domingo, dezembro 26, 2010

Notas Soltas

Notas soltas do meu Natal...



- Cheguei a casa e encontrei uma caixinha muito jeitosa de chocolates. Imediatamente abri-a, papei pelo menos metade das trufas e voltei a fechar a caixa. De seguida a minha irmã ofereceu-a à melhor amiga.



- Por muito adulto que esteja, para a minha mãe estou sempre demasiado magro, demasiado mal vestido, demasiado calado e demasiado solteiro.



-Doces de Natal dão-me gases.

-Revi alguns amigos que já não via desde o Liceu. Estão quase todos casados, algumas já pariram rebentos e a maioria precisa de uma limpeza ao tártaro. Saí feliz e contente do café da terrinha.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Feliz Natal!

Quando era miúdo pedi ao meu pai no Natal um carro telecomandado da Niko.
No anúncio os Niko apareciam a saltar de varandas, aterravam no chão, davam piruetas e atropelavam gatos. Não sei como havia tecnologia na altura para fazer anúncios tão elaborados, mas a verdade é que eu espumava por um Niko.
Mas o meu pai só me comprou uma merda de um carrinho rabeta, em que o comando estava ligado por um fio ao carro, pelo que eu tinha de andar atrás da merda do chasso que ainda por cima se avariou passados dois dias.
Este ano, para que não hajam enganos, eis a minha lista de prendas. Toda a gente sabe a minha morada?

-Um iPhone. Não amigos, não é um HiPhone, nem um Myphone. É um iPhone, daqueles que custam 600 euros e têm várias aplicações que não servem para nada, mas que estou desejoso de mostrar na esplanada mais próxima, quando o vizinho de mesa sacar de um Nokia merdoso.

-Um novo portátil. No outro dia tive pela primeira vez a íncrivel sorte de me aparecer o écran azul com letras gigantes: FATAL ERROR. Mijei-me um pouco nas cuecas, uma vez que estava a escrever um artigo que não tinha salvo e que já devia ter pelo menos 10 páginas.

-Um disco duro com pelo menos 200 teratetracaralhobaites. Creio que a falha do meu portátil se deva ao conteúdo de vários giga de pornografia.

-Giga tem plural? Diz-se Gigas? Na verdade isto não é bem uma prenda, mas fico contente se alguém me elucidar. Vá contente não. Moderadamente bem disposto.

Ah, e um Natal bem passado a todos.
Não lhe dêem nas rabanadas, que essa merda vai toda para o pernil.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

E tu? Onde vais na passagem de ano?

Ah, a passagem de ano!
Odeio as passagens de ano. Desde Outubro que tenho de suportar a eterna pergunta: E este ano? Onde vais passar a passagem de ano?
Por mim passava-a a dormir, talvez com uma boa garrafa de vinho e quem sabe uma prostituta brasileira se até lá me cair o dinheiro da bolsa.
Mas não: Reparem, na passagem do ano temos de estar todos mega felizes, em grandes parties e acompanhados por pelo menos meio facebook. Senão somos por certo seres extremamente infelizes, feios e possivelmente condenados ao suicídio lá para meados de Fevereiro.

Nunca tive nenhuma passagem de ano verdadeiramente memorável.
Minto, houve um ano em que trabalhei nessa noite, e pensava que ia ter finalmente alguma paz e descanso na minha vida. Mas estava enganado.O L. com mais 3 amigos apareceram-me à meia noite na farmácia, sendo que uma amiga me vomitou a casa de banho toda e o L. explodiu com a garrafa de champanhe para o meio do tecto. Depois foram-se embora para a discoteca e eu passei a noite a limpar a farmácia.

Houve também um ano em que me diverti imenso. Andei a dar shots de vodka a toda a gente, enquanto eu bebia alegremente aguinha. Vi vómitos nesse dia que envergonhariam a miúda do exorcista. No final acabou toda a gente no bar gay do sítio, e há fotos que comprovam o M. a dançar descalço o I Will Survive, com lágrimas a caírem dos olhos.

Houve ainda um ano, anímadíssimo, onde fomos todos para uma mega party, e a S. atirou-se violentamente contra uma parede a dançar a Tortura da Shakira, sendo que partiu a cabeça. Imediatamente chamámos o 112. O INEM regressou duas horas depois para trazer a S. e levar o B. que tinha rachado a cabeça depois de ter caído de uma mesa de bilhar. Enquanto isto tudo decorria a Su. mastigava alegremente um pedaço de leitão na pista de dança, enquanto nós socorríamos os nossos amigos ensanguentados.

Este ano ainda não sei para onde vou. Falta-me dinheiro para acompanhar os meus amigos na sua viagem a Espanha para celebrarem 2011.
Espero que quando soarem as doze badaladas, e toda gente estiver com as passas na boca, se engasguem todos e não haja ninguém na sala que saiba aplicar a manobra de Heimlich.
Boas festas.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Toma lá duas lambiostinas

«Tribunal de Coimbra confirma que dar duas bofetadas à ex-mulher não é violência doméstica»
in Público

Hum, estou orgulhoso de morar em Coimbra.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Old Spice

Como é que sabemos que a época natalícia chegou? Basta ter em atenção que a cada dois anúncios televisivos um é de perfumes.
Eu sou suspeito. Durante anos não usei perfume. Sempre pensei que o cheiro que exala do meu corpo fosse o suficiente para meter o gaijedo em ponto caramelo. Até a minha ex me informar que eu cheirava a uma mistura de estábulo de cavalos com cigarros pelo meio.
A minha odisseia de encontrar um perfume perfeito durou anos! Parece que em contacto com a minha pele, os cheiros mais sublimes se transformam automaticamente em estrume.
Eventualmente, e após árduas pesquisas descobri um perfume minimamente decente. E depois descobri que só dava para usar no Inverno. Sim, porque parece que cheirar ao mesmo o ano todo é coisa de labrego.
Os anúncios a perfumes parecem-me na maioria algo inferiores à pornografia que vejo na net. Têm sempre uma gaja boazuda, semi despida, que anda pela sala a fazer olhinhos ao pessoal. Mas depois a cabra nunca concretiza nada, e acaba sempre só a falar ao ouvido de um paspalho qualquer (boss woman ou coisa que o valha), ou agarrada a um travesseiro depois de o marinheiro lhe ter dado a queca e ter bazado (gaultier woman, ou coisa que o valha).
Basicamente o que os anúncios a perfumes querem transmitir é: Vamos suas badalhocas, vocês sabem o que querem, tenham coragem de o admitir. Comprem-me e vão para festas engatar os amigos dos vossos maridos. Ou no máximo vão para um cais à espera de um marinheiro que não seja homossexual.

E sejamos francos: 60 euros por 30 ml de água com cheirinho?
Vou ali comprar o meu Old Spice.

segunda-feira, novembro 29, 2010

http://www.facebook.com/home.php?#!/pages/Xarope-pa-tosse-os-fas/128389310544966?v=wall

Caríssimos parece que tenho uma página de fãs no Facebook.
Não, não fui eu que a fiz, e fico um bocado irritado de não ter tido esta ideia de auto-promoção descarada.
Para a(s) pessoa(s) que se deram ao trabalho de a fazer: Não têm mais nada para fazer na vida?
Ah...e Obrigado!

sábado, novembro 27, 2010

Kaiser Chiefs - Ruby




Há uns anos atrás, era eu um jovem maluco e andava aí na noite, saiu esta música dos Kaiser Chiefs.
Reparem que eu era um jovem muito popular, o top dos topes. E de repente criou-se um culto: De cada vez que a música passava na discoteca durante o refrão, era ouvir um coro de vozes: Robene, Robene, Robene, Robene!!! uãuãuãããããã!!!! ( Trocadilho com a Ruby do refrão, para os incultos musicais)
E o Robene ria-se enquanto um grupo de pessoas o levantava em braços, toda a gente gritava e era a loucura total. De seguida eu pagava uma rodada de copos a toda a gente, razão pela qual a Via Latina fechou depois de eu deixar de lá ir.
Ora ontem, estava eu no mui badalado Noites Longas, e que música passa? Ah pois é!
Viro-me para o M. e grito: M. é a minha música!
E o M. fica histérico, começamos numa orgia de passos de dança, preparados para a loucura que ia ser o refrão. E chega o refrão e...eu e o M. gritamos a plenos pulmões: ROBENE, ROBENE, ROBENE, ROBENE!!!UÃUÃUÃÃÃÃÃÃ...
E depois veio o segurança pedir para nos calarmos e nos comportarmos, enquanto uma multidão de gente olha para nós e pensa que estamos sob o efeito de ácidos.
Desde quando é que eu deixei de ser o rei da noite?

quinta-feira, novembro 25, 2010

A espiral da inércia

Ando sem inspiração nenhuma para escrever no blog.
Desde que me tornei bolseiro, os episódios caricatos da minha existência acabaram. E os quilos começaram a acumular-se perigosamente na zona que carinhosamente chamo de pegas do amor.
Não faço mais nada senão dormir. Depois levanto-me, rebolo até ao sofá onde vejo o «Agora é que conta», apresentado pela Fátima Lopes (sim, eu acordo tardíssimo), um programa destinado a pagar contas a pessoas caloteiras que aparentemente não têm dinheiro para pagar 50 euros de gasóleo mas têm uma Pandora no pulso. Segue-se uma nova sestinha, que o Robene fica muito cansado de esforçar a vista a ver a Fátima Lopes a arruinar a carreira.
Posso, em dias de extrema energia, ler um ou dois artigos. Na loucura até ligo ao meu orientador onde faço de conta que já comprei a bibliografia toda que o homem me mandou ler. Na verdade ando a sacá-la pela net, e descobri que o google books é o meu site favorito a seguir ao youporn.
Voltei a viciar-me em dardos, portanto passo grande parte da noite como M., em campeonatos com velhos de bigode e que trazem as suas próprias setas em malinhas de couro.

Meu Deus, se me tivessem dito que isto é a vida de um bolseiro, não tinha demorado 4 anos a pedir o raio da bolsa.

domingo, novembro 14, 2010

Brasucas

No outro dia saí à rua e pensei que estava no Rio de Janeiro.
Não, Coimbra ainda é uma cidade segura sem gajas desnudadas a passear pela rua (excepto na primeira semana de Maio), mas esta merda está a ser totalmente controlada pelos brasucas.
No café atende-me um brasileiro. Na rua ouço só brasileiros. No Jumbo tenho atrás de mim na fila pelo menos uma favela inteira de brasileiros.
E depois apercebo-me da razão.
Vocês já alguma vez usaram uma cabine de telefone pública? Não, pois não?
Mas já repararam que cada vez que passam por uma cabine de telefone pública, invariavelmente têm lá um brasileiro a falar com a mãe, com o pai ou com a prima? Não há um único português que use um telefone público (pelo amor de Deus, todo o português tem no mínimo três telemóveis, e quem recebe o Rendimento Social de inserção até tem quatro!)

Conclusão: É a PT que está a importar os brasileiros para Portugal!

sexta-feira, novembro 05, 2010

Bloc Party - Two More Years

Tenho saudades dos tempos do Silent Alarm. É, para mim, um dos melhores álbuns dos 00's. Depois os Bloc Party pegaram em sintetizadores e fizeram músicas boas para por a malta a alucinar com cogumelos. Sem precisarem de cogumelos.

Higiene(s)

Demoro bastante tempo a tomar banho. Quando me meto no duche é coisa para durar meia hora pelo menos.
Há todo este cabelo sedoso para lavar, esta cara linda para ser esfoliada, todo o material a ser bem higienizado. Se vivesse na Venezuela, estava portanto fodido.
Toda a gente sempre se exasperou com o tempo que passo na minha higiene corporal.
Amigos: Foda-se Robene que a gente somos bem educados, mas tu demoras tempo a tomar banho como o caralho.
Robene: Então? Tenho de esfregar bem a cabeça, as pernas...
P. (espécime masculino.): As pernas? Tu lavas as pernas?
Robene: Sim...
P. (espécime masculino altamente badalhoco): Eu só meto sabonete no peito. Depois deixo escorrer.

Ora por esta ordem de ideias, passo apenas a colocar gel de duche no pescoço, que depois ele corre livremente corpo abaixo, lavando a sovaqueira no caminho.

E ainda me perguntam porque é que demoro tanto tempo no duche...

quinta-feira, novembro 04, 2010

Sebastião, o Bonsai com prazo de validade


Há muitos muitos anos atrás, ainda o Claúdio Ramos era casado com uma mulher e 2 pessoas em Portugal acreditavam que ele era heterossexual, eu e o pessoal com quem vivia decidimos que queríamos ter um animal de estimação.


Durante pelo menos 2 semanas, o M. quis comprar um furão. Tínhamos visto um filme qualquer com o Ben Stiller numa noite de bebedeira do sono, em que havia um furão lá pelo meio e ele achou imensa piada. Entretanto alguém nos disse que os furões eram bastante perigosos e que arrancavam olhos com as dentuças, pelo que eu já me imaginava trancado no quarto, agarrado a uma faca à espera da hora em que um furão em fúria me entrasse pela porta para me reclamar o escalpe.



Decidimos então comprar um rato. Decidimos não, o M. chegou a casa com o rato. Ou melhor, a rata. Chamava-se Pringles e era a coisa mais estúpida de que tenho memória. Passava o tempo enfiada na casota e corria na sua rodinha mal oleada durante a noite toda, não deixando ninguém dormir. Mordia as mãos de toda a gente e quando estava com o cio, coisa que parecia que estava a toda a hora, atirava-se violentamente contra a gaiola.



A existência da Pringles não foi feliz e eventualmente acabou graças a um triste acidente de que não há memória (o L. pegou na rata, deixou-a cair no chão, a rata começou a sangrar do nariz, metemo-la novamente na gaiola e fizemos como se não tivesse acontecido nada. No dia a seguir, a Pringles estava morta, para surpresa de toda a gente.)



Resta-me dizer portanto que me ofereceram um Bonsai, para alegria do mundo animal.



Parece que os Bonsais são as coisinhas mais paneleiras que existem no mundo. Tenho de o virar de duas em duas horas para apanhar sol em todas as folhas, regá-lo com a quantidade de água ideal (do Luso), falar com ele todos os dias e dar-lhe um nome.
Ninguém me informou desta trabalheira toda quando mo deram. Agora tenho de organizar a minha vida consoante o ciclo de vida do raio do Bonsai. Ainda por cima não combina em nada com a decoração da sala.



Aliás, lembro-me agora que quando morava com a malta, consegui matar os três bonsais que o M. tinha, através de excesso de fertilizante.



Dou-lhe mais uma semanita de vida.

terça-feira, novembro 02, 2010

Velas ao vento

O meu jantar de despedida da farmácia foi na quarta feira. Por entre choros incontroláveis (das minhas colegas), risadas cavernais (minhas), e eu a degustar o prato mais caro do restaurante, a minha chefe sacou de uma prenda.
Emocionado pego num embrulho.
Será que esta gaja ouviu as minhas lamúrias de dois meses a pedir um iPhone? Ou talvez as minhas indirectas por um iPod de última geração?
O embrulho parece ter exactamente o tamanho certo.
Abro-o devagarinho, lágrimas nos olhos. Se soubesse já me tinha despedido há mais tempo. Amanhã vou passar o dia a mexer no meu novo brinquedo hi-tech.
Mas não. Não é um iPhone. Não é um iPod. Não é sequer nada da Mac.
A prenda é: um CASTIÇAL!
Isso mesmo. Um castiçal.
Meio confuso levanto os olhos da prenda.
O que é isto? - Pergunto eu meio atordoado ainda.
É um castiçal, para pores uma vela. - Responde a mão de vaca.
Oh...-balbucio eu. E continuo a mastigar a picanha, preparado para enfiar com o castiçal nos cornos do primeiro empregado brasileiro que me aparecer na mesa e me perguntar se está tudo bom.
Chego a casa e o D. informa-me logo que aquilo é um castiçal dos chineses, e que eu agora posso é montar um pequeno altar à minha ex-chefe e rezar aos santinhos todos os dias.
Não me dou por vencido. Vou no dia a seguir ao sítio onde me compraram o cagalhão de prenda, ver se a troco nem que seja por um bibelô de um cão a fazer o pino.
Uma vez na loja a empregada informa-me que afinal o castiçal custou...80 Euros!
Após um momento de surpresa, em que rebolo os olhos de contentamento e danço o quebra nozes, saio de lá com um relógio novo no pulso da Fossil.
E nunca, mas nunca mais subestimo castiçais, serviços de mesa ou pratos da Vista Alegre que me possam dar.
Aliás, tenho uma santinha de Fátima aqui em casa que me deram no outro dia. Posso sair da ourivesaria com um Tommy Hilfiger no pulso.

terça-feira, outubro 19, 2010

Glee

Sendo cliente Meo consigo ter acesso a uma funcionalidade qualquer que dá para gravar qualquer programa. Como nunca sei a que horas posso ser chamado para fazer determinados serviços a jovens necessitadas, dá-me um jeitão poder gravar o «Rancho das coelhinhas». Eis senão quando no outro dia, descubro enfiados no meio da season 1 e 2 do referido programa episódios de Glee e de O.C..
Mas que merda é esta?, penso eu. Será que a minha nova empregada de limpeza tem uma tara por séries ranhosas para teenagers com dúvidas sexuais?
Não. Afinal quem me anda a gravar o Glee é o meu colega de casa.

Hoje vou dormir com uma rolha enfiada no rabo.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Interpol - Memory Serves

Ó Antonov, onde é que tu andas? O teu Blog merecia ser reactivado, só porque estes gajos lançaram novo álbum!

domingo, outubro 03, 2010

U2

O Bono até pode salvar as criancinhas de África de serem comidas por moscas. Pode pedir a paz no Médio Oriente e beijar a mão do Papa. Pode até resolver a crise económica Europeia e tornar Portugal o país mais rico do Mundo.
Agora eu quero é que o Bono se foda. Por causa dele cortaram a estrada que dá para minha casa, pelo que passei meia hora aos berros com um polícia a tentar explicar-lhe que vivia ao pé do Estádio de Coimbra.
Concerto dos U2 é um grande acontecimento em Coimbra? A mim só fez com que conseguisse jantar às 11 da noite.

sábado, outubro 02, 2010

Breve história da depilação masculina

Este ano reparei uma coisa na praia. Toda a gente parece que faz a depilação. E por toda a gente entenda-se miúdos de 18 anos, coisa que eu quero desesperadamente parecer.
Olho para o meu grupo de amigos: temos todos barriga de cerveja, a maioria ou é careca ou está para ser e pior temos pêlos nos sovacos. E parece que ter pêlo no sovaco é coisa de velho.
Vai daí, decido no outro dia entrar nesse fascinante mundo novo da depilação masculina.
Saco da minha Gillete e do meu aparador de cabelo e começo a minha demanda. Dura aproximadamente duas horas e no fim tenho a casa de banho com pintelhos na minha escova de dentes.
Mas desde logo noto a evidente mudança: a minha pila parece visivelmente maior atingindo facilmente os 25 cm. Com os pêlos do peito cortado pareço 20 quilos mais magro. E os tomates roçam de alegria um no outro, pela primeira vez desde os meus doze anos.
Rapidamente quero mostrar ao mundo a minha nova imagem, razão pela qual usei durante uma semana t-shirts de gola em bico até ao umbigo e calças de cinta descida.
O pior no entanto ainda estava para vir.
Parece que uma semana depois do meu novo look, os pêlos começaram a querer crescer.
Neste momento não consigo caminhar dois passos sem ter que coçar os tomates. Não consigo sequer juntar as pernas pelo que pareço alguém que foi enrabado há dois minutos (imagem à qual t-shirts com gola em bico não ajudam).
É impossível usar cinto de segurança, porque me toca no peito, e eu tenho alguns 2000 pêlos encravados incluindo nos mamilos.

Para a próxima, quando quiser parecer jovem e na onda da crista, começo mas é a fumar ganzas.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Coimbra vs Braga

Hoje houve discussão acalorada em minha casa.
Afinal qual a terceira maior cidade de Portugal?
Obviamente que Coimbra é a resposta certa, apesar de haver uns quantos mentecaptos que ainda não entenderam e insistem que Braga é a terceira maior cidade do País.
Nada mais errado meus ignorantes. Explico-vos porquê em dois minutos ou menos:
#1: Coimbra tem os U2 a actuar á porta de minha casa. Braga tinha os Linda Martini a semana passada numa aldeola chamada não sei quê dos Taipais.
#2: Braga é a cidade dos três P: Putas, Paneleiros e Padres. Coimbra é a cidade dos Doutores e Engenheiros. Entre 3 P's que no fundo significam o mesmo e dois títulos honoríficos prestigiantes, parece-me que Coimbra ganha.
#3: Em Braga fala-se esquisito. Eu juro que quando fui a Braga pensei que estava a ser assaltado por ciganos, quando na verdade me estavam a perguntar se queria gelo na Coca-Cola.
#4: O único ponto de interesse turístico em Braga é a Sé. Coimbra tem uma semana inteira dedicada a turismo sexual designada de Queima das Fitas.
#5: Eu moro em Coimbra. A minha irmã mora em Braga. E toda a gente sabe bem que eu sou o familiar preferido de pais, tios, primos e avós.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Contágio

Hoje acordei de manhã e não consegui abrir os olhos. Tinha sono é verdade, e eram 9 horas, o que para mim equivale a pregos espetados nas mãos.
Mas não abri os olhos porque estavam cheios de remela. Remela verde e gosmenta.
Rapidamente vou ao espelho. Pareço um zombie dos filmes do Romero: Olhos vermelhos, miudinhos, a largarem lágrimas cerosas.
Vou ao hospital. Pelo caminho tenho de parar várias vezes, porque não aguento a luz nos olhos. E porque atropelei pelo menos 3 pessoas.
Chego ao hospital e sou atendido por uma médica oftalmologista. Já o meu pai dizia: Não há profissão melhor que mulher de médico. Ou homem de médica, por mim tanto faz. Não sou machista. Sou é preguiçoso.
Esta médica ostenta a bata meia aberta e um decote opulento. Dentro dos possíveis tento enviar breves olhadelas ao decote, coisa muito complicada porque tenho a luz a ferir-me os olhos e algumas dificuldades a focar. Vislumbres que durariam 3 segundos, tornam-se em eye contacts de 5 minutos entre mim e a prateleira.
Mas eu sou um gajo discreto. E estava a largar muco dos olhos. Não deve ser muito sexy.
A médica boazona, possível candidata a Robene's next top wife, diz-me que tenho uma merda chamada querato conjuntivite por adenovírus. Que tenho de ficar de baixa para não contagiar ninguém, e que é um problema difícil de tratar.
Acrescenta: «Quero vê-lo na próxima segunda feira.» (faz boquinha de broche)
E eu penso: Meu Deus, mesmo meio cegueta e com ranho a cair-me dos olhos, consigo engatar. Devo ser mesmo bom.
Mas não. Ela quer ver-me porque tem de acompanhar a minha evolução. E dar-me uma medicação qualquer.
Tretas, digo eu. É óbvio que esta médica ficou mesmerizada com o calibre do paciente. Habituada a velhos com retinopatias diabéticas, caio-lhe eu nos braços, vindo do céu. Com o horário de trabalho dos médicos, ou sou eu, ou um velho de bengala com cataratas.
Por isso na próxima segunda feira posso sair do hospital curado da vista.
E de outras maleitas também.

terça-feira, setembro 07, 2010

It's on!

São quase 5 da manhã.
Estou em casa, lágrimas nos olhos, já saltei, já gritei, já abri uma garrafa de Porto que estou neste momento a mamar. Não consigo dormir, tenho o coração aos pulos. Já tomei 2 Xanax 0,5 mg, mas estou na mesma. Não páro quieto.
Não está mais ninguém acordado.
E eu não tenho a quem contar que CONSEGUI O CARALHO DA BOLSA DA FCT!

AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA!!!!! (rebolar os olhos e espumar a boca)
Adeus mundo da farmácia e aturar velhos e patroas e gente chata. Ide apanhar num sítio que eu cá sei.

Estou já a escrever a carta de demissão.
Hoje o tempo vai mudar.