terça-feira, maio 26, 2009

Modern life is not rubbish

Lembro-me de há dez anos ouvir a antena3 24 horas por dia para conseguir gravar uma música qualquer em cassete.
Lembro-me de aguentar até às duas da manhã, para ver os filmes franceses do canal 2 e ter um vislumbre de maminhas ao léu.

Hoje?
Hoje em dia escrevo mamas da Claudia Jacques no Google e voilá.
A vida moderna é demasiado fácil.

segunda-feira, maio 25, 2009

Dude, where's my car?

Saio hoje do ginásio, totalmente cansado depois de duas flexões e três abdominais.
Corro feliz para o conforto do meu carro, pensando na beleza das suas 4 rodas, e em como não faço 1 km a pé desde que o tenho.
Corro para o carro...mas o carro não está onde o deixei!
Panico um pouco. «ROUBARAM-ME O CARRO!!!», grito eu. «Foi rebocado» grita o homem do talho.
Rebocado? Ok, estava estacionado em cima do passeio, impedia a passagem de peões e estava nas imediações do quartel militar. Mas eu paguei 300 euros para andar num ginásio, não há-de ser a falta de estacionamento que me vai impedir de ir levantar halteres de 2,5 kg.
E ali estou eu especado: de calções e tshirt justinha. Com uns ténis Nike com caixa de ar. Está a chover e eu estou cheio de frio. Por momentos sinto-me no Survivor.
«Vou ligar ao L.», penso eu. Mas deixei o telemóvel no carro. »Não faz mal, ligo do café», mas deixei a carteira no carro.
Apetece-me chorar, mas ponho-me a andar para casa. Isso mesmo, a andar. Caminho e caminho pelas ruas de Coimbra, perna ao léu, mamilos erectos do frio. A meio caminho penso que vou morrer de exaustão. Tenho fome e frio e sede. Ao fim de 7 minutos finalmente chego a casa.
«Onde estão as minha schaves de casa?», indago-me. Sim, isso mesmo. Estão no carro.
Como podem depreender se alguém me roubasse o carro podia facilmente roubar a minha identidade, e eu conheço muita gentinha que não se importava nada disso.

Duas horas depois aqui estou eu. Arrotei com 120 euros. Mas o meu Toyotinha está lá em baixo à minha espera.

sábado, maio 23, 2009

Momentos embaraçosos #1

Lembro-me hoje de quando estive na Polónia.
Estavámos numa discoteca qualquer e eu fui aliviar as azeitonas à casa de banho.
A meio da mija, solto, inadvertidamente, um sonoro peido.
Olho envergonhado para o lado.
Dois polacos entreolham-se e comentam qualquer merda em polaco.
Ainda hoje acho que eles devem ter comentado: «Só pode ser português».

terça-feira, maio 19, 2009

Ó Stora

Finalmente encontrei a minha frase de vida! Obrigado professora de Espinho ligeiramente ordinária. De hoje em diante, em qualquer quezília que tenha lá terei de gritar:

«ESTÁ COMO EU COSTUMO DIZER...UM METRO E SETENTA LÁ EM BAIXO!»

Embora a parte das cuecas molhadas também se adapte perfeitamente bem.

quinta-feira, maio 14, 2009

EDP, uma cambada de chupistas

O que mais temíamos aconteceu. Este mês recebemos 325 euros de contas de luz.
É desta que nos descobrem a plantação de cannabis que temos cultivado com lâmpadas UV de alto consumo debaixo da cama do L.

Diferenças de género

Atendo dois pombinhos amorosos e entrelaçados. Adoro atender utentes assim, que estão a falar para mim enquanto enfiam as línguas no suco gástrico um do outro.
Ela: Estou um pouco mal-disposta.
Ele arrota com um: Ela apanhou alta bebedeira ontem meu!
E nisto apalpa-lhe a mama.
Ela pensa: «Ai que romântico, ele ama-me mesmo profundamente. Só uma pessoa intensamente apaixonada por mim me apertaria o seio de forma tão delicada. Quero os filhos dele
Ele pensa: «Estou cheio de tusa».

Continua uma interessante conversa em que o gajo do casal olha gulosamente para a estagiária, a miúda do casal olha apaixonadamente para o gajo e eu olho estupidamente para os dois, enquanto tento fazer perceber que se a gaja apanhou uma bebedeira mais vale é ir curá-la para casa com água.
Saem de lá os dois, sem terem ouvido uma palavra do que disse, com as respectivas mãos enfiadas no bolso traseiro das calças um do outro.

Eu fui vomitar.

quarta-feira, maio 06, 2009

Eu sei, tu és.

Parece que os Coldpaly foram novamente acusados de plágio. Depois do Joe Satriani os ter acusado de plagiar a «Viva Loca» ou a «Viva la vida» ou lá como raio se chama a música, é a vez do Cat Stevens também reinvidicar a sua posta de pescada. Eu próprio acho essa musicóila muito parecida com um ataque de gases que me deu em 2002 depois de ter bebido demasiada cerveja Tagus. Estou a ponderar um processo judicial.

Mas se falamos de plágio, não há nada mais evidente que a put...perdão, cantora que se segue. Lady GaGa é o seu nome, e cantar música de carrinhos de choque a sua profissão. Lady Gaga rouba descaradamente melodias aos Santamaria. Não sei como nunca ninguém reparou nisto dada a enorme base de fãs dos Santamaria por todo o mundo. Mas após análise cuidadosa durante dias da música «Poker Face» da Gaga e da «Tudo P´ra te amar» dos Santamaria, chego à conclusão que a única diferença é mesmo a pelagem das cantoras. A loira Gaga aparece no vídeo como se de um ensaio da Playboy se tratasse. A morena dos Santamaria anda mais vestida como se estivesse a ser fotografada para a Maxmen portuguesa: lá dá uns trejeitos de mama, e abana um bocado o rabo, mas na verdade nunca se vê nada capaz de nos pôr com vontade de lhe mandar a sarda.

Por isso fãs dos Santamaria: é melhor que se ponham a pau. Cheira-me que o próximo hit da Lady Gaga será o «I know, you are».

domingo, maio 03, 2009

All by myself

Chego à conclusão de que a grande dificuldade dos noivos casadoiros hoje em dia é decidir o que se faz aos amigos solteiros.
Reparem:
-As mesas são em número par.
-Se houver casais, basta um convite por casal. Se forem dois solteiros lá se gastam dois convites.
-As prendas dos solteiros tendem a ser muito mais rascas do que as de um casal.
-Tem de se gastar uma mesa inteira para se colocar os encalhados, que regra geral são os que bebem o vinho todo e acabam a noite a dançar desfraldados, agarrados a um copo, ranhosos e com lágrimas nos olhos, a cantarem o «All by myself», versão Céline Dion.

E depois é vergonhoso chegar aos 20 e tais anos e não se ter sequer uma namorada brasileira sedenta de nacionalidade portuguesa.

Já agora: Parabéns S&M! Esperamos para o ano ter rebentos chorosos. Eu fico encarregue de vos vender todos os cremes supérfluos para assaduras de rabo.

terça-feira, abril 28, 2009

quarta-feira, abril 22, 2009

Música Tuga

Algo se passa na música portuguesa. E não, não me refiro só à Rosinha e ao seu hit «Meu amor que quero uma mala».
Eu bem me lembro de quando tínhamos músicas profundas. Os Clã a cantarem o seu «Sopro do coração», os Ornatos com a poesia pura do «Ouvi dizer».
Sintonizo a antena 3 no outro dia. Primeiro ouço o Rui Reininho a cantar (diz que sim, ah ah): «Vamos todos parir, se o esperma permitir». A minha mente obviamente super puritana por momentos fica indignada. Não sei se me ria, se faça desta frase um modo de vida.
A seguir entram os Buraka Som Sistema, com a fabulosa Deize Tigrona, nome que me traz à memória belos pornos dos anos 90. Mas não é só pelo nome...
«Eu vim lá do Brasil
P'ra fazer show na Europa
Morta de saudade
Na cabeça só piroca».

A próxima música dos Buraka parece que vai incluir sons gravados em estúdios de filmes porno, e vai ser interactivo, incluindo um DVD da Deize Tigrona a abanar a peida no Coachella.

terça-feira, abril 14, 2009

Será que...

...ainda alguém tem paciência para o Lost? Ou muito me engano ou a sexta temporada será passada em Marte, a ilha é na verdade a Ilha da Caras, e o projecto Dharma pertence na verdade à ANF.

domingo, abril 12, 2009

Pandoras e Pandeiros

Mulheres de todo o mundo: já têm a vossa Pandora? Não sabem o que é a Pandora?
A Pandora é uma pulseira. Sim, isso mesmo. Uma pulseira.
Mas é uma pulseira diferente. Para cada acontecimento especial de sua vida, cada mulher compra um berloque que anexa à sua Pandora, sendo este um símbolo extremamente profundo que perdurará para toda a vida.
Nasceu-lhe um filho? Compre um berloque em forma de menino. O seu namorado meteu-lhe os patins? Compre uns chifres. O seu namorado meteu-lhe os patins outra vez? Compre uma figurinha de uma faca bem afiada.

Hoje em dia quando conheço alguém do sexo feminino institivamente olho-lhe para o pulso: se não tiver Pandora dirijo-lhe a palavra. Se vir um monte de berloques a pender-lhe do pulso, cuspo-lhe na cara.

terça-feira, abril 07, 2009

3

Neste momento o Xarope deixa de comer papas sem glutén e passa a poder comer pedaços de fruta esmagada e peixinho cozido sem espinhas. Não obstante, continua a usar fraldas Dodot e precisa de alguém que lhe limpe o rabo. Para isso acho que posso sempre contar com vocês, fiéis leitores do Blog.
A 3 de Abril, o Xarope fez três anos!
Obrigado a todos!

segunda-feira, abril 06, 2009

Tórero!!

Há uns anos atrás, enganado por promessas vãs de gajas boas e álcool gratuito (ou gajas gratuitas e álcool bom, não me lembro), dei por mim num concerto de Mata Ratos. Conheci temas intemporais como «A minha sogra é um boi», e o concerto acabou em tom festivo-religioso com uma versão punk de «Põe tua mão na mão do meu senhor» do padre Borga. Se o Borga ouvisse isto, uma multidão de gente sebosa a entoar hinos católicos iria concerteza sentir-se orgulhoso, e morrer um pouco por dentro.


Ontem, depois de um jantar num sítio de classe em que tive de entrar numa conga de gente a entoar «Apita o comboio» cantado por um guapo senhor chamado João Belo com duas bailarinas semi despidas e com pouco mais de doze anos (mas que fumavam que nem umas vacas), decidimos acabar a noite num bar de salsa.
Minha gente, deve haver pessoas que passam os dias todos da semana a ensaiar a dança. Eu tentei uns passos epilépticos e depois tive de ir fumar um cigarro. A sala de fumadores ficava algures no fundo da sala, pelo que tive de atravessar todo o salão de dança para lá chegar. Demorei algumas 2 horas. Tive de me desviar de pelo menos 50 gajos que levantavam os seus pares em espargata pelos braços. Levei com um cotovelo no focinho. Fui calcado e quase que me convenceram a entrar noutra conga, desta vez para dançar o «Tórero».

Nunca mais na minha vida me deixo ser enganado.

Dodot

Finalmente o problema das minhas assaduras de rabo acabou. Não mais tenho de andar envergonhado com uma bisnaga de halibut no carro. Chega de andar com as pernas abertas e selo na cueca.
Descobri que já existe um papel higiénico com loção para assaduras. Na caixa exibe um homem contente, sorriso aberto. Podia ser eu.

domingo, março 29, 2009

Mesa Posta

Os médicos podem ter viagens pagas ao estrangeiro, plasmas ou cruzeiros. Os farmacêuticos têm formações. E toda a formação é esperada com ansiedade.
Não porque os temas são interessantes. Meu Deus, já fui a formações sobre cogumelos usados em vaginites. Normalmente as salas são aquecidas aos 30ºC, pelo que passados 10 minutos pelo menos 9 farmacêuticos em cada fila de 10 cadeiras estão a dormir. Os brindes incluem canetas, blocos post it e folhetos. O sonho de qualquer coleccionador digno do «coleccionando» dos Gato Fedorento.
Não, a ansiedade é mesmo pelo jantar. O jantar é o ponto alto de cada Formação.
Neste momento tornei-me um mestre na arte de seleccionar muito bem as formações. Temos aquelas em que o jantar é volante. Por muito excitante que possa parecer, não é muito prático no meu caso equilibrar o bacalhau com natas numa mão, o copo de vinho na outra, e o prato de arroz de pato no antebraço. E comer isto tudo a tempo de ser o primeiro a chegar à mesa das sobremesas.
As formações que prometem «Jantar-buffet» são normalmente um flop. O buffet consiste em meia dúzia de rissóis, uns quantos croquetes e uns mini pastéis de nata. E os farmacêuticos são malta sacana, normalmente é muito difícil furar pelo meio da multidão esfaimada para sacar uma chamuça que seja. Aquilo ao princípio é tudo cheio de salamaleques, mas passados 2 minutos estamos a passar rasteiras uns aos outros para ficarmos com o pedaço de quiche maior.
Por isso hoje em dia só vou a jantares super chiques. Daqueles sentado, em lugares snobíssimos como a Quinta das Lágrimas, em que temos empregados a encherem-nos a pança de rosbife vermelhinho e vinho tinto do bom.
E em que efectivamente até como de boca fechada, e tenho tempo de deglutir a última garfada, antes de me levantar a correr para as sobremesas.

quarta-feira, março 18, 2009

Férias para todos

Estou de férias. Uma semana inteira para fazer aquilo que sempre quis fazer.
Basicamente uma pessoa passa meses a sonhar em ter uns dias só para si. Descansar, estar com os amigos, talvez até tomar banho.
Mas depois as férias chegam e eu decido-me a ir para o Noites Longas (nota do editor: discoteca de referência em Coimbra, com aproximadamente 30 metros quadrados e odores corporais no auge.Mas passa rock). O que prometia ser uma noite de «bebo só uma cervejita e depois vou embora», tornou-se numa noite de «Já enchi este cartão e agora vou fazer figuras tristes ali para a pista gritando esta música dos Yeah Yeah Yeahs e atirando-me para cima de algumas pessoas sóbrias». Saí de lá com marcas de cigarros nos braços, o que só indica uma noite bem passada.
Hoje, em vez de acordar cheio de energia e pronto para arrumar a casa, acordo e arroto cerveja. Rebolo até ao sofá. Deito-me. Levanto-me. Volto a arrotar. Vejo televisão, enquanto bebo um refresco de Guronsan. Aos poucos o pessoal de casa acorda, tossindo os pulmões e correndo para os maços de tabaco semi-vazios e restos de café.
Não sei porquê, mas os dias de férias que tenho planeados, acabam sempre por serem boicotados pelas noites.

sábado, março 14, 2009

Vinho do Porto

Há coisas que só se ganham com a idade.
Os homens parece que ficam melhores. As mulheres começam a ganhar taras por homens mais velhos.
Eu, se uso uma boina pareço o Che Guevara. Se alguém nos seus 40s, com o mínimo de estilo, usa uma boina é uma pessoa cheia de charme.
Eu, se bebo um copo de vinho tinto, devo ser bloquista. Se alguém nos seus 40s bebe um copo de vinho, é uma pessoa cheia de classe, que já passou a infantilidade de beber cerveja.
Eu, se dou esmola ao drogado que me arranjou estacionamento sou um incitador de consumo de cavalo. Se alguém nos seus 40s dá esmola, é uma boa alma que está a judar o pobre coitado a satisfazer os seus vícios.
Eu, se fumo cigarrilha devo ser meio drogado. Se alguém nos seus 40s fuma cigarrilha é porque tem um profundo estilo e atracção magnética.

O que me vale, é que com as olheiras que tenho, aos 40 deverei ser um sósia do George Clooney. Estou a guardar toda a minha potência sexual e de engate para essa altura.

quarta-feira, março 11, 2009

Clube de leitura

Que os ginásios não são sítios onde se discute literatura da idade média e cinema independente isso já eu sabia. Basta dizer que eu sou o único gajo com óculos de massa, marca indelevelmente intelectual.
Mas eu que me considero um gajo cheio de sentido de humor e piadinhas no momento certo começo a ficar alarmado.

Hoje:
Hércules: Olá pá. Tudo no sítio? Aha aha ahah (riso com esteróides). Sempre em cima delas? Ah aha ahaha (riso anabolizado).
Robene: Hum...(ajeita os óculos de massa, chamando obviamente a atenção para o calibre intelectual do riso que se segue)...Eh eh eh (riso à lá Woody Allen).

Minutos depois, entra outro gajo:
Hércules: Olá pá! Sempre em cima delas? Ahahahaha.
Gajo: Ou elas em cima de mim! Ahahahah!

Nisto todo o ginásio desata a rir, juntam-se a um canto debatendo quem tem os bíceps maiores e basicamente ignoram-me, eu que ia começar uma interessante discussão sobre a filmografia do David Lynch.
Simplesmente não tenho resposta para este tipo de afirmações. Eu que sempre me considerei o centro das discussões, vejo-me reduzido a risinhos tímidos e acenos de cabeça cada vez que alguém debate o facto de ser tão difícil treinar à tarde porque estão muitas gajas e um gajo desconcentra-se (que era o tópico de conversa de hoje).
Por isso dois avisos:
1: Meninas que vão ao ginásio, confiem apenas em gajos de óculos de massa.
2: Devia era ter-me inscrito num clube de leitura.

sexta-feira, março 06, 2009

Casa mãe

Caríssimos, escrevo-vos este post na certeza de que agora, finalmente, sou um homem feito.
Comprei casa.
Não, não é na Conchada. Após reacções como: «Vais viver no Casal ventoso de Coimbra?», ou «Fui assaltada 7 vezes o ano passado na Conchada», decidi que não era sítio para mim. Ok, ia viver paredes meias com casas a cair, mas era ideal para o meu estilo de pseudo intelectual com óculos de massa.
Em vez disso o meu estilo de pseudo terá de se transmutar para a chiqueza que é...(rufo dos tambores)...a QUINTA DO GRIJÓ.
Sim, terei bancadas em silestone. Aspiração central. Spots no tecto. Tudo o que é topo de gama para este rabo fino.
Sim, endividei-me até aos 66 anos. Terei de fazer dieta e basicamente passar a alimentar-me de arroz e ervilhas.
Estão desde já convidados para a inauguração dessa obra de arquitectura, algures em Maio. Até lá os convites estão restritos a quem me oferecer sofás IKEA e LCDs Sony.