domingo, agosto 01, 2010

Muito siso

Tenho uma cárie no dente do siso do tamanho do meu mindinho. Durante algum tempo deu-me bastante jeito. Acumulava lá comida, que depois ia degustando ao longo da tarde. Bastava enfiar lá a língua e tinha sempre um pedaço de maçã do almoço, ou um bocado de bolacha do lanche.
Infelizmente parece que as cáries doem. E a minha começou a dar sinal.
Vai daí, decidi ir ao dentista.
Já não ia ao dentista há 15 anos, desde que andei num brasileiro que me pôs um aparelho que me fazia parecer o jovem Frankenstein.
Este dentista é Português. Quando olha para a minha boca refere qualquer coisa como crianças da Somália terem menos tártaro do que eu. É normal, elas comem uma vez por mês e devem mastigar grãos de café em vez de o beberem em chávenas Vista Alegre como eu.
Depois de me fazer uma limpeza, que incluiu pedaços de placa dentária a entrarem-me nos olhos diz que da próxima, o meu dentinho do siso vai fora.
Saio aterrorizado e vou ter com uns amigos em busca de conforto.
Má escolha, claro.
Parece que arrancar dentes equivale a decepar membros a sangue frio. Uma amiga ficou 15 dias com dores lancinantes, vómitos e visão dupla. Outra diz que não conseguiu comer nada sólido durante uma semana, e ainda hoje só mastiga de um lado. Outro diz que a anestesia não fez efeito e que sentiu o dentista a arrancar o dente, o que equivale, pensa ele, a parir gémeos pelo olho do cú.
Já quando quis fazer a cirurgia a laser à miopia, surgiram histórias de conforto de um amigo de amigos que ia ficando cego e durante 2 meses teve de ficar num quarto escuro, com óculos escuros, a rezar aos santinhos que lhe devolvessem a visão.

Hum...acho que vou aguentar mais uns meses o meu dente do siso.

terça-feira, julho 20, 2010

Pacto com o Diabo

Parece que o pacto com o Diabo que fiz no outro dia resultou. Hoje ligaram-me a dizer que passei à segunda fase de entrevistas para o emprego de há uns posts atrás. A minha alma está condenada.

quinta-feira, julho 15, 2010

Interpol - Barricade

Ai minha nossa senhora, caguei para os National. Os Interpol têm single novo! Eu quero, que quero, eu quero ir vê-los! Nem que tenha que depois aguentar com os U2, eu tenho de ir ver Interpol.

Entrevista #2

Estou farto do meu trabalho. Ando a fazer todos os possíveis para bazar daquele campo de concentração. Se bem que Auschwitz me pareceu ser mais espaçoso e com melhores condições. O lema no entanto aplica-se: o trabalho liberta. Embora em mim só tenha libertado dores nas costas e varizes.
Vai daí vou a uma entrevista de emprego na sexta.
Para não variar é novamente em Lisboa. Pedi já um GPS emprestado.
Desta vez não vou cometer os mesmos erros da última entrevista. A saber:
- Vou de fato. E com gravata. E vou engraxar os sapatos.
- Vou-me pentear.
- Vou estudar a minha Geografia toda. Da última vez perguntaram-me se estava disposto a ir para Olhão, e eu disse que não gostava de ir para o Minho.
- Vou manter eye contact o tempo todo e apertar o bacalhau com mão firme.
- Não me vou descrever como simpático e fiel. Vou-me sim descrever como uma mistura de George Clooney e Belmiro de Azevedo: sexy e com jeito para os negócios.
- Antes de sair, se for uma gaja a fazer-me a entrevista, vou dar a indicação subtil de que estou disposto a tudo para conseguir aquele emprego. Depois pisco o olho e lambo suavemente os lábios. Se for um gajo, faço o mesmo.

Por isso rezem por mim. Daqui a uns meses posso já não ser o farmacêutico de serviço, mas sim um Gestor de Clientes cheio de almoços chiques e prémios chorudos.

terça-feira, julho 13, 2010

Prenhas

Hoje a M. e o S. foram-me visitar à farmácia.
Ela vinha com um sorriso de orelha a orelha, vestida de preto.
Pareceu-me mais gorda mas como eu sou uma pessoa muito discreta e nunca envergonho os meus amigos só lancei um « Andas-lhe a dar nas bolachas M.!»
Mas não. A M. está grávida. Mas só de seis semanas, o que quer dizer que efectivamente está mais gorda.
Seguiu-se um momento de abraços e beijinhos, e eu só pensava neste casal, com quem vivi durante 4 anos de faculdade, ele a enfardar cerveja, ela a fumar dois maços de tabaco por dia. Ìamos para a noite e dançávamos como parvinhos, a fazer rodas e a simular actos sexuais em danças latinas. Uma noite, depois de uma cartada regada a álcool, fomos todos fazer mosh para o quarto e acordámos a vizinha de baixo que chamou a polícia.
E agora ali estão eles, prestes a serem pais.
Seguiu-se uma breve discussão do nome da criança, e eu juro que quase os convenci a chamar Robene ao petiz que aí vem, caso seja um rapaz.

Há coisa de dez minutos recebo uma SMS da F., uma amiga de liceu que seguramente não vejo há dez anos.
Está grávida.

Algo de muito estranho se passa com os meus amigos.

segunda-feira, julho 12, 2010

Parolices

Parece que o Cristiano Ronaldo teve um filho de uma barriga de aluguer nos Estados Unidos que agora vai ser criado pelas irmãs algures na Madeira.
Surreal?
Bem, na verdade nem por isso. Tendo em conta que o filho do Cristiano Ronaldo se chama...Cristiano Ronaldo.
E há lá coisa mais parola que dar o próprio nome ao filho?

Espanha 1- Holanda 0

Devo ser o único Português a dizer isto, mas hoje estava a torcer pela Espanha. Quando digo isto, as pessoas reviram os olhos e cospem-me.
Há um sentimento anti Espanha em Portugal e eu não percebo bem porquê.
Basicamente somos todos do mesmo sangue: Somos baixos, escuros, porcos, falamos quase a mesma língua e gostamos de não fazer nada. Só não somos marroquinos porque não cozinhamos Couscous.
Quando fui a Espanha, os espanhóis levaram-nos a visitar a cidade, foram connosco para os copos e até se ofereceram sexualmente. Quando estive em Amesterdão a única coisa que os holandeses nos fizeram foi um charro ultra potente quando tínhamos pedido uma merda fraquinha. Daí que as únicas recordações que tenho da Holanda são do quarto do meu hostel com o G. a berrar que a pele se estava a desprender dos ossos.
E viva Espanha!

quarta-feira, julho 07, 2010

Afinal...

Retiro tudo o que disse sobre a D. Clara. Lembram-se da D. Clara, a minha empregada de limpeza?
As últimas quatro semanas tem-se baldado ao trabalho.
De todas as vezes informou-me por SMS. Primeiro teve um «isame aos dentes», depois a filha mais velha adoeceu, depois teve um «isame aos intestinos», e por último foi a filha mais nova que ficou doente.
Ou esta é a família mais moribunda do mundo ou então a mulher com este calor não lhe apetece trabalhar.
Pior, ontem cheguei a casa e encontrei a cozinha infestada por literalmente milhões de formigas. Aspirei-as todas mas meia hora depois voltaram, ainda mais numerosas. Imediatamente voei ao Continente onde comprei uma lata de formicida e uma espécie de ratoeiras para formigas que não sabia sequer que existiam.
Agora tenho o chão coberto por pelo menos dois milhões de formigas mortas.
E quem é suposto limpar esta merda toda?
Eu?

sábado, julho 03, 2010

O Chapéu

Decidi ir aos saldos ontem.
Entro na Zara, dou uma rápida olhadela pelas montanhas de roupa espalhadas pela loja e estou quase a sair quando o vejo.
É um chapéu. Sim isso mesmo. Um chapéu castanho com uma lista cinzenta. Ora homem que é homem não usa estas paneleirices, mas eu sempre me imaginei de chapéu. Eu a passear na rua de óculos escuros e de chapéu. Possivelmente com uma cigarrilha na mão e vários anéis nos dedos. Uma espécie de Godfather Conimbricense.
Será que sou capaz...? penso eu. Pego no chapéu a medo. Só custa 7 euros.
Rapidamente me dirijo à caixa para o pagar. Não quero que ninguém me veja a comprar um chapéu, até porque provavelmente nunca o vou usar. Vai ficar arrumado num canto do armário para o dia em que me decidir a usá-lo. Se isso acontecer.
Mal saio da loja sei que fiz uma má compra, mas ao menos nunca ninguém saberá que gastei 7 euros num chapéu.
Dirijo-me à Pull&Bear. Mal entro o alarme dispara.
Fico vermelho, depois azul e por fim roxo. Um rapaz vem ter comigo.
Posso ver o seu saco?-pergunta o rapaz
OH NÃO!!! - Penso eu.
E perante uma loja cheia de gente com os olhos postos em mim, o rapaz saca do meu chapéu. Imediatamente noto olhares de gozo por parte dos presentes. Juro que ouvi uma miúda a comentar com a amiga : Olha este, pensa que é muito fashion a comprar chapéus.
Mas, surpresa das surpresas, não é do chapéu.
Volto a passar no alarme. Aquela merda apita por todos os lados. Eu distingui mesmo dois tipos diferentes de som de alarme. Toda a gente do shopping está neste momento à porta da Pull&Bear a aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
Será da carteira? -pergunta o rapaz.
Não era.
Será das sapatilhas?-pergunta o rapaz.
Não era.
Será do cinto? -pergunta o rapaz.
O cinto? Espera lá, aquele cinto BRANCO super parolo que comprei numa tarde de calor em que de certeza estava com uma quebra de glicémia? Esse cinto que só uso quando tenho a certeza que ninguém o vai ver?
Sim, era do cinto.
Era a merda do cinto.

E o chapéu?
No meio da confusão esqueci-me dele na Pull&Bear.
E não, não o vou buscar.

sexta-feira, junho 25, 2010

Comichões

Facto 1) A minha casa não tem cortinas.
Facto 2) A minha sala está virada para a rua. Como é uma descida, quem quiser consegue olhar para dentro de casa.
Facto 3) Ontem acordei e fui coçar os tomates para o sofá da sala.
Facto 4) Três senhoras de meia idade passaram 15 minutos a ohar para mim.
Facto 5) Continuei a coçar os tomates.

SMS

Sou um gajo muito social. Preciso de estar sempre em contacto com o mundo, mesmo quando conduzo. Há sempre encontros a marcar, festas a serem preparadas, Erasmus espanholas a precisarem de orientação.
Farto de andar a mandar o telemóvel para o banco do passageiro quando vejo uma brigada, desenvolvi um técnica super moderna: agora escrevo SMS's enquanto conduzo.
Na verdade não é difícil. Basta a cada três palavras escritas, olhar de soslaio para a estrada. Isto tudo com os phones nos ouvidos a ouvir a minha musiquinha.

Acho que se alguma vez parar de escrever neste blog sem aviso prévio já sabem o que me terá acontecido.

sexta-feira, junho 18, 2010

RIP

Quando tinha 15 anos tentei ler um livro de Saramago que o meu pai me ofereceu. Ao fim da primeira página tinha desistido.
Dois anos depois, naqueles Verões que duravam de Junho a Setembro e não apenas 15 dias de Agosto como agora, voltei a pegar no livro. Em duas noites tinha lido o Ensaio sobre a Cegueira. Nessas férias, na praia, à noite, no café, ao almoço, ao jantar, despachei a Jangada de Pedra, o Memorial do Convento, o Homem Duplicado, a Caverna, o Todos os nomes e o Evangelho segundo Jesus Cristo. Na faculdade, sempre que poupava uns trocos no álcool e me sobrava dinheiro comprava mais uns livros dele. E não exagero ao dizer que a escrita deste homem me tornou um pouco naquilo que sou hoje.

quarta-feira, junho 16, 2010

O som da vuvuzela

Desde que me mudei para a minha casa nova tenho feito esforços épicos para conhecer os vizinhos. Normalmente sento-me num banco à porta da entrada a olhar pelo monóculo ou como raio se chama aquilo, esperando que os vizinhos da frente saiam. A ideia é sair também nesse mesmo instante e dar de caras com eles. Já imagino esse momento histórico, eu com um grande sorriso, os meus vizinhos a chorarem de alegria por terem tão ilustre pessoa a morar a dois metros de distância.
A merda é que os vizinhos parece que não saem de casa. Eu ouço-os a rirem e a conversarem, mas vê-los nem por isso.
Pelo informação que já reuni, que inclui o facto de as nossas varandas serem pegadas e eu conseguir meter o olho para a casa deles, são um casal jovem e possivelmente ainda estudam. A varanda deles está uma desarrumação total, o que indica que devem ser boas pessoas.
Os vizinhos de baixo são também um jovem casal, e ela é brasileira porque no outro dia consegui ouvir uma conversa entre eles. Parece que se chama Neide, ou Nélia, naquele momento o vento mudou de direcção e eu não percebi claramente. Sim, estava na varanda e eles tinham a janela aberta.
Não gosto destes vizinhos de baixo. Têm um bébé que chora copiosamente todas as santas noites. No início comprei uns tampões para os ouvidos, mas a única coisa que aquilo faz é conseguir que eu ouça os meus próprios batimentos cardíacos e agora desenvolvi uma espécie de obsessão em que conto o meu ritmo cardíaco e estou à sempre à espera que o coração falhe.
Decidi então comprar uma Vuvuzela.
Cada vez que o miúdo desata aos berros, o que normalmente acontece às três da manhã, eu pego na vuvuzela que tenho ao lado da cama e sopro com força.
Parece que resulta: nas últimas três noites, não acordei uma única vez.

quarta-feira, junho 02, 2010

Lost no Lost

ALERTA SPOILER!!

Acabo de ver o último episódio de Lost. Ok, não via Lost desde a 3º temporada, altura em que achei que tinha mais que fazer com o meu tempo do que ver uns gajos que andavam obcecados com uns números e com um botão numas catacumbas duma ilha.
Este episódio final na verdade veio revelar bastante: O Jack está muito mais velho, a Kate apesar de boazona está com uma cara esquisita e a Claire está mais gorda. Não consegui apanhar muito mais.
A tudo isto ajuda o facto de nos 5 minutos finais, em que pensava eu ia perceber mesmo tudo, a Fox deixou de dar e eu fiquei sem perceber foi um caralho.
Alguém me oferece a caixa de DVD's por favor?

terça-feira, maio 25, 2010

Spiderwebs

Julho de 1989:

O petiz Robene vai visitar uma obra que o pai está a construir. Está a brincar com uns fusíveis e uma rebarbadora Bosch quando de repente uma enorme aranha preta lhe aterra no focinho. O petiz Robene grita, esbraceja e dá pontapés. A aranha acaba esborrachada no chão. O petiz Robene acaba com as calças ensopadas em mijo.

Agosto 1998:

O adolescente Robene chega a casa e tem uma marca esquisita na perna. É meia roxa, está inchada e dói. «Devo andar a masturbar-me demais. A uns nascem pelos nas mãos e ficam cegos, a mim deve-me dar para isto», pensa o jovem Robene.
E nisto sai pela perneira das calças uma aranha gigante.

Setembro de 2003:

O jovem Robene vai à casa de banho. Repara que alguém deixou a janela aberta. Enquanto alivia as azeitonas, repara horrorizado que está uma aranha gigante um pouco por cima do autoclismo. Ao berros, e mijando literalmente a casa de banho toda, grita por socorro. A acudir o jovem Robene surge o colega de casa G. Meio borrado saca de uma sapatilha e tenta matar a aranha. A sapatilha acaba na sanita que ainda tem o mijo fresquinho do jovem Robene (não houve coragem de descarregar o autoclismo, a aranha estava mesmo em cima dele!). Os dois jovens gritam por socorro, até que surge o terceiro colega de casa, que finalmente mata o aracnídeo gigante. Desde então o terceiro colega de casa ganha a alcunha de Spiderman.

Maio de 2010:

O adulto Robene vai até à varanda fumar um cigarro. Está a pensar na vida e em como tem de comprar um disco externo para armazenar toda a pornografia que tem no computador. De repente sente qualquer coisa a cair-lhe na cara. É uma aranha nojenta. É castanha e Deus castigue este narrador se estiver a mentir, mas tem ventosas em todas as patas e consegue saltar! É uma aranha castanha com ventosas que pula. O adulto Robene berra como berrou o petiz Robene em 1989. Como uma menina, portanto. Começa uma dança epiléptica que consiste no adulto Robene a tentar esborrachar a aranha. Mas o raio do bicho salta e corre muito rápido. Derrotado, o adulto Robene refugia-se em casa, tranca a janela, tira a roupa toda para se certificar que não tem nenhuma aranha enfiada nas cuecas e a tremer enfarda um Xanax pela goela.

segunda-feira, maio 24, 2010

High Violet


Estes gajos são...mesmo bons!

Ainda ontem...

Na paragem de autocarro vejo um outdoor a publicitar uma noite dos anos 80 numa discoteca qualquer. A Olá decidiu ressuscitar os velhinhos Fizz e Rol. Descobri no outro dia no Jumbo cubos de Rubick à venda.

Ainda bem que não sou o único a sentir-me velho.

Segway


A convite do meu amigo B., guia turístico e ocasionalmente dançarino de kuduro, este fim de semana rumámos ao Porto.
A ideia era passarmos a noite no Porto, em bares glamourosos e recheados de gajas semi nuas.
Infelizmente o B. tinha comprado umas sapatilhas novas (roto) que lhe custaram os olhos da cara (roto) e às quais fez alergia (roto). Sim, há pessoas que fazem alergia a sapatilhas (os rotos). Assim, em vez de passarmos a noite a lançar olhares furtivos a loiraças decotadas, passámos a noite a correr para a farmácia de serviço a comprar anti histamínicos e gaze gorda para curar as chagas dos pés do B.
Felizmente para o dia de hoje o B. tinha as coisas melhor planeadas.
E eis-nos que passámos o dia inteiro a passear pelo Porto...de Segway!
Isso mesmo.
Segway.
A minha mãe pensava que Segway era uma bicicleta para deficientes. Por isso têm uma foto escarrapachada do dito dispositivo, para não haver confusões.
No ínicio parecíamos todos efectivamente uns deficientes, a tentar ganhar equilíbrio no dito cujo sem partirmos os dentes da frente.
Mas passados 10 minutos era ver-nos a acelerar Porto fora, cabelos ao vento, brisa na cara, crianças aos berros depois de lhes ter passado com o Segway por cima das perninhas.


Já agora e apenas a título de curiosidade (eheheh),o nome da empresa pioneira que introduziu este passeio de Segway pelo Porto é a Blue Dragon.

Juntem um grupo de dez pessoas e vão dar um passeio. Não se esqueçam é de dizer que vão da parte do Robene. E de preferência escolham o guia turístico que tem os pés ligados e usa umas sapatilhas Meireles ou coisa que o valha. Ouvi dizer que é o melhor.




terça-feira, maio 18, 2010

London Calling

Não gostei assim muito de Londres.
Estava frio, as gajas são um bocado cavalonas e meias rosadas e toda a gente pensava que eu era indiano.
Os nossos companheiros de quarto no Hostel eram um americano que fazia sapateado e dois niggas que vinham algures da Guiana Francesa mas que tinham Macbooks e muito Bling ao pescoço. Fechavam o cacifo do quarto a sete chaves, pelo que ou guardavam lá diamantes de sangue ou pensavam que eu era efectivamente indiano.
Ao contrário de Madrid, não se podia fumar em lado nenhum. Para fumar, eu tinha de sair do Hostel, percorrer uma ruela que desembocava num beco sem saída, escuro e com caixotes do lixo. Por várias vezes temi pela minha segurança, mas só fui interpelado uma vez, por um belga de quinze anos que me perguntou se eu tinha coca. Cada vez mais desconfio dos Hostéis que o G. selecciona.
Em Londres tudo é para lá de caro. Queríamos ir ao museu de Cera, mas tínhamos de desembolsar com 30 euros, pelo que em vez de ter fotos a apertar as mamas duma Britney Spears de cera, tenho fotos no Tate Modern que era de graça.
Aparentemente a única coisa que se come em Londres são hamburguers com batata frita. A população local parece não querer saber de comida uma vez que tudo o que fazem é beber Pints, que são copos de meio litro de cerveja.
Houve uma vez que fomos comer sushi, mas aquela merda caiu-me mal e passei a noite toda a arrotar a salmão crú e algas japonesas.

Já agora, porque é que não me torno é repórter de viagens?

segunda-feira, maio 10, 2010

Pai nosso

Pai nosso que estais no céu, coloca a tua mãozinha por baixo do avião da Ryanair no qual vou viajar hoje à noite.
Não deixai que nenhuma cinza do Vulcão Eyfajnnfodasequenomedocaralho entre nos motores e rebente com o avião todo.
Se alguma calamidade tem de acontecer que seja na Queima das fitas de Coimbra, que estes bebêdos não me têm deixado dormir com os berros. Ou na visita do Papa, que o gajo tem uma cara esquisita.
Que amanhã possa estar em Londres, num espectacular Hostel com 800 pessoas, a partilhar uma camarada com mais 18 marmanjos e marmanjas.

Ámen.

quarta-feira, maio 05, 2010

Conversas de café

As primeiras impressões são muito importantes.
Uma pessoa lava bem os dentes, penteia-se, usa uma camisola sem nódoas e até desodorizante.
Mas depois chega à mesa de café e ri-se de forma descontrolada, bebe 3 finos em 2 minutos e inexplicavelmente começa a falar dos números do euromilhões.
Mas chega de falar das pessoas com quem tenho saído.
Eu por mim tenho um método bem fiável para perceber se vou gostar daquela pessoa ou não.
A meio da conversa lanço um «Dá-me só dois minutos, que eu vou ali cagar».
Se noto um ar enojado, aproveito e saio disfarçadamente sem pagar a conta.
Se noto um ar interessado ou até curioso, prossigo com a frase «Ah, afinal já não preciso, acabei de me peidar».
Se depois disto a pessoa ainda estiver à minha frente, só vos digo que pode vir a ser a mãe dos meus filhos.

1 Kawasaki em Oiã

Quando tinha 16 anos quis ter uma mota. Imaginava-me já a chegar à praia no meu potente motão Kawasaki a sacar cavalinhos, tirar o capacete num movimento sexy e entrar praia adentro com duas mamalhudas debaixo de cada braço.
Reparem, eu tinha 16 anos e era virgem. Uma mota representava não só um meio de transporte, mas também um modo de engatar miúdas.
Por alturas do meu aniversário implorei, chorei, ajoelhei, mas os os meus pais não me deram sequer uma Scooter abichanada.
Segundo a minha mãe, o mais provável era eu estampar-me na curva seguinte e ficar desfigurado. Segundo o meu pai, era uma forma fácil de engravidar uma miúda qualquer (esperto o velho).
Contas feitas disseram que se quisesse, podia ficar com a mota antiga do meu pai.
Uma Casal azul clara e preta.
Orgulhoso saí à rua, montado num chasso mais velho que a Sé de Braga (na verdade acho que a mota já era mesmo herdada do meu avô) e sem saber como travar. Planeava ir ter com uns amigos, fazer uma entrada triunfal com a mota a rugir testorena.
Acelerei uma vez, a mota fugiu-me e eu caí de costas no chão.
Nesse dia não consegui sequer ir à matinés da discoteca de Oiã (esta terra existe mesmo, google it!).
2 anos mais tarde tirei a carta de carro.
E perdi a virgindade.
Finalmente.

sexta-feira, abril 16, 2010

Todos os nomes

Eu estive quase para me chamar Bernardo. Se assim fosse, seria agora possivelmente um advogado de sucesso, conduziria um BMW e teria uma casa na Foz do Porto.
Infelizmente o meu avô paterno também se chamava Bernardo, e a minha mãe não podia com ele, pelo que o nome chique e com pedigree que deveria ter agora foi com os cães.
A minha mãe queria que eu tivesse um nome ainda mais chique. Um nome que mal as pessoas ouvissem associariam a estatuto e poder. A minha mãe queria chamar-me Tony.
Reparem, o meu apelido é Santos. Tony Santos. Seria de longe algo que as pessoas nunca esqueceriam.
Infeizmente no registo informaram o meu pai que o nome Tony com Y não era permitido. E claro que Toni com I, não tem metade do potencial de chiqueza. Vai daí, fiquei Robene.
Robene não é um mau nome. Quando as pessoas pronunciam Robene, conseguem ao mesmo tempo libertar um pouco do escarro que têm preso na garganta. É um nome que ajuda as pessoas.
O giro era alguém efectivamente conseguir fixá-lo. Já fui chamado de tudo: Ronaldo, Roberto, Ricardo, Hugo ou o mais comum: Bruno. Em toda a minha vida conheci um único Robene, que tal como eu nunca era tratado pelo nome. O meu amigo G., que conheci no primeiro ano de faculdade não gostava de mim porque tinha um nome esquisito.
Resolvi por isso recorrer à única ajuda possível hoje em dia para trazer um pouco de visibilidade a este problema que assola a sociedade e criar um novo grupo do Facebook: Pessoas com nomes esquisitos também têm sentimentos.
Peço a todos os Armindos, Albanos, Romeus e Vitorinos que se juntem a mim nesta luta.
Juntos vamos dominar o mundo, e fazer com que a próxima geração de bébés se deixe de chamar Martim e Santiago!

quarta-feira, abril 14, 2010

Dona Clara

A dona Clara é um anjo.
Raras vezes falei bem de alguém neste blog, mas sinto que chegou o momento.
A dona Clara vem às quartas de manhã. Às 9 horas toca à campainha, eu abro-lhe a porta e volto para a cama.
Enquanto isso a dona Clara aspira-me a casa, desentope-me a sanita, ordena-me os iogurtes por data de validade e consegue encontrar todos os pares das meias perdidas.
Quando por volta do meio dia acordo, ela vai-me fazer a cama, põe a roupa a lavar separada por cores, e abre as janelas para arejar o cheiro a bedúm.

No outro dia mandou-me com o quadro do Vertigo ao chão e partiu um bocado da moldura. Tentou escondê-lo atrás da televisão, mas eu dei logo nela. Tenho confiança na dona Clara: uma vez deixei um euro e 72 cêntimos na mesa da sala a testá-la e ela não mos fanou. Não vai ser uma moldura meio rachada que me vai fazer zangar com a dona Clara.
Também me faz o almoço, para ir cheio de energia para o trabalho.
Não tarda muito começo a chamá-la de Mãe.

domingo, abril 04, 2010

Krka

Há uma nova empresa de genéricos a operar em Portugal.
É a eslovena Krka.
Isso mesmo, Krka.
No outro dia tive de pedir um paracetamol Krka ao fornecedor.

Robene: Olá, queria o paracetamol da Krka (pronunciei Kerka)
Fornecedor: Estou a ouvir mal. Não percebi.
Robene: Paracetamol Krka (desta vez, pensando que se calhar tinha dito mal, pronunciei Kurka)
Fornecedor: Está engasgado?
Robene: K-R-K-A!
Fornecedor: Ah! O paracetamol K-R-K-A.

Resta dizer que o utente que me pediu o paracetamol o chamou de Krika.
Não auguro grande futuro a esta empresa.

sábado, abril 03, 2010

O pico

No meu trabalho cada pessoa tem o seu pico.
O pico é basicamente um sítio em que colocamos as tarefas que temos de fazer, mas que por toda e mais alguma razão não nos apete...não temos tempo para fazer. E é vê-lo crescer todos os dias, aumentando de tamanho, ganhando vida própria, exigindo ser alimentado.
Eu regra geral tento ignorar o meu pico. Passo por ele, mas sei que se lhe der atenção vou ter de ligar a algum chato que não pagou a conta, vou ter de rever stocks ou pior, vou ter de efectivamente ler circulares de segurança do INFARMED.
Quando vim de Espanha o meu pico era já uma torre. Impedia mesmo a passagem de pessoas para a parte de trás da farmácia. Tive portanto de lhe dedicar algum tempo. E é incrível ver que a maior parte das tarefas já estavam ou resolvidas ou esquecidas.

A minha eficácia laboral ficou mais uma vez provada.

quarta-feira, março 31, 2010

Classificados

Recém licenciado com bumbum apetitoso. Boca gulosa e língua marota. Primeira vez em Coimbra. Discreto, atendo ao domícilio.

A forma de pagamento serão bilhetes para os U2 em Outubro. Acabei de saber que Interpol vão fazer a primeira parte!

sábado, março 27, 2010

Madrid me mata...parte 3








Prado? Rainha Sofia?

Os espanhóis dormem a sesta, fumam em todo lado, não lavam as mãos depois de mijar e os restaurantes têm o chão mais nojento que a minha antiga casa. Sim, há um espanhol dentro de mim.

E já vos disse que o que ele mais gostam é FIESTA?
Ah, sim, foi isto que viémos fazer a Madrid!
Madrid me gusta...mucho!

Madrid me mata...parte 2

Depois de uma tarde frustrada no Prado, chegámos à conclusão que se calhar gostamos mais de arte contemporânea...Seguimos para o museu Rainha Sofia...

Eu a olhar para três paletes de madeira no chão.



Eu a admirar a incrível estética de um estendal de meias.




Uma das obras mestre da exposição, um triângulo de alumínio.




Eu a imitar um cão, numa projecção de um filme qualquer super artístico.

Hum...se calhar museus não são bem para nós...Mas então...que raio é que viémos fazer a Madrid?

Madrid me mata...parte 1





Museu do Prado. Terça Feira, 23 Março. Depois de ver este quadro a minha vida mudou para sempre. Aí está, a Virgem Maria, a esguichar um jacto de leite da mama para a boca de um santo qualquer. E toda a gente me dizia que o Museu do Prado era uma seca. Na verdade até era. Foram duas horas exasperantes a ver centenas de quadros de Cristo crucificado, e apenas um em que a Virgem Maria mostrava os atributos. 8 euros só para Softcore...

Padres ao volante

Não vos vou ainda deliciar com a fantástica descrição destas férias em Madrid. Deixem-me só dizer-vos como acabou: eu e o G., num carro com três padres a virmos do aeroporto. A 300 km/hr num Opel Corsa de 1990. E a embatermos nuns pins de sinalização que separavam duas vias.

Sim, foi mesmo assim que acabou.
Agora imaginem o ínicio.

domingo, março 21, 2010

Aeroplano

Nunca fui grande fã de andar de avião.
Por norma escolho sempre os lugares junto à coxia, com o terço nas mãos e procuro ver se existem bébés de colo e crianças de tenra idade. É um alívio saber que se o avião cair, há-de haver sempre alguém que viveu menos que eu.
Ultimamente a coisa piorou. Nas últimas viagens tenho de ir sempre drogado, pelo que quando fui para Budapeste estava tão relaxado que não conseguia parar de me rir. As pessoas olhavam para mim, e eu com os olhos ganzados, cremalheira de fora (que é coisa que tenho muito), um ar de quem acabou de mandar uma linha de coca na casa de banho. Não foi o caso...dessa vez pelo menos.
O G., quase sempre o companheiro de viagem é um gajo que me acalma imenso. Mal abanca o rabo esquelético adormece imediatamente. Não tenho tempo sequer de dizer: MEU DEUS G., ESTOU QUASE A BORRAR-ME DE MEDO. A meio da frase, ele já está no sono REM.
Uma vez numa viagem de 16 horas de autocarro, de Montenegro para Belgrado (reparem, um autocarro dos anos 60, num país quase ainda em guerra, pelo meio do mato e a chover torrencialmente) o G. dormia profundamente, e eu gramava um montenegrino de 160 kilos sem poder sequer pousar o cotovelo no descanso, que estava partido.
Isto tudo para dizer que daqui a umas horas estarei num avião, tendo como única companhia o meu Xanax 0,5.
Antes de entrar, a primeira coisa que vou fazer é contar as crianças de colo na fila do check in.

Guernica

Lo dia porque tanto temia ha llegado.
Manana voy a passar 4 dias em Madrid com un amigo.
Mi espanol es perfecto. Planejo conocer muchas chicas e beber mucha cerveza.
Estoy tambiém treinando la frase «Onde fica a casa de banho?» em español (donde está lá toilette?).
E vou a googlar preservativo em español!

Tchau tios, até daqui a 4 dias!

sábado, março 13, 2010

Dr

Estou a ter um ataque de pânico.
Amanhã vou fazer uma pequena apresentação sobre a minha tese de doutoramento no centro de investigação do qual sou membro.
Hoje mesmo passei o dia a ouvir os resumos das teses dos outros doutorandos. Juro por Deus que não percebi pelo menos 95% delas. Porque é que as pessoas insistem em usar palavras como imagética, idiossincracia, pictórica? Fui já comprar o meu dicionário de bolso da Porto Editora.
Achei por isso melhor fazer um «upgrade» da verborreia que amanhã vou cuspir. Não quero que alguém consiga entender o que vou fazer do meu doutoramento. Quero que as pessoas saiam de lá a pensar que eu falo extraordinariamente bem, embora não saibam exactamente sobre o quê.
Outras problemáticas me assolam o espírito: A apresentação é depois do almoço...Terei os dentes limpos? Pelo sim pelo não, não vou comer alface. Será que ir de sapatilhas me dará um ar de jovem investigador fashion ou pelo contrário de drogado que não sabe empregar palavras caras em apresentações? Será que devia ter feito o Powerpoint com letras em cor de laranja? Será que alguém vai topar que o máximo que ainda fiz foi pesquisar artigos na Net enquanto via episódios de Family Guy online?

Caríssimos, amanhã é o dia D. D de dúvidas.

sexta-feira, março 12, 2010

The National

Alligator.
Boxer.
Em Maio será o High Violet.
Não posso pedir muito mais.

Sport Zone, o desporto do futuro

Roubaram-me os calções de banho nos balneários da natação.
Isso mesmo. Enquanto esfregava alegremente o rabo alguém punha as manápulas nos meus lindos calções azul-petróleo.
Um conselho a esse ladrão-fetichista: lava bem o raio dos calções, que me andam a aparecer pintas esquisitas em zonas delicadas.
Adiante...
Tive de ir à Sport Zone adquirir outros calções.
Não tenho boas recordações da Sport Zone. Da última vez que lá fui o alarme de incêndio disparou, e enquanto toda a gente berrava e se atropelava (incluindo eu), os funcionários riam-se muito e apontavam para os pobres infelizes prestes a morrer de inalação de fumo . Acho que não havia nenhum incêndio na verdade, mas só parei de correr já estava a chegar a Santo António dos Olivais. Tenho horror a morrer queimado.

Lá chego eu, secção de Natação. Parece que não há muito homem adulto a praticar natação, porque só consegui encontrar calções para miúdos dos 7-10 anos. Por muito me me tentasse encolher havia sempre um tomate malandro que saía pelos lados.
Decidi pedir ajuda...
Robene: Precisava de ajuda...
Funcionário: NÃO É A MINHA SECÇÃO!!!!
Pergunto a mais dois empregados, que me respondem quase a gritar que não é a secção deles, e que além disso o meu tamanho deve estar algures por lá, eu é que não devo andar a ver bem. Um deles parece-me que disse mesmo: «Ó vesgueta, troca mas é as lentes.»
Na verdade ir às compras à Sport Zone é por si só um desporto, uma vez que passei o resto do tempo a vasculhar uma pilha de calções do tamanho da Serra da Estrela e saí de lá exausto (e sem calções, embora tenha encontrado uma sunga que remotamente me cobria a tomatada).

Amanhã vou à Decathlon.

sexta-feira, março 05, 2010

A origem das espécies

(Biologia animal)

Quando andava na faculdade trabalhámos em algumas aulas com uns ratos chiques. Eram tão chiques que além de brancos nem se chamavam ratos. Chamavam-se murganhos. Além do nome impronunciável, os murganhos comiam sem parar se tivessem sempre comida disponível. Só faziam bem, porque o destino era invariavelmente serem objecto de experiências na generalidade mal sucedidas por alunos do segundo ano que ainda fediam a álcool da noite passada.


(Biologia Humana)

Lembrei-me disto porque no sábado passado fui com 4 amigos ao rodízio. O Rodízio é o sítio ideal para se provar a virilidade. A quantidade de comida que um macho humano consegue comer é obviamente equivalente ao tamanho da respectiva pila. Por isso, eu fui de longe o que comi mais. Aliás, quando saí de lá, nem conseguia andar pelo próprio pé. Tinha os botões das calças desapertadas, e um bocado de banana frita a tocar-me a amígdala. Arrotava a picanha que doía.
A conversa rondou o esperado. Assim ficámos a saber que:
a) A Ruth Marlene mostrou os atributos na Playboy por 850 euros.
b) Toda a gente concorda que até a pachacha da Ruth Marlene, lugar solitário e com infiltrações merece uns tostõezitos a mais que isso.
c) Demasiada carne provoca flatulência. Surge a ideia de inventar um dispositivo, tipo tampão, que se insere analmente absorvendo os odores nefastos do metano e soltando leves puffs a cheirar a frutos do bosque. Esta invenção será conhecida como PeidFree, ou PeidiLax e far-nos-á ,no espaço de dois meses, absolutos milionários. Resta saber quem é o público alvo.
d) O Benfica ganhou.
e) Há mais casas de putas em Coimbra do que aquelas que eu conheço.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

A verdade da mentira

As melhores mentiras da minha vida:

#1. Não Mãe, eu não estou a fumar. Estou a segurar este cigarro enquanto o meu amigo foi mijar.

#2. Não, herpes genital não passa para a boca.

#3. Vou criar esse filho contigo, não te preocupes.

#4. Por favor senhor Polícia, eu só ia a esta velocidade porque a minha mãe está no hospital a dar o último suspiro.

#5. Nunca vi essa mulher na minha vida. Eu tenho é uma cara comum.

#6. Não tenho nada a ver com esse cheiro.

#7. Sim, estes cremes fazem mesmo efeito. A minha mãe usa e toda a gente pensa que é minha irmã.

#8. Gostei imenso do Lost in Translation. É um filme que nos faz pensar.

#9. Sim, já ouvi essa banda. Gosto da número 5, não me perguntes o nome que eu não sei.

#10. Isto aqui de lado? É massa muscular.

Cotovias, Corujas e Morcegos

Hoje foi a formação de Gestão de Tempo.
Há conceitos interessantíssimos por detrás da gestão de tempo. Parece que se falou deles algures entre as 9 e as 11 horas, enquanto eu tentava bocejar o mais disfarçadamente possível e estabelecia eye contact com uma farmacêutica.
O ponto a reter desta formação foi a categorização das nossas curvas de energia.
Aparentemente as pessoas dividem-se em nocturnas, as corujas, ou matinais, as cotovias.
Uma cotovia gosta de acordar cedo, trabalha bem de manhã e pior à tarde. Uma Coruja detesta acordar antes das 10 horas, e só trabalha bem de tarde. Reparem que eu não me incluo em nenhuma destas categorias. Cotovia é que eu não sou, acordar às 7 da matina é para mim o equivalente a enfiarem-me agulhas pelas unhas. Mesmo acordando às 10 horas, eu estou ainda a meio gás, e sou bem capaz de lançar umas caralhadas a algum utente que me resolva importunar com a sua insignificante dor de garganta.
Eu proponho portanto uma nova categoria por forma a me incluir.
Assim, eu vou revolucionar toda a psicologia e sociologia. O xarope para a tosse afirma-se cada vez mais como uma fonte de informação para jovens investigadores das áreas psicossociais.
A nova categoria é intítulada de Morcegos.
Os Morcegos são pessoas que adoram acordar às 2 da tarde. Estão no seu pleno de energia lá pelas 18 horas, e voltam a ter novo pico de energia às 3 da manhã.Estão concentrados em profissões como prostitutas de Rua, strippers, e homens do lixo. Ocasionalmente um ou outro farmacêutico.
Eu de longe incluo-me nesta categoria. Reparem, às 3 da manhã eu estou com a pica toda, mas como não está nada de produtivo aberto, tenho de ir gastar toda a minha energia em discotecas manhosas e casas de meninas. Depois, claro que não sou produtivo durante o dia.
Mas a culpa não é minha. É da Biologia.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Fui só eu...

...e as 500 pessoas a quem enviei imediatamente mensagem, ou mais alguém reparou que a Carolina dos Ídolos comentou no meu blog?

Vá invejosos, fiquem descansados, que eu dou o meu carinho e apreço a TODOS os comentários do blog.
Especialmente se forem gajas giras. E famosas.

O Conflito

Tive hoje uma formação. O tema era sobejamente interessante, mas ainda que não o fosse sempre é um dia sem trabalhar e com coffee breaks com bolos e café à borla.
O tema era gestão de conflitos.
E lá estava a psicóloga com a sua turma de farmacêuticos ávida de saber como resolver os conflitos. Particularmente eu estava interessado em saber como resolver um conflito antigo, o de ganhar mais, fazendo menos horas. Mas ainda não foi desta que descobri como.
Saímos de lá sabendo a definição teórica de conflito, as fases do conflito, os modelos de conflitos, os tipos de conflito, tudo e mais alguma coisa...menos resolver o conflito.
A não ser que para resolver conflitos consigamos chatear a outra pessoa de morte com definições e textos de 25 páginas sobre a teoria por detrás do conflito. E eu já devo ter escrito conflito umas 25 vezes neste texto.
Vou mas é dormir, que amanhã o tema é gestão de tempo.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Um dia no casino. Ou dois.

Mas o que deu na cabeça destas pessoas, supostos amigos, de me levarem para um casino?
Meu Deus, as luzes. Os neons a entoarem cânticos demoníacos difíceis de fugir «Vem Robene, penetra-me com a tua nota de 10 euros».
E eu penetrei. 30 euros.
A meio da noite dou por mim numa máquina qualquer, com um gajo que não conheço de lado nenhum, a apostarmos a meias. Às tantas estávamos a ganhar 200 euros cada um. Passados 5 minutos perdemos tudo.
Escusado será dizer que no dia seguinte tava lá batido outra vez.

sábado, fevereiro 06, 2010

Ligações para mp3 nos Yaris já!

Saiu a notícia nos jornais a semana passada.
Quase todos os Toyotas do mundo têem um problema qualquer no pedal de aceleração. Ao que parece o pedal encrava e o carro não pára de acelerar.
O meu coração palpita pelo meu Yarizinho. Já em Setembro passado o raio do carro foi recolhido pois ao que parece tinha uma válvula qualquer defeituosa que em caso de acidente podia-me explodir com o carro.
Sou quase um fanático islâmico, com a diferença que em vez de ter dinamite presa ao corpo, conduzo um Toyota.
Amaldiçoo o hora em que comprei o Yaris. Eu bem que queria o Mini, mas os meus pais insistiram que o meu tio teve um Mini que capotou numa rotunda. O facto de ir a 220Km/hr não parece ter tido nada a ver com o acidente.
Eis que ontem saio da farmácia e vou contente e feliz para o meu Yarizinho. E o carro não arranca. Não arranca, não abre as portas, não emite sequer um barulho de dor.
Apetece-me fazer um Harakiri ao caralho dos japongas que me fizeram o carro.
Não basta ter válvulas defeituosas, pedais que trancam, agora também não arranca.
Imediatamente telefono aos meus pais, à assistência em viagem, ao mecânico, à Salvador Caetano Portugal e a dois ou três amigos.
Vocifero palavrões, imploro por um Mini de substituição, mando muita gente à merda, tudo isto enquanto dou pontapés no chassis azul cueca do carro.
O problema com o carro? Estava sem bateria.

Importa agora esclarecer uma coisa. O meu Yaris não têm ligação para o MP3 (é só desvantagens, aposto que o Mini tem). Pessoa moderna que sou, não vivo sem o meu sonzinho. Por isso conduzo sempre com phones.
E foi por isso que ontem quando saí do carro, phones nos ouvidos, não reparei no som de aviso de luzes ligadas.
E durante 8 horas, os médias ficaram acesos.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

27

Uma morte.
Um nascimento.
Onde é que pararam os últimos dez anos?
Ah pois...tenho de deixar de beber...

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Boa Noite. Vemo-nos um dia destes.

Não tenho nenhuma fotografia contigo.
Mas tenho memórias. Muitas.
De como ia sempre levar o sapatinho a tua casa na véspera de Natal para mo encheres de chocolates.
Das histórias que me contavas na lareira da tua casa.
De me levares para o campo e me ensinares as plantas.
Das vindimas e de engarrafar o vinho tinto contigo.
Da honestidade, calma e carácter que tinhas.
De seres um apaziguador.
Um homem como nunca conheci.

Dorme bem, Avô.
Vou ter muitas saudades tuas.

Contra


Até que enfim uns gajos espertos que não decidiram meter sintetizadores ao barulho e fizeram um segundo álbum (quase) melhor que o primeiro.
Venham de lá eles para Paredes!

Ídolos parte 3

Alguém me explica porque raio o Ídolos tem dois apresentadores?
O Manzarra até se safa, mas quem é a outra prenha que ocasionalmente balbucia duas palavras para se engasgar?
Metam mas é a Carolina já na SIC generalista que aquela gaja vai longe. Eu por mim já conheci o irmão de um amigo, que por sua vez tem uma prima que a conhece. Daqui a duas semanas, preparem-se para a capa da TvMais: «Carolina apresenta o seu novo namorado: Robene»

Medicina para todas.

Fui no outro dia à minha primeira consulta de medicina no trabalho.
Antes de mim vão as minhas formosas colegas de trabalho. Saem de lá todas contentes a dizer maravilhas do médico: fez-lhes electrocardiogramas (inclui tirar a blusa), amostras de urina (inclui levantar a saia e mijar para um copo), mediu-lhes a glicose e o colesterol.
«Óptimo» -penso eu- «vou sair daqui com o exame completo.»
Entro.
O médico nem levanta os olhos dos apontamentos.
Começo a desfiar o meu rol de calvários, que vão desde a muito publicitada pedra nos rins que tive há 8 anos, a palpitações, caspa, calos nos pés, dores nas costas e frieiras nos dedos.
O médico diz: «Reparo que é míope.»
Eu digo: «Não, só uso estes óculos para o estilo.»
E rio-me. Sozinho.
Entretanto o médico faz-me um exame rídiculo que consiste em mim a tapar um olho e ler à vez títulos da capa da TV7dias que o médico segura a um metro de mim.
E pronto. Foi isto.
As minhas colegas deviam processá-lo por assédio sexual.
Eu estou mesmo a ver amanhã a dar-me a sulipampa e a processar o raio do incompetente que me atendeu na medicina do trabalho.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Nos últimos dez anos...

...apanhei uma pedra nos rins que me fodeu o juízo. Entrei na faculdade. Os Arcade Fire lançaram o Funeral. As Torres Gémeas caíram. O Carlos Cruz virou pedófilo. o Danny Boyle ganhou o Óscar. Perdi a virgindade. Fui de férias para a Tailândia e para a Sérvia. Fumei um charro em Amesterdão. Comecei a trabalhar. Parti o queixo numa queima das fitas. O Papa João Paulo II morreu. Li o Código da Vinci. Usei o código da Vinci como papel higiénico. Saiu um filme do Código da Vinci. O Dan Brown deve ser rico comó caralho. Comprei um Creative. Comprei um iPod. Conduzi um Ford Escort branco. Comprei um Yaris. Sócrates ganhou as eleições. Tornei-me bloquista. Comprei casa. Apanhei a minha primeira bebedeira. Apanhei a minha 2398765 bebedeira. Vi a Bjork ao vivo. Metade de Coimbra viu-me o mangalho no meu rasganço. Há quem diga que era vísivel até de Aveiro. Os Franz Ferdinand lançaram a Take me out. Os Radiohead lançaram o Kid A, o Amnesiac, o Hail to the thief e o In rainbows. Os Radiohead são a melhor banda da década...e do século. Morreu a minha avó. Há um Tsunami algures na Ásia. Caíram uns quantos aviões, mas o mais importante é que não ia em nenhum deles. A S. é hospedeira de bordo. Começo a tomar banho todos os dias. Saem para o cinema «Os sonhadores», «De tanto bater o meu coração parou», «Fala com ela», «Dogville», «Control». Sai também o Avatar, mas é em 3d e eu não consegui ver metade do filme. Há uma miúda que grava uma conversa no telemóvel da professora de história. Há uma miúda que quer o telemóvel que a professora lhe tirou. Eu por mim perdi a conta aos telemóveis que tive. Toda a gente passou a ser mais nova que eu. Perdi contacto com muitas pessoas. Ganhei contacto com outras tantas. Fui a tribunal. Há mais novelas na TVI que actores em Portugal inteiro. O Herman perdeu a piada. Os Gato Fedorento ganharam-na.

Ah...e criei um Blog.

one week to go

Fui ontem á festa dos 27 anos do L.
Com um pedaço de bolo na boca e uma mini na mão descubro umas fotos antigas de quando era jovem.
Ali estava eu: um pedaço de homem, sem olheiras (imaginem! toda a gente soltou um berro de surpresa), ar saudável e procriador.
Aqui estou eu: tenho ataques de caspa, olhar de guaxinim atropelado e no outro dia meti o telemóvel no frigorífico e andei duas horas a tentar encontrá-lo.

E daqui a uma semana faço 27 anos.

IMI

Graças a uma confusão de moradas, parece que a minha isenção de IMI (um imposto qualquer de imóveis) foi com os cães.
Furioso dirijo-me às finanças.
As finanças de Coimbra ficam localizadas num insuspeito prédio com ar amoroso. Mas na cave. Sem janelas nem ventilação.
Deparo-me logo com um tira senhas digno de ser a nova aplicação da Apple. A medo tiro uma senha para o balcão A.
Reparem que eu entrei por volta das nove e meia.
Durante cerca de duas horas os funcionários mexeram em imensos papéis, andaram de um lado para o outro, teclaram bastante, carimbaram ainda mais. E atenderam duas pessoas.
Eu continuei à espera.
Quem como eu trabalha em atendimento ao público nota logo alguns traços comuns. É preciso parecer-se atarefado, ainda que na verdade estejamos a carimbar a mesa e os papéis que levamos na mão sejam para reciclar.
Finalmente é a minha vez.
Chego à conclusão que afinal até tinha sido avisado de uma irregularidade qualquer no meu processo, mas que a carta tinha ido para a morada dos meus pais.
Pais queridos que ao lerem « Pedido em vias de ser indeferido, máxima urgência em regularizar situação anómala» perceberam «Está tudo absolutamente bem. Não se preocupem. Ignorem este correio registado cheio de frases a vermelho».

Fui enrabado duplamente: Pelas finanças...e pelos meus pais.

As caras da Clara



Aí está o que todo o homem sempre sonhou...A cara da Clara Pinto Correia durante um orgasmo. E parece que ela tem muitos. Parece também que o marido, enquanto lhe dá trancada, segura uma Nikon profissional C90, um maço de cigarros para fumar imediatamente após a queca e um martini rosso para o relax pós coito.
Hum...E parece-me que a Clarinha é o que se chama de guinchadora...

Avatar

É só de mim que sou assim pró gravemente míope, ou mais alguém demorou cerca de duas horas a conseguir focar o 3d do Avatar?
Gente maravilhada a ver a chuvinha de sementes lá da árvore da Vida e eu a tentar focar o caralho das legendas...

terça-feira, janeiro 12, 2010

Adeus Carolina...

Quando eu decido fazer uma pausa no blog acontecem sempre coisas importantes...
Da outra vez morreu o Michael Jackson. Desta vez saiu a Carolina dos Ídolos.
Não podia ter dado um ataquezito cardíaco à Madonna ou assim?

sábado, dezembro 26, 2009

Natal na Moviflor

Ah noite de Natal...Família toda junta, bacalhau na mesa, presentes na árvore...Esperem, presentes na árvore?

(Flashback, 5 dias antes...)

Robene e irmã na Moviflor. Depois de escolher uma estante e uma mesa, presentes que obviamente não cabem debaixo da árvore de Natal, os dois manos encetam a difícil tarefa de encontrar algum funcionário na Moviflor. Ao longe avistamos uma farda verde. Corremos os dois para o funcionário.
Robene (sem fôlego): Eu...quero...aquela...estante....
Funcionária Moviflor: Não é comigo.
E vai-se embora.
3 horas depois conseguimos avistar outro funcionário. Preparo as matracas para o imobilizar, não vá o sacana fugir.
Robene: EU QUERO UMA ESTANTE!!!
Funcionário (ar de tédio): Sim, pois...(olha para as unhas)...Vamos ali fazer a nota de encomenda.
Robene: Há outras cores além de preto?
Funcionário (rebolando os olhos): Há em Wengue.
Robene: Que raio de cor é essa?
Funcionário (visivelmente enfurecido pela minha ignorância): É PRETO. COM CASTANHO!
Robene (borrando as calças): Pronto, pronto, desculpe.
Funcionário: A entrega será dia 31.
Robene: Pode ser de manhã?
Funcionário: Ai isso eu não sei, não é? Podem acontecer imprevistos!(sorrisinho)
Robene (claramente entendendo a ameaça de morte): Pronto, não faz mal! Deixe lá. Eu quero é ir-me embora daqui!...Olhe já agora aqueles tapetes...
Funcionário: Tapetes não é comigo. Tem de procurar o meu colega.

Procurar colega? O caralho! Fui-me mas é embora, e só sorrisos para o funcionário, não vá a minha estante ser entregue pelo Freddy Krueger.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Fan fan fan fan fan fan fan

Fui já carregar o telemóvel.
Hoje a gaja dos Ídolos vai cantar Psycho Killer dos Talking Heads.
Estou apaixonado.

sábado, dezembro 19, 2009

Mon Chéri para todos

As compras de Natal são sempre uma chatice.
Compra-se para mãe, para o pai, para a irmã. E para a prima? E os avós? E a prostituta brasileira por quem me afeiçoei?
Estes pertencem ao grupo de pessoas de quem até gostamos, mas na verdade não nos apetece muito gastar dinheiro a comprar prendinhas de Natal. E chega a solução óbvia: comprar Mon Chéri.
Nunca conheci ninguém em toda a minha vida que gostasse de Mon Chéri. No entanto parece ser um sucesso de vendas. É mais barato que todos os outros chocolates e tem um nome francês, pelo que parece que até estamos a oferecer a «haute couture» do chocolate. Na verdade estamos a dar algo que no ano seguinte será reciclado e oferecido novamente a alguém, muito provavelmente a pessoa que o ofereceu em primeiro lugar.
Oferecer Mon Chéri é como quem diz:«Lembrei-me de ti. Eras o último da lista.»
Por favor amigos, este ano ofereçam-me maços de Camel. O preço é o mesmo, e vou realmente gostar.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Ainda por cima é gira...

Foi difícil. Nunca o tinha feito. Os dedos empenaram e não queriam mexer. Estava muito nervoso. Não queria que ninguém visse. Fi-lo às escondidas, com medo de ser ridicularizado.
Mas foda-se, uma gaja a cantar o Feeling Good da Nina Simone-versão-Muse nos Ídolos merece o meu voto.

E já agora, Editors foi fixolas

Lembram-se da minha pequena aventura o ano passado a tentar sair de Lisboa depois de um concerto?
Este ano foi preciso ligar a uma amiga para me ir buscar e indicar o caminho do Campo Pequeno. E à saída, tentando encontrar a A1, acabámos em Cascais.
E não, não estava sozinho.
Se dependesse do L., estávamos em Gibraltar agora.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

É Natal!

Iuminações de Natal ranhosas. Gente a mais nos shoppings. Jingle Bells em todo o lado. Dinheiro atirado fora a comprar perfumes que ninguém usa. Crianças a berrarem por Playstations e Wiis e Game Boys. Subsídios de Natal que se desvanecem. Anúncios a toda a hora na TV. Toneladas de chocolates e doces fritos. Missão Sorriso, a Leopoldina e a Popota que até dança Buraka Som Sistema. Jantares de Natal e amigos invísiveis. Prendas até 5 euros. Montes de cuecas e meias novas.

Bem vindos à época Natalícia.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

The resistance

Fui ver Muse no Domingo. Não, não tinha bilhete, mas a queridíssima S., predadora sexual e ocasionalmente hospedeira de bordo arranjou-me um.
Lá fomos nós, cantando alegremente músicas de Muse pelo caminho (dos dois primeiros álbuns claro, que somos gente velha).
Apesar da S. viver na Bélgique, país super tecnológico, deparámo-nos com algumas dificuldades no concerto.
Os nosso bilhetes eram Balcão 1. Sentámo-nos no Balcão 2, seguramente a 7 quilómetros do palco.
Puxámos das lunettes, e não demos parte de fraco pelo nosso erro de gente de aldeia.
Os nossos vizinhos de balcão tentaram por diversas vezes meter conversa connosco, mas falavam uma língua estranha: português de Lisboa.

Vizinha: O meu smoothie está a incomodar-vos?
S.: O quê?
Robene: O teu quê?
Vizinha: O meu smorfe está a incomodar?
S.: Não...acho que não...o que quer que isso seja, não me está a incomodar.

Resta também dizer que em todos os balcões as pessoas estavam de pé aos pulos, excepto no nosso. Bem que queria levantar a peida e abaná-la ao som do Plugin Baby, mas com muito medo de parecer um camponês das plantações de batata decidi manter um ar atento, fumar um cigarro, a fazer de conta que estava a apreciar deveras todo o espectáculo visual, que com a minha miopia se resumiu a umas cores desfocadas lá ao fundo.
Também não ajudou o facto de ter enfardado um Big Mac em dois segundos e lá por alturas de metade do concerto me ter dado uma crise de gases fodida que quase me impediu de mexer.

Sim, em Editors vou estar na plateia.

segunda-feira, novembro 30, 2009

A saga do Crepúsculo

Numa tentativa desesperada para me manter na tona do hype, eu e uns amigos decidimos finalmente dar o braço a torcer e ver o Crepúsculo.
Torna-se difícil engatar miúdas de 15 anos, quando não se viu o raio do filme.
Assim juntámo-nos em minha casa e alugámo-lo.
Crepúsculo conta a história dramática de amor entre um vampiro e uma humana. O drama aqui é não haver sexo entre o dois, sob pena de enquanto o vampiro estar a comer a pachacha da miúda, comer também o pescoço.
Depreende-se assim que deve haver muita masturbação.
Mas isso somos só nós, que tentamos sempre analisar em demasia os filmes.
E se o Crepúsculo parece que afinal é uma saga com mais dois filmes em lista de espera, também nós tivémos a nossa própria saga com o Crepúsculo.
Ainda o genérico não tinha acabado, e duas pessoas estavam já a dormir. Eu próprio tive de mandar bofetadas a mim mesmo para me manter acordado. E por ter gasto 3,5 euros no filme.
Salva-se o facto de haver uma musiquinha de velhos no fim (a.k.a. Radiohead!), e o facto de me parecer que as olheiras estão agora na moda, muito à conta do galã principal.

Comecei já a usar lentes de contacto.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Radiohead é pa velhos

Em conversa com um jovem de 18 anos decidi actualizar-me em relação ao que a juventude de hoje ouve.
Ipod troca com Ipod e ouço qualquer coisa do género:

Jovem Imberbe: Mas tens tanta coisa de Radiohead?

Robene: Claro! A melhor banda do mundo!

Jovem virgem: Os Radiohead são banda de velhos.

Robene (quase a ter um colapso cardíaco): Como?

Jovem prestes a ficar sem dentes: Sim...Quer dizer...Eles só tocam coisas esquisitas. Ninguém pode gostar daquilo. E o gajo tem uma voz esquisita.

Robene (aplicando técnicas de relaxamento mental): Mas e o The Bends?

Jovem ignóbil: Quem?

E enquanto temos esta conversa o jovem consegue escrever um SMS sem olhar para o telemóvel e actualizar o facebook pela PSP.

Por isso, para todos os jovens imberbes que pensam que os Radiohead são uma banda esquisita para gente esquisita (e velha, aparentemente), ouçam mas é este Fake Plastic Trees, do The bends, um dos melhores álbuns de sempre.

Olhem que eu não duro para sempre.

sábado, novembro 21, 2009

Duro de ouvido

Se faz bem a Farmácia tem.
Inspirado por este magnifíco slogan, inventado por agum génio do marketing, temos agora consultas para os velhos moucos. Isso mesmo. Todas as semanas temos um gajo que vai à farmácia medir a audição das velhadas.
«Fabuloso»-penso eu- «vou ter de deixar de gritar aos cotas o modo de tomar o Cozaar, e vou recuperar a minha voz sexy de final de dia».
Como hoje se viu, estou totalmente errado.

Velho(modo normal): Olá jovem. Vinha marcar a minha consulta dos ouvidos.
Robene: Sim, sim. Então e quarta da próxima semana parece-lhe bem?
Velho(modo normal): Sim, sim. Quarta cá estarei.
Robene: Vai ver que depois disto vai conseguir ouvir o noticiário no volume mínimo.
Velho(modo esquisito): Como? Mas eu ouço perfeitamente bem.
Robene: Não estou a perceber...
Velho(modo acabei de fugir da ala psiquiátrica): O meu problema é ouvir bem demais. Eu até ouço vozes. Às vezes o Ramalho Eanes, outras vezes o Jorge Sampaio.
Robene: Pois...não sei se lhe vão resolver esse assunto...
Velho (modo quinta dimensão): Muitas vezes ouço o meu filho desaparecido em 2001. Quer saber o que ele me diz?
Robene: Eu...não...ok....
Velho (modo pírulas): Paiiiii...ó paiiiiiiiii....

Hum...

quinta-feira, novembro 12, 2009

Entrelinhas

Vivem a vida a procurar interpretações de frases na Internet? Querem saber o segundo sentido de vários vocábulos típicos usados na língua de Camões?
Ora aí está...

Frase: Não gastes mais saldo, amanhã eu ligo-te.
Significado: Foda-se mas que chata. Vai-te mas é foder. Amanhã ligo-te mas é o caralho.

Frase: Não és tu, sou eu.
Significado: Arranjei outra.

Frase: A casa está um pouco desarrumada, não tive tempo para limpar nada.
Significado: Sou um porco do caralho, e gasto os tempos livres a cortar as unhas dos pés no lava loiças.

Frase: Hoje estou um pouco constipado. O café pode ficar para amanhã?
Significado: Estou com outra.

Frase: Sim, sim, adoro desporto. Jogo futebol com os meus amigos todas as sextas.
Significado: Corro durante 20 segundos, e depois vou jogar poker e fumar cigarros com os amigos.

Frase: Tenho um emprego estável. Ganho para as minhas coisas.
Significado: Trabalho por turnos numa fábrica da Sanitana. As minhas coisas incluem unicamente a roupa que trago vestida.

Quando eu for grande...

...quero ser o Pedro Boucherie Mendes. Ou como diria um certo amigo, o Pedro Bosch e Mendes.

Ídolos e psicotrópicos

Sei que por estas alturas andam todos a perguntarem-se mas por onde raio anda o Robene, que está tão desaparecido.
O Trindade por exemplo, ficou tão triste que acabou com o estaminé dele. A Jacaré até descobriu o meu número de telemóvel e liga-me a toda a hora.
A verdade é que as gravações do Ídolos deixam-me pouco tempo, e os intervalos que tenho são a tentar papar a Claúdia Vieira.

Ah, e pode também ter a ver com o facto de ter entrado em Doutoramento: História da ciência da Saúde: um estudo sobre a introdução de psicotrópicos em Portugal.
Interessante que chegue?

domingo, outubro 18, 2009

Fenómenos Explicáveis

Como conseguiram os U2 transformar-se de banda da segunda liga dos anos 80 em mega banda à escala planetária nos anos 2000?
A resposta é simples: A ascenção dos U2 a mega banda coincide com o fenónemo dos jogadores de futebol.
Reparem, não há um único jogador da bola que não responda à pergunta «Qual a sua banda favorita?» metendo os U2 ao barulho. Tanto faz ser o Cristiano Ronaldo que gosta de U2 e Ricky Martin como o David Beckham que gosta de U2 e Spice Girls. Referir os U2 como banda favorita dá uma espécie de credibilidade que esconde o verdadeiro guna que há nos jogadores de futebol.
Assim os U2 passaram de banda que até fazia umas musiquinhas porreiras para banda de escape de Azeiteiros.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Autárquicas 2009

As autárquicas são umas eleições muito excitantes.
Especialmente se viverem no Ermelo em Mondim de Basto.
Não é o meu caso, para grande pena minha.
Este ano vi-me num dos maiores dilemas da minha vida.
O meu querido progenitor masculino era candidato à junta...pelo CDS-PP. A juntar à festa, basicamente toda minha família está enfiada na lista do dito partido.
Domingo sou logo bem recebido pela família:

Tio: Ai vieste votar Robene? E vais votar o quê, seu comuna de merda?
Pai: Mais valia teres ficado em casa, se vieste votar nesses comunas do caralho.
Mãe: Tens mudado os lençóis da cama, seu comuna filho da mãe?

Perante tão calorosa recepção saltam à vista dois factos:
1. A minha família tem um português exemplar.
2. Eu posso ter sido adoptado.

Feitas as contas a Família ganhou a Junta, mas perdeu a Câmara. A CDU teve 19 votos, num concelho com una dimensão razoável.

Amanhã posso acordar com uma cabeça de cavalo ao lado.

Pítiriase Capitis

Saio de casa alegre e contente. Estou vestido com a minha camisa nova, as minhas sapatilhas de marca e os meus RayBan aviador.
Lá vou eu, andar gingão.
As mulheres olham-me com desejo, os homens com inveja.
Na verdade toda a gente olha para mim, até o homem que corta a relva do jardim em frente.
Sou irresistíve, penso eu.
Chego à farmácia. As minhas colegas de trabalho olham também para mim. Mas com um olhar horrorizado.
«Mas que merda é essa que tens no cabelo?», cospem as mal educadonas.
Corro para o espelho da casa de banho.
Do meu cabelo pendem verdadeiras placas amarelo-sebosas de CASPA.
O que é que o Robene tem na cabeça? Caspa. Muita Caspa.

Lições preciosas de combate à caspa...por Robene:

#1: Compre um anticaspa potente. Linic ou head and shoulders? Isso só funciona para os cabrões do Cristiano Ronaldo e do Ricardo Pereira (que por acaso já vi ao vivo e é feio comá merda, e passou-me à frente da fila de uma discoteca em que nem consegui entrar).
Peça ao seu farmacêutico uma merda bem potente. De preferência algo sujeito a receita médica.

#2: Faça a barba.

#3: Lave o cabelo com o champô que o seu farmacêutico lhe deu. Primeiro só com uma ligeira massagem. Pelo menos três minutos. A partir do momento em que o produto lhe começa a escorrer pela cara abaixo, aprecie a sensação de picada.

#4: Deixe o produto escorrer de preferência para dentro dos olhos. Grite de dor. Sim, momentaneamente cegou por causa de um champô para a caspa.

#5: Lembra-se de ter feito a barba? Ainda bem. Neste momento o champô está a provocar-lhe aquilo que parecem queimaduras de terceiro grau na pele recém barbeada. Grite de dor. Ah, continua cego.

#6: Enxage com água abundante. Contente por ter acabado?

#7: Não seja estúpido. Isto ainda não acabou. Tem de aplicar uma segunda vez o champô. A visão ainda nebluda permite aplicar outra dose generosa no cabelo. Começa a ouvir uma efervescência. É o cabelo a dissolver-se.

#8: Está nú, molhado, cego e com sangue a escorrer do queixo. A custo sai da banheira, desorientado. Ainda antes de chegar ao espelho, escorrega e bate com a cabeça na sanita (baixinha). Rasga uma gengiva no processo.

#9: Tarefa efectuada com sucesso. Lembre-se que tudo isto deve ser repetido três vezes por semana para evitar recidivas.

Boa Sorte.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Liga dos Últimos

Ninguém se lembra deles, mas eles existem.
São os micro mini partidos.
Hoje quando peguei na folha de voto, vi-me à rasca para encontrar o raio do partido em que ia votar, tal era a quantidade de siglas desconhecidas que enchiam o boletim de voto.
Interessa portanto saber a reacção destes pequenos cogumelos à vitória de Sócrates.

1: Partido Pró-Vida.
O partido pró-vida é uma coisa engraçada. Tendo como modelo ideal a Inquisição, surge como uma coisa retro, na medida em que pega em dogmas da época medieval, e os aplica em 2009. Podia até ser uma coisa fashion. Mas é só patética.
Vejamos a reacção do líder do Partido Pró-Vida à vitória PS:

«Querem que eu aceite a vontade “soberana do povo” expressa nesta votação? Não a aceito e repudio-a com veemência semelhante à rejeição pela vontade “soberana do povo” que condenou Cristo à morte. Querem que eu cumprimente a José Sócrates pela vitória eleitoral? Não o faço, antes o reconheço como representante daquela tirania sanguinária que já chacinou 40 mil crianças nascituras e que se prepara para aumentar o número de vítimas inocentes.
Este povo precisa de conversão e os Pastores têm que dizê-lo, sem medo e com clareza, em Fátima, nas Dioceses, nas Paróquias, nos meios de comunicação social, oportuna e inoportunamente.
À honra de Cristo. Ámen.»


Vai apanhar no rabinho, ó Partido pró-vida.
Ámen.

2: Partido Nova Democracia-PND
Este é o partido do Manuel Monteiro, o gajo que roubou os óculos ao Harry Potter e o queixo ao Quagmire. É também o partido de uma velhota que ninguém sabe quem é, mas que proferiu estas bela farpa:
«O resultado do Bloco [de Esquerda] é assustador”. “O melhor é emigrarmos todos e juntarmo-nos ao contingente que sai todos os meses para a Suíça, por exemplo, devido às dificuldades vividas”»

E pelo menos concordamos num ponto. Também eu acho que o Manuel Monteiro e a velhota devem emigrar rapidamente. E que levem os do partido pró vida, já agora.

3. Partido Nacional Renovador-PNR
Vi no outro dia deliciado um espaço de antena do PNR. Nele, o nazi que se diz líder do partido falava em como todos os problemas do país vinham de minorias que traziam insegurança ao povo português. E nisto mostravam imagens de pessoas de cor. Havia um preto à espera do autocarro. Dois pretos que conversavam numa esplanada. Um ajuntamento de pretos a andar pela rua.
Depois apareceram umas tipas feiosas, a falarem dos perigos da imigração, desta vez com imagens descritivas de chineses.
Fiquei imediatamente borrado de medo, tal era o aspecto perigoso de tais gândulos.
Os do PNR, isto é.
O Nazi refere-se assim ao resultado das eleições:
«O PNR manteve o seu eleitorado fidelíssimo e registou mesmo um crescimento sustentado relativamente às últimas legislativas

O que quer dizer que passaram de 3 para 4 eleitores.

4: CDS-PP
O partido do Portas...ai esperem, a este as coisas até correram bem, não foi?

Se houver coligação PS-CDS, eu vou é fundar um partido anárquico.

quarta-feira, setembro 23, 2009

O novo Robene

Ser dono de casa mudou muita coisa em mim.

De um momento para o outro, dou por mim a prestar atenção a anúncios de Calgon e Fairy pastilhas. A música do momento é mesmo o jingle «Prolongue a vida da sua máquina...com Calgon!». Canto isto enquanto faço trouxas de roupa preta, branca e castanha e me apercebo da razão dos meus amigos insistirem que eu me visto sempre da mesma cor.
Repare-se que o veho Robene nem sequer poria em causa lavar a sua roupa a tresandar a tabaco. Simplesmente enfiava-a no armário, esperando que no dia a seguir, os anões mágicos tivessem tratado do assunto. E normalmente tratavam, porque nunca mais conseguia encontrar a roupa no meio da confusão do quarto. O novo Robene lava a roupa em programas ECO, com detergente super concentrado e amigo do ambiente. Imaginem que até usa amaciador, coisa totlamente desconhecida até então.
O velho Robene acabava de comer e deixava a mesa no estado em que ficasse. Duas semanas depois, alertado pelo odor nauseabundo e insuportável de que se queixavam os vizinhos, conseguia descobrir pratos de frango com caril e larvas gigantes, capazes de colonizarem o planeta terra. O novo Robene acaba de comer, limpa os restos, separa as embalagens de vidro e de plástico, mete tudo na máquina e espera até serem dez da noite para por o lava loiças a funcionar (bi-horário da EDP, ah pois é!).
O veho Robene deixava cair um copo de vinho tinto no chão e ria-se muito, continuando de seguida para o quarto com um cigarro na mão e uma pastilha de Guronsan na outra. O novo Robene deixa cair vinho tinto no chão e trata imediatamente de limpar tudo até ao ínfimo pormenor, o chão é poroso e pode absorver a mancha.
O velho Robene fumava cigarros com os amigos em toda a casa, especialmente na hora da cagada (sem os amigos, entenda-se, só mesmo os mais próximos.) O novo Robene está com uma prisão de ventre fodida, uma vez que só fuma na varanda, e quando lhe dá a vontade de cagar, é preciso correr da varanda para a casa de banho, e quando lá se chega, só sai um micro cagalhão.

Parece-me que o velho Robene a modos que se divertia mais que o novo Robene.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Avante à direita

Fui ao Avante no fim de semana passado. Partilhei ideias com velhos de 85 anos, gritei a Carvalhesa, tratei toda a gente por camaradas, e até inalei substâncias ilegais vindas de vizinhos com no máximo 14 anos. Senti-me um verdadeiro gajo da esquerda, orgulhoso da sua libertinagem.
Chego a casa e vou fazer um teste qualquer que me mandaram para o mail, com vista a saber qual o partido com que mais me identifico.
«Vou rebentar a escala da esquerda», penso eu. Sou mesmo um gajo à frente.
Chego ao final do teste e saem os resultado.
«Caro Robene, o partido mais próximo dos seus ideias é o MMS».
«MMS?!?!»penso eu...Só pode ser um partido ainda mais à esquerda que o Bloco, que eu desconheço. MMS deve ser a sigla de Malta Muito Solta.
Mas não é. O MMS até é de direita e significa Movimento Mérito e Sociedade.
Todo o meu sistema de valores caiu por ali.
Quem sou eu afinal? De onde venho? Que mancha é esta que me apareceu no tintim esquerdo?
Saio angustiado, meto-me no meu carro japonês com dois anos, em direcção à minha casa nova, nuns ténis que me custaram os olhos da cara, com o iPod na mão.

Sim, se calhar é melhor repensar a minha filiação partidária.

domingo, setembro 06, 2009

Querida, não tenho dinheiro.

Impelido por uma profunda preguiça para decorar a mansão nova (leia-se, falta de dinheiro), decidi concorrer ao «Querida mudei a casa».
Como só se ganha uma decoração nova se se tiver uma história verdadeiramente trágica, tive de mentir assim um bocadinho.
Deste modo eu sou o Robene, recentemente diagnosticado com uma doença raríssima, a Lepsticoisice Pobrinhex II, que afecta somente 2 pessoas no mundo: eu e a Manuela Ferreira Leite. A doença caracteriza-se por não conseguir emitir qualquer expressão facial e ter dificuldades verbais, nomeadamente na palavra Piquena.
Na minha carta ao programa refiro a enorme mágoa de não conseguir mandar um sorriso que seja às criancinhas da rua que eu tanto adoro. Proponho que a minha casa seja decorada com Plasmas de 110 cm, no mínimo uma playstation 3 para cada divisão e não quero nada do IKEA, sou alérgico a contraplacado.
Junto anexo uma foto minha, olhar alheado, óculos fundo de garrafa a ler a CAIS e com uma carrinha da REMAR em pano de fundo. Tento assim dar a ilusão de ser um ex-drogado, a tentar reabilitar a sua vida depois da doença fatal de que foi acometido.
Estou já a treinar expressões faciais de surpresa (não muitas, devido à doença), e uns grunhidos de felicidade (nhhhhááááá, iiiiiirrrrrrraaaaa), de modo a que a Sofia não sei das quantas, a que apresenta o programa, me venha dar um abracinho e eu me babe um bocado para o decote dela.

Tudo em prol de uma casa nova.

quinta-feira, setembro 03, 2009

O Trono

Há uma coisa que não gosto na minha nova mansão: a sanita.
A sanita da minha casa antiga era uma coisa, epá, espetacular. Parecia ter sido feita ergonomicamente para o meu rabo. Grande, tampo sólido, apoio perfeito para as coxas. Naquela sanita as coisas saíam sem grande esforço. Sentava-me nela, e tudo fluía como devia ser. Aliás, estou neste momento a escrever este post enquanto mando um fax na minha sanita adorada. Vim de propósito à casa antiga só para me sentar neste trono.

A minha nova sanita é quase lilliputiana. Baixinha, com um diamêtro rídiculo, que me abarca o rêgo e pouco mais. Salpica-me o rabo. E fica de frente para um espelho. Por mais atraente que seja, coisa que sou obviamente, não deve ser propriamente o meu melhor ângulo: calças arregaçadas, joelhos quase a baterem no chão (não nos vamos esquecer que a sanita é baixinha), esgar de esforço tentando fugir com o rabo ao salpico malandro.

A minha próxima casa será escolhida tendo como único critério de selecção a sanita.

sábado, agosto 29, 2009

Editors-Papillon

Pronto, estava-se mesmo a ver. Foda-se para os sintetizadores. Já não bastava os Franz Ferdinand terem feito um álbum de merda, agora estes moçoilos decidiram que são os New Order ou o caralho.
Eu vou ali ouvir o Back Room e venho já.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Gripe Ahhhhhhhhhh!

Esta semana surgiram uns 700 casos de gripe A em Portugal. Ironia do destino, vão-me todos parar à farmácia.
Ali estou eu, impávido e sereno, livre de vírus, quando me entra a trupe das máscaras.

Mascarado infectado. E brasileiro.: Oi cára! A gente veio do Brásiu, estamos esperando pelos testes da gripe. Mi dá um paracetamóu.
Robene: (Dá passo atrás, panica um pouco. Tenta, sem sucesso, lembrar-se do que leu no plano de contigência das farmácias. Mas infelizmente, andou a ler o dito plano por mesas de café, com finos à mistura, e a única coisa de que se lembra é: Os farmacêuticos são uma classe de risco).

Quando o brasuca me paga, imediatamente incendeio a nota de 5 euros, despejo um frasco de álcool nas mãos, e outro na banca de atendimento. Os clientes seguintes olham-me com ar de medo.

Passados dez minutos, entra nova mascarada.

Mascarada que até parece boa, embora a máscara só me deixe antever os olhos: Queria mais máscaras, para não infectar a minha família.


5 minutos mais tarde, entra-me um finlandês com máscara. O cenário é semelhante. Ao fim da tarde já atendi mais uns 5 ou 6. Tenho as mãos secas do álcool, a banca cheira a desinfectante, e tenho umas 20 notas separadas, à espera de serem desinfectadas. Estou com taquicardia de tanto pânico.

Quando o último mascarado me paga, esfrego a nota nas mãos e lambo os dedos.
Não consigo viver neste desespero. E uma semana de baixa só me vai fazer bem.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Graciano Saga - Vem Devagar Emigrante

No seguimento do meu post anterior...
Quando ouço esta música sinto lágrimas a surgirem-me nos olhos. Lágrimas por haver alguém chamado Graciano Saga. Que além deste hit «Vem devagar emigrante», tem ainda o hit «Porque choras criancinha».
Verdadeira música chill-out.

Meu querido mês de Agosto

Com Agosto chegam as temperaturas quentes. Com as temperaturas quentes chegam o cheiro a sovaco, os incêndios florestais, as melgas e os emigrantes.

Há vários tipo de emigrantes. Longe de mim discursar aqui sobre as várias categorias de emigrante, mas estou neste momento a preparar o meu doutoramento sobre o assunto.
Generalizando existem dois tipo de emigras: Os Franciús, e os outros.
Serve este post para explicar o modo de vida dos emigrantes Franciús.
Esta espécie emigrou há vários anos, provavelmente para fugir com o rabo à ditadura salazarista. Chegados à Francia, reproduziram-se como hamsters com o cio, limpando retretes e transportando baldes de massa.
Resultado?
3 gerações depois temos coisas deste género...
«Ai na Francia não se paga nada pelos medicamentos»
«Ai lá na Francia não há este calor»
«Ai lá na Francia as pessoas são mais simpáticas»
«Isto é pá bouche? É que eu tenho é o cu assado»
«João Pierre, apanha a conquilhage»
«Onde é o concerto do Tony Carreira?»

Chip Shit

Fui no outro dia a um centro comercial.
No estacionamento do dito centro temos de retirar uma coisa em forma de moeda chamada Chip Coin, a qual temos de pagar à saída para podermos sair do estacionamento.
Vou à máquina pagar a minha Chip Coinas, e dirijo-me com o meu Ferrari para a saída. Quando chego lá, perdi a Chip Conas. Isso mesmo. No percurso entre ter pago a moeda do inferno e meter-me no carro, uns dois metros, perdi o raio da Chip Coin.
Atrás de mim forma-se entretanto uma fila impaciente de mães de fim de semana e surfistas com dentes brancos.
Saio do carro e mando toda a gente fazer marcha atrás, para sair com o meu potente carro e voltar a estacionar. Toda a gente obedece imediatamente, mal vêem os meus bíceps.
Ponho o carro de pantanas tentando encontrar a Chip Fodas algures enfiada. A Chip Mix não está em lado nenhum.
«Bonito», penso eu. «Vou ter de pagar esta merda de estacionamento toda».
Dirijo-me ao segurança.

Segurança (2 metros): Hum...mas então é daqui?
Robene (metro e meio): Hum...não.
Segurança: Ah, veio para o festival de metal!
(Atenção, eu estava de calção e havaianas, com uma tshirt do Poupas. Nem sequer tinha maquilhado os olhos de preto, coisa que faço regularmente em ocasiões especiais.)
Robene: Hum...não.
Segurança: Ah eu estive lá ontem. Foi altamente! Hoje também queria ter ido, mas não consegui folga.
Robene: Eu curto muito metal. Gosto daqueles...dos...askdvjdv (sussurro).
Segurança: Toma lá esta Chip Coin. Vai-te lá embora!

Afinal, há gente boa neste mundo.

quarta-feira, agosto 05, 2009

PDI

Durante muitos anos eu fui um mete nojo.
Enquanto os meus amigos debicavam saladinhas do Vitaminas e comiam uma maçã de jantar, eu enfardava menus do Mac e natas do céu ao pequeno almoço. Tudo isto, sem engordar um graminha que fosse.
Lembro-me do casamento do S. e da M. Quando deram ao tipo ao meu lado uma fatia maior do bolo de bolacha com cobertura de ovos moles, levantei-me de imediato e reivindiquei metade do bolo só para mim. Comi-o em 2 minutos.
Natas do céu, línguas de gato, KFC, pizza hut...Marchava tudo. E orgulhoso, olhava para a minha forma física invejável.

Fui no outro dia ao médico de família mostrar umas análises. Ao que parece tenho o colesterol MUITO elevado.
O médico fez uma pequena dramatização teatral, em como aos 40 anos eu teria de ser sujeito a uma cateterização das carótidas, virtude de placas de colesterol acumulado. Fez isto com gestos, e uma expressão sofrida, digna de um Óscar da academia. Saí de lá com uma receita de um medicamento para o colesterol, a qual deitei imediatamente no lixo.
A partir de hoje é só peixinho. Com bróculos e espinafres.
Por falar nisso acho que ando a ver a pior. Pode ser simplesmente um aumento de miopia, ou então cataratas. E acho que estes bicos de papagaio nas costas me estão a matar.

Estou a ficar velho, é o que é.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Urgência

É impressão minha ou os festivais de Verão andam com muito poucas casas de banho?
No SBSR só haviam as casas de banho do estádio. Em Paredes só vi umas 5 tói-tóis ranhosas, perigosamente inclinadas numa ribanceira.
Caríssimos, eu tenho uma bexiga que leva no máximo 5 ml de urina. Sou como um velho recentemente operado à prostata. Juntem a esta urgência mictórica, 5 finos de 33 cl e têem-me a mim, a mijar 6 vezes durante o concerto de Supergrass. E mesmo assim, acabei Franz Ferdinand com a bexiga cheia.

quinta-feira, julho 30, 2009

Franz Fucking Ferdinand

Em 2004 levantaram pó. Em 2008 tiveram 3 entradas em falso no concerto. Ontem estava no ginásio e pensei: E se eu fosse era a Paredes ver pela terceira vez os Franz Ferdinand?
Dito e Feito.
Saio uma hora mais cedo do trabalho, e meto-me em direcção a Paredes.
Peço a todos os leitores do blog que se não tiverem notícias minhas nos próximos 3 dias contactem a Polícia.

sexta-feira, julho 24, 2009

Correio Vermelho

A semana passada, durante o jantar...

Mãe: Olha lá meu filho Robene, ando a receber umas coisas tuas no correio muito esquisitas...
Robene: Meu Deus, será que dei a morada errada para a porno por correio?
Mãe: Não, não... É a tua irmã que tem ficado com isso . Estou-me a referir a folhetos dos filhos do demo.
Robene: Filhos do demo...mas que....?!?!
Pai: TU AGORA ÉS COMUNA?? QUE RAIO DE FOLHETOS SÃO AQUELES DO BLOCO DE ESQUERDA QUE TEMOS RECEBIDO COM O TEU NOME?
Robene: Folhetos? Mas eu não...
Mãe: Ai Meu Deus, onde é que errámos? Porque nos deste tu um filho bloquista?
Robene: Mas...
Pai: Tu nesta casa hás-de ir votar sozinho. E vais marcado, ai se vais! Com a cor vermelha do Inferno!!!
Robene: Mas onde raio me puseram os folhetos?
Mãe: Foram queimados. Agora toma estes fohetos do CDS-PP, e olha para o Paulo Portas. Esse sim, é um orgulho para a mãe!

Olho para o prato de peixe assado que tenho à frente. O molho parece-se levemente com um escarro, e eu acho que os meus pais me andam a tentar envenenar. A água sabe esquisita.

Para a próxima lembrem-me de dar a morada de Coimbra, para assuntos de política.

quarta-feira, julho 22, 2009

Home

A minha casa tem vidros nas janelas que não são limpos desde 2001.
Tem bolor na casa de banho. De vez em quando ligamos a luz da sala e a lâmpada explode.
A janela do meu quarto deixa entrar uma corrente de ar brutal, pelo que tive de mudar a orientação da cama. As paredes estão amarelas do tabaco. A cozinha tem a pia entupida. O frigorífico faz barulhos estranhos.
O exaustor tem gordura do século passado. Literalmente.
Há uma máquina de roupa que não sabemos como funciona. A lareira não se pode acender. O isolamento não existe. Durante quase uma década, os vizinhos conseguiram ouvir todas as minhas conquistas sexuais, que regra geral, eram bastante barulhentas. Há coisa de dois meses caiu um bocado do tecto das escadas do segundo andar. Por sorte só uso elevador.
A minha casa tem um poster velhinho do Trainspotting na parede, todo encarquilhado. Encontro moedas de escudos debaixo do sofá. E centopeias, de vez em quando.
A recepção da televisão é muito má. Roubaram carros do estacionamento.
A minha casa na verdade nunca foi minha, porque o senhorio nunca me passou recibo, e eu podia ter uma fiscalização e denunciá-lo.
Eu estudei nesta casa. Comi línguas de gato ao almoço. Vomitei. Chorei. Dormi. Fodi.
Trouxe amigos e família, pessoas desconhecidas, outras nem por isso.
Conheci amigos, e conheci conhecidos.
Vi filmes como o Padrinho e o Ataque das aranhas assassinas.
Joguei sueca, poker, trivial. E strip poker.
Tive ataques de riso. Tive ataques de asma, tal era o cotão debaixo da cama.
Usei o mesmo edredon durante 6 anos. Esse com manchas.
Fiz flores para o carro, trajei-me, vesti caloiros.
Fumei muito. Bebi ainda mais.


Hoje olhei em volta e disse adeus.
Amanhã começo as arrumações para as mudanças.

Sou mesmo um sentimental de merda, eu sei.

segunda-feira, julho 20, 2009

Super Bock Super Fome

Sábado o gang da aldeia (Robene e amigos) rumou à Capital, para o Super Bock Super Rock.
Estávamos com muito medo do que nos podia acontecer, pelo que andámos sempre juntinhos, eu com um badalo à frente para ninguém se perder.
Comprámos a muito custo o bilhete de metro, depois de horas nas máquinas a tentar descobrir se comprávamos uma zona ou duas. Apanhámos um autocarro do Cais de Sodré apinhadíssimo e levámos com cheiros que não existem na bela e pacata Coimbra. Ohávamos com curiosidade para os prédios com mais de 3 andares e para mendigos na rua.
E por fim chegámos ao estádio do Restelo.
Ìamos esfaimados.
A organização do SBSR caprichou. Haviam umas duas tendinhas de Telepizza para comer, cada uma com três horas de fila de espera. As casas de banho tinham filas de duas horas. A cerveja era a dois euros o copo.
Depois de duas horas na fila da TelePizza, e já sob risco de desmaiarmos por inanição, lá enfiámos duas fatias de de pizza cada um pela goela abaixo e corremos para ver Killers, depois de termos de suportar os balidos da Buffy, a caçadora de vampiros.

E valeu a pena. Valeu sim, senhor.

quinta-feira, julho 16, 2009

Abra a boca.

Hoje ligo a televisão no noticiário da SIC.

Jornalista: E o senhor prefere pela boca, ou nas mãos?
Senhor vehinho: Eu gostava mais pela boca, mas realmente é mais higiénico se a receber nas mãos.

Fico curioso.

Jornalista: E a senhora? Prefere que o padre lhe dê na boca, ou a meta nas mãos?
Senhora Velhinha: Ai eu gosto mais pela boca, mas pronto, se tem de ser tem de ser....

Trata-se obviamente duma nova investigação sobre abusos sexuais por parte da igreja católica à classe geriátrica, penso eu.

Mas não. É só sobre a toma da hóstia e a gripe A.
Alarmistas do caralho.

sexta-feira, julho 10, 2009

All I ever wanted, all I ever needed is here...in my nose

In Blitz:

«De acordo com a Música no Coração, produtora do Super Bock Super Rock Porto, "Dave Gahan, vocalista dos Depeche Mode, sofreu ontem, no concerto dado pela banda em Bilbao, uma lesão no músculo da perna que obriga a banda, por indicação médica dada ao vocalista, a cancelar os dois últimos concertos da tour europeia, que incluíam o concerto de dia 11 de Julho no Super Bock Super Rock no Porto.»

Agora substituam «lesão no músculo da perna», por rebentou o nariz a snifar coca e «indicação médica» por indicação do dealer. E têm o parágrafo que me fodeu o dia, o mês e o ano.

quinta-feira, julho 09, 2009

Beja Power

Se Coimbra tem os Wraygunn, Beja tem os Virgem Suta. Acho que ficam a ganhar.

terça-feira, julho 07, 2009

A revolução está nas ruas

Não sei se sabem mas fui de férias.
Sim, parece que estou sempre de férias, e na verdade estou. Podia-vos explicar como conseguirem este feito, mas implica contrabando de cocaína e sexo vale-tudo com a entidade patronal pelo que suponho que seja demais para as vossas alminhas.

Continuando, fui de férias para esse verdadeiro país à parte que é o Al(l)garve, mais precisamente Albufeira.
Dou por mim, num dos dias, a jantar um rodízio de peixe assado com uns amigos e amigos de amigos.
Qual o meu espanto quando, entre o besugo e as lulas, e ainda tentando tossir uma espinha de dourada, me apercebo que dois dos amigos de amigos são filiados no PNR!
Por momentos quero acreditar que PNR sejam as siglas de um novo banco, mas não são. São mesmo as siglas do Partido Nacional Renovador.
Faço um voto nesse dia, enquanto cuspo uma escama de carapau. Por cada apoiante do PNR há-de haver um do Bloco de Esquerda.

E é assim que, chegado a Coimbra, convenço (a muito custo) o L., e tcharam: o BE ganhou dois novos filiados (ou camaradas, como nós, membros do BE nos costumamos carinhosamente chamar).
Em breve terei de pagar as quotas, mas será um pequeno preço em honra das baleias do mar que são assassinadas, dos pret...perdão, das pessoas de cor diferente que são discriminadas, da classe operária oprimida nas fábricas da auto-europa.

Proletariado de todo o mundo respirai de alívio!
O Robene chegou à política!

(Sim, vocês estão a perguntar-se: O quê? E porque não o PCP? Tenho três razões: Ana Drago, Joana Amaral Dias e Marisa Matias. Agora vão lá googlá-las e digam que não sou um gajo esperto!)

CR7

Apetecia-me fazer um post sobre o Cristiano Ronaldo.
Tinha até já escrito umas merdas com piada, gozando com o facto do CR7 engatar milhares de miúdas em segundos e ter 80 mil espanhóis a vê-lo num estádio.
Mas este tipo de culto em torno de uma pessoa é simplesmente deprimente.

Especialmente quando não é dirigido a mim.

segunda-feira, julho 06, 2009

O ressuscitado

Coisas que aconteceram desde que o blogue acabou:

#1: O Michael Jackson morreu.
#2: O PSD ganhou as eleições.
#3: Caíram dois aviões.
#4: O Manuel Pinho foi despedido por fazer corninhos.
#5: Os casos de gripe A em Portugal dispararam.
#6: Descobri que a Carolina Patrocínio tem as pernas arqueadas comó caralho.

A bem do País e do Mundo estou de volta.
Foda-se para a coerência.

sexta-feira, junho 05, 2009

Is this it?

Um grande abraço a todos os que me leram durante estes 3 anos.
Espero que esta despedida deixe algumas lágrimas no canto do olho a alguns.
A mim quase que me deixou...

terça-feira, maio 26, 2009

Indo eu, indo eu

Vou no outro dia jantar com uns amigos, coisa que faço regularmente dada a minha vida social super agitada.
A meio do jantar alguém fala de Viseu.
Eu deixo escapar um «Nunca fui a Viseu».
Sou olhado como um bicho raro.
«Nunca foste a Viseu?» cospe o D.
«Não», respondo eu. E começo a ver que este assunto vai dar que falar.
«Espera lá! Nunca foste a Viseu? Mas que cidades conheces tu do nosso Portugal?», grita o C., enquanto abana a bandeira portuguesa e faz o aperto de mão secreto do PNR com o D.
«Bem...Conheço...hum...Aveiro, Coimbra...mais...hum...Braga...Porto...e...Lisboa», respondo eu, já com medo.
Nisto os meus três amigos começam a falar ao mesmo tempo, chamam-me nomes, dão-me pontapés por baixo da mesa e cospem-me.
D. (visivelmente irado): «COMO É POSSÍVEL? UM GAJO COMO TU, QUE JÁ VIAJOU MEIO MUNDO E NÃO CONHECE NADA DE PORTUGAL?» e nisto pega-me violentamente no pulso e eu acho que ele me vai enfiar uma lambiostina no focinho.
Começam então uma interessante discussão sobre a cidade mais bonita de Portugal, discussão à qual sou obviamene alheio por não conhecer nem Guimarães, nem Tomar, nem Viana de Castelo, nem Manteigas nem Bragança nem o caralho mais velho.

Caríssimos. Vou ter uma semana de férias em Junho. Vou pegar no meu Toyota Azul e começo em Caminha. Conto no final da semana chegar a Vila Real de Santo António. A minha viagem será documentada com fotos que comprovam a minha estadia nestas cidades. Se não tiverem notícias minhas pelo final da semana, o mais certo é eu estar algures em Espanha dado o meu sentido de orientação certeiro.

Modern life is not rubbish

Lembro-me de há dez anos ouvir a antena3 24 horas por dia para conseguir gravar uma música qualquer em cassete.
Lembro-me de aguentar até às duas da manhã, para ver os filmes franceses do canal 2 e ter um vislumbre de maminhas ao léu.

Hoje?
Hoje em dia escrevo mamas da Claudia Jacques no Google e voilá.
A vida moderna é demasiado fácil.

segunda-feira, maio 25, 2009

Dude, where's my car?

Saio hoje do ginásio, totalmente cansado depois de duas flexões e três abdominais.
Corro feliz para o conforto do meu carro, pensando na beleza das suas 4 rodas, e em como não faço 1 km a pé desde que o tenho.
Corro para o carro...mas o carro não está onde o deixei!
Panico um pouco. «ROUBARAM-ME O CARRO!!!», grito eu. «Foi rebocado» grita o homem do talho.
Rebocado? Ok, estava estacionado em cima do passeio, impedia a passagem de peões e estava nas imediações do quartel militar. Mas eu paguei 300 euros para andar num ginásio, não há-de ser a falta de estacionamento que me vai impedir de ir levantar halteres de 2,5 kg.
E ali estou eu especado: de calções e tshirt justinha. Com uns ténis Nike com caixa de ar. Está a chover e eu estou cheio de frio. Por momentos sinto-me no Survivor.
«Vou ligar ao L.», penso eu. Mas deixei o telemóvel no carro. »Não faz mal, ligo do café», mas deixei a carteira no carro.
Apetece-me chorar, mas ponho-me a andar para casa. Isso mesmo, a andar. Caminho e caminho pelas ruas de Coimbra, perna ao léu, mamilos erectos do frio. A meio caminho penso que vou morrer de exaustão. Tenho fome e frio e sede. Ao fim de 7 minutos finalmente chego a casa.
«Onde estão as minha schaves de casa?», indago-me. Sim, isso mesmo. Estão no carro.
Como podem depreender se alguém me roubasse o carro podia facilmente roubar a minha identidade, e eu conheço muita gentinha que não se importava nada disso.

Duas horas depois aqui estou eu. Arrotei com 120 euros. Mas o meu Toyotinha está lá em baixo à minha espera.

sábado, maio 23, 2009

Momentos embaraçosos #1

Lembro-me hoje de quando estive na Polónia.
Estavámos numa discoteca qualquer e eu fui aliviar as azeitonas à casa de banho.
A meio da mija, solto, inadvertidamente, um sonoro peido.
Olho envergonhado para o lado.
Dois polacos entreolham-se e comentam qualquer merda em polaco.
Ainda hoje acho que eles devem ter comentado: «Só pode ser português».

terça-feira, maio 19, 2009

Ó Stora

Finalmente encontrei a minha frase de vida! Obrigado professora de Espinho ligeiramente ordinária. De hoje em diante, em qualquer quezília que tenha lá terei de gritar:

«ESTÁ COMO EU COSTUMO DIZER...UM METRO E SETENTA LÁ EM BAIXO!»

Embora a parte das cuecas molhadas também se adapte perfeitamente bem.

quinta-feira, maio 14, 2009

EDP, uma cambada de chupistas

O que mais temíamos aconteceu. Este mês recebemos 325 euros de contas de luz.
É desta que nos descobrem a plantação de cannabis que temos cultivado com lâmpadas UV de alto consumo debaixo da cama do L.