euros.
Escolho lá o belo do óculo e tento determinar pela fotografia meio escura e desfocada se o produto é de confiança: Parece-me que os óculos dizem Roy Bon e são feitos de papel, mas por 30 euros estou disposto a arriscar. Quando confrontado com as minhas observações o próprio vendedor descansa-me dizendo que o produto foi roubado de uma carrinha em Espanha, e que vem na caixa original. Ora se foi roubado então a mim parece-me bem!
Se tudo correr bem, passarei a comprar toda a minha roupa e recheio de casa pelos leilões da net.
Seja como for não estou para desembolsar com 135 euros pelos ditos cujos, pelo que me fui aventurar pelo excelente mercado de leilões da net.
Aparentemente tudo pode ser adquirido na net em leilões, por metade do preço. Ele há relógios Fossil, iPods, pólos Fred Perry, calças Levi's, e uma quantidade inacreditável de óculos Rayban...Por 30 euros.
Escolho lá o belo do óculo e tento determinar pela fotografia meio escura e desfocada se o produto é de confiança: Parece-me que os óculos dizem Roy Bon e são feitos de papel, mas por 30 euros estou disposto a arriscar. Quando confrontado com as minhas observações o próprio vendedor descansa-me dizendo que o produto foi roubado de uma carrinha em Espanha, e que vem na caixa original. Ora se foi roubado então a mim parece-me bem!
Se tudo correr bem, passarei a comprar toda a minha roupa e recheio de casa pelos leilões da net.
quarta-feira, março 09, 2011
Apaixonado
O meu iPod foi com o caralho.
História trágica: o meu colega de casa acaba de fumar um cigarro, apaga-o (mal), deixa-o à beira do cinzeiro. Seguidamente o cigarro rola para cima do visor do meu iPod, e enquanto queima o meu belo leitor de mp3 eu rio-me à boca aberta na sala enquanto enfardo um Chocapic com leite sem dar por nada.
Quando dou conta do acontecimento tenho vários sentimentos em mim: por um lado apertar o pescoço ao D. Por outro lado dar-lhe um grande abraço, porque finalmente tenho desculpa para comprar um iPod touch.
O iPod touch é uma coisa maravilhosa. Reformulo: o iPod touch é a melhor coisa do mundo. Já tive sexo que me deu menos prazer que este belo quadradinho multimédia.
Basicamente agora não faço mais nada senão downloads de apps, especialmente desde que o M. me crackou o aparelho e agora tenho tudo à borla. Por outro lado vivo no medo que mo roubem ou que algum cigarro malandro rebole para cima do meu mais que tudo. Durmo com ele ao lado da cabeceira, de manhã quando acordo olho delicadamente para ele, dou-lhe um beijo de bons dias, e meto os phones nos ouvidos, depois de uma leve carícia no metal frio e ao mesmo tempo caloroso.
Confesso, acho que estou apaixonado.
História trágica: o meu colega de casa acaba de fumar um cigarro, apaga-o (mal), deixa-o à beira do cinzeiro. Seguidamente o cigarro rola para cima do visor do meu iPod, e enquanto queima o meu belo leitor de mp3 eu rio-me à boca aberta na sala enquanto enfardo um Chocapic com leite sem dar por nada.
Quando dou conta do acontecimento tenho vários sentimentos em mim: por um lado apertar o pescoço ao D. Por outro lado dar-lhe um grande abraço, porque finalmente tenho desculpa para comprar um iPod touch.
O iPod touch é uma coisa maravilhosa. Reformulo: o iPod touch é a melhor coisa do mundo. Já tive sexo que me deu menos prazer que este belo quadradinho multimédia.
Basicamente agora não faço mais nada senão downloads de apps, especialmente desde que o M. me crackou o aparelho e agora tenho tudo à borla. Por outro lado vivo no medo que mo roubem ou que algum cigarro malandro rebole para cima do meu mais que tudo. Durmo com ele ao lado da cabeceira, de manhã quando acordo olho delicadamente para ele, dou-lhe um beijo de bons dias, e meto os phones nos ouvidos, depois de uma leve carícia no metal frio e ao mesmo tempo caloroso.
Confesso, acho que estou apaixonado.
segunda-feira, março 07, 2011
um siso, dois sisos, três sisos, quatro sisos
Lembram-se do meu siso de há uns posts atrás? Bem, a história continua...
Há um mês atrás fui a uma consulta aos HUC:
Médico: Robene, essas dentuças estão complicadas. Tens os sisos todos fodidos. (O palavreado não foi exactamente este, mas no fundo era o que queria dizer).
Robene: E agora?
Médico: Agora tenho de te tirar o dente, mas por cirurgia.
Robene: Mas por cirurgia mesmo? Não dá simplesmente para o arrancar?
Médico: Não. Corremos o risco de te lesionar o nervo. Nesse caso ias ficar sem sensibilidade no lábio.
(Robene já a imaginar cenas de terror: a beber cerveja que imediatamente escorre pelo lábio fora ou a beijar uma boazona com o lábio a pingar baba. E também não deve dar muito jeito para comer.)
Robene: Ok, ok convenceu-me Doc. Não quero parecer o meu vizinho do lado depois de ter tido um AVC.
Médico: Vai ser anestesia geral. E tratamos já dos 4 sisos.
Tenho medo. Tenho muito medo.
Primeiro que me apalpem enquanto esteja sedado na mesa de operações. É um medo que tenho desde que vi um documentário de um dentista que fornicava (nota mental: usar a palavra fornicar mais vezes) as doentes enquanto elas estavam anestesiadas. Se me doer o rabo quando acordar da operação processo o hospital.
Segundo, porque vou passar 15 dias a comer papinhas Nestum com dores excruciantes, a cuspir sangue e com a minha bela fronha inchada. Logo em Março, que o calor volta e eu gosto de me ir passear para os corredores do Continente, engatar gajas na secção de produtos Gourmet.
Há por aí algum dentista que me ajude?
Há um mês atrás fui a uma consulta aos HUC:
Médico: Robene, essas dentuças estão complicadas. Tens os sisos todos fodidos. (O palavreado não foi exactamente este, mas no fundo era o que queria dizer).
Robene: E agora?
Médico: Agora tenho de te tirar o dente, mas por cirurgia.
Robene: Mas por cirurgia mesmo? Não dá simplesmente para o arrancar?
Médico: Não. Corremos o risco de te lesionar o nervo. Nesse caso ias ficar sem sensibilidade no lábio.
(Robene já a imaginar cenas de terror: a beber cerveja que imediatamente escorre pelo lábio fora ou a beijar uma boazona com o lábio a pingar baba. E também não deve dar muito jeito para comer.)
Robene: Ok, ok convenceu-me Doc. Não quero parecer o meu vizinho do lado depois de ter tido um AVC.
Médico: Vai ser anestesia geral. E tratamos já dos 4 sisos.
Tenho medo. Tenho muito medo.
Primeiro que me apalpem enquanto esteja sedado na mesa de operações. É um medo que tenho desde que vi um documentário de um dentista que fornicava (nota mental: usar a palavra fornicar mais vezes) as doentes enquanto elas estavam anestesiadas. Se me doer o rabo quando acordar da operação processo o hospital.
Segundo, porque vou passar 15 dias a comer papinhas Nestum com dores excruciantes, a cuspir sangue e com a minha bela fronha inchada. Logo em Março, que o calor volta e eu gosto de me ir passear para os corredores do Continente, engatar gajas na secção de produtos Gourmet.
Há por aí algum dentista que me ajude?
terça-feira, março 01, 2011
Cigarro Electrónico
Depois do Butterfly Abs, o aspirador que aspira sozinho, a máquina de descascar batatas e o extensor peniano, decidi comprar outra maquineta que apesar de todos os testemunhos abonatórios não serve para absolutamente nada.
Sim, decidi arrotar com 60 euros e comprar o cigarro electrónico.
Isto depois de ver um Johnny Depp muito cool no «Turista» a fumar o dito cujo, com a Angelina Jolie obviamente mesmerizada com o gadget tecnológico.
Sim, decidi arrotar com 60 euros e comprar o cigarro electrónico.
Isto depois de ver um Johnny Depp muito cool no «Turista» a fumar o dito cujo, com a Angelina Jolie obviamente mesmerizada com o gadget tecnológico.
O cigarro electrónico (vulgo e-cigar) consiste numa bateria e nuns cartuchos, que têm a forma de um cigarro. A semelhança com o cigarro acaba aqui, uma vez que o E-cigar pesa para aí um quilo e tem de se puxar o fumo (perdão o vapor de água) até ficar com a jugular a pulular no pescoço. No entanto tem um LED que fica vermelho cada vez que se trava o vapor, e estou já a pensar oferecê-lo à minha sobrinha de 7 anos como prenda de aniversário. Os miúdos adoram coisas que acendem e apagam.
As dosagens de nicotina variam entre baixas a altas, sendo que quer a baixa quer a alta me deixam com vontade de fumar um maço de Camel de assentada.
No café faço um verdadeiro sucesso. Primeiro as pessoas pensam que estou mesmo a fumar um cigarro. Depois de uma observação mais cuidada, pensam que acabei de sair do Júlio Matos, e que a seguir vou snifar uma linha de farinha Maizena.
Na verdade, lembro-me de há uns anos atrás ter ficado sem tabaco e improvisar um cigarro feito de papel higiénico e folhas de chá de hortelã.
Acho que sabia melhor que este cigarro electrónico.
Óscares 2011
Durante muitos anos fui um fiel seguidor dos Óscares. Fiquei os últimos 7 anos acordado até horas indescritíveis para ver o que podia ler passado 5 horas.
Ontem não foi excepção.
Arrependido?
Bem, tivemos um apresentador janado (James Franco), que basicamente só faltou snifar uma linha de coca em cima da estatueta do Óscar, uma apresentadora (anne Hathaway)que só faltou fazer malabarismos com bolas de circo, um Kirk Douglas que por pouco não apresentou um Óscar e apareceu na parte do In memoriam (já agora umas legendas para entender o que dizia o homem não era nada mau) e a Celine Dion a cantar. Ah, e ganha-me o Discurso do Rei.
Para o ano, cheira-me que a minha figura não vai dar audiência.
Ontem não foi excepção.
Arrependido?
Bem, tivemos um apresentador janado (James Franco), que basicamente só faltou snifar uma linha de coca em cima da estatueta do Óscar, uma apresentadora (anne Hathaway)que só faltou fazer malabarismos com bolas de circo, um Kirk Douglas que por pouco não apresentou um Óscar e apareceu na parte do In memoriam (já agora umas legendas para entender o que dizia o homem não era nada mau) e a Celine Dion a cantar. Ah, e ganha-me o Discurso do Rei.
Para o ano, cheira-me que a minha figura não vai dar audiência.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Sr Professor
Na semana passada fui reunir-me com a minha co-orientadora.
Estava com um bocado de medo: Primeiro porque uma vez levei uma reprimenda por ter usado demasiadas vírgulas num resumo. Segundo porque basicamente tenho andado a coçar a piça em vez de andar a trabalhar no doutoramento ( e isto é literal, ando com muita comichão).
Dois dias antes da reunião exilei-me na biblioteca geral da Universidade para tentar pelo menos apresentar alguma bibiografia que supostamente andaria a ler.
Para meu espanto só faltou a mulher nomear-me a oitava maravilha à superfície da Terra. Entre elogios ao meu novo penteado (verdade) e ao espectacular trabalho que ando a fazer («quem me dera que todos os alunos de doutoramento fossem como o Robene»), convidou-me para dar uma aula de mestrado...
Isso mesmo...Dentro de duas semanas, estarei eu e um auditório de alunos de mestrado a ouvir-me falar das maravilhas dos antipsicóticos (nomeadamente a maraviha de estar a ser pago para ficar em casa e ver muita pornografia).
Quando faltarem dois dias para a aula começo a trabalhar.
Estava com um bocado de medo: Primeiro porque uma vez levei uma reprimenda por ter usado demasiadas vírgulas num resumo. Segundo porque basicamente tenho andado a coçar a piça em vez de andar a trabalhar no doutoramento ( e isto é literal, ando com muita comichão).
Dois dias antes da reunião exilei-me na biblioteca geral da Universidade para tentar pelo menos apresentar alguma bibiografia que supostamente andaria a ler.
Para meu espanto só faltou a mulher nomear-me a oitava maravilha à superfície da Terra. Entre elogios ao meu novo penteado (verdade) e ao espectacular trabalho que ando a fazer («quem me dera que todos os alunos de doutoramento fossem como o Robene»), convidou-me para dar uma aula de mestrado...
Isso mesmo...Dentro de duas semanas, estarei eu e um auditório de alunos de mestrado a ouvir-me falar das maravilhas dos antipsicóticos (nomeadamente a maraviha de estar a ser pago para ficar em casa e ver muita pornografia).
Quando faltarem dois dias para a aula começo a trabalhar.
domingo, fevereiro 13, 2011
Dia dos namorados
Levado pelo espírito do dia dos namorados, decidi enumerar numa pequena lista, algumas pessoas que simplesmente não suporto:
#1: O Malato. O Malato consegue tornar o Quem quer ser milionário no programa mais chato de toda a televisão portuguesa. Basicamente num programa ele consegue perguntar a um concorrente porque é que gosta de cozinhar queijadas de Sintra, dá uns quantos laivos de piadas sexuais acerca da sua pessoa, ri-se, engasga-se, mete o público a gritar umas ladainhas e de vez em quando, muito de vez em quando, faz umas perguntas. Eu por mim nunca me ri tanto desde que o Rui Sinel de Cordes meteu um grupo de holandeses a gritar «We miss you Malato». E isso sim, devia ser pago pelo estado.
#2 O meu Vizinho de baixo. No outro dia deparo-me com um papel na entrada : «Por favor não dar sapatadas nas paredes. Obrigado por esse favor...zinho». O próprio tom sarcástico-filho-da-puta da mensagem quase que me deu ganas de bater à porta do homem e dar-lhe com o pau da aspiração central. Como bom vizinho que sou no entanto, vou queixar-me na próxima reunião de condóminos das plantas que o homem tem na entrada de casa. Acho que me têm feito alergia.
#3 Empregados do Pingo Doce. Toda a vez que vou ao Pingo Doce espero encontrar empregados sorridentes que me cantam músicas aos ouvidos e me levam pelos ombros ao longo do corredor das bolachas. Invariavelmente encontro umas mulas antipáticas que me dão restos secos de frango de churrasco.
#1: O Malato. O Malato consegue tornar o Quem quer ser milionário no programa mais chato de toda a televisão portuguesa. Basicamente num programa ele consegue perguntar a um concorrente porque é que gosta de cozinhar queijadas de Sintra, dá uns quantos laivos de piadas sexuais acerca da sua pessoa, ri-se, engasga-se, mete o público a gritar umas ladainhas e de vez em quando, muito de vez em quando, faz umas perguntas. Eu por mim nunca me ri tanto desde que o Rui Sinel de Cordes meteu um grupo de holandeses a gritar «We miss you Malato». E isso sim, devia ser pago pelo estado.
#2 O meu Vizinho de baixo. No outro dia deparo-me com um papel na entrada : «Por favor não dar sapatadas nas paredes. Obrigado por esse favor...zinho». O próprio tom sarcástico-filho-da-puta da mensagem quase que me deu ganas de bater à porta do homem e dar-lhe com o pau da aspiração central. Como bom vizinho que sou no entanto, vou queixar-me na próxima reunião de condóminos das plantas que o homem tem na entrada de casa. Acho que me têm feito alergia.
#3 Empregados do Pingo Doce. Toda a vez que vou ao Pingo Doce espero encontrar empregados sorridentes que me cantam músicas aos ouvidos e me levam pelos ombros ao longo do corredor das bolachas. Invariavelmente encontro umas mulas antipáticas que me dão restos secos de frango de churrasco.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
O vigia
Ontem fui vigiar um exame. Sim, um exame. Da Faculdade.
Surpreendidos? Então imaginem os alunos quando me viram entrar pela sala adentro a distribuir exames. Metade deles lembra-se de me ver a fazer figuras tristes na noite. A outra metade tentou ser engatada por mim.
Adiante... Ali estou eu, figura por demais autoritária, a mandar esconder telemóveis e a contar cabeças para distribuir exames.
Quando a tarefa acaba, sento-me na mesa do auditório e começo a ler um livro. Imediatamente toda a estudantada começa num frenesim a falar uns com os outros.
Eu grito um: CALOU!
Aviso desde já que gritar um calou para um auditório de alunos do quarto ano não é boa ideia. Tivesse antes gritado um: Não Falem! ou um Façam menos barulho! ou até um Não copiem! Gritar um Calou é simplesmente labrego, erro de principiante.
Depois do grito, os alunos olharam-me de esguelha e ouvi algumas risadas. Estava prestes a ser posta em causa a minha autoridade.
Fechei o livro e olhei o resto do tempo para eles. Muitos deles olhavam também para mim, creio até que reconheci uma ou outra cara da discoteca da noite anterior, onde estive a dançar kuduro e a fazer palhaçadas com o M. e a T. que incluíram uma simulação de sexo e várias coreografias do tempo da Macarena.
As velhas técnicas do copianço (muitas inventadas por mim) estavam todas lá: meter o exame de lado, levantar o exame simulando uma cara de concentração, cabeças baixas a olhar para o meio das pernas, linguagem gestual para o colega do lado.
A meio do exame tive de gritar para uma aluna: Ó menina, daqui a pouco está a fazer o exame deitada, tal era o estado de contorção do miúda.
O resto incluiu telemóveis a tocar no meio do exame, dúvidas que não soube responder e olhares lânguidos de alunas da primeira fila.
Saí de lá com a clara noção que foi um fartote de copiar. Os alunos de certeza que me adoraram.
Surpreendidos? Então imaginem os alunos quando me viram entrar pela sala adentro a distribuir exames. Metade deles lembra-se de me ver a fazer figuras tristes na noite. A outra metade tentou ser engatada por mim.
Adiante... Ali estou eu, figura por demais autoritária, a mandar esconder telemóveis e a contar cabeças para distribuir exames.
Quando a tarefa acaba, sento-me na mesa do auditório e começo a ler um livro. Imediatamente toda a estudantada começa num frenesim a falar uns com os outros.
Eu grito um: CALOU!
Aviso desde já que gritar um calou para um auditório de alunos do quarto ano não é boa ideia. Tivesse antes gritado um: Não Falem! ou um Façam menos barulho! ou até um Não copiem! Gritar um Calou é simplesmente labrego, erro de principiante.
Depois do grito, os alunos olharam-me de esguelha e ouvi algumas risadas. Estava prestes a ser posta em causa a minha autoridade.
Fechei o livro e olhei o resto do tempo para eles. Muitos deles olhavam também para mim, creio até que reconheci uma ou outra cara da discoteca da noite anterior, onde estive a dançar kuduro e a fazer palhaçadas com o M. e a T. que incluíram uma simulação de sexo e várias coreografias do tempo da Macarena.
As velhas técnicas do copianço (muitas inventadas por mim) estavam todas lá: meter o exame de lado, levantar o exame simulando uma cara de concentração, cabeças baixas a olhar para o meio das pernas, linguagem gestual para o colega do lado.
A meio do exame tive de gritar para uma aluna: Ó menina, daqui a pouco está a fazer o exame deitada, tal era o estado de contorção do miúda.
O resto incluiu telemóveis a tocar no meio do exame, dúvidas que não soube responder e olhares lânguidos de alunas da primeira fila.
Saí de lá com a clara noção que foi um fartote de copiar. Os alunos de certeza que me adoraram.
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Fato de treino
No outro dia estava a ver um episódio de How I met your mother na Fox Life. Uma das personagens, o Marshal, ficou desempregado e então vagueava por casa sem nada para fazer, vestido apenas com uns boxers e tshirt.
Rio-me bastante da situação, e depois olhos para mim.
Desde que descobri que basicamente posso fazer todo o meu trabalho a partir de casa, não tenho feito mais nada senão andar de fato de treino. Tento lembrar-me da última vez que me vesti decentemente...e não me consigo lembrar.
Sim, tornei-me uma dessas pessoas que vai comprar ovos e bifes de perú ao Pingo Doce de fato de treino. Sim, no outro dia fui de fato de treino ao shopping comprar uns tinteiros para a impressora.
Sou dono neste momento de 5 calças diferentes desse tecido fofinho e confortável a que chamam de fato de treino.
Pior...Já não me penteio há seguramente 2 semanas, tenho preguiça de usar lentes de contacto pelo que voltei a andar com os meus óculos à lá Harry Potter, e ando a cozinhar bolos quase todos os dias na Bimby, os quais devoro em menos de dez minutos enquanto leio um artigo sobre a vida nos asilos.
Ou muito me engano, ou quando tiver uma apresentação não vou ter calças que me sirvam...a não ser calças de fato de treino.
Rio-me bastante da situação, e depois olhos para mim.
Desde que descobri que basicamente posso fazer todo o meu trabalho a partir de casa, não tenho feito mais nada senão andar de fato de treino. Tento lembrar-me da última vez que me vesti decentemente...e não me consigo lembrar.
Sim, tornei-me uma dessas pessoas que vai comprar ovos e bifes de perú ao Pingo Doce de fato de treino. Sim, no outro dia fui de fato de treino ao shopping comprar uns tinteiros para a impressora.
Sou dono neste momento de 5 calças diferentes desse tecido fofinho e confortável a que chamam de fato de treino.
Pior...Já não me penteio há seguramente 2 semanas, tenho preguiça de usar lentes de contacto pelo que voltei a andar com os meus óculos à lá Harry Potter, e ando a cozinhar bolos quase todos os dias na Bimby, os quais devoro em menos de dez minutos enquanto leio um artigo sobre a vida nos asilos.
Ou muito me engano, ou quando tiver uma apresentação não vou ter calças que me sirvam...a não ser calças de fato de treino.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Xarope Update. Nada de muito engraçado...
Pessoal amigo, que me acompanha aí desse lado:
Primeiro: 100 mil visitas! Até tenho de escrever por extenso que nem sei quantos zeros cem mil leva. Obrigado!!
Segundo: Obrigado pelo apoio no Facebook! Quem criou aquilo tem um lugarzinho no céu, entre o Carlos Castro e a Princesa Diana.
Terceiro: Parece que andam a circular aí uns post meus pelos mails de muita malta. Identifiquem a fonte por favor! Nunca se sabe quando chega ao mail de algum editor!
Primeiro: 100 mil visitas! Até tenho de escrever por extenso que nem sei quantos zeros cem mil leva. Obrigado!!
Segundo: Obrigado pelo apoio no Facebook! Quem criou aquilo tem um lugarzinho no céu, entre o Carlos Castro e a Princesa Diana.
Terceiro: Parece que andam a circular aí uns post meus pelos mails de muita malta. Identifiquem a fonte por favor! Nunca se sabe quando chega ao mail de algum editor!
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Apocalipse Please
Milhares de peixes e pássaros mortos sem explicação. Tornados em Tomar e na Figueira da Foz. O Carlos Castro andava a comer um miúdo de 21 anos que por sua vez o matou e cortou-lhe os tomates.
Hoje no meio da fruta e legumes que a minha mãe me mandou, encontrei uma Bíblia.
Quando lhe telefonei a perguntar que raio era aquilo, ela explicou-me que o fim do mundo está próximo.
Hoje no meio da fruta e legumes que a minha mãe me mandou, encontrei uma Bíblia.
Quando lhe telefonei a perguntar que raio era aquilo, ela explicou-me que o fim do mundo está próximo.
sábado, janeiro 08, 2011
Ya ba da Badoo!
Ontem à tarde, estava em casa com a G.
Eu a ler uns artigos complicadíssimos, ela a ler a Caras.
A G. é uma amiga de longa data. Uma miúda impecável: arrota sonoramente, diz caralho e foda-se entre cada duas palavras e precisa de uma casa de banho de dez em dez minutos. Uma lady portanto.
Obviamente que a tarde estava a ser calma demais...
G.: Robene, tenho uma ideia!
Robene: Hum?
G.:Vamos criar um perfil fictício no Badoo!
Robene: Badoo? Que é isso?
G.: Um site de encontros para as pessoas que são demasiado feias e não conseguem encontrar sexo da forma que as pessoas normais fazem: através de amigos de amigos.
Robene: Hum...Ok!
E em menos de 10 minutos tínhamos dois perfis criados: O João, cuja foto de cara foi tirada do Google Images (após uma inspecção detalhada descobrimos que é um designer informático de Ovar) e a Filipa, uma morena tesuda, cuja imagem nos surgiu no Google Images após pesquisarmos com as palavras Ana e Boazuda.
Os dois sedentos de sexo, como é óbvio.
Sim, é verdade. Criar uma identidade falsa e destruir o ambiente familiar de alguém é assim tão fácil, mas ninguém os manda meter as fotos no Facebook, ficando acessíveis a qualquer um sem ética pessoal (Robene e amiga).
O dito Badoo é em si um site de chorar a rir.
Há milhares de perfis, mas destaco os seguintes:
-O do Armando, que procura garota entre os 18 e os 25 e que ostenta uma enorme aliança de casamento no dedo.
-O do José, que escolheu como foto de perfil ele próprio...empunhando uma motosserra. Sim, é isso mesmo. O José pensa que vai atrair mulheres, mostrando como sabe manejar uma motosserra.
-O da Susana. Que procura um homem até aos 35. E está grávida de 8 meses. O sonho de qualquer gajo, portanto.
-O de vários homens que tiram fotos...com os filhos. Incluindo com o filho na maternidade e a mãe ao lado.
Isto explica muito do porquê estas pessoas continuarem solteiras.
Deste interessante estudo sociológico conclui-se ainda outra coisa. Em meia hora a Filipa tinha a caixa de mensagens entupida, com pérolas como : «Oi morenita, nem sabes o que fazia contigo». O João tinha duas mensagens...de outros homens.
Não creio que hajam mulheres verdadeiras no Badoo. Excepto a Susana. Mas essa anda à procura de pai para o filho.
Eu a ler uns artigos complicadíssimos, ela a ler a Caras.
A G. é uma amiga de longa data. Uma miúda impecável: arrota sonoramente, diz caralho e foda-se entre cada duas palavras e precisa de uma casa de banho de dez em dez minutos. Uma lady portanto.
Obviamente que a tarde estava a ser calma demais...
G.: Robene, tenho uma ideia!
Robene: Hum?
G.:Vamos criar um perfil fictício no Badoo!
Robene: Badoo? Que é isso?
G.: Um site de encontros para as pessoas que são demasiado feias e não conseguem encontrar sexo da forma que as pessoas normais fazem: através de amigos de amigos.
Robene: Hum...Ok!
E em menos de 10 minutos tínhamos dois perfis criados: O João, cuja foto de cara foi tirada do Google Images (após uma inspecção detalhada descobrimos que é um designer informático de Ovar) e a Filipa, uma morena tesuda, cuja imagem nos surgiu no Google Images após pesquisarmos com as palavras Ana e Boazuda.
Os dois sedentos de sexo, como é óbvio.
Sim, é verdade. Criar uma identidade falsa e destruir o ambiente familiar de alguém é assim tão fácil, mas ninguém os manda meter as fotos no Facebook, ficando acessíveis a qualquer um sem ética pessoal (Robene e amiga).
O dito Badoo é em si um site de chorar a rir.
Há milhares de perfis, mas destaco os seguintes:
-O do Armando, que procura garota entre os 18 e os 25 e que ostenta uma enorme aliança de casamento no dedo.
-O do José, que escolheu como foto de perfil ele próprio...empunhando uma motosserra. Sim, é isso mesmo. O José pensa que vai atrair mulheres, mostrando como sabe manejar uma motosserra.
-O da Susana. Que procura um homem até aos 35. E está grávida de 8 meses. O sonho de qualquer gajo, portanto.
-O de vários homens que tiram fotos...com os filhos. Incluindo com o filho na maternidade e a mãe ao lado.
Isto explica muito do porquê estas pessoas continuarem solteiras.
Deste interessante estudo sociológico conclui-se ainda outra coisa. Em meia hora a Filipa tinha a caixa de mensagens entupida, com pérolas como : «Oi morenita, nem sabes o que fazia contigo». O João tinha duas mensagens...de outros homens.
Não creio que hajam mulheres verdadeiras no Badoo. Excepto a Susana. Mas essa anda à procura de pai para o filho.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
Underground
Hoje peguei em alguns livros da Biblioteca da UC e fui ao centro de cópias ao lado de minha casa.
Cheguei lá, aquilo cheio de gente, e eu viro-me para a empregada e digo: «queria que me fotocopiasse estes livros».
A empregada olha com ar chocado para mim. Pelo menos mais três dezenas de olhos estão colados em mim. Discretamente tento ver se apertei a braguilha ou se a minha camisola não tem nódoas. Parece-me tudo bem. A empregada limita-se a apontar para um anúncio na parede que diz: Não se fotocopiam livros, nem partes de livros.
Meio abananado, saio e dirijo-me a outro centro de cópias.
A conversa é a mesma. Sou olhado como se fosse um criminoso e tivesse acabado de violar algum petiz que tivesse saído da primária.
Vou ao terceiro centro de cópias, já com suores frios. A medo pergunto: «Fotocopiam livros? »
O senhor responde-me que não. Ao que parece, fotocopiar livros é ilegal! Acaba a conversa com um: »e esses até têm o selo da biblioteca da UC onde é que já se viu? Sabe que pode ser multado?»
Sinto-me como o Carlos Cruz no caso Casa Pia. Obviamente culpado, mas sempre pensei que toda a gente fazia o mesmo.
Desesperado telefono a um amigo bolseiro que me dá uma morada.
Este centro de cópias fica numa cave. Para lá chegar tive de perguntar a vários arrumnadores de carros e prostitutas, sendo que nenhum deles sabia a exacta localização do dito centro, mas já tinham ouvido falar dele.
Quando finalmente dou com ele, atende-me uma velha com uma verruga. Olho em volta. Tudo é velho e sujo, vislumbro bolor e humidade em todos os cantos e eu penso que me vão drogar e roubar um rim.
Quase borrado pergunto: «Tiram fotocópias de livros?»
Velha da verruga: «Para quando quer?»
Eu vou é cagar no doutoramento e começar um negócio underground de cópias de livros. Está mais que visto que vou ganhar mais e ter menos trabalho.
Entretanto rezo para que os meus livros saiam intactos da experiência.
Cheguei lá, aquilo cheio de gente, e eu viro-me para a empregada e digo: «queria que me fotocopiasse estes livros».
A empregada olha com ar chocado para mim. Pelo menos mais três dezenas de olhos estão colados em mim. Discretamente tento ver se apertei a braguilha ou se a minha camisola não tem nódoas. Parece-me tudo bem. A empregada limita-se a apontar para um anúncio na parede que diz: Não se fotocopiam livros, nem partes de livros.
Meio abananado, saio e dirijo-me a outro centro de cópias.
A conversa é a mesma. Sou olhado como se fosse um criminoso e tivesse acabado de violar algum petiz que tivesse saído da primária.
Vou ao terceiro centro de cópias, já com suores frios. A medo pergunto: «Fotocopiam livros? »
O senhor responde-me que não. Ao que parece, fotocopiar livros é ilegal! Acaba a conversa com um: »e esses até têm o selo da biblioteca da UC onde é que já se viu? Sabe que pode ser multado?»
Sinto-me como o Carlos Cruz no caso Casa Pia. Obviamente culpado, mas sempre pensei que toda a gente fazia o mesmo.
Desesperado telefono a um amigo bolseiro que me dá uma morada.
Este centro de cópias fica numa cave. Para lá chegar tive de perguntar a vários arrumnadores de carros e prostitutas, sendo que nenhum deles sabia a exacta localização do dito centro, mas já tinham ouvido falar dele.
Quando finalmente dou com ele, atende-me uma velha com uma verruga. Olho em volta. Tudo é velho e sujo, vislumbro bolor e humidade em todos os cantos e eu penso que me vão drogar e roubar um rim.
Quase borrado pergunto: «Tiram fotocópias de livros?»
Velha da verruga: «Para quando quer?»
Eu vou é cagar no doutoramento e começar um negócio underground de cópias de livros. Está mais que visto que vou ganhar mais e ter menos trabalho.
Entretanto rezo para que os meus livros saiam intactos da experiência.
domingo, dezembro 26, 2010
Notas Soltas
Notas soltas do meu Natal...
- Cheguei a casa e encontrei uma caixinha muito jeitosa de chocolates. Imediatamente abri-a, papei pelo menos metade das trufas e voltei a fechar a caixa. De seguida a minha irmã ofereceu-a à melhor amiga.
- Por muito adulto que esteja, para a minha mãe estou sempre demasiado magro, demasiado mal vestido, demasiado calado e demasiado solteiro.
-Doces de Natal dão-me gases.
-Revi alguns amigos que já não via desde o Liceu. Estão quase todos casados, algumas já pariram rebentos e a maioria precisa de uma limpeza ao tártaro. Saí feliz e contente do café da terrinha.
- Cheguei a casa e encontrei uma caixinha muito jeitosa de chocolates. Imediatamente abri-a, papei pelo menos metade das trufas e voltei a fechar a caixa. De seguida a minha irmã ofereceu-a à melhor amiga.
- Por muito adulto que esteja, para a minha mãe estou sempre demasiado magro, demasiado mal vestido, demasiado calado e demasiado solteiro.
-Doces de Natal dão-me gases.
-Revi alguns amigos que já não via desde o Liceu. Estão quase todos casados, algumas já pariram rebentos e a maioria precisa de uma limpeza ao tártaro. Saí feliz e contente do café da terrinha.
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