Viver durante 6 anos a partilhar casa sempre foi, para mim, tarefa fácil. Principalmente porque sempre tive a sorte de partilhar casa com pessoas 5 estrelas. Até que no ano passado o Gala, pedra basilar cá do T3 dos Olivais, acabou o curso e eu e o Milton tivemos de procurar nova pessoa para partilhar casa.
Fizemos uns anúncios catitas e andámos a espalhá-los pelas Faculdades e cafés.
Apareceu de tudo, desde pessoas já a trabalhar que achámos muito cotas (a ironia das coisas, agora sou eu o cota), a caloiros com os pais (sendo que os pais tentaram investigar toda a minha vida com perguntas que tentaram que fossem desinteressadas), a um gajo que plantava a sua própria marijuana e que mal entrou no quarto para alugar disse «Que fixe, este quarto tem uma luz altamente para as minhas plantinhas».
Tanto escolhemos que finalmente nos decidimos pelo (nome começado por B e acabado em runo).
O B(runo) parecia um gajo altamente. Mas só no dia em que veio ver o apartamento.
Nunca saía do seu quarto, nunca limpou a casa de banho, ouvia Melanie C em altos berros (mas a versão remix entenda-se), só falava de tunning, motas e kick-boxing e foi-se embora passados 3 meses sem pagar as contas. Uma vez comprámos um frango de churrasco e ele comeu as pernas e deixou-me o peito. «Ah, eu pensava que toda a gente preferia o peito», disse ele. Falei com ele para aí 4 vezes, durante o tempo em que esteve cá por casa.
Depois veio cá para casa o Caio. Um brasileiro altamente com quem nos demos lindamente. Agora o Caio vai-se embora, volta para o Brasil.
Desta vez não vamos escolher, vai ser mesmo o primeiro que aparecer.
sexta-feira, maio 25, 2007
quarta-feira, maio 23, 2007
Aluga-se
Aluga-se um quarto em T3 nos Olivais, Coimbra, a 2 minutos da faculdade de Economia.
Casa limpíssima (apenas no dia em que alguém a vier ver para alugar), super bom ambiente (excepto aos dias da semana), com espírito de entreajuda e companheirismo (entenda-se roubar cigarros uns aos outros, partilhar música pirateada da internet, e peidos ruidosos quando alguém traz uma gaja para casa). Já a viver no apartamento estão dois exemplares de rapazes do melhor que a espécie humana produziu nos últimos 30 anos.
Requisitos essenciais (se és rapaz)
-Ter irmãs boazudas
-Não se importar de partilhar toda a comida que traz
-Gostar de lavar a loiça, cozinhar (para nós), aspirar, e limpar (os nossos quartos)
-Não dar grande importância à higiene íntima e a cheiros nauseabundos
-Não ser daqueles cocós que não se peida em público
-Ter uma boa colecção de DVDs e CDs
-Não fazer barulho das 6 da manhã às 3 da tarde
-Nada de cães, rastas,vegetarianos, abstémios, pessoas que fazem reciclagem e que não gostem de um bom fungo aqui e ali e activistas anti-tabaco.
Requisitos essenciais (se és rapariga)
-Ter um bom par de mamas.
Há candidatos?
Casa limpíssima (apenas no dia em que alguém a vier ver para alugar), super bom ambiente (excepto aos dias da semana), com espírito de entreajuda e companheirismo (entenda-se roubar cigarros uns aos outros, partilhar música pirateada da internet, e peidos ruidosos quando alguém traz uma gaja para casa). Já a viver no apartamento estão dois exemplares de rapazes do melhor que a espécie humana produziu nos últimos 30 anos.
Requisitos essenciais (se és rapaz)
-Ter irmãs boazudas
-Não se importar de partilhar toda a comida que traz
-Gostar de lavar a loiça, cozinhar (para nós), aspirar, e limpar (os nossos quartos)
-Não dar grande importância à higiene íntima e a cheiros nauseabundos
-Não ser daqueles cocós que não se peida em público
-Ter uma boa colecção de DVDs e CDs
-Não fazer barulho das 6 da manhã às 3 da tarde
-Nada de cães, rastas,vegetarianos, abstémios, pessoas que fazem reciclagem e que não gostem de um bom fungo aqui e ali e activistas anti-tabaco.
Requisitos essenciais (se és rapariga)
-Ter um bom par de mamas.
Há candidatos?
Consultório Íntimo
Lido na revista Maria, secção do consultório íntimo para ele:
«Nasci sem o testículo direito. Queria saber se o testículo que me resta é o que dá origem aos meninos ou às meninas, visto que só gostava de ter filhos rapazes»
Eu bem queria arranjar maneira de gozar com isto, mas não sei porquê, acho que já tudo foi dito.
(Para aqueles interessados em saber como é que ando a ler a Maria, deixem-me que vos diga que ando com tempo livre a mais)
«Nasci sem o testículo direito. Queria saber se o testículo que me resta é o que dá origem aos meninos ou às meninas, visto que só gostava de ter filhos rapazes»
Eu bem queria arranjar maneira de gozar com isto, mas não sei porquê, acho que já tudo foi dito.
(Para aqueles interessados em saber como é que ando a ler a Maria, deixem-me que vos diga que ando com tempo livre a mais)
terça-feira, maio 22, 2007
A vida normal
E a queima já passou. E começo a ficar ligeiramente preocupado com algumas observações do que se passou. As ressacas já duram mais de um dia (como tão bem refere a Mia), acordo tão aparvalhado que até me tremem as mãos, começo a achar deprimente a juventude toda bebâda a fazer figuras tristes (eu incluído), e não sei porquê, às vezes apetece-me mais ficar em casa do que ir para a rua beber litros de cerveja. Por outro lado vou começar a trabalhar daqui a uma semana, e acho que ainda nem me apercebi muito bem do que isso significa.
Acabou-se aquele período mágico que separa a adolescência da idade adulta. Aquele microambiente que te permite fazer tudo e tolerar tudo. Olá vida normal!
(acabei de fazer o primeiro post sério deste blog. Alguma coisa está seriamente a mudar...)
Acabou-se aquele período mágico que separa a adolescência da idade adulta. Aquele microambiente que te permite fazer tudo e tolerar tudo. Olá vida normal!
(acabei de fazer o primeiro post sério deste blog. Alguma coisa está seriamente a mudar...)
segunda-feira, maio 14, 2007
Money makes the world go 'round!
Hoje fui à dermatologista fazer o follow up do tratamento para o acne.
Olhou para mim durante dois minutos, passou-me a receita de Roaccutan e eu arrotei com 60 euros.
Apercebi-me hoje que errei na profissão.
Olhou para mim durante dois minutos, passou-me a receita de Roaccutan e eu arrotei com 60 euros.
Apercebi-me hoje que errei na profissão.
sábado, maio 12, 2007
Ó mãe...
Há 5 anos atrás, Queima 2002, dia do cortejo:
Eu: Mãe, olha perdi o telemóvel. Empurraram-me e ele deve ter caído sem eu reparar.
Mãe: O quê? Já estavas era todo bebâdo.Não tens responsabilidade nenhuma. Esta juventude bebe sem noção nenhuma das consequências. Eu avisei-te, mas és sempre a mesma coisa.
Eu: Ó mãe, eu nem sequer bebi nada. Foi...foi...um bêbado qualquer que me empurrou, eu não tive culpa nenhuma. Estas coisas acontecem. Eu é que tenho azar. Tinha de me aconetecer logo a mim! (Olhos de bambi perdido na floresta)
Hoje, depois dos azares da queima deste ano:
Eu: Olha mãe, parti os óculos e o queixo. Eu não tive culpa fui empurr...
Mãe: Pois já sei, um bêbado qualquer empurrou-te. Tu nem tinhas bebido nem nada, não é?
A minha mãe conhece-me mesmo bem.
Eu: Mãe, olha perdi o telemóvel. Empurraram-me e ele deve ter caído sem eu reparar.
Mãe: O quê? Já estavas era todo bebâdo.Não tens responsabilidade nenhuma. Esta juventude bebe sem noção nenhuma das consequências. Eu avisei-te, mas és sempre a mesma coisa.
Eu: Ó mãe, eu nem sequer bebi nada. Foi...foi...um bêbado qualquer que me empurrou, eu não tive culpa nenhuma. Estas coisas acontecem. Eu é que tenho azar. Tinha de me aconetecer logo a mim! (Olhos de bambi perdido na floresta)
Hoje, depois dos azares da queima deste ano:
Eu: Olha mãe, parti os óculos e o queixo. Eu não tive culpa fui empurr...
Mãe: Pois já sei, um bêbado qualquer empurrou-te. Tu nem tinhas bebido nem nada, não é?
A minha mãe conhece-me mesmo bem.
Alguém que me afaste a nuvem negra
Esta queima correu-me super bem. Na terça rasguei o queixo. Na quarta perdi o telemóvel. Ontem parti os óculos.
Acho que se a queima ainda durasse mais uns dias ia apanhar herpes genital.
Acho que se a queima ainda durasse mais uns dias ia apanhar herpes genital.
quinta-feira, maio 10, 2007
aceitam-se conselhos
Se depois de ter perdido o meu telemóvel em meio metro de esferovite do chá dançante tiver encontrado um outro telemóvel, melhor ainda que o meu o que é que eu penso?
Justiça universal ou teste de honestidade?
Justiça universal ou teste de honestidade?
quarta-feira, maio 09, 2007
De queixo caído (ode à amizade)
Ontem foi o meu último cortejo da Queima. Queria sair de lá com lembranças para a vida toda. E a verdade é que saí. Ao perseguir o Luís com uma garrafa de cerveja, caí no chão e rasguei o queixo todo (e a mão direita). Aqui o Robene levanta-se a esguichar sangue que nem um porco, mas obviamente sem sentir dor alguma (nem sequer o vidro de garrafa de cerveja que tinha entalado no queixo me causou espécie.)
E é aqui que entram essas pessoas que realmente importam para nós! O Luís e a Sílvia começaram logo a gritar (eu nesta altura ainda não tinha percebido que a coisa era tão séria, apesar da camisa que o Milton me tinha emprestado estar cheia de sangue) e encaminharam-me logo para a ambulância mais perto. E é assim que, pela primeira vez, o Robene chega às urgências dos HUC numa ambulância (só estilo) para levar uns valentes pontos no queixo. Valeu-me a Sandrinha, que me meteu logo alta cunha e me fez passar à frente de toda a gente (normalmente estas coisas de cunhas enfurecem-me, mas o efeito do álcool já estava a passar e eu começava a sentir que havia um buraco no meu queixo do tamanho duma bola de futebol). Obrigado á horde toda que me seguiu religiosamente até ao hospital (parece que a Sílvia até ia tendo uma coisinha má) e que estóicamente esperou por mim. Lembranças destas não surgem todos os dias.
PS1: Obrigado também aos gajos de engenharia que me ajudaram a levantar do chão e prontamente me puseram ao corrente da situação dizendo 'Fodeste-te todo. Essa merda só com pontos.'
PS2: Mia, espero que a tua mãe não tenha reparado aqui no Robene, esfacelado, mas sempre de cerveja na mão (sim, porque depois da aventura ainda voltei).
PS3: Quando caralho deixam de ter garrafas de vidro no cortejo?
PS4: Já vos disse que fico super sexy de penso ensaguentado no queixo?
PS5: Hoje é Marco Paulo no chá dançante. Hoorayyyyyyyyy!
E é aqui que entram essas pessoas que realmente importam para nós! O Luís e a Sílvia começaram logo a gritar (eu nesta altura ainda não tinha percebido que a coisa era tão séria, apesar da camisa que o Milton me tinha emprestado estar cheia de sangue) e encaminharam-me logo para a ambulância mais perto. E é assim que, pela primeira vez, o Robene chega às urgências dos HUC numa ambulância (só estilo) para levar uns valentes pontos no queixo. Valeu-me a Sandrinha, que me meteu logo alta cunha e me fez passar à frente de toda a gente (normalmente estas coisas de cunhas enfurecem-me, mas o efeito do álcool já estava a passar e eu começava a sentir que havia um buraco no meu queixo do tamanho duma bola de futebol). Obrigado á horde toda que me seguiu religiosamente até ao hospital (parece que a Sílvia até ia tendo uma coisinha má) e que estóicamente esperou por mim. Lembranças destas não surgem todos os dias.
PS1: Obrigado também aos gajos de engenharia que me ajudaram a levantar do chão e prontamente me puseram ao corrente da situação dizendo 'Fodeste-te todo. Essa merda só com pontos.'
PS2: Mia, espero que a tua mãe não tenha reparado aqui no Robene, esfacelado, mas sempre de cerveja na mão (sim, porque depois da aventura ainda voltei).
PS3: Quando caralho deixam de ter garrafas de vidro no cortejo?
PS4: Já vos disse que fico super sexy de penso ensaguentado no queixo?
PS5: Hoje é Marco Paulo no chá dançante. Hoorayyyyyyyyy!
terça-feira, maio 08, 2007
Lições de vida
Coisas que não se aprendem em mais lado nenhum a não ser na semana da Queima:
#1: Se quando te fores deitar tudo estiver a andar à roda, tira um pézinho da cama e coloca-o no chão. (comprovado por dois amigos extremamente alcoolizados).
#2:Quando fores buscar cerveja às barracas, pede logo quatro ou cinco duma vez. Enquanto te vão servindo a cerveja, vai passando os finos para um colega estrategicamente colocado atrás de ti. Quando já tiveres as cervejas todas vira-te para o gajo que está a servir e diz-lhe que falta uma. (comprovado por mim, ontem)
#3: Todo o grupo de gajas que sai em debandada para a Queima está altamente hierarquizado: tens a líder alfa : grandes mamas, alto decote, cú de sonho. A partir daí é sempre a descer, até chegares à chamada abelha obreira: tem uma mama maior que a outra (embora sejam as duas pequenas), é coxa e provavelmente deve ter alguma deficiência na fala.
O truque é beber o suficiente até a abelha obreira te parecer a líder alfa. (comprovado por todo o meu grupo de amigos)
#4: Sim, parece que os Da Weasel têm contrato vitalício com todas as Queimas do país até 2058, altura em que as suas músicas serão um miscelâneo de huuhuhuhuhdahdahdahdayeayeahyeah. Espera lá...as músicas deles já são assim.
#5: Sodomizar gajas altamente alcoolizadas não é abuso. Elas só bebem com esse intuito.
#1: Se quando te fores deitar tudo estiver a andar à roda, tira um pézinho da cama e coloca-o no chão. (comprovado por dois amigos extremamente alcoolizados).
#2:Quando fores buscar cerveja às barracas, pede logo quatro ou cinco duma vez. Enquanto te vão servindo a cerveja, vai passando os finos para um colega estrategicamente colocado atrás de ti. Quando já tiveres as cervejas todas vira-te para o gajo que está a servir e diz-lhe que falta uma. (comprovado por mim, ontem)
#3: Todo o grupo de gajas que sai em debandada para a Queima está altamente hierarquizado: tens a líder alfa : grandes mamas, alto decote, cú de sonho. A partir daí é sempre a descer, até chegares à chamada abelha obreira: tem uma mama maior que a outra (embora sejam as duas pequenas), é coxa e provavelmente deve ter alguma deficiência na fala.
O truque é beber o suficiente até a abelha obreira te parecer a líder alfa. (comprovado por todo o meu grupo de amigos)
#4: Sim, parece que os Da Weasel têm contrato vitalício com todas as Queimas do país até 2058, altura em que as suas músicas serão um miscelâneo de huuhuhuhuhdahdahdahdayeayeahyeah. Espera lá...as músicas deles já são assim.
#5: Sodomizar gajas altamente alcoolizadas não é abuso. Elas só bebem com esse intuito.
Remédio Santo
Isto de se trabalhar na semana da Queima até tem as suas vantagens. Os doentes saem todos da farmácia com um sorriso nos queixos, depois de eu lhes bafejar para cima.
quinta-feira, maio 03, 2007
Obrigado
No MSN, depois da Patrícia tentar descrever a sua casa em Espanha:
'parece mesmo a tua casa no bom sentido: porquinha mas sempre acolhedora pa quem visitar.'
Pois...acho que é um elogio...
Obrigado Pat...
'parece mesmo a tua casa no bom sentido: porquinha mas sempre acolhedora pa quem visitar.'
Pois...acho que é um elogio...
Obrigado Pat...
segunda-feira, abril 30, 2007
Quem disse que os shoppings são só para compras?
Não sei porquê, mas quando eu ia passear pelos jardins do fórum aveiro as coisas não eram assim tão animadas...
Amnesiac
Como prometido lá se dirigiu a malta para a Queima de Aveiro. Acordei no dia seguinte sem grande recordação da noite anterior. Não me parece que tivesse sido grande coisa.
Informam-me então que andei a dançar samba, aos saltos por todo o lado, com imensas conversas filosofo-copofónicas e com desaparecimentos súbitos em que ninguém sabe por onde andei.
Não é que me lembre, mas todas as pessoas com quem estive asseguram-me que me diverti imenso.
Informam-me então que andei a dançar samba, aos saltos por todo o lado, com imensas conversas filosofo-copofónicas e com desaparecimentos súbitos em que ninguém sabe por onde andei.
Não é que me lembre, mas todas as pessoas com quem estive asseguram-me que me diverti imenso.
sexta-feira, abril 27, 2007
Ponho, não ponho?
Tenho andando a pensar...Será que vale a pena referir no meu currículo a existência deste blog? Se calhar até tinha uns pontinhos extra por escrita criativa.
A arma secreta
Conseguir fazer a minha horinha diária de natação é, desde inícios de Abril, praticamente impossível. Chega o cheirinho a calor e hordes de pessoas pensam que, dando duas braçaditas, se vão ver livres dos pneus dignos do boneco da Michellin. Assim a piscina enche-se de velhos, gordos e ocasionalmente umas gajas rastafaris, daquelas que não fazem a sovaqueira como modo de fazer ver aos outros quão alternativas são.
O problema é que esta gente toda decide ir para a minha pista e estrategicamente colocar-se à minha frente ocupando todo o espaço, impedindo-me a mim de nadar o que quer que seja.
Ora, esta coisa de já se nadar há uns anos tem os seus benefícios e inconvenientes. Por um lado tenho um corpo de deus grego, daqueles que fazem as mulheres gritarem histericamente 'Quero ter os teus filhos'. Por outro lado tenho também uma micose gigante nos pés, mas uma coisa tão nojenta que ao lado dela, a cara do Freddy Krueger dava para anúncios de cremes hidratantes.
O meu esquema agora é muito simples: quando um daqueles trambolhos se prepara para começar a nadar na minha pista, eu ostensivamente levanto o pé, de modo a que a minha micose-gigante-nauseante fique bem no campo de visão dos ditos cujos. A seguir começo a tentar espremer as bolhas da micose, de preferência de modo a que algum daquele líquido viscoso amarelo lhes salte para cima.
A coisa resulta. Há já 3 semanas que tenho uma pista só para mim.
O problema é que esta gente toda decide ir para a minha pista e estrategicamente colocar-se à minha frente ocupando todo o espaço, impedindo-me a mim de nadar o que quer que seja.
Ora, esta coisa de já se nadar há uns anos tem os seus benefícios e inconvenientes. Por um lado tenho um corpo de deus grego, daqueles que fazem as mulheres gritarem histericamente 'Quero ter os teus filhos'. Por outro lado tenho também uma micose gigante nos pés, mas uma coisa tão nojenta que ao lado dela, a cara do Freddy Krueger dava para anúncios de cremes hidratantes.
O meu esquema agora é muito simples: quando um daqueles trambolhos se prepara para começar a nadar na minha pista, eu ostensivamente levanto o pé, de modo a que a minha micose-gigante-nauseante fique bem no campo de visão dos ditos cujos. A seguir começo a tentar espremer as bolhas da micose, de preferência de modo a que algum daquele líquido viscoso amarelo lhes salte para cima.
A coisa resulta. Há já 3 semanas que tenho uma pista só para mim.
quarta-feira, abril 25, 2007
A cagada
A ocasião é preparada com pompa e circunstância. Faço um café, tiro um cigarro, levo o laptop, um livro e invariavelmente o leitor de mp3. Pensarão que me preparo para ir de férias, mas não. Vou é cagar. Para mim cagar é um ritual que demora sempre pelo menos meia hora. Sou incapaz de ser como aquelas pessoas que cagam em 2 minutos. Para mim, cagar é um momento de relaxe, sem ninguém a chatear-me ou o gritar por mim. Infelizmente para mim, cagar é também imperativo. Quando chega a vontade súbita tenho de cagar...Esteja onde estiver. Infelizmente as vontades súbitas dão invariavelmente em sítios em que:
a)Não há casa de banho;
b)A casa de banho parece ter sido usado por estudantes que foram de viagem de finalistas a Lloret (vomitada, borrada nas paredes, com preservativos a entupirem a sanita e com gajas a gritarem que foram violadas só para chamarem a atenção).
Decidi portanto, para deleite de todos, partilhar as minhas melhores histórias de borras súbitas, tema que sei interessa sobremaneira a todos os leitores do meu blog:
Cagada #1, Sudoeste 2003: Acordo de rompante. Sinto o Sr. Castanho a bater desesperadamente á porta. Grito para o Luís 'VOU CAGAR' e começo a correr qual Obikwelu atrás da banana. Vôo por cima das tendas, derrubando rastafaris malcheirosos e camping gaz com trinta anos. E é então que me lembro 'Merda, esqueci-me do papel higiénico'. Volto para trás, desta vez com uma mão tentando apertar as nádegas. Quem me vê deve pensar que fui enrabado: correndo, gritando para me saírem da frente e agarrando o rabo com as mãos. Foi uma cagada monumenal, devo acrescentar.
Cagada #2, Sudoeste 2004: Antes de iniciarmos a viagem em direcção ao Alentejo, eu e o Gala decidimos ir comprar qualquer coisa ao hiper mais próximo. Ele decide-se por umas frutas e um leitinho. Eu decido-me por duas caixas de muffins e três coca-colas. Enfardo os muffins à velocidade da luz. No dia a seguir vamos buscar uns amigos à estação de comboios. Mal chego à estação dá-me a vontade súbita. Grito para o Gala 'VOU CAGAR' e corro para a casa de banho. A casa de banho é uma turca, daquelas em que só existe um buraco no chão. 'Fabuloso' penso eu. Baixo os calções e os boxers e tento cagar. Pareço um contorcionista do circo Chen, de cócoras e fazendo força suficiente para conseguir largar o cagalhão, mas não para me cagar ruidosamente (saí de lá com uns abdominais do caralho). Decido que assim não resulta e tiro mesmo as calças e os boxers, ficando quase em pelota na casa de banho da estação da Funcheira. Ponho-me mais uma vez de cócoras, fazendo pontaria ao buraco. Faço força mas não sai nada. Eu sei que ele está lá! Faço ainda mais força. Por momentos penso que me vai sair do cú o diploma do Sócrates. Mas o que sai é um enorme e roliço cagalhão que por sinal não acerta no buraco. Acho que saí de lá com menos dois quilos.
Cagada #3, Malásia 2005: Uma pessoa vai de férias e pelo menos para mim é essencial saber uma coisa: ´Há casa de banho? Onde está? É limpa? Na Malásia deixem-me que vos diga, as casas de banho são do tipo turcas (embora no hotel fossem do tipo inglês. Quem diria que haviam tantos tipos de WC's?). Estou a passear calmamente pelo centro comercial das Petronas quando me dá a vontade súbita. Grito para a minha irmã 'VOU CAGAR' e corro para a casa de banho. Estas turcas são no entanto diferentes das que conheço. Têm um chuveiro e três conchas. Leram bem, têm três conchas. Até hoje acordo à noite inquietado a pensar para que servirão as três conchas. Decoração? Limpeza extra?
De qualquer modo não me chego nem perto das ditas conchas. Começo a operação cagada. Estas turcas são mais cómodas, e muito mais limpas. Tenho até uma espécie de momento Zen, cagando alegremente ao ritmo da música de centro comercial que passa na casa de banho. Apercebo-me então que não tenho papel. Ora vejamos: se estivesse em Portugal, gritava por socorro para as pessoas que eventualmente estivessem cá fora. Mas eu estou na Malásia. Felizmente encontro um mini-lenço-meio-ranhoso no meu bolso de trás que habilmente serve para o que quero. Saio ainda a pensar na merda das conchas.
No próximo post questões importantes relativamente às cagadas: Como fugir com o cu aos salpicos e maneiras de disfarçar o cheiro de diarreias explosivas.
(PS: Será que foi desta que bati no fundo?)
a)Não há casa de banho;
b)A casa de banho parece ter sido usado por estudantes que foram de viagem de finalistas a Lloret (vomitada, borrada nas paredes, com preservativos a entupirem a sanita e com gajas a gritarem que foram violadas só para chamarem a atenção).
Decidi portanto, para deleite de todos, partilhar as minhas melhores histórias de borras súbitas, tema que sei interessa sobremaneira a todos os leitores do meu blog:
Cagada #1, Sudoeste 2003: Acordo de rompante. Sinto o Sr. Castanho a bater desesperadamente á porta. Grito para o Luís 'VOU CAGAR' e começo a correr qual Obikwelu atrás da banana. Vôo por cima das tendas, derrubando rastafaris malcheirosos e camping gaz com trinta anos. E é então que me lembro 'Merda, esqueci-me do papel higiénico'. Volto para trás, desta vez com uma mão tentando apertar as nádegas. Quem me vê deve pensar que fui enrabado: correndo, gritando para me saírem da frente e agarrando o rabo com as mãos. Foi uma cagada monumenal, devo acrescentar.
Cagada #2, Sudoeste 2004: Antes de iniciarmos a viagem em direcção ao Alentejo, eu e o Gala decidimos ir comprar qualquer coisa ao hiper mais próximo. Ele decide-se por umas frutas e um leitinho. Eu decido-me por duas caixas de muffins e três coca-colas. Enfardo os muffins à velocidade da luz. No dia a seguir vamos buscar uns amigos à estação de comboios. Mal chego à estação dá-me a vontade súbita. Grito para o Gala 'VOU CAGAR' e corro para a casa de banho. A casa de banho é uma turca, daquelas em que só existe um buraco no chão. 'Fabuloso' penso eu. Baixo os calções e os boxers e tento cagar. Pareço um contorcionista do circo Chen, de cócoras e fazendo força suficiente para conseguir largar o cagalhão, mas não para me cagar ruidosamente (saí de lá com uns abdominais do caralho). Decido que assim não resulta e tiro mesmo as calças e os boxers, ficando quase em pelota na casa de banho da estação da Funcheira. Ponho-me mais uma vez de cócoras, fazendo pontaria ao buraco. Faço força mas não sai nada. Eu sei que ele está lá! Faço ainda mais força. Por momentos penso que me vai sair do cú o diploma do Sócrates. Mas o que sai é um enorme e roliço cagalhão que por sinal não acerta no buraco. Acho que saí de lá com menos dois quilos.
Cagada #3, Malásia 2005: Uma pessoa vai de férias e pelo menos para mim é essencial saber uma coisa: ´Há casa de banho? Onde está? É limpa? Na Malásia deixem-me que vos diga, as casas de banho são do tipo turcas (embora no hotel fossem do tipo inglês. Quem diria que haviam tantos tipos de WC's?). Estou a passear calmamente pelo centro comercial das Petronas quando me dá a vontade súbita. Grito para a minha irmã 'VOU CAGAR' e corro para a casa de banho. Estas turcas são no entanto diferentes das que conheço. Têm um chuveiro e três conchas. Leram bem, têm três conchas. Até hoje acordo à noite inquietado a pensar para que servirão as três conchas. Decoração? Limpeza extra?
De qualquer modo não me chego nem perto das ditas conchas. Começo a operação cagada. Estas turcas são mais cómodas, e muito mais limpas. Tenho até uma espécie de momento Zen, cagando alegremente ao ritmo da música de centro comercial que passa na casa de banho. Apercebo-me então que não tenho papel. Ora vejamos: se estivesse em Portugal, gritava por socorro para as pessoas que eventualmente estivessem cá fora. Mas eu estou na Malásia. Felizmente encontro um mini-lenço-meio-ranhoso no meu bolso de trás que habilmente serve para o que quero. Saio ainda a pensar na merda das conchas.
No próximo post questões importantes relativamente às cagadas: Como fugir com o cu aos salpicos e maneiras de disfarçar o cheiro de diarreias explosivas.
(PS: Será que foi desta que bati no fundo?)
segunda-feira, abril 23, 2007
Queima Season is now open
Sexta à noite em Coimbra. Depois de uma janta no restaurante que já começa a ser do costume, lá nos vimos a braços com a decisão habitual: e agora, ir para onde? Depois de apreciarmos as imensas ofertas que Coimbra tem para saídas à noite (como a kizombada no Vynil, os martelos na Via, e o clube-dos-Palops na associação) decidimos por ir para a Figueira, inaugurar a época oficial de queimas!
Sim, é verdade, lá rumamos até à Figueira para o primeiro dia de Queima da semana académica da dita cidade.
Chegámos e dirigimo-nos à bilheteira. Um gajo com mais de dois metros (sem exagero) estava à nossa frente. O freak-show tinha começado.
Na bilheteira o rapaz que nos vendeu o bilhete ainda disse ‘Ah, são de Coimbra…Estão perdidos?’. Creio que o rapaz queria dizer entrelinhas ‘Fujam, Fujam, salvem-se enquanto podem!’.
Entrámos e apreciámos as pessoas. Todas as 20 pessoas (incluindo pessoal da organização).
A actuar estavam os Heróis do Bar. Não, não são os heróis do mar. São mesmo os heróis do Bar, uma banda de tributo. Agora perguntam, uma banda de tributo a quem? O cérebro comum pensará que é de tributo aos heróis do mar, mas não. É mesmo aos UHF. Tocaram hits de todos nós conhecidos como ‘Na tua cama’ ou ‘O Jorge Morreu’. A certa altura, o vocalista, vendo que não tinha ninguém a vê-lo actuar grita ‘Vocês parecem um bando de morcegos velhos’. Nós enfardámos mais umas cervejas.
Para a semana vamos à de Aveiro.
Sim, é verdade, lá rumamos até à Figueira para o primeiro dia de Queima da semana académica da dita cidade.
Chegámos e dirigimo-nos à bilheteira. Um gajo com mais de dois metros (sem exagero) estava à nossa frente. O freak-show tinha começado.
Na bilheteira o rapaz que nos vendeu o bilhete ainda disse ‘Ah, são de Coimbra…Estão perdidos?’. Creio que o rapaz queria dizer entrelinhas ‘Fujam, Fujam, salvem-se enquanto podem!’.
Entrámos e apreciámos as pessoas. Todas as 20 pessoas (incluindo pessoal da organização).
A actuar estavam os Heróis do Bar. Não, não são os heróis do mar. São mesmo os heróis do Bar, uma banda de tributo. Agora perguntam, uma banda de tributo a quem? O cérebro comum pensará que é de tributo aos heróis do mar, mas não. É mesmo aos UHF. Tocaram hits de todos nós conhecidos como ‘Na tua cama’ ou ‘O Jorge Morreu’. A certa altura, o vocalista, vendo que não tinha ninguém a vê-lo actuar grita ‘Vocês parecem um bando de morcegos velhos’. Nós enfardámos mais umas cervejas.
Para a semana vamos à de Aveiro.
Pulpfashion is back!
Este fim de semana apanhei a Mia por Aveiro. Amarrei-a a uma cadeira, espetei-lhe ferros quentes no rabo, obriguei-a a ver o DVD inteiro do Toni Carreira ao vivo no Coliseu, e fi-la ler passagens do Equador do Miguel Sousa Tavares (sempre achei que a música do Tóni complementa a escrita do Miguel).
Resultado? O Pulpfashion está de volta!
Resultado? O Pulpfashion está de volta!
segunda-feira, abril 09, 2007
UC e as 7 maravilhas de Portugal
Eu por mim já deu o meu voto para a Universidade de Coimbra. Sempre posso dizer que já mijei em cima de uma das sete maravilhas de Portugal. Sugiro também que a Universidade de Coimbra seja proposta para a eleição das 7 maravilhas do mundo mais vomitadas e as 7 maravilhas do mundo com mais bêbados histéricos.
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