pulpfashion
É um blog de uma amiga. Vale bem a pena!
terça-feira, maio 30, 2006
quinta-feira, maio 25, 2006
Guia de sobrevivência nos balneários
Infelizmente nunca fui grande coisa em desportos colectivos. Veja-se o futebol, por exemplo. Nunca percebi as frases complicadas que os meus colegas me insistiam em gritar durante os jogos: «Seu filho da puta deixa de fumar a merda do cigarro e corre que a bola está mesmo à tua frente», ou « Meu cabrão do caralho, deixa de coçar o cu e cheirar os dedos e defende mas é a merda da baliza».
Tive de me decidir finalmente por um desporto onde não existisse o perigo de ter que realmente interagir com alguém (e também porque depois do último jogo de futebol o pessoal cuspiu-me em cima e pontapeou-me, ainda estou para perceber porquê). Decidi-me pois pela natação. Só que há um grave problema: Balneários. O que fazer quando o gajo que está mesmo à nossa frente fica completamente nu? Olhar para cima? Para baixo? Será que dar uma olhadela de soslaio (só para comparar, CLARO!) é permitido? Durante quanto tempo? Segundos, minutos? A partir de que tempo é que se é oficialmente gay?
Descansem, meus filhos, o Robene está aqui para salvar a vossa masculinidade dúbia e questionável, com o fabuloso guia de sobrevivência nos balneários: gay vs macho!
1. Olhar para o gajo do lado e exclamar com voz nasalada «Meu Deus, nunca vi um bacamarte tão bonito na minha vida!» - GAY
2. Começar qualquer conversa com o gajo do lado que contenha as seguintes palavras/expressões: Brokeback Mountain, design, hemorróidas, vaselina, cocó para dentro, Scissor Sisters, Paulo Portas, levar com ele – GAY
3. Começar qualquer conversa com o gajo do lado que contenha as seguintes palavras/expressões: Tetas, conaça, mundial, tuning, foda, mamas, bicos, Scolari, Mourinho - MACHO
4. Bater com a mão suada no peito, puxar um escarro e comentar com o gajo do lado que o Quaresma devia sair da selecção sub 21 porque é um merdas dum filho dum cigano com uma preta – MACHO
5. Aclarar a voz com um ligeiro tossicar e comentar com o gajo do lado que os brincos do Quaresma são tão giros e que bem que combinam com os cachuchos dele – GAY
6. Conseguir arrotar o hino nacional – MACHO
7. Conseguir bufar «O macaco gosta de banana» do José Cid - GAY
8. Ir para os chuveiros aos pulinhos entoando «It’s raining men» - GAY
9. Levar uns tremoços e umas bejecas para o balneário e começar um torneio de Sueca – MACHO
10. Levar um Sudoku (que como o próprio nome indica é a palavra japonesa para a expressão «levar no cu») – GAY
11. Levar um exemplar de «Arte da Guerra»do Sun Tzu - MACHO
12. Levar um exemplar de «Diário da tua ausência» da Margarida Rebelo Pinto – GAY (e ridículo)
13. Usar desodorizante – GAY
14. Gozar com os panilas que usam desodorizante –MACHO
Não precisam de me agradecer, embora estes 14 pontos tenham levado semanas de intensos estudos científicos. Mais uma vez, o Xarope pa tosse é muito mais que um blog. É um verdadeiro serviço público.
Tive de me decidir finalmente por um desporto onde não existisse o perigo de ter que realmente interagir com alguém (e também porque depois do último jogo de futebol o pessoal cuspiu-me em cima e pontapeou-me, ainda estou para perceber porquê). Decidi-me pois pela natação. Só que há um grave problema: Balneários. O que fazer quando o gajo que está mesmo à nossa frente fica completamente nu? Olhar para cima? Para baixo? Será que dar uma olhadela de soslaio (só para comparar, CLARO!) é permitido? Durante quanto tempo? Segundos, minutos? A partir de que tempo é que se é oficialmente gay?
Descansem, meus filhos, o Robene está aqui para salvar a vossa masculinidade dúbia e questionável, com o fabuloso guia de sobrevivência nos balneários: gay vs macho!
1. Olhar para o gajo do lado e exclamar com voz nasalada «Meu Deus, nunca vi um bacamarte tão bonito na minha vida!» - GAY
2. Começar qualquer conversa com o gajo do lado que contenha as seguintes palavras/expressões: Brokeback Mountain, design, hemorróidas, vaselina, cocó para dentro, Scissor Sisters, Paulo Portas, levar com ele – GAY
3. Começar qualquer conversa com o gajo do lado que contenha as seguintes palavras/expressões: Tetas, conaça, mundial, tuning, foda, mamas, bicos, Scolari, Mourinho - MACHO
4. Bater com a mão suada no peito, puxar um escarro e comentar com o gajo do lado que o Quaresma devia sair da selecção sub 21 porque é um merdas dum filho dum cigano com uma preta – MACHO
5. Aclarar a voz com um ligeiro tossicar e comentar com o gajo do lado que os brincos do Quaresma são tão giros e que bem que combinam com os cachuchos dele – GAY
6. Conseguir arrotar o hino nacional – MACHO
7. Conseguir bufar «O macaco gosta de banana» do José Cid - GAY
8. Ir para os chuveiros aos pulinhos entoando «It’s raining men» - GAY
9. Levar uns tremoços e umas bejecas para o balneário e começar um torneio de Sueca – MACHO
10. Levar um Sudoku (que como o próprio nome indica é a palavra japonesa para a expressão «levar no cu») – GAY
11. Levar um exemplar de «Arte da Guerra»do Sun Tzu - MACHO
12. Levar um exemplar de «Diário da tua ausência» da Margarida Rebelo Pinto – GAY (e ridículo)
13. Usar desodorizante – GAY
14. Gozar com os panilas que usam desodorizante –MACHO
Não precisam de me agradecer, embora estes 14 pontos tenham levado semanas de intensos estudos científicos. Mais uma vez, o Xarope pa tosse é muito mais que um blog. É um verdadeiro serviço público.
Carapaus
Qual é o problema das corridas de carapaus? É que independentemente de acabar em primeiro ou em último lugar, é-se sempre um carapau de corrida.
Meu Deus, hoje estou com tão pouca inspiração…
Meu Deus, hoje estou com tão pouca inspiração…
Olhó nível!
Tenho recebido algumas queixas de que o meu blog se tem tornado demasiado brejeiro e ordinário. Meus amigos, quando conhecemos uma tipa toda boa, no principio da noite até lhe abrimos a porta do carro e pagamos a conta do restaurante. Mas no final da noite, o que queremos é chamar-lhe cabra e mandá-la chupar.
Só faltava mais esta...
José Carlos Malato cantou o hino nacional do Japão n’A Herança. Um pouco por todo o Japão, a taxa de suicídio cresceu exponencialmente.
Reunião de família
A seguir ao álcool, as reuniões de família são a principal causa de acidentes rodoviários. Qualquer motivo é bom para se faltar a um destes suplícios infernais.
Infelizmente no Domingo passado lá tive de aturar um desses intermináveis almoços de família, visto o meu tio-avô (ainda não percebi muito bem que raio é que é um tio-avô) fazer 90 anos. A minha irmã insistiu em levar um presente. Eu opus-me. O velho tem 90 anos, já é uma sorte lembrar-se de respirar, quanto mais do próprio aniversário. Além disso não deve faltar muito tempo para gastarmos um dinheirão em crisântemos. Finalmente decidimos comprar uma caixa de chocolates. O meu primo decidiu por uma boa garrafa de vinho. Deste modo pode ser que o velho não chegue aos 91.
Segue-se uma descrição cronológica da emocionante tarde:
13:33 Chegámos. Havia para aí uns quinhentos primos, tios e outros que tais para cumprimentar. Começo pelos mais novos, tentando deixar o cheiro a bedum dos mais velhos para o fim. Reparo que a prima Sara (a última vez que a vi, ela tinha para aí uns doze anos) exibe muito orgulhosa as mamas 38 num generoso decote da Bershka. Infelizmente continua a não usar desodorizante. Cumprimenta-me com um caloroso beijo. O hálito é um misto de leite azedo e pastilhas tridente fora de prazo.
13:35 Hora das entradas. Multidão acotovela-se à volta da mesa, trincado avidamente tostas do LIDL com patê e camarões que já perderam a cor. Apanho o tio Amílcar a olhar luxuriosamente para as mamas da prima Sara. Fico um pouco chocado visto ele ser o pai dela.
13:37 Reparo na quantidade enorme de crianças na faixa de idades 2 meses-3 anos. Pelos vistos os meus primos não têm andado a brincar em serviço. Ainda bem que o sangue da família Gaio Santos vai continuar a correr nas veias de pessoas com nomes tão distintos como Toni Filipe e Vânia Vanessa.
14:00 Hora do almoço. Todos se sentam. A comida chega. Impera o silêncio, rasgado apenas por leves sons de mastigação e deglutição. A tia Gracinda insiste em mostrar o conteúdo do seu bolo alimentar a toda a gente, atirando ocasionalmente pequenos pedaços de leitão à Bairrada para os pratos dos vizinhos. Todos têm um ar de verdadeira felicidade.
14:25 O tio João fica bebido. Seguem-se os tios Carlos, Bernardo, António, Zé, Odete, Laurinda, Ortélia, Alberto, Gil, Florinda, Faustina. Todos arrotam alegremente. O meu tio-avô queixa-se que se borrou.
14:30 Hora das sobremesas. Tudo come a bela da salada de fruta e mousse de chocolate. A prima Marta diz que eu devia era ter ido para médico, porque fazia falta um médico na família. Eu digo que o que falta nesta família são fígados novos. Ninguém pareceu perceber a minha piada inteligente. O primo Rui peida-se ruidosamente. Todos se riem.
15:30 Hora de ir embora. Sobrevivi a mais uma reunião de família. Choro de alegria por finalmente ter acabado.
Infelizmente no Domingo passado lá tive de aturar um desses intermináveis almoços de família, visto o meu tio-avô (ainda não percebi muito bem que raio é que é um tio-avô) fazer 90 anos. A minha irmã insistiu em levar um presente. Eu opus-me. O velho tem 90 anos, já é uma sorte lembrar-se de respirar, quanto mais do próprio aniversário. Além disso não deve faltar muito tempo para gastarmos um dinheirão em crisântemos. Finalmente decidimos comprar uma caixa de chocolates. O meu primo decidiu por uma boa garrafa de vinho. Deste modo pode ser que o velho não chegue aos 91.
Segue-se uma descrição cronológica da emocionante tarde:
13:33 Chegámos. Havia para aí uns quinhentos primos, tios e outros que tais para cumprimentar. Começo pelos mais novos, tentando deixar o cheiro a bedum dos mais velhos para o fim. Reparo que a prima Sara (a última vez que a vi, ela tinha para aí uns doze anos) exibe muito orgulhosa as mamas 38 num generoso decote da Bershka. Infelizmente continua a não usar desodorizante. Cumprimenta-me com um caloroso beijo. O hálito é um misto de leite azedo e pastilhas tridente fora de prazo.
13:35 Hora das entradas. Multidão acotovela-se à volta da mesa, trincado avidamente tostas do LIDL com patê e camarões que já perderam a cor. Apanho o tio Amílcar a olhar luxuriosamente para as mamas da prima Sara. Fico um pouco chocado visto ele ser o pai dela.
13:37 Reparo na quantidade enorme de crianças na faixa de idades 2 meses-3 anos. Pelos vistos os meus primos não têm andado a brincar em serviço. Ainda bem que o sangue da família Gaio Santos vai continuar a correr nas veias de pessoas com nomes tão distintos como Toni Filipe e Vânia Vanessa.
14:00 Hora do almoço. Todos se sentam. A comida chega. Impera o silêncio, rasgado apenas por leves sons de mastigação e deglutição. A tia Gracinda insiste em mostrar o conteúdo do seu bolo alimentar a toda a gente, atirando ocasionalmente pequenos pedaços de leitão à Bairrada para os pratos dos vizinhos. Todos têm um ar de verdadeira felicidade.
14:25 O tio João fica bebido. Seguem-se os tios Carlos, Bernardo, António, Zé, Odete, Laurinda, Ortélia, Alberto, Gil, Florinda, Faustina. Todos arrotam alegremente. O meu tio-avô queixa-se que se borrou.
14:30 Hora das sobremesas. Tudo come a bela da salada de fruta e mousse de chocolate. A prima Marta diz que eu devia era ter ido para médico, porque fazia falta um médico na família. Eu digo que o que falta nesta família são fígados novos. Ninguém pareceu perceber a minha piada inteligente. O primo Rui peida-se ruidosamente. Todos se riem.
15:30 Hora de ir embora. Sobrevivi a mais uma reunião de família. Choro de alegria por finalmente ter acabado.
Mexe-te querida
Depois de ter assistido no passado domingo ao programa «Dança Comigo» do canal 1, creia que a célebre frase «Até já vi porcos a andarem de bicicleta» deverá ser mudada para «Até já vi a Odete Santos a dançar Jazz».
segunda-feira, maio 22, 2006
A desculpa perfeita
Não, não estou bêbado.
Só tenho um problema na fala.
E um vírus do estomâgo.
E uma infecção no ouvido interno.
Só tenho um problema na fala.
E um vírus do estomâgo.
E uma infecção no ouvido interno.
quinta-feira, maio 18, 2006
Como foi a queima...
A queima já passou, e sem dúvida que merece alguns destaques:
1- Para a puta da barraca das cervejas que não me deu nenhuma borla: Quando vieres até à minha farmácia comprar pílulas fica ciente que as vou substituir por laxantes.
2- Para as simpáticas pessoas com quem encetei estimulantes conversas enquanto o meu nível de transaminases estava mais elevado que as do Jorge Palma às sete da manhã: Obrigado por me aturarem.
3- Para o simpático grupo de cotas farmacêuticas que andaram uma noite toda a pagar-me finos: Estavam a tentar engatar-me?
Que rica queima!
1- Para a puta da barraca das cervejas que não me deu nenhuma borla: Quando vieres até à minha farmácia comprar pílulas fica ciente que as vou substituir por laxantes.
2- Para as simpáticas pessoas com quem encetei estimulantes conversas enquanto o meu nível de transaminases estava mais elevado que as do Jorge Palma às sete da manhã: Obrigado por me aturarem.
3- Para o simpático grupo de cotas farmacêuticas que andaram uma noite toda a pagar-me finos: Estavam a tentar engatar-me?
Que rica queima!
Esclarecimento
Em relação ao post anterior: não sou racista, homofóbico ou xenófobo. Simplesmente acho que o humor me iliba de tudo.
A maravilhosa experiência de andar de transporte públicos
Sou estudante em Coimbra, a cidade onde é mais difícil arranjar estacionamento do que encontrar uma francesa que rape os sovacos. Logo, ando bastante de autocarro. Quem anda à procura de emoções fortes tem de experimentar.
Logo que se entra, uma panóplia de odores invade os narizes incautos. Desde perfumes da loja dos trezentos a suor marinado, há de tudo. E é sempre uma emoção ouvir conversas alheias. Eu até já aprendi a falar um bocadinho de crioulo, com a quantidade de palop's que apanham o mesmo autocarro que eu. Por exemplo, 'uga-buga buga-uga, uga uga' significa: dama hoje vou passar pla tua barraca que o bróder tá com fomeca. Já 'buga-buga, uga-buga' significa: hoje não que tenho que ficar a tomar conta dos meus 8 filhos.
Ainda no outro dia apanhei uma conversa deliciosa de um casal de namorados.
Ela: então amorzinho, ontem ficaste em casa?
Ele: Sim, sim, minha panqueca com marmelada. Fui-me deitar logo às dez da noite.
Ela: A sério? nem foste tomar café?
Ele: Não queriduchinha, fui logo para a cama a pensar em ti.
Ainda estou para perceber como é que ela conseguiu sair do autocarro. As portas eram demasiado baixas para tamanho par de cornos.
Logo que se entra, uma panóplia de odores invade os narizes incautos. Desde perfumes da loja dos trezentos a suor marinado, há de tudo. E é sempre uma emoção ouvir conversas alheias. Eu até já aprendi a falar um bocadinho de crioulo, com a quantidade de palop's que apanham o mesmo autocarro que eu. Por exemplo, 'uga-buga buga-uga, uga uga' significa: dama hoje vou passar pla tua barraca que o bróder tá com fomeca. Já 'buga-buga, uga-buga' significa: hoje não que tenho que ficar a tomar conta dos meus 8 filhos.
Ainda no outro dia apanhei uma conversa deliciosa de um casal de namorados.
Ela: então amorzinho, ontem ficaste em casa?
Ele: Sim, sim, minha panqueca com marmelada. Fui-me deitar logo às dez da noite.
Ela: A sério? nem foste tomar café?
Ele: Não queriduchinha, fui logo para a cama a pensar em ti.
Ainda estou para perceber como é que ela conseguiu sair do autocarro. As portas eram demasiado baixas para tamanho par de cornos.
segunda-feira, maio 01, 2006
Gasparzinho...
Ouvi esta ontem: Qual é a diferença entre o Dino dos morangos com açucar e Gasparzinho o fantasma amigo? É que o Gasparzinho consegue atravessar árvores.
domingo, abril 30, 2006
A Queima está aí
Pois é, a queima das fita de Coimbra começa esta semana.
Para quem não sabe, a queima das fitas é uma desculpa esfarrapada que o pessoal arranja para quase duas semanas de inconsciência alcóolica, sexo desenfreado com estranhos, vómitos que cheiram a despejos industriais e concertos de gajos que incrivelmente estão ainda mais bêbados que o público (olá jorge palma!).
Nem acredito que já é a minha última queima...
Para quem não sabe, a queima das fitas é uma desculpa esfarrapada que o pessoal arranja para quase duas semanas de inconsciência alcóolica, sexo desenfreado com estranhos, vómitos que cheiram a despejos industriais e concertos de gajos que incrivelmente estão ainda mais bêbados que o público (olá jorge palma!).
Nem acredito que já é a minha última queima...
quarta-feira, abril 19, 2006
Como os anus passam
Fui adolescente no fim dos anos 90. A minha irmã é dez anos mais velha, portanto foi adolescente no final dos anos 80. No outro dia estávamos a discutir marcos das respectivas décadas. A minha irmã falou dos Cure, dos Depeche Mode e dos Pixies. Falou dos penteados e das roupas. Do Indiana Jones. Da Madonna e da Samanta Fox. Da Abelha Maia. Dos Spectrum. Dos discos de vynil. Dos gravadores de cassetes.
Eu só me consegui lembrar do vídeo porno da Pamela e do Tommy Lee.
Eu só me consegui lembrar do vídeo porno da Pamela e do Tommy Lee.
Elementar meu caro...II
Outra pérola da referida revista (já agora a revista é a DIF, de distribuição gratuita): ‘(…)Há alguns anos era essa a hipótese avançada por John Carpenter em Fantasmas de Marte: A da latência (hibernação espectral) dos fantasmas que a qualquer momento, uma vez accionados, se podem encarnar/realizar.’
Claaaaaaro, aposto que o Carpenter estava mesmo a pensar nisso!
Agora imaginem quando este gajo fizer a crítica do Espelho Mágico do Manoel de Oliveira.
Claaaaaaro, aposto que o Carpenter estava mesmo a pensar nisso!
Agora imaginem quando este gajo fizer a crítica do Espelho Mágico do Manoel de Oliveira.
Elementar meu caro...
Estava a folhear umas revistas antigas cá por casa quando me deparo com uma curiosa crítica ao filme ‘Guerra dos Mundos’ do Spielberg. Então, atentem bem nos seguintes excertos ‘É essa a lógica (dinâmica) imaginária e figurativa que estrutura a Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg. A saber, a oposição vazio-cheio. Entre o vazio (espectral) do humano -crise em cadeia do sujeito, dos valores e da sociedade - e o cheio (orgânico) do mundo alienígena. Essa falta de peso ou lastro que sedimente a matéria e a História - que nos permita ter corpo, valores, figura.’ Mais à frente podemos ler ‘Orgânicas assim, são as formas e figuras alienígenas, estabelecendo o intrincado de uma teia, uma rede, que, de acordo com a noção dinâmica de arabesco de Worringer («A arte gótica», 1927), supera a singularidade e descontinuidade da linha pela criação de novas formas -massa mutante.’
Foda-se! E eu que pensava que era só sobre extraterrestres a matar pessoas.
Foda-se! E eu que pensava que era só sobre extraterrestres a matar pessoas.
Atoladinha
Há algum tempo atrás algumas gajas do meu curso foram de viagem de finalistas ao Brasil. Vieram de lá a cantar uma música irritante que no refrão dizia o seguinte ‘estou ficando atoladinha, estou ficando atoladinha, estou ficando atoladinha’( repeat ad infinitum…)
Descobri hoje que ‘estou ficando atoladinha’ é gíria brasileira para ‘estou cheia de esperma’. Pelo menos três das gajas estavam a cantar a verdade.
Descobri hoje que ‘estou ficando atoladinha’ é gíria brasileira para ‘estou cheia de esperma’. Pelo menos três das gajas estavam a cantar a verdade.
O BES e a Merche
Anda a dar por estas alturas um anúncio do BES (o banco) com o Cristiano Ronaldo. Não me parece boa estratégia comercial ter o jovem Ronaldo a tentar articular duas frases seguidas. Principalmente porque ninguém percebe que merda é que o gajo está para ali a tentar dizer (falar é um esforço evidente para ele).
Seria muito melhor terem contratado a Merche Romero. Já a estou a imaginar agarrada a um poste de strip a sussurrar lentamente ‘Vem…Vem…ao BES’. Os gajos deviam era contratar-me a mim para publicitário.
Seria muito melhor terem contratado a Merche Romero. Já a estou a imaginar agarrada a um poste de strip a sussurrar lentamente ‘Vem…Vem…ao BES’. Os gajos deviam era contratar-me a mim para publicitário.
Finalmente as primeiras fãs!
Desde que publiquei o post sobre o Dino tenho recebido vários mails de meninas que pertencem ao clube de fãs do dito cujo. Segundo uma delas, (que me escreveu um mail a cor de rosa, e assinava Pituxa): ‘Qd t apanhar seu filhu da puta, voute obrigar a decorares as múxicas tds dus cd’s dus DZR’T.’ Segundo outra: ‘Meu cabrão xádico, se t apanhar na rua, vou-te esbofetear a fussa toda, mas com cuidado para não partir as unhas de gel’. No entanto a que me deixou mais preocupado foi: ‘Meu porco inxenxivel, vou-te por insconsciente e fazer-te uma tatto da hello kitty no cu.’
Estou tão contente. Finalmente já tenho hate mail!
Estou tão contente. Finalmente já tenho hate mail!
Segurança Rodoviária
Morreu no outro dia o Dino dos Morangos com açúcar. Milhares de adolescentes por todo o país estão já a tentar cometer suicido cortando os pulsos com as gilletes que usam para rapar a sovaqueira. Por outro lado, um recente estudo indica que o QI médio em Portugal aumentou em 8% desde o sucedido. Calcula-se que se todo o elenco dos Morangos com açúcar desaparecer da face da Terra, Portugal pode passar a ser uma super potência mundial.
No entanto na TVI, as coisas não estão fáceis. Como fazer para substituir o Dino? Segundo a minha fonte colocada bem no interior da boca da Manuela Moura Guedes, várias hipóteses estão já a ser colocadas:
1: Substituir o Dino por um cogumelo que fala. Poucas pessoas notarão a diferença. No entanto os responsáveis estão algo cépticos quanto a esta hipótese, visto ‘elevar demasiado o nível cultural da novela’.
2. Matar a personagem do Dino. A TVI pode até aproveitar, e já que tem os direitos de imagem, filmar o funeral. Seria a primeira vez que se veria os actores(?) da novela a realmente demonstrarem alguma emoção.
3.Aproveitar e iniciar uma campanha de segurança rodoviária. Num gesto de solidariedade, todos os actores aceitariam ser ‘crash test dummies’, para as principais marcas automóveis. Depois apareceriam (os que sobrevivessem), em anúncios de prevenção rodoviária, ao som do ‘wise up’ da Aimee Mann, tentando fazer radicais passos de dança hip-hop.
No entanto parece que o mais provável é o actor ser substituído por uma nova personagem. José Carlos Malato já foi sondado para o papel de TóMané, um jovem de 17 anos que ganha a vida a vender coca, enquanto trabalha num lar de idosos ali para os lados da Buraca.
No entanto na TVI, as coisas não estão fáceis. Como fazer para substituir o Dino? Segundo a minha fonte colocada bem no interior da boca da Manuela Moura Guedes, várias hipóteses estão já a ser colocadas:
1: Substituir o Dino por um cogumelo que fala. Poucas pessoas notarão a diferença. No entanto os responsáveis estão algo cépticos quanto a esta hipótese, visto ‘elevar demasiado o nível cultural da novela’.
2. Matar a personagem do Dino. A TVI pode até aproveitar, e já que tem os direitos de imagem, filmar o funeral. Seria a primeira vez que se veria os actores(?) da novela a realmente demonstrarem alguma emoção.
3.Aproveitar e iniciar uma campanha de segurança rodoviária. Num gesto de solidariedade, todos os actores aceitariam ser ‘crash test dummies’, para as principais marcas automóveis. Depois apareceriam (os que sobrevivessem), em anúncios de prevenção rodoviária, ao som do ‘wise up’ da Aimee Mann, tentando fazer radicais passos de dança hip-hop.
No entanto parece que o mais provável é o actor ser substituído por uma nova personagem. José Carlos Malato já foi sondado para o papel de TóMané, um jovem de 17 anos que ganha a vida a vender coca, enquanto trabalha num lar de idosos ali para os lados da Buraca.
Subscrever:
Mensagens (Atom)