Há uns dias ligaram-me de uma empresa de estudos de mercado, a perguntar se estava interessado em participar num estudo qualquer de um laboratório qualquer. Gritei dois ou três palavrões, disse que não tinha tempo para essas merdas, que tenho uma vida ocupadíssima e como raio tinham arranjado o meu número de telemóvel. Só no final o senhor do outro lado da linha me informa que havia cartões prenda do Continente para os participantes. «Conte comigo», disse imediatamente.
Por isso hoje aí fui eu à tal reunião. Estas reuniões são a coisa mais parva a que já assisti na minha vida. Ali estava eu com mais 6 farmacêuticos seduzidos pelo cheiro de dinheiro fácil. A nossa tarefa consistia em dizer se gostavamos ou não de uma caixa para um novo descongestionante nasal.
«Gosta do azul da caixa, Robene?», pergunta-me a formadora.
«É um azul bonito», respondo eu.
«É um azul cor de mar», responde outro farmacêutico.
«É um azul que acalma», acrescenta outra farmacêutica.
«E a bola vermelha ao centro da caixa?», pergunta a formadora.
«Hum...gosto da bola», respondo eu.
«Parece-me que essa bola pode enganar as pessoas. Parece um rebuçado», responde um farmacêutico.
«É uma bola que se distancia do azul. Chama a atenção», responde outro.
«E que nomes sugerem?», pergunta a formadora.
«Nasarox. Ou Nasalfree.», respondo eu.
«Lufada», responde alguém. E toda a gente se ri.
Depois destes diálogos dignos de um filme do David Lynch, cada um de nós recebeu 80 euros em cheques Continente.
A minha pergunta é: Onde é que eu me inscrevo para fazer vida disto?
terça-feira, agosto 03, 2010
domingo, agosto 01, 2010
Muito siso
Tenho uma cárie no dente do siso do tamanho do meu mindinho. Durante algum tempo deu-me bastante jeito. Acumulava lá comida, que depois ia degustando ao longo da tarde. Bastava enfiar lá a língua e tinha sempre um pedaço de maçã do almoço, ou um bocado de bolacha do lanche.
Infelizmente parece que as cáries doem. E a minha começou a dar sinal.
Vai daí, decidi ir ao dentista.
Já não ia ao dentista há 15 anos, desde que andei num brasileiro que me pôs um aparelho que me fazia parecer o jovem Frankenstein.
Este dentista é Português. Quando olha para a minha boca refere qualquer coisa como crianças da Somália terem menos tártaro do que eu. É normal, elas comem uma vez por mês e devem mastigar grãos de café em vez de o beberem em chávenas Vista Alegre como eu.
Depois de me fazer uma limpeza, que incluiu pedaços de placa dentária a entrarem-me nos olhos diz que da próxima, o meu dentinho do siso vai fora.
Saio aterrorizado e vou ter com uns amigos em busca de conforto.
Má escolha, claro.
Parece que arrancar dentes equivale a decepar membros a sangue frio. Uma amiga ficou 15 dias com dores lancinantes, vómitos e visão dupla. Outra diz que não conseguiu comer nada sólido durante uma semana, e ainda hoje só mastiga de um lado. Outro diz que a anestesia não fez efeito e que sentiu o dentista a arrancar o dente, o que equivale, pensa ele, a parir gémeos pelo olho do cú.
Já quando quis fazer a cirurgia a laser à miopia, surgiram histórias de conforto de um amigo de amigos que ia ficando cego e durante 2 meses teve de ficar num quarto escuro, com óculos escuros, a rezar aos santinhos que lhe devolvessem a visão.
Hum...acho que vou aguentar mais uns meses o meu dente do siso.
Infelizmente parece que as cáries doem. E a minha começou a dar sinal.
Vai daí, decidi ir ao dentista.
Já não ia ao dentista há 15 anos, desde que andei num brasileiro que me pôs um aparelho que me fazia parecer o jovem Frankenstein.
Este dentista é Português. Quando olha para a minha boca refere qualquer coisa como crianças da Somália terem menos tártaro do que eu. É normal, elas comem uma vez por mês e devem mastigar grãos de café em vez de o beberem em chávenas Vista Alegre como eu.
Depois de me fazer uma limpeza, que incluiu pedaços de placa dentária a entrarem-me nos olhos diz que da próxima, o meu dentinho do siso vai fora.
Saio aterrorizado e vou ter com uns amigos em busca de conforto.
Má escolha, claro.
Parece que arrancar dentes equivale a decepar membros a sangue frio. Uma amiga ficou 15 dias com dores lancinantes, vómitos e visão dupla. Outra diz que não conseguiu comer nada sólido durante uma semana, e ainda hoje só mastiga de um lado. Outro diz que a anestesia não fez efeito e que sentiu o dentista a arrancar o dente, o que equivale, pensa ele, a parir gémeos pelo olho do cú.
Já quando quis fazer a cirurgia a laser à miopia, surgiram histórias de conforto de um amigo de amigos que ia ficando cego e durante 2 meses teve de ficar num quarto escuro, com óculos escuros, a rezar aos santinhos que lhe devolvessem a visão.
Hum...acho que vou aguentar mais uns meses o meu dente do siso.
terça-feira, julho 20, 2010
Pacto com o Diabo
Parece que o pacto com o Diabo que fiz no outro dia resultou. Hoje ligaram-me a dizer que passei à segunda fase de entrevistas para o emprego de há uns posts atrás. A minha alma está condenada.
quinta-feira, julho 15, 2010
Interpol - Barricade
Ai minha nossa senhora, caguei para os National. Os Interpol têm single novo! Eu quero, que quero, eu quero ir vê-los! Nem que tenha que depois aguentar com os U2, eu tenho de ir ver Interpol.
Entrevista #2
Estou farto do meu trabalho. Ando a fazer todos os possíveis para bazar daquele campo de concentração. Se bem que Auschwitz me pareceu ser mais espaçoso e com melhores condições. O lema no entanto aplica-se: o trabalho liberta. Embora em mim só tenha libertado dores nas costas e varizes.
Vai daí vou a uma entrevista de emprego na sexta.
Para não variar é novamente em Lisboa. Pedi já um GPS emprestado.
Desta vez não vou cometer os mesmos erros da última entrevista. A saber:
- Vou de fato. E com gravata. E vou engraxar os sapatos.
- Vou-me pentear.
- Vou estudar a minha Geografia toda. Da última vez perguntaram-me se estava disposto a ir para Olhão, e eu disse que não gostava de ir para o Minho.
- Vou manter eye contact o tempo todo e apertar o bacalhau com mão firme.
- Não me vou descrever como simpático e fiel. Vou-me sim descrever como uma mistura de George Clooney e Belmiro de Azevedo: sexy e com jeito para os negócios.
- Antes de sair, se for uma gaja a fazer-me a entrevista, vou dar a indicação subtil de que estou disposto a tudo para conseguir aquele emprego. Depois pisco o olho e lambo suavemente os lábios. Se for um gajo, faço o mesmo.
Por isso rezem por mim. Daqui a uns meses posso já não ser o farmacêutico de serviço, mas sim um Gestor de Clientes cheio de almoços chiques e prémios chorudos.
Vai daí vou a uma entrevista de emprego na sexta.
Para não variar é novamente em Lisboa. Pedi já um GPS emprestado.
Desta vez não vou cometer os mesmos erros da última entrevista. A saber:
- Vou de fato. E com gravata. E vou engraxar os sapatos.
- Vou-me pentear.
- Vou estudar a minha Geografia toda. Da última vez perguntaram-me se estava disposto a ir para Olhão, e eu disse que não gostava de ir para o Minho.
- Vou manter eye contact o tempo todo e apertar o bacalhau com mão firme.
- Não me vou descrever como simpático e fiel. Vou-me sim descrever como uma mistura de George Clooney e Belmiro de Azevedo: sexy e com jeito para os negócios.
- Antes de sair, se for uma gaja a fazer-me a entrevista, vou dar a indicação subtil de que estou disposto a tudo para conseguir aquele emprego. Depois pisco o olho e lambo suavemente os lábios. Se for um gajo, faço o mesmo.
Por isso rezem por mim. Daqui a uns meses posso já não ser o farmacêutico de serviço, mas sim um Gestor de Clientes cheio de almoços chiques e prémios chorudos.
terça-feira, julho 13, 2010
Prenhas
Hoje a M. e o S. foram-me visitar à farmácia.
Ela vinha com um sorriso de orelha a orelha, vestida de preto.
Pareceu-me mais gorda mas como eu sou uma pessoa muito discreta e nunca envergonho os meus amigos só lancei um « Andas-lhe a dar nas bolachas M.!»
Mas não. A M. está grávida. Mas só de seis semanas, o que quer dizer que efectivamente está mais gorda.
Seguiu-se um momento de abraços e beijinhos, e eu só pensava neste casal, com quem vivi durante 4 anos de faculdade, ele a enfardar cerveja, ela a fumar dois maços de tabaco por dia. Ìamos para a noite e dançávamos como parvinhos, a fazer rodas e a simular actos sexuais em danças latinas. Uma noite, depois de uma cartada regada a álcool, fomos todos fazer mosh para o quarto e acordámos a vizinha de baixo que chamou a polícia.
E agora ali estão eles, prestes a serem pais.
Seguiu-se uma breve discussão do nome da criança, e eu juro que quase os convenci a chamar Robene ao petiz que aí vem, caso seja um rapaz.
Há coisa de dez minutos recebo uma SMS da F., uma amiga de liceu que seguramente não vejo há dez anos.
Está grávida.
Algo de muito estranho se passa com os meus amigos.
Ela vinha com um sorriso de orelha a orelha, vestida de preto.
Pareceu-me mais gorda mas como eu sou uma pessoa muito discreta e nunca envergonho os meus amigos só lancei um « Andas-lhe a dar nas bolachas M.!»
Mas não. A M. está grávida. Mas só de seis semanas, o que quer dizer que efectivamente está mais gorda.
Seguiu-se um momento de abraços e beijinhos, e eu só pensava neste casal, com quem vivi durante 4 anos de faculdade, ele a enfardar cerveja, ela a fumar dois maços de tabaco por dia. Ìamos para a noite e dançávamos como parvinhos, a fazer rodas e a simular actos sexuais em danças latinas. Uma noite, depois de uma cartada regada a álcool, fomos todos fazer mosh para o quarto e acordámos a vizinha de baixo que chamou a polícia.
E agora ali estão eles, prestes a serem pais.
Seguiu-se uma breve discussão do nome da criança, e eu juro que quase os convenci a chamar Robene ao petiz que aí vem, caso seja um rapaz.
Há coisa de dez minutos recebo uma SMS da F., uma amiga de liceu que seguramente não vejo há dez anos.
Está grávida.
Algo de muito estranho se passa com os meus amigos.
segunda-feira, julho 12, 2010
Parolices
Parece que o Cristiano Ronaldo teve um filho de uma barriga de aluguer nos Estados Unidos que agora vai ser criado pelas irmãs algures na Madeira.
Surreal?
Bem, na verdade nem por isso. Tendo em conta que o filho do Cristiano Ronaldo se chama...Cristiano Ronaldo.
E há lá coisa mais parola que dar o próprio nome ao filho?
Surreal?
Bem, na verdade nem por isso. Tendo em conta que o filho do Cristiano Ronaldo se chama...Cristiano Ronaldo.
E há lá coisa mais parola que dar o próprio nome ao filho?
Espanha 1- Holanda 0
Devo ser o único Português a dizer isto, mas hoje estava a torcer pela Espanha. Quando digo isto, as pessoas reviram os olhos e cospem-me.
Há um sentimento anti Espanha em Portugal e eu não percebo bem porquê.
Basicamente somos todos do mesmo sangue: Somos baixos, escuros, porcos, falamos quase a mesma língua e gostamos de não fazer nada. Só não somos marroquinos porque não cozinhamos Couscous.
Quando fui a Espanha, os espanhóis levaram-nos a visitar a cidade, foram connosco para os copos e até se ofereceram sexualmente. Quando estive em Amesterdão a única coisa que os holandeses nos fizeram foi um charro ultra potente quando tínhamos pedido uma merda fraquinha. Daí que as únicas recordações que tenho da Holanda são do quarto do meu hostel com o G. a berrar que a pele se estava a desprender dos ossos.
E viva Espanha!
Há um sentimento anti Espanha em Portugal e eu não percebo bem porquê.
Basicamente somos todos do mesmo sangue: Somos baixos, escuros, porcos, falamos quase a mesma língua e gostamos de não fazer nada. Só não somos marroquinos porque não cozinhamos Couscous.
Quando fui a Espanha, os espanhóis levaram-nos a visitar a cidade, foram connosco para os copos e até se ofereceram sexualmente. Quando estive em Amesterdão a única coisa que os holandeses nos fizeram foi um charro ultra potente quando tínhamos pedido uma merda fraquinha. Daí que as únicas recordações que tenho da Holanda são do quarto do meu hostel com o G. a berrar que a pele se estava a desprender dos ossos.
E viva Espanha!
quarta-feira, julho 07, 2010
Afinal...
Retiro tudo o que disse sobre a D. Clara. Lembram-se da D. Clara, a minha empregada de limpeza?
As últimas quatro semanas tem-se baldado ao trabalho.
De todas as vezes informou-me por SMS. Primeiro teve um «isame aos dentes», depois a filha mais velha adoeceu, depois teve um «isame aos intestinos», e por último foi a filha mais nova que ficou doente.
Ou esta é a família mais moribunda do mundo ou então a mulher com este calor não lhe apetece trabalhar.
Pior, ontem cheguei a casa e encontrei a cozinha infestada por literalmente milhões de formigas. Aspirei-as todas mas meia hora depois voltaram, ainda mais numerosas. Imediatamente voei ao Continente onde comprei uma lata de formicida e uma espécie de ratoeiras para formigas que não sabia sequer que existiam.
Agora tenho o chão coberto por pelo menos dois milhões de formigas mortas.
E quem é suposto limpar esta merda toda?
Eu?
As últimas quatro semanas tem-se baldado ao trabalho.
De todas as vezes informou-me por SMS. Primeiro teve um «isame aos dentes», depois a filha mais velha adoeceu, depois teve um «isame aos intestinos», e por último foi a filha mais nova que ficou doente.
Ou esta é a família mais moribunda do mundo ou então a mulher com este calor não lhe apetece trabalhar.
Pior, ontem cheguei a casa e encontrei a cozinha infestada por literalmente milhões de formigas. Aspirei-as todas mas meia hora depois voltaram, ainda mais numerosas. Imediatamente voei ao Continente onde comprei uma lata de formicida e uma espécie de ratoeiras para formigas que não sabia sequer que existiam.
Agora tenho o chão coberto por pelo menos dois milhões de formigas mortas.
E quem é suposto limpar esta merda toda?
Eu?
sábado, julho 03, 2010
O Chapéu
Decidi ir aos saldos ontem.
Entro na Zara, dou uma rápida olhadela pelas montanhas de roupa espalhadas pela loja e estou quase a sair quando o vejo.
É um chapéu. Sim isso mesmo. Um chapéu castanho com uma lista cinzenta. Ora homem que é homem não usa estas paneleirices, mas eu sempre me imaginei de chapéu. Eu a passear na rua de óculos escuros e de chapéu. Possivelmente com uma cigarrilha na mão e vários anéis nos dedos. Uma espécie de Godfather Conimbricense.
Será que sou capaz...? penso eu. Pego no chapéu a medo. Só custa 7 euros.
Rapidamente me dirijo à caixa para o pagar. Não quero que ninguém me veja a comprar um chapéu, até porque provavelmente nunca o vou usar. Vai ficar arrumado num canto do armário para o dia em que me decidir a usá-lo. Se isso acontecer.
Mal saio da loja sei que fiz uma má compra, mas ao menos nunca ninguém saberá que gastei 7 euros num chapéu.
Dirijo-me à Pull&Bear. Mal entro o alarme dispara.
Fico vermelho, depois azul e por fim roxo. Um rapaz vem ter comigo.
Posso ver o seu saco?-pergunta o rapaz
OH NÃO!!! - Penso eu.
E perante uma loja cheia de gente com os olhos postos em mim, o rapaz saca do meu chapéu. Imediatamente noto olhares de gozo por parte dos presentes. Juro que ouvi uma miúda a comentar com a amiga : Olha este, pensa que é muito fashion a comprar chapéus.
Mas, surpresa das surpresas, não é do chapéu.
Volto a passar no alarme. Aquela merda apita por todos os lados. Eu distingui mesmo dois tipos diferentes de som de alarme. Toda a gente do shopping está neste momento à porta da Pull&Bear a aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
Será da carteira? -pergunta o rapaz.
Não era.
Será das sapatilhas?-pergunta o rapaz.
Não era.
Será do cinto? -pergunta o rapaz.
O cinto? Espera lá, aquele cinto BRANCO super parolo que comprei numa tarde de calor em que de certeza estava com uma quebra de glicémia? Esse cinto que só uso quando tenho a certeza que ninguém o vai ver?
Sim, era do cinto.
Era a merda do cinto.
E o chapéu?
No meio da confusão esqueci-me dele na Pull&Bear.
E não, não o vou buscar.
Entro na Zara, dou uma rápida olhadela pelas montanhas de roupa espalhadas pela loja e estou quase a sair quando o vejo.
É um chapéu. Sim isso mesmo. Um chapéu castanho com uma lista cinzenta. Ora homem que é homem não usa estas paneleirices, mas eu sempre me imaginei de chapéu. Eu a passear na rua de óculos escuros e de chapéu. Possivelmente com uma cigarrilha na mão e vários anéis nos dedos. Uma espécie de Godfather Conimbricense.
Será que sou capaz...? penso eu. Pego no chapéu a medo. Só custa 7 euros.
Rapidamente me dirijo à caixa para o pagar. Não quero que ninguém me veja a comprar um chapéu, até porque provavelmente nunca o vou usar. Vai ficar arrumado num canto do armário para o dia em que me decidir a usá-lo. Se isso acontecer.
Mal saio da loja sei que fiz uma má compra, mas ao menos nunca ninguém saberá que gastei 7 euros num chapéu.
Dirijo-me à Pull&Bear. Mal entro o alarme dispara.
Fico vermelho, depois azul e por fim roxo. Um rapaz vem ter comigo.
Posso ver o seu saco?-pergunta o rapaz
OH NÃO!!! - Penso eu.
E perante uma loja cheia de gente com os olhos postos em mim, o rapaz saca do meu chapéu. Imediatamente noto olhares de gozo por parte dos presentes. Juro que ouvi uma miúda a comentar com a amiga : Olha este, pensa que é muito fashion a comprar chapéus.
Mas, surpresa das surpresas, não é do chapéu.
Volto a passar no alarme. Aquela merda apita por todos os lados. Eu distingui mesmo dois tipos diferentes de som de alarme. Toda a gente do shopping está neste momento à porta da Pull&Bear a aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
Será da carteira? -pergunta o rapaz.
Não era.
Será das sapatilhas?-pergunta o rapaz.
Não era.
Será do cinto? -pergunta o rapaz.
O cinto? Espera lá, aquele cinto BRANCO super parolo que comprei numa tarde de calor em que de certeza estava com uma quebra de glicémia? Esse cinto que só uso quando tenho a certeza que ninguém o vai ver?
Sim, era do cinto.
Era a merda do cinto.
E o chapéu?
No meio da confusão esqueci-me dele na Pull&Bear.
E não, não o vou buscar.
sexta-feira, junho 25, 2010
Comichões
Facto 1) A minha casa não tem cortinas.
Facto 2) A minha sala está virada para a rua. Como é uma descida, quem quiser consegue olhar para dentro de casa.
Facto 3) Ontem acordei e fui coçar os tomates para o sofá da sala.
Facto 4) Três senhoras de meia idade passaram 15 minutos a ohar para mim.
Facto 5) Continuei a coçar os tomates.
Facto 2) A minha sala está virada para a rua. Como é uma descida, quem quiser consegue olhar para dentro de casa.
Facto 3) Ontem acordei e fui coçar os tomates para o sofá da sala.
Facto 4) Três senhoras de meia idade passaram 15 minutos a ohar para mim.
Facto 5) Continuei a coçar os tomates.
SMS
Sou um gajo muito social. Preciso de estar sempre em contacto com o mundo, mesmo quando conduzo. Há sempre encontros a marcar, festas a serem preparadas, Erasmus espanholas a precisarem de orientação.
Farto de andar a mandar o telemóvel para o banco do passageiro quando vejo uma brigada, desenvolvi um técnica super moderna: agora escrevo SMS's enquanto conduzo.
Na verdade não é difícil. Basta a cada três palavras escritas, olhar de soslaio para a estrada. Isto tudo com os phones nos ouvidos a ouvir a minha musiquinha.
Acho que se alguma vez parar de escrever neste blog sem aviso prévio já sabem o que me terá acontecido.
Farto de andar a mandar o telemóvel para o banco do passageiro quando vejo uma brigada, desenvolvi um técnica super moderna: agora escrevo SMS's enquanto conduzo.
Na verdade não é difícil. Basta a cada três palavras escritas, olhar de soslaio para a estrada. Isto tudo com os phones nos ouvidos a ouvir a minha musiquinha.
Acho que se alguma vez parar de escrever neste blog sem aviso prévio já sabem o que me terá acontecido.
sexta-feira, junho 18, 2010
RIP
Quando tinha 15 anos tentei ler um livro de Saramago que o meu pai me ofereceu. Ao fim da primeira página tinha desistido.
Dois anos depois, naqueles Verões que duravam de Junho a Setembro e não apenas 15 dias de Agosto como agora, voltei a pegar no livro. Em duas noites tinha lido o Ensaio sobre a Cegueira. Nessas férias, na praia, à noite, no café, ao almoço, ao jantar, despachei a Jangada de Pedra, o Memorial do Convento, o Homem Duplicado, a Caverna, o Todos os nomes e o Evangelho segundo Jesus Cristo. Na faculdade, sempre que poupava uns trocos no álcool e me sobrava dinheiro comprava mais uns livros dele. E não exagero ao dizer que a escrita deste homem me tornou um pouco naquilo que sou hoje.
Dois anos depois, naqueles Verões que duravam de Junho a Setembro e não apenas 15 dias de Agosto como agora, voltei a pegar no livro. Em duas noites tinha lido o Ensaio sobre a Cegueira. Nessas férias, na praia, à noite, no café, ao almoço, ao jantar, despachei a Jangada de Pedra, o Memorial do Convento, o Homem Duplicado, a Caverna, o Todos os nomes e o Evangelho segundo Jesus Cristo. Na faculdade, sempre que poupava uns trocos no álcool e me sobrava dinheiro comprava mais uns livros dele. E não exagero ao dizer que a escrita deste homem me tornou um pouco naquilo que sou hoje.
quarta-feira, junho 16, 2010
O som da vuvuzela
Desde que me mudei para a minha casa nova tenho feito esforços épicos para conhecer os vizinhos. Normalmente sento-me num banco à porta da entrada a olhar pelo monóculo ou como raio se chama aquilo, esperando que os vizinhos da frente saiam. A ideia é sair também nesse mesmo instante e dar de caras com eles. Já imagino esse momento histórico, eu com um grande sorriso, os meus vizinhos a chorarem de alegria por terem tão ilustre pessoa a morar a dois metros de distância.
A merda é que os vizinhos parece que não saem de casa. Eu ouço-os a rirem e a conversarem, mas vê-los nem por isso.
Pelo informação que já reuni, que inclui o facto de as nossas varandas serem pegadas e eu conseguir meter o olho para a casa deles, são um casal jovem e possivelmente ainda estudam. A varanda deles está uma desarrumação total, o que indica que devem ser boas pessoas.
Os vizinhos de baixo são também um jovem casal, e ela é brasileira porque no outro dia consegui ouvir uma conversa entre eles. Parece que se chama Neide, ou Nélia, naquele momento o vento mudou de direcção e eu não percebi claramente. Sim, estava na varanda e eles tinham a janela aberta.
Não gosto destes vizinhos de baixo. Têm um bébé que chora copiosamente todas as santas noites. No início comprei uns tampões para os ouvidos, mas a única coisa que aquilo faz é conseguir que eu ouça os meus próprios batimentos cardíacos e agora desenvolvi uma espécie de obsessão em que conto o meu ritmo cardíaco e estou à sempre à espera que o coração falhe.
Decidi então comprar uma Vuvuzela.
Cada vez que o miúdo desata aos berros, o que normalmente acontece às três da manhã, eu pego na vuvuzela que tenho ao lado da cama e sopro com força.
Parece que resulta: nas últimas três noites, não acordei uma única vez.
A merda é que os vizinhos parece que não saem de casa. Eu ouço-os a rirem e a conversarem, mas vê-los nem por isso.
Pelo informação que já reuni, que inclui o facto de as nossas varandas serem pegadas e eu conseguir meter o olho para a casa deles, são um casal jovem e possivelmente ainda estudam. A varanda deles está uma desarrumação total, o que indica que devem ser boas pessoas.
Os vizinhos de baixo são também um jovem casal, e ela é brasileira porque no outro dia consegui ouvir uma conversa entre eles. Parece que se chama Neide, ou Nélia, naquele momento o vento mudou de direcção e eu não percebi claramente. Sim, estava na varanda e eles tinham a janela aberta.
Não gosto destes vizinhos de baixo. Têm um bébé que chora copiosamente todas as santas noites. No início comprei uns tampões para os ouvidos, mas a única coisa que aquilo faz é conseguir que eu ouça os meus próprios batimentos cardíacos e agora desenvolvi uma espécie de obsessão em que conto o meu ritmo cardíaco e estou à sempre à espera que o coração falhe.
Decidi então comprar uma Vuvuzela.
Cada vez que o miúdo desata aos berros, o que normalmente acontece às três da manhã, eu pego na vuvuzela que tenho ao lado da cama e sopro com força.
Parece que resulta: nas últimas três noites, não acordei uma única vez.
quarta-feira, junho 02, 2010
Lost no Lost
ALERTA SPOILER!!
Acabo de ver o último episódio de Lost. Ok, não via Lost desde a 3º temporada, altura em que achei que tinha mais que fazer com o meu tempo do que ver uns gajos que andavam obcecados com uns números e com um botão numas catacumbas duma ilha.
Este episódio final na verdade veio revelar bastante: O Jack está muito mais velho, a Kate apesar de boazona está com uma cara esquisita e a Claire está mais gorda. Não consegui apanhar muito mais.
A tudo isto ajuda o facto de nos 5 minutos finais, em que pensava eu ia perceber mesmo tudo, a Fox deixou de dar e eu fiquei sem perceber foi um caralho.
Alguém me oferece a caixa de DVD's por favor?
Acabo de ver o último episódio de Lost. Ok, não via Lost desde a 3º temporada, altura em que achei que tinha mais que fazer com o meu tempo do que ver uns gajos que andavam obcecados com uns números e com um botão numas catacumbas duma ilha.
Este episódio final na verdade veio revelar bastante: O Jack está muito mais velho, a Kate apesar de boazona está com uma cara esquisita e a Claire está mais gorda. Não consegui apanhar muito mais.
A tudo isto ajuda o facto de nos 5 minutos finais, em que pensava eu ia perceber mesmo tudo, a Fox deixou de dar e eu fiquei sem perceber foi um caralho.
Alguém me oferece a caixa de DVD's por favor?
terça-feira, maio 25, 2010
Spiderwebs
Julho de 1989:
O petiz Robene vai visitar uma obra que o pai está a construir. Está a brincar com uns fusíveis e uma rebarbadora Bosch quando de repente uma enorme aranha preta lhe aterra no focinho. O petiz Robene grita, esbraceja e dá pontapés. A aranha acaba esborrachada no chão. O petiz Robene acaba com as calças ensopadas em mijo.
Agosto 1998:
O adolescente Robene chega a casa e tem uma marca esquisita na perna. É meia roxa, está inchada e dói. «Devo andar a masturbar-me demais. A uns nascem pelos nas mãos e ficam cegos, a mim deve-me dar para isto», pensa o jovem Robene.
E nisto sai pela perneira das calças uma aranha gigante.
Setembro de 2003:
O jovem Robene vai à casa de banho. Repara que alguém deixou a janela aberta. Enquanto alivia as azeitonas, repara horrorizado que está uma aranha gigante um pouco por cima do autoclismo. Ao berros, e mijando literalmente a casa de banho toda, grita por socorro. A acudir o jovem Robene surge o colega de casa G. Meio borrado saca de uma sapatilha e tenta matar a aranha. A sapatilha acaba na sanita que ainda tem o mijo fresquinho do jovem Robene (não houve coragem de descarregar o autoclismo, a aranha estava mesmo em cima dele!). Os dois jovens gritam por socorro, até que surge o terceiro colega de casa, que finalmente mata o aracnídeo gigante. Desde então o terceiro colega de casa ganha a alcunha de Spiderman.
Maio de 2010:
O adulto Robene vai até à varanda fumar um cigarro. Está a pensar na vida e em como tem de comprar um disco externo para armazenar toda a pornografia que tem no computador. De repente sente qualquer coisa a cair-lhe na cara. É uma aranha nojenta. É castanha e Deus castigue este narrador se estiver a mentir, mas tem ventosas em todas as patas e consegue saltar! É uma aranha castanha com ventosas que pula. O adulto Robene berra como berrou o petiz Robene em 1989. Como uma menina, portanto. Começa uma dança epiléptica que consiste no adulto Robene a tentar esborrachar a aranha. Mas o raio do bicho salta e corre muito rápido. Derrotado, o adulto Robene refugia-se em casa, tranca a janela, tira a roupa toda para se certificar que não tem nenhuma aranha enfiada nas cuecas e a tremer enfarda um Xanax pela goela.
O petiz Robene vai visitar uma obra que o pai está a construir. Está a brincar com uns fusíveis e uma rebarbadora Bosch quando de repente uma enorme aranha preta lhe aterra no focinho. O petiz Robene grita, esbraceja e dá pontapés. A aranha acaba esborrachada no chão. O petiz Robene acaba com as calças ensopadas em mijo.
Agosto 1998:
O adolescente Robene chega a casa e tem uma marca esquisita na perna. É meia roxa, está inchada e dói. «Devo andar a masturbar-me demais. A uns nascem pelos nas mãos e ficam cegos, a mim deve-me dar para isto», pensa o jovem Robene.
E nisto sai pela perneira das calças uma aranha gigante.
Setembro de 2003:
O jovem Robene vai à casa de banho. Repara que alguém deixou a janela aberta. Enquanto alivia as azeitonas, repara horrorizado que está uma aranha gigante um pouco por cima do autoclismo. Ao berros, e mijando literalmente a casa de banho toda, grita por socorro. A acudir o jovem Robene surge o colega de casa G. Meio borrado saca de uma sapatilha e tenta matar a aranha. A sapatilha acaba na sanita que ainda tem o mijo fresquinho do jovem Robene (não houve coragem de descarregar o autoclismo, a aranha estava mesmo em cima dele!). Os dois jovens gritam por socorro, até que surge o terceiro colega de casa, que finalmente mata o aracnídeo gigante. Desde então o terceiro colega de casa ganha a alcunha de Spiderman.
Maio de 2010:
O adulto Robene vai até à varanda fumar um cigarro. Está a pensar na vida e em como tem de comprar um disco externo para armazenar toda a pornografia que tem no computador. De repente sente qualquer coisa a cair-lhe na cara. É uma aranha nojenta. É castanha e Deus castigue este narrador se estiver a mentir, mas tem ventosas em todas as patas e consegue saltar! É uma aranha castanha com ventosas que pula. O adulto Robene berra como berrou o petiz Robene em 1989. Como uma menina, portanto. Começa uma dança epiléptica que consiste no adulto Robene a tentar esborrachar a aranha. Mas o raio do bicho salta e corre muito rápido. Derrotado, o adulto Robene refugia-se em casa, tranca a janela, tira a roupa toda para se certificar que não tem nenhuma aranha enfiada nas cuecas e a tremer enfarda um Xanax pela goela.
segunda-feira, maio 24, 2010
Ainda ontem...
Na paragem de autocarro vejo um outdoor a publicitar uma noite dos anos 80 numa discoteca qualquer. A Olá decidiu ressuscitar os velhinhos Fizz e Rol. Descobri no outro dia no Jumbo cubos de Rubick à venda.
Ainda bem que não sou o único a sentir-me velho.
Ainda bem que não sou o único a sentir-me velho.
Segway

A convite do meu amigo B., guia turístico e ocasionalmente dançarino de kuduro, este fim de semana rumámos ao Porto.
A ideia era passarmos a noite no Porto, em bares glamourosos e recheados de gajas semi nuas.
Infelizmente o B. tinha comprado umas sapatilhas novas (roto) que lhe custaram os olhos da cara (roto) e às quais fez alergia (roto). Sim, há pessoas que fazem alergia a sapatilhas (os rotos). Assim, em vez de passarmos a noite a lançar olhares furtivos a loiraças decotadas, passámos a noite a correr para a farmácia de serviço a comprar anti histamínicos e gaze gorda para curar as chagas dos pés do B.
Felizmente para o dia de hoje o B. tinha as coisas melhor planeadas.
E eis-nos que passámos o dia inteiro a passear pelo Porto...de Segway!
Isso mesmo.
Segway.
A minha mãe pensava que Segway era uma bicicleta para deficientes. Por isso têm uma foto escarrapachada do dito dispositivo, para não haver confusões.
No ínicio parecíamos todos efectivamente uns deficientes, a tentar ganhar equilíbrio no dito cujo sem partirmos os dentes da frente.
Mas passados 10 minutos era ver-nos a acelerar Porto fora, cabelos ao vento, brisa na cara, crianças aos berros depois de lhes ter passado com o Segway por cima das perninhas.
Já agora e apenas a título de curiosidade (eheheh),o nome da empresa pioneira que introduziu este passeio de Segway pelo Porto é a Blue Dragon.
Juntem um grupo de dez pessoas e vão dar um passeio. Não se esqueçam é de dizer que vão da parte do Robene. E de preferência escolham o guia turístico que tem os pés ligados e usa umas sapatilhas Meireles ou coisa que o valha. Ouvi dizer que é o melhor.
terça-feira, maio 18, 2010
London Calling
Não gostei assim muito de Londres.
Estava frio, as gajas são um bocado cavalonas e meias rosadas e toda a gente pensava que eu era indiano.
Os nossos companheiros de quarto no Hostel eram um americano que fazia sapateado e dois niggas que vinham algures da Guiana Francesa mas que tinham Macbooks e muito Bling ao pescoço. Fechavam o cacifo do quarto a sete chaves, pelo que ou guardavam lá diamantes de sangue ou pensavam que eu era efectivamente indiano.
Ao contrário de Madrid, não se podia fumar em lado nenhum. Para fumar, eu tinha de sair do Hostel, percorrer uma ruela que desembocava num beco sem saída, escuro e com caixotes do lixo. Por várias vezes temi pela minha segurança, mas só fui interpelado uma vez, por um belga de quinze anos que me perguntou se eu tinha coca. Cada vez mais desconfio dos Hostéis que o G. selecciona.
Em Londres tudo é para lá de caro. Queríamos ir ao museu de Cera, mas tínhamos de desembolsar com 30 euros, pelo que em vez de ter fotos a apertar as mamas duma Britney Spears de cera, tenho fotos no Tate Modern que era de graça.
Aparentemente a única coisa que se come em Londres são hamburguers com batata frita. A população local parece não querer saber de comida uma vez que tudo o que fazem é beber Pints, que são copos de meio litro de cerveja.
Houve uma vez que fomos comer sushi, mas aquela merda caiu-me mal e passei a noite toda a arrotar a salmão crú e algas japonesas.
Já agora, porque é que não me torno é repórter de viagens?
Estava frio, as gajas são um bocado cavalonas e meias rosadas e toda a gente pensava que eu era indiano.
Os nossos companheiros de quarto no Hostel eram um americano que fazia sapateado e dois niggas que vinham algures da Guiana Francesa mas que tinham Macbooks e muito Bling ao pescoço. Fechavam o cacifo do quarto a sete chaves, pelo que ou guardavam lá diamantes de sangue ou pensavam que eu era efectivamente indiano.
Ao contrário de Madrid, não se podia fumar em lado nenhum. Para fumar, eu tinha de sair do Hostel, percorrer uma ruela que desembocava num beco sem saída, escuro e com caixotes do lixo. Por várias vezes temi pela minha segurança, mas só fui interpelado uma vez, por um belga de quinze anos que me perguntou se eu tinha coca. Cada vez mais desconfio dos Hostéis que o G. selecciona.
Em Londres tudo é para lá de caro. Queríamos ir ao museu de Cera, mas tínhamos de desembolsar com 30 euros, pelo que em vez de ter fotos a apertar as mamas duma Britney Spears de cera, tenho fotos no Tate Modern que era de graça.
Aparentemente a única coisa que se come em Londres são hamburguers com batata frita. A população local parece não querer saber de comida uma vez que tudo o que fazem é beber Pints, que são copos de meio litro de cerveja.
Houve uma vez que fomos comer sushi, mas aquela merda caiu-me mal e passei a noite toda a arrotar a salmão crú e algas japonesas.
Já agora, porque é que não me torno é repórter de viagens?
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