Os médicos podem ter viagens pagas ao estrangeiro, plasmas ou cruzeiros. Os farmacêuticos têm formações. E toda a formação é esperada com ansiedade.
Não porque os temas são interessantes. Meu Deus, já fui a formações sobre cogumelos usados em vaginites. Normalmente as salas são aquecidas aos 30ºC, pelo que passados 10 minutos pelo menos 9 farmacêuticos em cada fila de 10 cadeiras estão a dormir. Os brindes incluem canetas, blocos post it e folhetos. O sonho de qualquer coleccionador digno do «coleccionando» dos Gato Fedorento.
Não, a ansiedade é mesmo pelo jantar. O jantar é o ponto alto de cada Formação.
Neste momento tornei-me um mestre na arte de seleccionar muito bem as formações. Temos aquelas em que o jantar é volante. Por muito excitante que possa parecer, não é muito prático no meu caso equilibrar o bacalhau com natas numa mão, o copo de vinho na outra, e o prato de arroz de pato no antebraço. E comer isto tudo a tempo de ser o primeiro a chegar à mesa das sobremesas.
As formações que prometem «Jantar-buffet» são normalmente um flop. O buffet consiste em meia dúzia de rissóis, uns quantos croquetes e uns mini pastéis de nata. E os farmacêuticos são malta sacana, normalmente é muito difícil furar pelo meio da multidão esfaimada para sacar uma chamuça que seja. Aquilo ao princípio é tudo cheio de salamaleques, mas passados 2 minutos estamos a passar rasteiras uns aos outros para ficarmos com o pedaço de quiche maior.
Por isso hoje em dia só vou a jantares super chiques. Daqueles sentado, em lugares snobíssimos como a Quinta das Lágrimas, em que temos empregados a encherem-nos a pança de rosbife vermelhinho e vinho tinto do bom.
E em que efectivamente até como de boca fechada, e tenho tempo de deglutir a última garfada, antes de me levantar a correr para as sobremesas.
domingo, março 29, 2009
quarta-feira, março 18, 2009
Férias para todos
Estou de férias. Uma semana inteira para fazer aquilo que sempre quis fazer.
Basicamente uma pessoa passa meses a sonhar em ter uns dias só para si. Descansar, estar com os amigos, talvez até tomar banho.
Mas depois as férias chegam e eu decido-me a ir para o Noites Longas (nota do editor: discoteca de referência em Coimbra, com aproximadamente 30 metros quadrados e odores corporais no auge.Mas passa rock). O que prometia ser uma noite de «bebo só uma cervejita e depois vou embora», tornou-se numa noite de «Já enchi este cartão e agora vou fazer figuras tristes ali para a pista gritando esta música dos Yeah Yeah Yeahs e atirando-me para cima de algumas pessoas sóbrias». Saí de lá com marcas de cigarros nos braços, o que só indica uma noite bem passada.
Hoje, em vez de acordar cheio de energia e pronto para arrumar a casa, acordo e arroto cerveja. Rebolo até ao sofá. Deito-me. Levanto-me. Volto a arrotar. Vejo televisão, enquanto bebo um refresco de Guronsan. Aos poucos o pessoal de casa acorda, tossindo os pulmões e correndo para os maços de tabaco semi-vazios e restos de café.
Não sei porquê, mas os dias de férias que tenho planeados, acabam sempre por serem boicotados pelas noites.
Basicamente uma pessoa passa meses a sonhar em ter uns dias só para si. Descansar, estar com os amigos, talvez até tomar banho.
Mas depois as férias chegam e eu decido-me a ir para o Noites Longas (nota do editor: discoteca de referência em Coimbra, com aproximadamente 30 metros quadrados e odores corporais no auge.Mas passa rock). O que prometia ser uma noite de «bebo só uma cervejita e depois vou embora», tornou-se numa noite de «Já enchi este cartão e agora vou fazer figuras tristes ali para a pista gritando esta música dos Yeah Yeah Yeahs e atirando-me para cima de algumas pessoas sóbrias». Saí de lá com marcas de cigarros nos braços, o que só indica uma noite bem passada.
Hoje, em vez de acordar cheio de energia e pronto para arrumar a casa, acordo e arroto cerveja. Rebolo até ao sofá. Deito-me. Levanto-me. Volto a arrotar. Vejo televisão, enquanto bebo um refresco de Guronsan. Aos poucos o pessoal de casa acorda, tossindo os pulmões e correndo para os maços de tabaco semi-vazios e restos de café.
Não sei porquê, mas os dias de férias que tenho planeados, acabam sempre por serem boicotados pelas noites.
sábado, março 14, 2009
Vinho do Porto
Há coisas que só se ganham com a idade.
Os homens parece que ficam melhores. As mulheres começam a ganhar taras por homens mais velhos.
Eu, se uso uma boina pareço o Che Guevara. Se alguém nos seus 40s, com o mínimo de estilo, usa uma boina é uma pessoa cheia de charme.
Eu, se bebo um copo de vinho tinto, devo ser bloquista. Se alguém nos seus 40s bebe um copo de vinho, é uma pessoa cheia de classe, que já passou a infantilidade de beber cerveja.
Eu, se dou esmola ao drogado que me arranjou estacionamento sou um incitador de consumo de cavalo. Se alguém nos seus 40s dá esmola, é uma boa alma que está a judar o pobre coitado a satisfazer os seus vícios.
Eu, se fumo cigarrilha devo ser meio drogado. Se alguém nos seus 40s fuma cigarrilha é porque tem um profundo estilo e atracção magnética.
O que me vale, é que com as olheiras que tenho, aos 40 deverei ser um sósia do George Clooney. Estou a guardar toda a minha potência sexual e de engate para essa altura.
Os homens parece que ficam melhores. As mulheres começam a ganhar taras por homens mais velhos.
Eu, se uso uma boina pareço o Che Guevara. Se alguém nos seus 40s, com o mínimo de estilo, usa uma boina é uma pessoa cheia de charme.
Eu, se bebo um copo de vinho tinto, devo ser bloquista. Se alguém nos seus 40s bebe um copo de vinho, é uma pessoa cheia de classe, que já passou a infantilidade de beber cerveja.
Eu, se dou esmola ao drogado que me arranjou estacionamento sou um incitador de consumo de cavalo. Se alguém nos seus 40s dá esmola, é uma boa alma que está a judar o pobre coitado a satisfazer os seus vícios.
Eu, se fumo cigarrilha devo ser meio drogado. Se alguém nos seus 40s fuma cigarrilha é porque tem um profundo estilo e atracção magnética.
O que me vale, é que com as olheiras que tenho, aos 40 deverei ser um sósia do George Clooney. Estou a guardar toda a minha potência sexual e de engate para essa altura.
quarta-feira, março 11, 2009
Clube de leitura
Que os ginásios não são sítios onde se discute literatura da idade média e cinema independente isso já eu sabia. Basta dizer que eu sou o único gajo com óculos de massa, marca indelevelmente intelectual.
Mas eu que me considero um gajo cheio de sentido de humor e piadinhas no momento certo começo a ficar alarmado.
Hoje:
Hércules: Olá pá. Tudo no sítio? Aha aha ahah (riso com esteróides). Sempre em cima delas? Ah aha ahaha (riso anabolizado).
Robene: Hum...(ajeita os óculos de massa, chamando obviamente a atenção para o calibre intelectual do riso que se segue)...Eh eh eh (riso à lá Woody Allen).
Minutos depois, entra outro gajo:
Hércules: Olá pá! Sempre em cima delas? Ahahahaha.
Gajo: Ou elas em cima de mim! Ahahahah!
Nisto todo o ginásio desata a rir, juntam-se a um canto debatendo quem tem os bíceps maiores e basicamente ignoram-me, eu que ia começar uma interessante discussão sobre a filmografia do David Lynch.
Simplesmente não tenho resposta para este tipo de afirmações. Eu que sempre me considerei o centro das discussões, vejo-me reduzido a risinhos tímidos e acenos de cabeça cada vez que alguém debate o facto de ser tão difícil treinar à tarde porque estão muitas gajas e um gajo desconcentra-se (que era o tópico de conversa de hoje).
Por isso dois avisos:
1: Meninas que vão ao ginásio, confiem apenas em gajos de óculos de massa.
2: Devia era ter-me inscrito num clube de leitura.
Mas eu que me considero um gajo cheio de sentido de humor e piadinhas no momento certo começo a ficar alarmado.
Hoje:
Hércules: Olá pá. Tudo no sítio? Aha aha ahah (riso com esteróides). Sempre em cima delas? Ah aha ahaha (riso anabolizado).
Robene: Hum...(ajeita os óculos de massa, chamando obviamente a atenção para o calibre intelectual do riso que se segue)...Eh eh eh (riso à lá Woody Allen).
Minutos depois, entra outro gajo:
Hércules: Olá pá! Sempre em cima delas? Ahahahaha.
Gajo: Ou elas em cima de mim! Ahahahah!
Nisto todo o ginásio desata a rir, juntam-se a um canto debatendo quem tem os bíceps maiores e basicamente ignoram-me, eu que ia começar uma interessante discussão sobre a filmografia do David Lynch.
Simplesmente não tenho resposta para este tipo de afirmações. Eu que sempre me considerei o centro das discussões, vejo-me reduzido a risinhos tímidos e acenos de cabeça cada vez que alguém debate o facto de ser tão difícil treinar à tarde porque estão muitas gajas e um gajo desconcentra-se (que era o tópico de conversa de hoje).
Por isso dois avisos:
1: Meninas que vão ao ginásio, confiem apenas em gajos de óculos de massa.
2: Devia era ter-me inscrito num clube de leitura.
sexta-feira, março 06, 2009
Casa mãe
Caríssimos, escrevo-vos este post na certeza de que agora, finalmente, sou um homem feito.
Comprei casa.
Não, não é na Conchada. Após reacções como: «Vais viver no Casal ventoso de Coimbra?», ou «Fui assaltada 7 vezes o ano passado na Conchada», decidi que não era sítio para mim. Ok, ia viver paredes meias com casas a cair, mas era ideal para o meu estilo de pseudo intelectual com óculos de massa.
Em vez disso o meu estilo de pseudo terá de se transmutar para a chiqueza que é...(rufo dos tambores)...a QUINTA DO GRIJÓ.
Sim, terei bancadas em silestone. Aspiração central. Spots no tecto. Tudo o que é topo de gama para este rabo fino.
Sim, endividei-me até aos 66 anos. Terei de fazer dieta e basicamente passar a alimentar-me de arroz e ervilhas.
Estão desde já convidados para a inauguração dessa obra de arquitectura, algures em Maio. Até lá os convites estão restritos a quem me oferecer sofás IKEA e LCDs Sony.
Comprei casa.
Não, não é na Conchada. Após reacções como: «Vais viver no Casal ventoso de Coimbra?», ou «Fui assaltada 7 vezes o ano passado na Conchada», decidi que não era sítio para mim. Ok, ia viver paredes meias com casas a cair, mas era ideal para o meu estilo de pseudo intelectual com óculos de massa.
Em vez disso o meu estilo de pseudo terá de se transmutar para a chiqueza que é...(rufo dos tambores)...a QUINTA DO GRIJÓ.
Sim, terei bancadas em silestone. Aspiração central. Spots no tecto. Tudo o que é topo de gama para este rabo fino.
Sim, endividei-me até aos 66 anos. Terei de fazer dieta e basicamente passar a alimentar-me de arroz e ervilhas.
Estão desde já convidados para a inauguração dessa obra de arquitectura, algures em Maio. Até lá os convites estão restritos a quem me oferecer sofás IKEA e LCDs Sony.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Hum...
Episódios da minha vida (in)feliz:
Sr construtor: E esta bancada é em silestone! (ar de quem disse uma grande merda)
Robene: Hum...(ar de quem não faz ideia que merda é essa)
Sr. construtor: Silestone Sr. Robene! O silestone não mancha!!!
Robene: Hum...(ar de quem se está cagar para o silestone).
Sr. construtor: E este aquecimento...este aquecimento é em pedra!(Ar de quem cagou a 8º maravilha do mundo)
Robene: Hum...(ar de quem não está a cheirar a 8º maravilha do mundo)
Sr. construtor: Em pedra Sr. Robene (ar dramático)! Isto vai economizar-lhe milhares de euros!
Robene: Hum...(ar de quem usa aquecedores a óleo, daqueles com barrinhas).
Sr. construtor: E esta aspiração central!! Sr. Robene! Repare que o contentor de aspiração está na garagem! Não vai fazer barulho nenhum!!( Olhos de Bambi. Olha para o buraco da aspiração central como se fosse o seu filho mais velho)
Robene: Hum...(ar de quem comprou um aspirador por 25 euros na Worten)
Deus dai-me força.
Sr construtor: E esta bancada é em silestone! (ar de quem disse uma grande merda)
Robene: Hum...(ar de quem não faz ideia que merda é essa)
Sr. construtor: Silestone Sr. Robene! O silestone não mancha!!!
Robene: Hum...(ar de quem se está cagar para o silestone).
Sr. construtor: E este aquecimento...este aquecimento é em pedra!(Ar de quem cagou a 8º maravilha do mundo)
Robene: Hum...(ar de quem não está a cheirar a 8º maravilha do mundo)
Sr. construtor: Em pedra Sr. Robene (ar dramático)! Isto vai economizar-lhe milhares de euros!
Robene: Hum...(ar de quem usa aquecedores a óleo, daqueles com barrinhas).
Sr. construtor: E esta aspiração central!! Sr. Robene! Repare que o contentor de aspiração está na garagem! Não vai fazer barulho nenhum!!( Olhos de Bambi. Olha para o buraco da aspiração central como se fosse o seu filho mais velho)
Robene: Hum...(ar de quem comprou um aspirador por 25 euros na Worten)
Deus dai-me força.
Monopólio
Coisas que se aprendem quando se anda à procura de casa:
#1: Todos os amigos vão sempre achar que as casas que eu gosto são muito caras.
#2: Todos os amigos vão sempre achar que as casas muito caras que eu gosto se situam em zonas de drogados e putas.
#3: Enquanto eu vejo um magnífico terraço onde posso colocar uma churrasqueira e beber caipirinhas, todos os amigos vêem um terraço por onde os ladrões vão entrar à noite e sodomizar-me enquanto me roubam o LCD da sala.
#4:Palavras como «spots no tecto», «bancada em silestone», «vidro termo-não-sei-quê» aparentemente inflacionam as casas em 20 mil euros.
#5: O orçamento inicial é sempre pouco.
#6: O orçamento final implica ficar com uns 20 euros por mês para comer.
#7: Lógica Robene: «Rés de chão implica não ter de pagar condomínio de elevador». Lógica humana e racional dos meus amigos: «Rés do chão implica ladrões a entrar pela janela do quarto e degolarem-te».
#8: A Euribor está a descer. Mas pode subir. E depois descer. Mas nada garante que não suba outra vez. A Euribor será no meu futuro próximo a minha religião.
#9: Ter amigos bancários dá sempre jeito (Obrigado S. e M.!)
#10: Não sei que merda faça. Amanhã vou negociar uma casa. A minha estratégia é curvar-me aos pés do senhor construtor, aninhar-me em suas pernas e garantir que não vou sair dali enquanto ele não me baixar 25 mil euros na merda da casa. Que é um rés de chão. Mas tem bancadas em silestone.
#1: Todos os amigos vão sempre achar que as casas que eu gosto são muito caras.
#2: Todos os amigos vão sempre achar que as casas muito caras que eu gosto se situam em zonas de drogados e putas.
#3: Enquanto eu vejo um magnífico terraço onde posso colocar uma churrasqueira e beber caipirinhas, todos os amigos vêem um terraço por onde os ladrões vão entrar à noite e sodomizar-me enquanto me roubam o LCD da sala.
#4:Palavras como «spots no tecto», «bancada em silestone», «vidro termo-não-sei-quê» aparentemente inflacionam as casas em 20 mil euros.
#5: O orçamento inicial é sempre pouco.
#6: O orçamento final implica ficar com uns 20 euros por mês para comer.
#7: Lógica Robene: «Rés de chão implica não ter de pagar condomínio de elevador». Lógica humana e racional dos meus amigos: «Rés do chão implica ladrões a entrar pela janela do quarto e degolarem-te».
#8: A Euribor está a descer. Mas pode subir. E depois descer. Mas nada garante que não suba outra vez. A Euribor será no meu futuro próximo a minha religião.
#9: Ter amigos bancários dá sempre jeito (Obrigado S. e M.!)
#10: Não sei que merda faça. Amanhã vou negociar uma casa. A minha estratégia é curvar-me aos pés do senhor construtor, aninhar-me em suas pernas e garantir que não vou sair dali enquanto ele não me baixar 25 mil euros na merda da casa. Que é um rés de chão. Mas tem bancadas em silestone.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
As saudades que eu já tinha...
Há uns tempos atrás o M. comprou uma Playstation 3 cá para casa.
Quando chegou com a caixa da PS3, houve urros de alegria, abriu-se uma garrafa de champanhe, fomos gritar para a varanda a nossa sorte.
Depois jogámos um jogo qualquer durante meia hora, e desde então nunca mais ninguém tocou na PS3. Está lá a um canto a ganhar pó.
Isto para explicar que já não nos vamos mudar de casa.
Durante coisa de uma semana foi a excitação: Ai que giro, vamos para a baixa boémia, vai ser a loucura, fazer as mudanças, tão booom, lá lá lá.
Passada a semana de excitação veio a realidade: Ai que não temos mobília, ai que temos milhares de merdas para empacotar, ai que não há estacionamento, ai que fomos tão precipitados...
Como somos gente de palavra séria e honesta, juntámo-nos todos e decidimos inventar uma desculpa para dar ao senhorio.
«Podemos dizer que o G. ficou com leucemia», sugeriu o Robene. «Podemos dizer que o Robene perdeu o emprego» sugeriu o G.
No final optámos pela desculpa mais credível, e decidimos dizer ao senhorio que descobrimos que o L. era gay e nem pensar em dividir casa de banho com ele. O senhorio não pareceu surpreendido com a declaração.
Por isso eis-nos de volta à estaca zero. Ou não.
Os meus pais decidiram vir com a conversa de eu comprar casa.
Esfrego as mãos uma na outra, guloso com a possibilidade de os meus pais me financiarem uma capartamento. Mas não. Só querem ser fiadores.
Mãe: Robene filho, acho que devias comprar casa. O teu pai e eu ficamos fiadores.
Pai: (aceno de cabeça)
Robene: Ok. Até não é má ideia.
Pai: (aceno de cabeça)
Mãe: Se calhar apostavas num T1...
Robene: Se calhar mais um T2. Eventualmente tenho de começar a pensar na minha vida. Algures num futuro longíquo quero ter filhos e um T2 acaba por ser melhor.
Pai: (aceno de cabeça)
Mãe: Sim, sim. Tens toda a razão.
Pai: (aceno de cabeça)
Não sei onde foi a falha de comunicação. Mas algures na conversa a minha mãe substituiu «Eventualmente» por «já» e «futuro longíquo» por «próximo mês».
Hoje recebi um mail da minha irmã...
«Robene irmão, a mãe contou-me hoje que te vais casar, comprar um T2 e ter filhos?!?! Vamos já marcar um jantar para celebrar este acontecimento.»
Bem, basicamente começo a ver casas na quinta feira. Desta vez não fui à ERA.
Quando chegou com a caixa da PS3, houve urros de alegria, abriu-se uma garrafa de champanhe, fomos gritar para a varanda a nossa sorte.
Depois jogámos um jogo qualquer durante meia hora, e desde então nunca mais ninguém tocou na PS3. Está lá a um canto a ganhar pó.
Isto para explicar que já não nos vamos mudar de casa.
Durante coisa de uma semana foi a excitação: Ai que giro, vamos para a baixa boémia, vai ser a loucura, fazer as mudanças, tão booom, lá lá lá.
Passada a semana de excitação veio a realidade: Ai que não temos mobília, ai que temos milhares de merdas para empacotar, ai que não há estacionamento, ai que fomos tão precipitados...
Como somos gente de palavra séria e honesta, juntámo-nos todos e decidimos inventar uma desculpa para dar ao senhorio.
«Podemos dizer que o G. ficou com leucemia», sugeriu o Robene. «Podemos dizer que o Robene perdeu o emprego» sugeriu o G.
No final optámos pela desculpa mais credível, e decidimos dizer ao senhorio que descobrimos que o L. era gay e nem pensar em dividir casa de banho com ele. O senhorio não pareceu surpreendido com a declaração.
Por isso eis-nos de volta à estaca zero. Ou não.
Os meus pais decidiram vir com a conversa de eu comprar casa.
Esfrego as mãos uma na outra, guloso com a possibilidade de os meus pais me financiarem uma capartamento. Mas não. Só querem ser fiadores.
Mãe: Robene filho, acho que devias comprar casa. O teu pai e eu ficamos fiadores.
Pai: (aceno de cabeça)
Robene: Ok. Até não é má ideia.
Pai: (aceno de cabeça)
Mãe: Se calhar apostavas num T1...
Robene: Se calhar mais um T2. Eventualmente tenho de começar a pensar na minha vida. Algures num futuro longíquo quero ter filhos e um T2 acaba por ser melhor.
Pai: (aceno de cabeça)
Mãe: Sim, sim. Tens toda a razão.
Pai: (aceno de cabeça)
Não sei onde foi a falha de comunicação. Mas algures na conversa a minha mãe substituiu «Eventualmente» por «já» e «futuro longíquo» por «próximo mês».
Hoje recebi um mail da minha irmã...
«Robene irmão, a mãe contou-me hoje que te vais casar, comprar um T2 e ter filhos?!?! Vamos já marcar um jantar para celebrar este acontecimento.»
Bem, basicamente começo a ver casas na quinta feira. Desta vez não fui à ERA.
Óculos de sol
Esta foi a última vez que fiz um jantar de aniversário. E não tem apenas a ver com as prendas sofríveis que me deram. Tem mais a ver com isto...
Irmã da I.(primeira vez que me via): Parabéns Robene. Fazes quantos? Trinta?
Robene: Ah, ah, ah, brincalhona.
Irmã da I.: 31?
Robene: Faço 26 (lágrimas nos olhos).
Irmã da I.: Ah, é dos óculos.
Robene: Comprei-os esta semana. Disseram que me faziam mais novo.
Irmã da I.(primeira vez que me via): Parabéns Robene. Fazes quantos? Trinta?
Robene: Ah, ah, ah, brincalhona.
Irmã da I.: 31?
Robene: Faço 26 (lágrimas nos olhos).
Irmã da I.: Ah, é dos óculos.
Robene: Comprei-os esta semana. Disseram que me faziam mais novo.
6 things I love about you
A Querida Maria, aí do estaminé ao lado (Devaneios da Maria) lançou o mote, pelo que tenho de responder ao desafio: seis coisas aleatórias sobre mói même.
Hum...vai ser difícil...
#1: Peidei-me no ginásio na segunda feira. Tinha comido feijões, e estava a exercitar os abdominais o que é que querem? Disfarcei o cheiro abanando os braços. O aroma do suor disfarçou logo o cheiro do peidinho.
#2: Aquilo que a que me tenho referido como «resíduos do gel» é na verdade caspa.
#3:Questionei um pouco as minhas amizades, quando ninguém se dignou a oferecer-me um iPod Touch 32 gigas no meu aniversário.
#4: Se o Pipi editou o blog dele em livro, não percebo como raio não tenho as editoras todas atrás de mim.
#5: Tenho um carinho especial por Rastas e adoradores de Jah. Este carinho inclui o desejo de os colocar a todos num bote salva vidas, com os seus djambés didgeroos e o caralho, cães malcheirosos, erva e música reaggae/ska e largá-los algures numa zona com tubarões.
#6: Acredito piamente que ganharei o Euromilhões brevemente. Para tal ando a ler o livro «O Segredo» e a visualizar-me com milhões de euros nas mãos, comprando o iPod touch 32 gigas que ninguém me ofereceu.
E para finalizar lanço o mesmo desafio a:
Dani, do fresh prince of bahrain
Maria Inês, da Alice in Sillyland
Jacaré, do Purgatório
Mia, do pulp fashion
A todos os outros que me esqueci da minha listinha: sintam-se á vontade.
Eu por mim vou ouvir música no meu iPod ranhoso-nano-de-apenas-8-gigas.
Hum...vai ser difícil...
#1: Peidei-me no ginásio na segunda feira. Tinha comido feijões, e estava a exercitar os abdominais o que é que querem? Disfarcei o cheiro abanando os braços. O aroma do suor disfarçou logo o cheiro do peidinho.
#2: Aquilo que a que me tenho referido como «resíduos do gel» é na verdade caspa.
#3:Questionei um pouco as minhas amizades, quando ninguém se dignou a oferecer-me um iPod Touch 32 gigas no meu aniversário.
#4: Se o Pipi editou o blog dele em livro, não percebo como raio não tenho as editoras todas atrás de mim.
#5: Tenho um carinho especial por Rastas e adoradores de Jah. Este carinho inclui o desejo de os colocar a todos num bote salva vidas, com os seus djambés didgeroos e o caralho, cães malcheirosos, erva e música reaggae/ska e largá-los algures numa zona com tubarões.
#6: Acredito piamente que ganharei o Euromilhões brevemente. Para tal ando a ler o livro «O Segredo» e a visualizar-me com milhões de euros nas mãos, comprando o iPod touch 32 gigas que ninguém me ofereceu.
E para finalizar lanço o mesmo desafio a:
Dani, do fresh prince of bahrain
Maria Inês, da Alice in Sillyland
Jacaré, do Purgatório
Mia, do pulp fashion
A todos os outros que me esqueci da minha listinha: sintam-se á vontade.
Eu por mim vou ouvir música no meu iPod ranhoso-nano-de-apenas-8-gigas.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Breakups
Sempre tive uma certa simpatia pela série «O Sexo e a Cidade». Às vezes tinha umas piadolas interessantes e regra geral havia um parzinho de mamas ao léu em todos os episódios.
Ontem eu e o L., num momento de loucura decidimos ver o filme.
Sinceramente não sei como pessoas normais lidam com as separações. Mas a julgar pelo filme, as gajas quando se separam dos namorados vão de férias para o México, atiram telemóveis topo de gama ao mar num momento de drama intenso, e vão comprar Gucci todos os dias. E aparentemente nunca trabalham. Passam o tempo todo com as amigas em restaurantes nouvelle cuisine e vestidas como se fossem domadoras de leões no Circo Chen.
Suponho que a versão portuguesa seja gajas a comerem francesinhas, enfiadas em vestidos Zara, a passar férias nas Berlengas e a atirar Alcatéis de 1997 ao mar.
Seja como for, a meio do filme eu e o L. decidimos beber umas cervejas. Ao menos os gajos lidam bem melhor com as separações. A única coisa que pedem é uma cerveja fresquinha e acesso ao PornTube.
Ontem eu e o L., num momento de loucura decidimos ver o filme.
Sinceramente não sei como pessoas normais lidam com as separações. Mas a julgar pelo filme, as gajas quando se separam dos namorados vão de férias para o México, atiram telemóveis topo de gama ao mar num momento de drama intenso, e vão comprar Gucci todos os dias. E aparentemente nunca trabalham. Passam o tempo todo com as amigas em restaurantes nouvelle cuisine e vestidas como se fossem domadoras de leões no Circo Chen.
Suponho que a versão portuguesa seja gajas a comerem francesinhas, enfiadas em vestidos Zara, a passar férias nas Berlengas e a atirar Alcatéis de 1997 ao mar.
Seja como for, a meio do filme eu e o L. decidimos beber umas cervejas. Ao menos os gajos lidam bem melhor com as separações. A única coisa que pedem é uma cerveja fresquinha e acesso ao PornTube.
sábado, fevereiro 07, 2009
dEUS - Instant Street (from The Ideal Crash)
Há coisa de uma década, era eu um teenager imberbe de 16 anos, os últimos dois minutos desta música (vergonhosamente cortados do vídeo) eram o mais próximo que eu conhecia de um orgasmo.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
26
Hoje acordei e ao contrário do habitual não consegui desligar o despertador com a minha erecção matinal.
Sim, hoje faço 26 anos.
O mês de Fevereiro será dedicado inteiramente a posts sobre como estou a ficar velho, deprimido e com ódio a pessoas mais novas.
E agora vou curar a ressaca de ontem à noite, que um gajo já não metaboliza álcool como antigamente.
Sim, hoje faço 26 anos.
O mês de Fevereiro será dedicado inteiramente a posts sobre como estou a ficar velho, deprimido e com ódio a pessoas mais novas.
E agora vou curar a ressaca de ontem à noite, que um gajo já não metaboliza álcool como antigamente.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
I call it Home
Reacções à minha mudança de casa:
Pais: O quê?!?!?! Vais mudar de casa? Para um sítio sem estacionamento nenhum, numa casa sem móveis, e com apenas uma casa de banho??? Nem penses que levas mobília cá de casa. Estás por tua conta.
Amigos: Ai isso é muito giro, mas vais ver o trabalho que dá. Primeiro comprar móveis, vais gastar uma nota preta, depois mudanças. Já te imaginaste a levar sofás e camas para a tua casa nova? Sem elevador? E isso é muito giro, mas em minha casa estamos há dois anos sem candeeiros, sem cortinas, sem mesas ou bancos. E ninguém se importa.
Colegas da Farmácia: O quê? tu sabes que nessa zona vive o Violador? Aquele gajo que tem a cara toda qeuimada, porque andava a perseguir uma miúda, que se fartou e lhe atirou com ácido em cima! Meu Deus, nem morta me apanhavam nessa casa.
Hum....
Pais: O quê?!?!?! Vais mudar de casa? Para um sítio sem estacionamento nenhum, numa casa sem móveis, e com apenas uma casa de banho??? Nem penses que levas mobília cá de casa. Estás por tua conta.
Amigos: Ai isso é muito giro, mas vais ver o trabalho que dá. Primeiro comprar móveis, vais gastar uma nota preta, depois mudanças. Já te imaginaste a levar sofás e camas para a tua casa nova? Sem elevador? E isso é muito giro, mas em minha casa estamos há dois anos sem candeeiros, sem cortinas, sem mesas ou bancos. E ninguém se importa.
Colegas da Farmácia: O quê? tu sabes que nessa zona vive o Violador? Aquele gajo que tem a cara toda qeuimada, porque andava a perseguir uma miúda, que se fartou e lhe atirou com ácido em cima! Meu Deus, nem morta me apanhavam nessa casa.
Hum....
terça-feira, janeiro 27, 2009
The one
Sabem o que é andar à procura de casa há talvez milhares de anos e tudo o que se encontra são merdas podres, em que um dos quartos é um arrumo da cozinha? E em que depois de dizermos: «Mas ouça lá, ó senhora da imobiliária com um crucifixo ao pescoço do tamanho de um toyota, isto não dá para meter uma cama!!!». Ao que ela responde: «Com jeitinho, com jeitinho...».
E sabem o que é, depois de um dia de trabalho, ir ver uma casa pela qual não esperamos grande merda uma vez que a renda é baixíssima, e descobrirmos que é ali que realmente pertencemos, na alta da cidade, paredes meias com edifícios a cair, mas com uma essência que já só me imagino a fazer a festa de inauguração ao som de Beirut, e com grupos de músicos celtas a dançar e cantar.
Ok, o estacionamento é uma merda. A casa precisa de uma brutal remodelação. Fica ao lado de um bar onde já me imagino a perder noites inteiras a beber cerveja.
Mas é aquela. The one. The special one.
Vai-te foder ó Maria da ERA.
E sabem o que é, depois de um dia de trabalho, ir ver uma casa pela qual não esperamos grande merda uma vez que a renda é baixíssima, e descobrirmos que é ali que realmente pertencemos, na alta da cidade, paredes meias com edifícios a cair, mas com uma essência que já só me imagino a fazer a festa de inauguração ao som de Beirut, e com grupos de músicos celtas a dançar e cantar.
Ok, o estacionamento é uma merda. A casa precisa de uma brutal remodelação. Fica ao lado de um bar onde já me imagino a perder noites inteiras a beber cerveja.
Mas é aquela. The one. The special one.
Vai-te foder ó Maria da ERA.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
O Leitão e o Urso
Quando andava algures no sétimo ano tinha um gajo na minha turma que era o Leitão. Não me lembro se de apelido, se era por ser anafado e ligeiramente oleoso. O Leitão pesava uns 90 quilos (o que na altura equivalia a ser o Yokosuna, estranho não ter tido esta alcunha, sempre era mais glamouroso), foi apanhado a copiar em testes de história, e inventou inexplicavelmente um boato em como era filho do padre que dava Educação Moral, o que obviamente só lhe trouxe problemas.
Vi-o hoje, no shopping, a passear com a mulher e dois putos nos braços.
Não sei se esteja triste ou contente por ele.
P.S. Sim, também tinha uma alcunha. Algures entre o sétimo e o oitavo ano era...o Urso...digamos que desconhecia a existência de pentes.
Vi-o hoje, no shopping, a passear com a mulher e dois putos nos braços.
Não sei se esteja triste ou contente por ele.
P.S. Sim, também tinha uma alcunha. Algures entre o sétimo e o oitavo ano era...o Urso...digamos que desconhecia a existência de pentes.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Já ERA
O meu nome do meio devia ser Homero, uma vez que a minha vida é cheia de odisseias.
Primeiro, a odisseia de aprender a usar o Windows Vista. A odisseia de conseguir lavar restos de tomate ressequido com 12 meses. A odisseia de me lembrar sempre de apertar a braguilha depois de mijar.
Agora a odisseia de comprar casa.
Devo-vos dizer que as pessoas da imobiliária são muito eficientes. Deixei o meu contacto on-line em três imobiliárias. No dia a seguir, às 9 da manhã, tinha-os todos a ligarem-me. Ganhou a ERA imobiliária, uma vez que a gaja tinha uma voz muito sexy.
Dia a seguir, lá estou eu, com a minha agente imobiliária de seu nome Maria ou coisa que o valha.
Maria: Sr Robene, vou-lhe falar do processo de comprar casa.
Robene:Hum...isto há-de ser interessante...
Maria: A compra de casa envolve passos distintos e blá blá blá...
Robene (pensando): Mordem-me os tomates...
Maria: ...blá,blá,blá...depois de delinear um orçamento...blá, blá, blá...
Robene (pensando): Vou tentar coçá-los discretamente...Meter a mão no bolso, a tipa nem nota...
Maria: Blá, blá, blá...Percebeu?
Robene: Hum? Sim, sim! (sorriso aberto, mãos nos tintins)
Maria: Então qual é o seu orçamento?
Robene: 60-70 mil euros.
Maria (olhar de desdém): Aiiiiii, vai ser muito difícil...
Robene: Pois, mas não quero dar mesmo mais por um T1 usado...
Maria: Pois, vamos ver...Hum nos nossos registos temos 5400 imóveis com essas características.
Robene (pensando): Dificuldade do caralho 'tou ver...
Maria: Vou-lhe mostrar este T1 simpático, com um preço simpático.
E pimba, de repente num LCD gigante aparece aquilo que me parece um pardieiro onde toxicodependentes cozinharam metanfetaminas: cozinha cor de rosa choque, casa de banho azul choque, tubagens todas fodidas, chão em betão.
As pessoas atrás de mim olham para o LCD e comentam que eu devo estar a comprar uma casa para começar uma suinicultura.
Robene (em choque): Pois..não era bem isto que eu estava a pensar...(aguenta o vómito)...
Maria: Hum...vamos então ver este muito simpático...
No LCD surge um T1 meio caminho entre o horrível e o simplesmente feio.
Robene: Ah, sim este agrada-me mais (sorriso amarelo)...
Amiga do Robene: O quarto? Não tem janelas?
Maria: Cof...cof...Pois...é que...(enrola, enrola)..Não, não tem. Mas tem porta!
Ah, e eu que contava entrar no meu quarto de guindaste!
Robene: Hum...ok, eu vou pensar melhor nos valores que pretendo dar...
Maria: Pois, com esses valores é muito difícil algo mais simpático...
Robene (pensando): Eu já te dou o simpático...
Pois é cara Maria, acredito que seja difícil. Principalmente quando tu recebes comissões que devem equivaler a um ordenado mensal meu. Mas deixa lá. Eu já mudei de ideias. Em vez de me endividar até aos 85 anos, já ando é à procura para arrendar.
Primeiro, a odisseia de aprender a usar o Windows Vista. A odisseia de conseguir lavar restos de tomate ressequido com 12 meses. A odisseia de me lembrar sempre de apertar a braguilha depois de mijar.
Agora a odisseia de comprar casa.
Devo-vos dizer que as pessoas da imobiliária são muito eficientes. Deixei o meu contacto on-line em três imobiliárias. No dia a seguir, às 9 da manhã, tinha-os todos a ligarem-me. Ganhou a ERA imobiliária, uma vez que a gaja tinha uma voz muito sexy.
Dia a seguir, lá estou eu, com a minha agente imobiliária de seu nome Maria ou coisa que o valha.
Maria: Sr Robene, vou-lhe falar do processo de comprar casa.
Robene:Hum...isto há-de ser interessante...
Maria: A compra de casa envolve passos distintos e blá blá blá...
Robene (pensando): Mordem-me os tomates...
Maria: ...blá,blá,blá...depois de delinear um orçamento...blá, blá, blá...
Robene (pensando): Vou tentar coçá-los discretamente...Meter a mão no bolso, a tipa nem nota...
Maria: Blá, blá, blá...Percebeu?
Robene: Hum? Sim, sim! (sorriso aberto, mãos nos tintins)
Maria: Então qual é o seu orçamento?
Robene: 60-70 mil euros.
Maria (olhar de desdém): Aiiiiii, vai ser muito difícil...
Robene: Pois, mas não quero dar mesmo mais por um T1 usado...
Maria: Pois, vamos ver...Hum nos nossos registos temos 5400 imóveis com essas características.
Robene (pensando): Dificuldade do caralho 'tou ver...
Maria: Vou-lhe mostrar este T1 simpático, com um preço simpático.
E pimba, de repente num LCD gigante aparece aquilo que me parece um pardieiro onde toxicodependentes cozinharam metanfetaminas: cozinha cor de rosa choque, casa de banho azul choque, tubagens todas fodidas, chão em betão.
As pessoas atrás de mim olham para o LCD e comentam que eu devo estar a comprar uma casa para começar uma suinicultura.
Robene (em choque): Pois..não era bem isto que eu estava a pensar...(aguenta o vómito)...
Maria: Hum...vamos então ver este muito simpático...
No LCD surge um T1 meio caminho entre o horrível e o simplesmente feio.
Robene: Ah, sim este agrada-me mais (sorriso amarelo)...
Amiga do Robene: O quarto? Não tem janelas?
Maria: Cof...cof...Pois...é que...(enrola, enrola)..Não, não tem. Mas tem porta!
Ah, e eu que contava entrar no meu quarto de guindaste!
Robene: Hum...ok, eu vou pensar melhor nos valores que pretendo dar...
Maria: Pois, com esses valores é muito difícil algo mais simpático...
Robene (pensando): Eu já te dou o simpático...
Pois é cara Maria, acredito que seja difícil. Principalmente quando tu recebes comissões que devem equivaler a um ordenado mensal meu. Mas deixa lá. Eu já mudei de ideias. Em vez de me endividar até aos 85 anos, já ando é à procura para arrendar.
terça-feira, janeiro 13, 2009
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Todos os nomes
Reparo que hoje em dia todos os miúdos que nascem são baptizados com:
Miúdos:
Santiago
Afonso
Rodrigo
Miúdas:
Matilde
Constança
Beatriz
Estamos portanto a criar uma geração de betinhos.
Onde estão aqueles nomes com pinta como Cátia Vanessa e Paulo Alexandre? Ou ainda Robene?
Na verdade, eu estive quase quase a chamar-me por outro nome. Reza a lenda que quando eu nasci, os meus pais apressaram-se para o registo para me porem o nome mais cool e com estilo do planeta: Tony. Sim, era suposto eu chamar-me Tony.
Para grande infelicidade da minha mãe, no registo apenas aceitavam Toni, e os meus pais acharam que Toni com I, não era foleiro o suficiente para me arruinar para o resto da vida. Tivessem aceite, e hoje em dia era uma fusão de filho do Tony Carreira com um episódio dos Gato Fedorento.
Por outro lado eu até fiquei com um nome mais ou menos invulgar, a julgar pelos meus contemporâneos: metade dos gajos chamam-se Luís Miguel, a outra metade João qualquer coisa.
Já todas as minhas primas mais velhas, hoje em dia com 30 e tais anos têm como segundo nome Cristina. Ele há Paulas Cristinas, Isabéis Cristinas, Carlas Cristinas, Cláudias Cristinas.
E se a verdade é que a variedade não imperava, pelo menos eram nomes que não precisavam de ser usados na terceira pessoa...
Miúdos:
Santiago
Afonso
Rodrigo
Miúdas:
Matilde
Constança
Beatriz
Estamos portanto a criar uma geração de betinhos.
Onde estão aqueles nomes com pinta como Cátia Vanessa e Paulo Alexandre? Ou ainda Robene?
Na verdade, eu estive quase quase a chamar-me por outro nome. Reza a lenda que quando eu nasci, os meus pais apressaram-se para o registo para me porem o nome mais cool e com estilo do planeta: Tony. Sim, era suposto eu chamar-me Tony.
Para grande infelicidade da minha mãe, no registo apenas aceitavam Toni, e os meus pais acharam que Toni com I, não era foleiro o suficiente para me arruinar para o resto da vida. Tivessem aceite, e hoje em dia era uma fusão de filho do Tony Carreira com um episódio dos Gato Fedorento.
Por outro lado eu até fiquei com um nome mais ou menos invulgar, a julgar pelos meus contemporâneos: metade dos gajos chamam-se Luís Miguel, a outra metade João qualquer coisa.
Já todas as minhas primas mais velhas, hoje em dia com 30 e tais anos têm como segundo nome Cristina. Ele há Paulas Cristinas, Isabéis Cristinas, Carlas Cristinas, Cláudias Cristinas.
E se a verdade é que a variedade não imperava, pelo menos eram nomes que não precisavam de ser usados na terceira pessoa...
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